Arquivo de 14 de julho de 2009

Piquet corrige Galvão Bueno

terça-feira, 14 de julho de 2009

Esta saiu no site www.comunique-se.com.br:

“Nelsinho Piquet piloto da equipe Renault na Fórmula 1, desmentiu pelo Twitter o que o apresentador e narrador Galvão Bueno disse no programa Bem, Amigos da SporTV, que o brasileiro havia sido demitido pela Renault, na segunda-feira (13/07).

“Aí Galvão, você está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamos torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!”, afirmou Nelsinho.

O piloto usou seu Twitter para informar que segue na escuderia francesa e que a equipe prometeu para próxima corrida carros iguais para ele e Fernando Alonso.

Além de desmentir Galvão, Nelsinho continua oferecendo brindes a seus fãs. Após chegar a 30 mil seguidores, twittou “Para ganhar o boné você tem q adivinhar quantos quilômetros eu fiz de testes entre novembro de 2008 e marco de 2009 (carro velho e carro novo)”.”

Romário na cadeia

terça-feira, 14 de julho de 2009

Era o que faltava! Acabei de ouvir o Wllington Campos informar pela Itatiaia que o ex-atacante Romário está preso na 16a DP do Rio de Janeiro por não pagar pensão alimentícia. A ação foi movida pela ex-mulher do baixinho, Mônica Santoro.

Claro que já já ele estará solto, porém, um sujeito milionário como ele precisa passar por este constrangimento?

Técnico campeão ganhará carro zero km

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Toyota completa, em 2009, 12 anos de patrocínio ao futebol sul-americano. E é com o espírito de paixão que a montadora está presente mais uma vez dentro dos gramados da maior competição de futebol interclubes do continente, a Copa Santander Libertadores.

Pela segunda vez consecutiva, a Toyota irá premiar o técnico vencedor da decisão da competição sul-americana com um veículo zero-quilômetro. De 1999 a 2007 a premiação foi oferecida ao melhor jogador das duas partidas finais. O treinador é um dos responsáveis pelo sucesso da equipe, administração do elenco e foco na competição, combinando conceitos complexos de metas e estratégias de atuação do primeiro ao último apito do árbitro. “Aos técnicos, estes grandes ‘gerentes’, o nosso reconhecimento”, afirma Luiz Carlos Andrade Junior, vice-presidente sênior da Toyota Mercosul.

O prêmio ofertado ao técnico campeão do certame será o Novo Corolla SE-G. Lançado em março de 2008, é o sedã médio mais desejado do mercado. Além de bonito, moderno e elegante, o veículo é líder em tecnologia e reúne a lista de equipamentos mais sofisticada do segmento, incluindo faróis de xenon, sensores de estacionamento e de chuva, acabamento interno no padrão madeira, direção eletro assistida, ar-condicionado digital, entre outros.

A equipe vencedora do torneio continental tem garantida a sua participação no Mundial de Clubes da Fifa, que tem como patrocinador a Toyota. A competição mundial será disputada no mês de dezembro reunindo, além do campeão pela Confederação Sul-Americana de Futebol, os vencedores dos torneios da América do Norte e Central, Oceania, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.

Na primeira partida da decisão da Copa Santander Libertadores entre o Estudiantes, da Argentina, e Cruzeiro houve empate por 0 a 0, em La Plata. E agora? Será que Adilson Batista, do Cruzeiro, vai se tornar o primeiro brasileiro a ganhar a Libertadores como técnico e jogador (foi campeão pelo Grêmio, em 1996) e conquistar o Corolla SE-G? Ou será que o argentino Alejandro Sabella, treinador do Estudiantes, levará para casa o veículo da Toyota? A única certeza é que teremos uma final emocionante.

Jogadores premiados em anos anteriores:

Ano Jogador Clube Veículo Toyota
1999 Marcos Palmeiras (BRA) Corolla
2000 Oscar Córdoba Boca Juniors (ARG) Corolla
2001 Juan Roman Riquelme Boca Juniors (ARG) Hilux
2002 Sergio Ortemann Olímpia (PAR) Corolla
2003 Carlos Tevez Boca Juniors (ARG) Corolla
2004 Viafara Once Caldas (COL) Corolla
2005 Amoroso São Paulo (BRA) Corolla Fielder
2006 Fernandão Internacional (BRA) Corolla
2007 Juan Roman Riquelme Boca Juniors (ARG) Corolla

