Arquivo de 7 de agosto de 2009

Paralisação que enche a paciência

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Tudo bem que ficar parado mais de uma semana, sem jogar, permite a recuperação de jogadores, mais treinos táticos e até a regularização de quem está chegando. Mas, que enche a paciência, enche!

No frigir dos ovos pode haver mais perdas que ganhos quando o time fica na situação na qual se encontra o Atlético no campeonato. Jogos adiados, vendo os concorrentes diretos somar pontos, e a consequente maior pressão por vitórias nos jogos adiados.

Hora de ativar o plano B

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Uma visão diferente da situação do Cruzeiro vem da Inglaterra. Do Alisson Sol, correspondente informal do nosso blog. Vale a pena ler:

 ”Olá Chico,

Já havia escrito há algumas semanas que há certamente algumas desavenças no grupo do Cruzeiro. Mas nada além do que normalmente ocorre em qualquer grupo de pessoas. Infelizmente, boa parte da imprensa tenta dramatizar qualquer situação, e há gente confundindo a profissão de Jornalista com a de Jornaleiro. Há poucas semanas, “jornalistas” dramatizavam a gripe suína na Argentina, e sugeriam até que o Cruzeiro não fosse para a primeira partida da final da Libertadores. Estranhamente, ninguém sugere um boicote da seleção brasileira à partida pelas eliminatórias da Copa, a ser realizada na cidade de Rosário. Muito estranho. Segundo o site que mantém estatísticas da doença, http://flutracker.rhizalabs.com/, La Plata tem até hoje um único caso fatal, enquanto Rosario tem 44 casos fatais. Dramatizar parece ser mais fácil do que investigar.

Voltando ao Cruzeiro, não há motivo algum para desespero. É preciso agora ser realista, e ativar o “Plano B”. A administração do clube deve planejar as metas para 2010, e começar o “post mortem” de 2009 o quanto antes. O time deve se preocupar em alcançar logo uma boa posição no Campeonato Brasileiro, de forma a poder se preparar para a disputa da Copa do Brasil no próximo ano. Vários jogadores precisam ser vendidos, e o clube precisa dar experiência a jogadores de divisões de base durante a reta final do Brasileiro. Quanto ao Adílson, eu acho que ao garantir o treinador “até o final do ano”, o presidente talvez tenha dado uma boa indireta a respeito deste seu ciclo no clube.

Minha opinião sobre o maior erro da administração do Cruzeiro este ano: ainda estão achando que estão lidando apenas com jogadores de futebol. Só mesmo a imprensa mineira para acreditar ainda em “complô de vestiário”, liderado por jogadores com nível de primeiro grau (o que não escrevo de forma alguma em detrimento dos jogadores, em sua maioria trabalhadores e geralmente fonte de renda para grande parte de suas famílias). Até há pouco tempo, dirigentes de clubes negociavam diretamente com jogadores, ou com os pais dos mesmos, ou “empresários” amadores. Hoje em dia, a maioria dos jogadores são gerenciados por empresários muito bem preparados, alguns com mestrado e até doutorado em administração. Jogador algum vai se aliar a um colega de profissão, em detrimento dos conselhos de seu empresário. Pode até faltar disciplina tática dentro de campo. Mas jogador desobedecendo seu empresário geralmente tem sua carreira terminada bem antes das contusões. Em um time em que a maioria dos jogadores veio até mesmo de outros estados, só mesmo torcedores bastante inocentes para ainda acreditarem que jogadores vão tentar derrubar o técnico para poderem “ficar à vontade no clube”. Pelo contrário: tem jogador que provavelmente está forçando expulsão até para se indispor com a torcida, facilitando sua negociação.

Alisson Sol”

Decifrado um dos códigos do Adilson Batista

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Adilson Batista gosta de dar entrevistas cifradas, em códigos, mandando recados que só ele sabe para quem são.  Uma chatice, mas, é o estilo dele.

O jornalista Marcelo Bechler Machado acredita que desvendou um desses códigos do treinador. Confira:“A venda do jogador que não evoluiu com Adilson.

Na entrevista de quarta-feira, quando consegui terminar minha pergunta à Adilson Batista, o técnico disse que fez vários jogadores evoluírem no Cruzeiro (pura verdade), à exceção de um, mas que não citaria o nome.

No dia seguinte, o presidente Zezé Perrella anuncia a venda do jogador. Wagner. O camisa 10 disputou o Campeonato Brasileiro de 2005 à 2008, sendo que no primeiro ano jogou como ala após a saída de Athirson. Em 2007, chegou durante a competição porque estava no futebol do Oriente Médio. Nas duas outras temporadas foi Bola de Prata da Placar.

O meia poderia ser o jogador mais importante do Cruzeiro nos últimos anos, mas não amadureceu. É um dos que jogam mal longe do Mineirão e tem dificuldades com marcação individual.

Adilson tentou fazer Wagner ser o que se espera dele, não conseguiu. Os problemas do armador entram na conta das explicações evasivas do técnico durante as entrevistas como “tentamos corrigir algumas situações durante o jogo” ou “temos que administrar situações internamente”, “só quem está lá dentro, no dia a dia para saber”. As frases não são só sobre Wagner, mas são também. A culpa parece muito mais do jogador do que do técnico.

O bom meia que poderia ser ótimo ainda tem 24 anos, pode crescer. Mas na Rússia vai ser difícil.

