Arquivo de 18 de julho de 2009

Colunista encontra motivo para a derrota do Cruzeiro

sábado, 18 de julho de 2009

O excelente Xico Sá, que escreve às sextas feiras, na Folha de SP, fez uma bem humorada, porém contundente e interessante avaliação da derrota do Cruzeiro para o Estudiantes. Em resumo, disse aquilo que quem conhece bem o futebol sabe: fatores estranhos ao dia-a-dia- de um time não podem ser misturados no dia de uma decisão, quando a concentração deve ser 100% voltada ao jogo. Confira:

XICO SÁ

Ele voltou


O corvo Edgar só despertou para o mal quando viu que Aécio Neves daria a última palavra aos cruzeirenses

AMIGO torcedor, amigo secador, no exato momento em que o governador Aécio Neves desceu aos vestiários para dar a última palavra aos cruzeirenses, o corvo Edgar, pasme, bateu asas do boteco Temático, onde se encontrava foragido em Belo Horizonte, e foi ao estádio. Sobrevoou o Mineirão na maciota, desceu lá na grama e fez um trabalho de mandinga na toalhinha do goleiro alviazulino -foi o remate de todos os agouros e males.
O corvo estava em poder de um atleticano, estranhamente escondido atrás de um timbu, boneco símbolo do Náutico que enfeita, à vera, o balcão do supracitado estabelecimento do bairro de Santa Tereza.
Com o banzo e a melancolia gástrica de quem exagerou no joelho de porco -o prato da casa que leva o nome do Ronaldo Fenômeno-, Edgar nem demonstrava tanto animus-augurius (intenção de agourar) o Cruzeiro. Mesmo com sua queda pelo Galo e por todos os times alvinegros do universo, a ave só despertou para o mal quando viu que o político tucano daria a última palavra à equipe antes de entrar em campo.
Tudo bem, o cara é cruzeirense desde criancinha, mas ali manda o seu Adilson Batista. Que esperasse os boleiros celestes com a taça em palácio. É o máximo que permite o código do bom-tom ludopédico. Foi este o raciocínio do corvo ao despertar da leseira e do cochilo rumo ao palco da final da Libertadores. O resto da história sabemos todos.
“La Brujita”, apelido de Verón entre os argentinos, jantou a redonda como se fosse o melhor dos queijos da Serra da Canastra. À incrédula plateia restou mascar, de sobremesa, o amargo jiló dos humilhados e ofendidos. A massa secadora atleticana vibrou como se fosse título brasileiro. Todo alvinegro sorria como maravilhados Dadás, o herói de 1971 no Maracanã. Todo alvinegro, por mais bêbado que estivesse, subiu e parou no ar qual o seu velho atacante de codinome Beija-Flor.
É em um momento como esse que a arte de secar alcança seu ponto máximo, seu parentesco com as religiões e todos os deuses que dançam, todos os orixás, caboclos e xamãs.
Nessa hora o secador nato ergue as mãos aos céus de BH e exalta: está ganho o ano futebolístico. Basta o Galo ser o quarto e garantir a vaga da Libertadores. Sim, tem sempre o secador enrustido, que lava as delicadas mãos com o mesmo sabonete de Pôncio Pilatos, e orgulha-se: não tenho nada a ver com isso, vibro só pelo meu time e estamos conversados.
No futebol, por mais que finja e dramatize no tablado dos botequins sua condição purista, o torcedor que nunca secou o adversário não existe.
Atire o primeiro radinho de pilha no bandeiro aquele que nunca agourou o rival no campo de jogo.

Piloto desaparecido é sobrinho do Rômulo

sábado, 18 de julho de 2009

O piloto Alessandro Traugott Binder Morais, do monomotor Beechcraft (modelo BE-36 A Bonanza), que está desaparecido desde sábado passado, quando sobrevoava da selva amazônica na Venezuela, é sobrinho do ex-goleiro do Atlético, Rômulo, e não irmão, como informei dias atrás. Agradeço às pessoas que me corrigiram, em especial ao Daniel Traugott Binder, que enviou hoje um email, informando que o Alessandro é filho da Tânia Binder, ela sim, irmã do Rômulo, que foi titular do Galo no fim dos anos 1980, início dos 1990.

Ele inclusive viajou para a Venezuela para acompanhar os trabalhos de resgate. O avião foi localizado pela força aérea venezuelana ontem, mas o tempo ruim ainda não permitiu o aprofundamento das buscas em solo.

Aproveito para manifestar a minha solidariedade à família, com quem tive muito contato durante um bom tempo, porque sempre me encontrava com o Ricardo Binder, pai do Rômulo, em Sete Lagoas, onde ele residia. Não sei se continua lá.

Fiquei amigo do Rômulo, nos tempos do Atlético, onde eu era repórter setorista da TV Bandeirantes na época. Hoje ele é piloto da Trip Linhas Aéreas, muito conceituado na nova profissão que abraçou e que sempre foi a sua paixão. Ele e a maioria dos irmãos nasceram em Pará de Minas e foi no aeroclube de lá que ele fez seus primeiros voos.

Alessandro também era um piloto experiente, com 10 anos de atividade e foi a Miami com o diretor da Magnesita, Maurício Lustosa de Castro, para buscar o avião, adquirido pelo empresário lá.