Técnico Premiado:

Ano Jogador Clube Veículo Toyota
2008 Edgardo Bauza LDU (EQU) Corolla

Fonte: assessoria de imprensa da Toyota

Ingressos especiais

terça-feira, 14 de julho de 2009

O jornalista Cleyton das Graças Ferreira sempre envia observações interessantes, como essas, por exemplo:

“Alguém duvidava que a venda de ingressos seria essa confusão? Acho que a diretoria errou ao anunciar 64.800 ingressos colocados a venda. Na verdade, foram apenas 31.800 ingressos para o torcedor comum. O resto foi para convidados, sócio torcedor, papa filas, etc.

Outra coisa, será que não é hora de se produzir um ingresso diferenciado para idoso, assim como acontece para estudante? Todo mundo sabe que a maioria dos idosos vão lá, utilizam de um direito que acho legítimo de passar na frente, mas compram ingressos para os netos, filhos, menos para eles. Já é hora de mudar isso.

Pra terminar: a diretoria vendo tudo que o torcedor passou, deveria fazer um preço especial para o jogo contra o Corinthians. Se Deus quiser, o jogo da entrega das faixas…”

Concordo com quase tudo que o Cleyton escreveu, mas tenho uma opinião firmada sobre essa confusão de sempre por ingressos neste tipo de jogo: é assim mesmo, e nunca vai mudar. Os estádios cabem pouca gente em relação ao tamanho das torcidas e o interesse da partida. É assim em jogo do Cruzeiro, da seleção brasileira, do Atlético, do Minas Tênis Clube e de todo time envolvido numa grande decisão. Existe uma única saída para quem não consegue adquirir o seu ingresso: resignação! E assistir pela televisão!

A FIFA descobriu uma solução interessante que agradou em cheio: as “fãs-fest”, na Copa da Alemanha, em 2006. Telões gigantes com imagem de alta definição são colocados em locais de grande concentração pública e a festa começa na hora do almoço e termina  madrugada afora, com barracas de comidas e bebidas típicas dos países envolvidos e muita música, com bandas de vários estilos se sucedendo no palco. Muito melhor que dentro do estádio, onde o jogo dura apenas 90 minutos.

Cruzeiro se manifesta sobre ingressos

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pela nota oficial que divulgou agora a pouco o Cruzeiro está satisfeito com o seu objetivo que é fortalecer o projeto “sócio-torcedor”, que foi batizado no mundo azul como “Sócio do Futebol”.

Confira a nota:

Cruzeiro agradece e parabeniza os Sócios do Futebol  

A procura por ingressos para a decisão da Copa Santander Libertadores, entre Cruzeiro e Estudiantes, nesta quarta-feira, no Mineirão, é muito alta.  No entanto, os torcedores que aderiram ao projeto Sócio do Futebol não têm motivos para se preocupar.

Todos aqueles que fazem parte deste projeto inovador garantiram presença na grande final, muito tempo antes da abertura das bilheterias. A eles, bastou realizar a adesão ao programa e quitar a boleta referente ao mês de julho.  Com isto, não há a necessidade de se enfrentar filas ou passar por incertezas quanto à aquisição de bilhetes.

Outro torcedor beneficiado nesta final é aquele que se filiou ao Cartão Papafilas. Através deste sistema, o cruzeirense pôde comprar sua entrada, via internet, já no domingo, 24h antes da abertura da bilheteria convencional.

Além de não precisar sair de casa, o torcedor que teve antecedência conseguiu adquirir tranquilamente seus bilhetes para o jogo.

A intenção do projeto Sócio do Futebol é facilitar a vida do torcedor cruzeirense, oferecendo mais comodidade e conforto. Por isso, o Clube gostaria de agradecer a todos os torcedores que acreditaram no programa e caminham juntos com o Cruzeiro nessa nova proposta.

Eles abraçaram a idéia defendida pelo Cruzeiro e em pouco mais de um mês já colhem os frutos da parceria.  Poderão participar do jogo mais importante da década. E também, ajudam o Cruzeiro, garantindo a fidelização da torcida e evitando eventuais percalços na procura por ingressos. Afinal, no sistema Sócio do Futebol, todas as ações acontecem de maneira facilitada.

 Por isso, o Cruzeiro deseja que esta união não seja apenas ocasional, pelo importante jogo de quarta-feira, mas sim duradoura, pois um time com a grandeza do Cruzeiro tem grandes partidas e decisões como rotina.