* Só discordo do Marcelo quando ele diz que o Wagner tem “apenas” 24 anos e que pode crescer. Nessa idade, já chegou aonde podia.

Leia mais em www.blogdemarcelomachado.blogspot.com

Cada vez mais difícil

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Frequentar o Mineirão já foi um dos grandes prazeres dos mineiros, mas a prática está ficando cada dia mais difícil. Veja o relato que recebi do Glayson, torcedor do Cruzeiro, que esteve lá, quarta feira:

“É com muita tristeza e indignação que nesta hora relato algumas tristezas ocorridas na partida entre Cruzeiro x Atlético-PR, nesta quarta-feira, 05/08. E olha que não quero falar exatamente sobre o futebol, até porque o Cruzeiro é muito maior do que tudo de ruim que está ocorrendo e, com certeza, voltará a triunfar.

Mas, o motivo da minha revolta, razão pela qual resolvi me manifestar, é a grande babaquice que alguns idiotas que se dizem torcedores proporcionaram: em determinado momento da partida, duas facções de torcidas no mesmo clube entraram em desacordo de opiniões. Até aí tudo bem, mas a partir do momento que a torcida Máfia Azul, avançou em direção a outra em menor número, logicamente o pânico foi geral. Muitos torcedores, que não tinham nada com a confusão, com filhos de colo, mulheres, idosos, etc…, cada um tentando se safar da ira de um bando de deliquentes.

E a polícia !!!??? Não tinha… apareceu mais ou menos 15 minutos após o fato e nada fez.

Falam tanto no estatuto do torcedor, não pode vender cerveja, cobram ingresso de crianças com menos de 01 ano, o estacionamento, o flanelinha, etc…

E estamos firmes, porque como eu que acompanho todos os jogos, existem muitos, porém já existiram muito mais, e hoje eles não se aventuram. Me pergunto: Até quando resistiremos???”

E eu também pergunto: a quem recorrer?

Coluna do Flávio Anselmo: TÁ ESCRITO NÃO TÁ PREVISTO

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Coluna do Flávio Anselmo, publicada hoje em vários jornais do estado:

“No programa da Alvorada/FM, do qual, também, me despeço esta semana, profetizei terça-feira que o Cruzeiro terminaria a 17ª rodada entre los caídos. Errei por pouco. Adivinhação? Nada. O que tá escrito nas estrelas, não tá previsto nas vãs consciências. O time horroroso escalado por Adilson Batista deu novo vexame em casa, diante de 15 mil torcedores, sem nenhuma novidade: treinador indeciso e falho; atacantes sem pontaria, defesa falha, Fábio sofredor e duas expulsões.

Perder deste Furacão puxado pra minuano gaúcho e, de quebra, com o velho delegado Antônio Lopes no comando, dá pra pedir o boné. Os azuis ficaram livres de Gerson Magrão, mas vão aguentar Athirson, desinteressado e p.da vida, até o final do ano. E o Sorin? O gato comeu.

Parecia que a noite seria cruzeirense: o Furacão teve um expulso no primeiro tempo. Mas a vontade dos celestes de entregar o jogo e lascar a vida de Adilson Batista mudou tudo: a turma descontente com o técnico entrou em campo. Logo depois Bernardo foi expulso.

Kleber – sonhando com a lua de mel na Europa- teve recaída no segundo tempo. Acabou no chuveiro mais cedo.

Adilson, também, fez

bem a sua parte: anunciou Diego Renan na direita e colocou Elicarlos; na lateral esquerda, Athirson, com a preguiça de sempre. E a escalação de Gil em detrimento de Neguete, Luizão e Vinicius? O ambiente continua quente na Toca: ou a diretoria, conforme a Trincheira já avisou, age, ou a torcida reage. Dá pra esperar que Adilson, também, recupere-se da perda da Libertadores; mas ele precisa de rever os conceitos de proteção aos amigos.Desgraça pouca é bobagem, realmente. Vejam: o Cruzeiro custou a ficar livre de Magrão, vendido ao Dínamo de Kiev, na Ucrânia – time de Guilherme e Leandro Almeida, sem poder comemorar. Foram 2,2 milhões de euros, dos quais o time da Toca só leva 10%.

O restante da grana vai para os bolsos de um grupo secreto de investidores (50%), para o Ipatinga (30%) – estranho, muito estranho – e o próprio atleta (10%). Nessa colcha de retalhos que a Lei Pelé inventou os clubes levaram naquele lugar.

Palmeiras, líder, e Atlético, agora terceiro colocado, não diminui em nada a importância desta partida na próxima quarta-feira, dia 12, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tanto assim que no segundo dia de venda antecipada foram comprados 14.633 ingressos. A Massa nem um pouco perdeu a graça da convivência com a liderança.

Celso Roth vai perder tempo à toa: no lugar de Diego Tardelli a melhor opção é Renan Oliveira. Seria ótimo, também, que o pessoal desinformado parasse de dizer ao torcedor que Renan é armador. Que nada! Renan Oliveira tem sempre de ficar bem perto do gol. É, portanto, atacante.

PITACO: “Se eu achar que não sou útil pego meu bonezinho e vou pra casa descansar, curtir a vida” de Adilson Batista, após o vexame de quarta-feira. É, por isso, que o time deixou de vencer: nem o comandante tem mais compromisso.”