Kalil no twitter

sábado, 18 de julho de 2009

O presidente do Atlético Alexandre Kalil aderiu ao Twitter, a nova febre da internet. Apenas ontem o endereço dele teve mais de 1.500 adesões. Para se cadastrar é só clicar: 
http://twitter.com/alexandrekalil

Os mineiros, Luxemburgo e Muricy

sábado, 18 de julho de 2009

* O fim de semana começou bem para o futebol mineiro com a goleada do Ipatinga ontem, 5 x 2, sobre o Brasiliense, no Ipatingão. Agora sob a “era” Emerson Ávila, técnico que substituiu Marcelo Oliveira esta semana no comando do time. Com a vitória o Tigre subiu para a sétima posição na classificação da Série B. Marcelo Ramos foi o destaque do jogo, marcando dois gols.

* Amanhã é dia de torcer pelo América, que pega o Mixto, de Cuiabá, no Independência, precisando apenas do empate para se garantir na próxima fase da Série C.

* Amanhã, Galo e Vitória farão o jogo do visitante “mais mal educado”, o que mais tem surrado os donos da casa na Série A, contra o “pior anfitrião”, único que tem 100% de vitórias dentro de casa.

* No Mineirão, o Cruzeiro tenta amenizar a dor da perda da Libertadores, pegando o Corinthians, com Ronaldo e todo o badalado time do Mano Menezes.

* Principal novidade de ontem para hoje no futebol nacional foi a volta do Vanderlei Luxemburgo para o Santos. Vai dirigir o time da Vila Belmiro pela quarta vez em sua vida. Chamado por muitos de “decadente”, está na hora do “Luxa” dar uma reagida.

O Santos tentou antes, Muricy Ramalho, que além de querer ganhar R$ 700 mil por mês, não queria trabalhar com o goleiro Fábio Costa, segundo dirigentes santistas.

Gozação do dia

sábado, 18 de julho de 2009

capa_17072009223733Charge do Duke, hoje no jornal Super Noticia

Cruzeiro e Corinthians na história

sábado, 18 de julho de 2009

CRUZEIRO X CORINTHIANS

RESUMO ESTATÍSTICO
TOTAL DE JOGOS: 62
Vitórias do Cruzeiro: 19
Empates: 17
Vitórias do Corinthians: 26
TOTAL DE GOLS: 165
Gols do Cruzeiro: 77
Gols do Corinthians: 88

Cruzeiro e Corinthians se enfrentaram 42 vezes pelo Campeonato Brasileiro. Foram 14 vitórias do Cruzeiro, 13 empates e 15 vitórias do Corinthians. O Cruzeiro marcou 43 gols e o Corinthians 47.

Primeiro confronto pelo Campeonato Brasileiro

21/8/1971 – Empate 0 a 0 (em São Paulo)

Recordes do Campeonato Brasileiro

Maior número de pontos ganhos (100) e maior número de vitórias (31). Estas marcas são do Brasileiro de 2003.

Cruzeiro e Corinthians se enfrentaram 42 vezes pelo Campeonato Brasileiro. Foram 14 vitórias do Cruzeiro, 13 empates e 15 vitórias do Corinthians. O Cruzeiro marcou 43 gols e o Corinthians 47.

Primeiro confronto pelo Campeonato Brasileiro

21/8/1971 – Empate 0 a 0 (em São Paulo)

Recordes do Campeonato Brasileiro

Maior número de pontos ganhos (100) e maior número de vitórias (31). Estas marcas são do Brasileiro de 2003.

Cruzeiro e Corinthians decidiram uma vez o título de campeão brasileiro. Foi em 1998 quando se classificaram para o playoff final do Campeonato Brasileiro e após dois empates em 2 a 2, no Mineirão, e 1 a 1, no  Morumbi, o Corinthians ficou com o título, após vencer a terceira partida, em São Paulo, por 2 a 0 com gols de Edílson e Marcelinho Carioca, ambos no 2º tempo.

As equipes também participaram de uma final do torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1969, juntamente com Palmeiras e Botafogo. O quadrangular que foi disputado em turno único teve Cruzeiro e Corinthians, na última rodada. A vitória cruzeirense por 2 a 1, no Mineirão, não foi suficiente para levar o título interestadual, que acabou ficando com o Palmeiras. É que as duas equipes terminaram as finais com a mesma campanha, mas os paulistas conquistaram o torneio por terem marcado um gol a mais.

 

PRIMEIRO JOGO
1/11/1940 – Corinthians 6 a 3 (amistoso em São Paulo, no Pacaembu)

 

ÚLTIMO JOGO
25/8/2007 – Cruzeiro 3 a 0 (no Pacaembú, pelo Campeonato Brasileiro)

 

MAIORES RESULTADOS
24/4/1996 – Cruzeiro 4 a 0 (Em Belo Horizonte, pela Copa do Brasil)
1/11/1940 – Corinthians 6 a 3 (amistoso em São Paulo)

 

MINEIRÃO
Foram 25 confrontos no estádio com 11 vitórias do Cruzeiro, seis empates e oito vitórias do Corinthians. O Cruzeiro marcou 33 gols e o Corinthians 29.

* Dados enviados pela assessoria de imprensa do Cruzeiro