No entanto, o Clube adverte estes fanáticos para que procedam corretamente como Sócios do Futebol. Todo uso indevido do cartão e tentativa de fraude ao sistema serão detectados pelo programa, causando punição imediata ao infrator, como o cancelamento do Cartão, sem direito a reembolso ou volta ao programa, conforme previsto no regulamento.

O Cruzeiro agradece a todos os Sócios do Futebol pela parceria e confiança, e pede para que eles se antecipem na ida para o Mineirão, torçam, vibrem e nos ajudem nesta verdadeira batalha em capo, que será a final da 50ª Copa Santander Libertadores.

Juntos somos mais fortes!

Cruzeiro Esporte Clube”

Novela dos ingressos

terça-feira, 14 de julho de 2009

Essa é uma novela que sempre se repete em todo jogo de grande importância, como este entre Cruzeiro e Estudiantes. Flávio Anselmo escreveu em sua coluna que será publicada amanhã em vários jornais do estado:

“Vou atender hoje apenas aos ditames da minha consciência: nada de falar do estranho sumiço de cerca de 30 mil ingressos da decisão no mesmo dia em que foram colocados à venda. Nem das justificativas da diretoria celeste, bem degustadas pela maioria da crônica esportiva, mas que não me passaram pela garganta: 20 mil ingressos sócio/torcedor; 8 mil do Papa Filas; 3 mil pra torcida do Estudiantes; 2 mil pra os parceiros comerciais e 250 pra os familiares dos atletas. Total, 33.250 ingressos. A carga foi de 64.800; não vou especular que isso cheira esquema de cambistas afins que venderão ingressos pelo triplo do preço, salvarão seu percentual e ajudarão a cobrir o rombo dos ingressos distribuídos. Mera especulação, gente!”

Uma vergonha

terça-feira, 14 de julho de 2009

A principal manchete do Jornal O Tempo de hoje dá um desânimo danado em todos nós que acreditamos na Copa de 2014 como única chance de Belo Horizonte finalmente ter um metrô decente: “BH TEM MENOR VERBA PARA O METRÕ NO PAÍS”, e em seguida vem as tentativas de explicações de sempre dos políticos.

Lamentável!

Presente!

terça-feira, 14 de julho de 2009
O meia Verón, do Estudiantes, carrega presente que ganhou na chegada ao hotel em Belo Horizonte ontem a noite. Foto enviada pelo Renato Alexandre, do Jornal Sete Dias

O meia Verón, do Estudiantes, carrega presente que ganhou na chegada ao hotel em Belo Horizonte ontem a noite. Foto enviada pelo Renato Alexandre, do Jornal Sete Dias

A espetacular história do Kléber IV

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tenho preguiça por textos longos, principalmente entrevistas, que costumam ser cansativas e repetitivas. Mas há jornalistas especiais, que sabem extrair o máximo dos entrevistados. É o caso do Cosme Rímoli, de São Paulo, o mesmo que fez aquela entrevista com o técnico Adilson Batista, que rendeu tanto. O Adilson desceu a lenha na imprensa mineira.

Conheço o Cosme desde 1995 quando cobrimos juntos a Copa América, no Uruguai. Ele era do Jornal da Tarde, do Grupo Estado. Hoje tem um dos blogs mais acessados e de maior credibilidade do país. Confira nos próximos posts a entrevista que ele fez com o procurador do atacante Kléber, Giuseppe Dioguardi.

Boa demais da conta! Vale a pena!

A espetacular história do Kléber III

terça-feira, 14 de julho de 2009

Parte final da entrevista do Cosme Rímoli, em seu blog:  http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/ com o procurador do Kléber, Giuseppe Dioguardi:

 

Segredos da carreira de Kléber no Brasil.

Parte 2.

Entrevista com o agente Giuseppe Dioguardi.

É bom ler o post de baixo antes…

Por que a diretoria do Dinamo deixou Kléber voltar ao Brasil?

Porque o Kléber não queria jogar mais no Dinamo.

De jeito nenhum.

Ele já havia sido muito importante para as conquistas do clube.

O presidente percebeu a situação e aceitou emprestá-lo.

Ainda mais depois de ter a convicção que poderia ganhar muito dinheiro com ele.

E também facilitou o fato do Kléber ter feito uma artroscopia no joelho.

