O goleiro Fábio faria pregação em uma igreja evangélica de Sete Lagoas hoje, mas em função da antecipação da viagem do Cruzeiro, que já está em Porto Alegre, o evento foi adiado para quinta feira da semana que vem.
Enquanto isso o carro de som anunciando a sua presença continua rodando pelas ruas da cidade, agora anunciando a nova data.
Cruzeiro e Grêmio se enfrentaram 29 vezes pelo Campeonato Brasileiro. Foram 15 vitórias do Cruzeiro, oito empates e seis vitórias do Grêmio. O ataque cruzeirense marcou 43 gols e a defesa sofreu 24.
Primeiro confronto pelo Campeonato Brasileiro:
30/10/1971 – Cruzeiro 2 a 1 (em Belo Horizonte)
Recordes do Campeonato Brasileiro
- Maior número de pontos ganhos (100) – Brasileirão 2003.
- Maior número de vitórias (31) – Brasileirão 2003.
PRIMEIRO JOGO
26/5/1960 – Cruzeiro 2 a 1 (amistoso em Belo Horizonte)
ÚLTIMO JOGO
2/7/2009 – Empate 2 x 2 (No Olímpico, em Porto Alegre, pela Copa Libertadores)
MAIOR RESULTADO
10/10/1990 – Cruzeiro 4 a 0 (No Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro)
18/11/1970 – Grêmio 3 x 1 (Em Porto Alegre, pela Taça de Prata)
ESTÁDIO OLÍMPICO
Cruzeiro e Grêmio já se enfrentaram 25 vezes no Olímpico. O Cruzeiro conquistou cinco vitórias, 12 empates e perdeu oito jogos. O ataque cruzeirense marcou 18 gols e a defesa sofreu 24.
DECISÃO
Cruzeiro e Grêmio decidiram a Copa do Brasil de 1993. Após o empate por 0 a 0 em Porto Alegre, o Cruzeiro bateu o Grêmio por 2 a 1, em Belo Horizonte, e conquistou a Copa do Brasil pela primeira vez. Cruzeiro e Grêmio, com quatro conquistas cada, são os recordistas de títulos na competição.
Esta é uma das primeiras vistas de Conceição do Mato Dentro, com suas igrejas, seu casario dos Séculos XVII e XVII, suas cahoeiras, bares e gente boa demais da conta, descendo a MG-010, depois da Serra do Cipó.
O Bar da Rosinha está bombando em Conceição do Mato Dentro. Começou no início de dezembro do ano passado, com data para fechar as portas: depois do carnaval. Mas de tão bom, em tudo, a freguesia a impediu de acabar com este que é, hoje, o principal ponto de reencontro e confraternização dos amigos e visitantes dessa cidade extraordinária, mais que tricentenária.
Além dos comes e bebes que Minas Gerais é especialista, o bar tem um algo mais: a música de altíssima qualidade, fruto de canjas memoráveis dos irmãos dela, Renato, Grilo e Deco, com o acréscimo do Gabriel Guedes (Xexéu), genro da Rosinha, que além da Naísa, apaixonou-se também por Conceição, e hoje é um dos seus maiores defensores, contra a fúria financista/devastadora do Eike Batista com suas mineradoras, minerodutos, MMX e coisas tais.
O Renato, irmão da Rosinha, é um dos fundadores e grande saxofonista da banda “Zé da Guiomar”, que faz um sucesso danado, com sambas de raiz e MPB.
Por falar no senhor Eike Batista, semana passada ele deu mais R$ 13 milhões ao Comitê Olímpico Brasileiro, para ajudar na candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016. Já tinha dado R$ 10 milhões, meses atrás.
Este dinheiro tinha que ser investido lá em Conceição, cidades vizinhas e na Serra do Espinhaço em geral, onde a devastação ambiental e social promovida por ele é incomensurável.
Muito bem, em resumo: estou pegando estrada agora, para Conceição do Mato Dentro, com direito a uma parada básica e tradicional na Serra do Cipó, outro paraíso desse mundo, onde há pousadas como a Chão da Serra, e gente boa como o Taquinho, Graça, Antoninho, Joaquim e tanta gente mais.
Pior que desfalcar o time contra o Grêmio é o tipo de problema diagnosticado no Kléber: púbis. Pavor de todo jogador profissional, que abreviou carreiras de muitos jogadores nos anos 1980, início dos 1990.
Reinaldo, o grande “Rei, do Galo”, sofreu demais com isso e conta para quem quiser ouvir, que isso minou suas forças para continuar jogando. Parou aos 28, cansado de tanto tratamento, fisioterapia e remédios.
A tal “região pubiana” é o pior lugar para alguém sentir uma dor, e fazer tratamento. Para quem não tem idéia, fica entre as pernas, entre o saco escrotal e o ânus. É mole?
Menos mal que a medicina evolui a cada dia, e hoje o sofrimento e demora no tratamento não são mais tão grandes como há 10 anos.
A pior notícia para os cruzeirenses este ano, depois da perda da Libertadores, foi essa da contusão do Kléber, que o tira do jogo contra o Grêmio domingo. Esse faz diferença!
É um terror para qualquer defesa adversária, ainda mais agora, que está conseguindo controlar os nervos. E decide jogos “perdidos”, como quarta feira, contra o Sport, quando ninguém acreditava mais que o placar seria 0 x 0.
Com Kléber em campo, o adversário respeita mais o Cruzeiro.
O que mantém as esperanças dos atleticanos é que o campeonato não tem ninguém praticando bom futebol com regularidade. São altos e baixos gerais, como o próprio Atlético, que faz partidas empolgantes, e vergonhosas como a de ontem. Além do mais é um time em formação, onde o Celso Roth ainda não conseguiu descobrir quais são os 11 que devem começar jogando. Tiago Feltri teve uma recaída brava nessa derrota para o Flamengo, fazendo lembrar aquele jogador que matava a torcida de raiva, antes de ser emprestado ao Goiás. Mas, está com crédito, porque tem sido um bom jogador na temporada.
Júnior foi outra decepção. Ele que é o grande articulador do time, ontem, teve um apagão.
Lédio Carmona, um dos melhores comentaristas do Sportv, disse, quando o jogo estava terminando: “Seguramente, foi o pior jogo do Atlético no campeonato”. Sem dúvida!
Jogo danado esse da derrota do Galo para o Flamengo. Começou de cara escapando de levar um gol, fez 1 x 0 com menos de três minutos, dominou uns 10 minutos e depois morreu. Parecia um time de roça, cujos jogadores atuavam pela primeira vez no templo sagrado do futebol mundial, o Maracanã.
Impossível salvar a barra de algum dos jogadores, muito pelo contrário. De Aranha, que tomou três gols defensáveis, a Tardelli, que fez uma ou duas jogadas de efeito, um time horroroso na noite de ontem.
Serginho tinha uns lampejos do bom jogador que é, porém, o Flamengo pôs o Willians em cima dele, e fim de conversa.
O segundo tempo foi melhor realmente, como disse o Celso Roth, mas insuficiente para esboçar uma reação no placar.
Outro que esteve péssimo no jogo foi o gaúcho Leonardo Gaciba, para mim, o melhor árbitro do país, mas deixou de apitar um pênalti no Tardelli, quando o marcador já era 3 x 1, e quando estava 2 x 1, não apitou falta do Éverton, que segurou o Marcos Rocha pela camisa. Falta clara, não apitada, que terminou em gol, o terceiro, feito pelo próprio flamenguista que fez a falta.
Mas nada disso justifica o péssimo futebol do Galo, que mereceu perder.