Levaria um tempo para se recuperar.

Para quais clubes você ofereceu o Kléber?

Eu procurei o Corinthians, mas o Antônio Carlos que era o gerente na época me disse que o clube não tinha dinheiro.

Ele sabia quem era o Kléber e disse que gostava muito do estilo dele.

Só que o Dinamo estava pedindo 400 mil dólares pelo empréstimo de um ano.

Era muito dinheiro para o Corinthians.

Fui para o Flamengo.

O vice Kléber Leite disse que ele não tinha o perfil de jogador flamenguista.

Não acreditei quando ouvi sua resposta.

Aí fui procurar o Luxemburgo que ainda estava no Santos.

Ele disse que não lembrava direito quem era o jogador.

Mas depois que viu o dvd, não só se lembrou como se empolgou com ele.

Disse que formaria o ataque perfeito do Santos: o Kléber e o Kléber Pereira.

Como o Kléber estava se recuperando da cirurgia, o negócio não pôde ser fechado imediatamente.

Quando o jogador se recuperou, fui falar com o Vanderlei e aí ele estava de saída do Santos.

Disse que estava fechando com outro clube forte e que nós tivéssemos paciência.

Enquanto isso vieram o Leão e o Ilton José da Costa para contratá-lo para o Santos.

Eu disse não.

Esperei pelo Luxemburgo.

Confiei muito no Vanderlei.

Esperamos, esperamos e ele fechou com o Palmeiras.

Fomos conversar com a diretoria e aconteceu o que ninguém sabe.

Conta logo, Giuseppe…

Os clubes brasileiros estão passando por enormes dificuldades financeiras que as pessoas não têm noção.

O Palmeiras alegou que não tinha dinheiro para bancar o Kléber.

Pelo plano de carreira que havia traçado para ele, o ideal seria ele jogar no Palmeiras e com o Luxemburgo como treinador.

Eu resolvi pagar do meu bolso os 400 mil dólares ao Dinamo.

A diretoria do Palmeiras ficou chocada com a confiança que depositei no clube e no Kléber.

E isso não foi ‘privilégio’ do Palmeiras.

Eu também banquei os 400 mil dólares de empréstimo do Rodrigo para o São Paulo.

Eu confiei nas duas diretorias.

E recebi.

Sabia com quem estava lidando.

A prioridade era fazer os meus jogadores estarem nos clubes certos.

E por que mesmo depois de tanto sucesso o Kléber foi embora do Palmeiras?

Por causa do alto custo dos seus direitos federativos.

E da falta de envolvimento da Traffic.

Vou explicar.

O Valdívia não queria sair do Palmeiras.

Se eu fosse o procurador dele faria com ele se manifestasse, explicasse para a torcida que estava saindo sem querer do Palmeiras.

Mas ele tinha de ir para que o Diego Souza, maior investimento da Traffic, brilhasse.

Só que ninguém esperava que o Kléber roubasse a cena.

E se transformasse no grande jogador do time e ídolo da torcida.

A Traffic ficou sem saber o que fazer, ainda mais porque estava negociando com o Keirrison.

O Dinamo queria o Kleber de volta.

A diretoria ucraniana percebeu que ele amadureceu como jogador.

Só que havia uma cláusula no contrato garantindo que o Palmeiras poderia ficar com ele por 7 milhões de euros.

Para qualquer outro clube custaria 15 milhões de euros.

A diretoria do Palmeiras me procurou dizendo que não tinha tanto dinheiro.

E nem acreditava que o Dinamo pedisse tão alto.

Nós brasileiros pensamos que somos os únicos espertos do mundo.

E o Luxemburgo?

Eu quero aqui acabar de vez com a história que ele não quis o Kléber.

Que o Vanderlei disse que ele era lento.

Nada disso.

O sonho dele era ver o Kléber e o Keirrison jogando juntos.

Seria sensacional para a Libertadores, ele sabia disso.

Além de todo o talento da dupla, Luxemburgo tinha certeza que Kléber seria o escudo de Keirrison.

Ao seu lado Keirrison saberia o que é lutar em campo, ter raça.

Os dois poderiam dar a Libertadores ao Palmeiras.

O Kléber não está no Palmeiras por causa da falta de visão e de interesse da Traffic.

O Palmeiras arrumou dois milhões de euros.

O Vanderlei conseguiu com um amigo dele, dono de hospital, mais dois milhões de euros.

Foi até falado que era um grupo italiano, mas na verdade, era o amigo do Vanderlei.

O Luxemburgo me disse que, se ele tivesse dinheiro, ele compraria o Kléber.

Ele esteve mesmo empenhado.

E o Palmeiras foi lá oferecer ao Dinamo os quatro milhões de euros.

O presidente disse que de jeito nenhum aceitaria menos que os sete milhões.

Foi essa a história da saída dele do Palmeiras.

Você foi ameaçado pela torcida Mancha (Alvi) Verde?

Fui. Falaram que eu estava tirando o Kléber do Palmeiras para ganhar dinheiro.

Eu fiz o seguinte: fui na sede da Mancha junto com o Kléber e conversamos com os dirigentes da torcida.

Expliquei toda a situação. Toda.

O Kléber se apegou demais à torcida do Palmeiras.

Nunca ele havia sido tratado com tanto carinho, com tanto respeito.

No dia seguinte, os torcedores picharam nos muros do Palmeiras: “Fica Kléber. Fora Traffic.”

Foi o que valeu para o presidente da Traffic, Julio Mariz, dizer que eu havia pago a torcida para isso.

Uma grande bobagem.

Eu não tenho culpa se a Traffic não quis apostar em um jogador muito talentoso de 25 anos.

Não houve jeito a não ser ir embora do Palmeiras.

Minha família é palmeirense, apaixonada pelo clube.

Minha irmã Gabriela foi me xingando quando soube que o Kléber tinha saído do Palmeiras.

“Seu babaca, por que tirou ele do meu time? Só pensa em dinheiro, é?”

Meu pai também me deu uma bronca.

Disse que entendia a minha profissão, mas que eu deveria ajudar o Palmeiras.

Mas eu sabia que tinha feito tudo para o Kléber ficar e disputar a Libertadores.

O Palmeiras não soube se organizar para pagar o Dinamo.

E ainda ficou devendo dinheiro ao Kléber?

Infelizmente, sim.

Até hoje, mais de seis meses.

O Palmeiras deve três meses de imagem, 13º salário e outras coisas.

Estou decepcionado com esse atraso, essa falta de consideração por quem fez tudo para ficar no clube.

É verdade que o Kléber quase foi parar no Corinthians?

Por dez segundos que não.

O Andres me chamou quando havia acabado o prazo de 31 de dezembro do ano passado.

Vou confessar outra coisa, Cosme.

Não havia prazo nenhum que desse a prioridade ao Palmeiras.

Eu inventei para tentar ajudar o clube, o Vanderlei e o Kléber que não queria sair de lá.

Quando acabou eu fui chamado para conversar com o Andres.

Ele me falou que havia acabado mesmo de fechar com o Ronaldo.

Por ele, o ataque de sonhos do Corinthians seria o Fenômeno e o Kléber.

E ofereceu quatro milhões de euros pela metade dos direitos do jogador.

Fui lá para Kiev.

O presidente do Dinamo aceitou a proposta.

Quando eu estava ligando para o Andres, ele mudou de idéia e quis os sete milhões.

Sei como ele é. Se eu tivesse completado a chamada e falado com o Andres, o negócio estava fechado.

Por dez segundos, o Kléber não foi do Corinthians.

E o Cruzeiro? 

Pelo meu planejamento, o Kléber precisava jogar a Libertadores da América.

Eu perguntei para o Neto que é muito meu amigo sobre a infraestrutura do Cruzeiro.

E ele só me incentivou a colocar o Kléber lá.

Marquei um encontro com o Zezé Perrela.

Cheguei lá para um café da manhã.

Éramos eu, ele e o governador Aécio Neves.

O Zezé foi logo me falando o quanto queria o Kléber.

E que o Cruzeiro era o clube que melhor vendia jogadores para a Europa.

Fui logo falando que queria que o Kléber ficasse muito tempo no Cruzeiro.

Era a hora de fazer uma carreira de sucesso e com raízes no Brasil.

O Zezé ficou meio chocado com o que ouviu e até se interessou mais por ele.

E foi assim que pensamos na transação.

O Dinamo já pensava que iria perder o Kléber.

Queria outro atacante brasileiro.

Tinha como opções o Dentinho, o Guilherme e o Dagoberto.

O Dagoberto foi oferecido.

O que você fez?

Falei para o presidente do Dinamo sobre o Guilherme.

Ele quis na hora.

O Zezé Perrella fez o negócio dos sonhos.

O Guilherme é um grande jogador, mas ganhou outro, desculpe, na minha opinião, mais completo.

E ainda recebeu de volta quatro milhões de euros.

A transação foi fechada o mais rápido possível.

E o Kléber?

Ele é muito desconfiado.

Queria ficar no Palmeiras.

Se indentificou, se sentiu querido, como nunca tinha sido.

Foi até a sede da Mancha, se despediu chorando.

E aceitou de vez o Cruzeiro.

Ele jurou para ele mesmo que iria ganhar tudo.

O Mineiro e, principalmente, a Libertadores.

A Libertadores?

Sim. Nós colocamos como meta vencer a Libertadores de qualquer maneira para dar um salto definitivo na carreira.

Ele sabia que o Cruzeiro tinha uma base forte, um treinador competente e que o compreende.

O entrosamento do Adílson Baptista e o Kléber é importante para o seu rendimento.

O treinador percebeu logo o atleta que tinha nas mãos e tratou de o proteger, o incentivar.

Mas o Kléber não estraga a sua carreira com as expulsões?

Por que não um psicólogo para ele?

O Kléber é mesmo muito genioso, explosivo.

Ele não admite perder nem bate bola com os vizinhos.

Nos últimos tempos tivemos algumas conversas importantes.

Eu o conscientizei o quanto estava perdendo prestígio, credibilidade e dinheiro com as expulsões.

Ele entendeu que só é tão provocado e sofre tantos pontapés porque é um jogador que desequilibra.

Treinadores mandam fazer rodízio de pontapés nele, uma vergonha.

Não é fácil suportar.

Psicólogo não funciona porque o Kléber é tão desconfiado que ele leva anos para confiar em alguém.

Eu sou muito amigo dele, me considero um irmão mais velho.

Tanto que o próprio Zezé Perrella me pediu para conversar com ele antes da partida contra o Grêmio.

Depois da preleção fiquei falando com ele, o conscientizando da importância do jogo para ele.

E deu certo.

Só que eu tenho de dizer que antes de toda partida importante para o Kléber, minha mãe vai rezar para Santo Expedito e pedir por ele.

É bom ter essa proteção a mais.

O Kléber será vendido pelo Cruzeiro se o time perder a Libertadores?

Se vencer também poderá sair?

O Kléber vale hoje 15 milhões de euros, de acordo com Zezé Perrella.

Mas eu não quero que ele saia agora do Brasil.

Eu tenho certeza que o Cruzeiro será campeão da Libertadores.

Mesmo se não for, é melhor para a carreira do Kléber ficar aqui.

E lutar de verdade por uma vaga na Seleção Brasileira.

Ele é uma mistura de Nilmar com Luís Fabiano.

Acredito que o Dunga vai se convencer que há sim um lugar para ele na Copa do Mundo.

Disputando a Copa, o Kléber irá se valorizar demais.

Ele tem de acreditar nisso

O Zezé Perrella também está disposto a correr o risco e segurá-lo.

Ele é um craque e tem passaporte italiano.

Tem mercado fácil.

Do Cruzeiro, o Kléber só sai para uma equipe grande, forte da Europa.

Isso eu garanto.

E o melhor: está tendo todo carinho da torcida cruzeirense.

É disso que ele precisa.

O Kléber esquece as provocações dentro do campo?

Não esquece, não.

Eu estou tentando fazer com que se acalme, mas ainda está duro.

No campo pelo menos não está sendo expulso.

Mas, fora ele às vezes me surpreende.

Vou contar um caso.

Jogaram Palmeiras e São Paulo.

Ele foi xingado e ameaçado o tempo todo pelo Zé Luís.

O Kléber se segurou.

Fomos jantar em um restaurante fino de São Paulo.

E encontramos o Zé Luís.

O Kléber foi para perto dele e falou:

“Me xinga agora, me xinga agora”.

O Zé Luís ficou todo intimidado e respondeu.

“Kléber, o que acontece no campo é para ficar lá.”

O Kléber respondeu.

“Para mim, não.”

Só com muito custo eu consegui que ele se acalmasse.

O Kléber tem um gênio forte, que não leva desaforo para casa.

Mas é um jogador brilhante.

Que está aprendendo a se controlar.

Já entendeu que desperdiçou tempo demais na carreira com as expulsões.

E, graças a Deus, está cansando de brigar…”