Arquivo de 11 de agosto de 2009

A volta dos nossos times ao exterior

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Cruzeiro criou uma diretoria internacional para negociar jogadores e abrir novos mercados. Escalou o Valdir Barbosa para o comando do setor e ele está conseguindo bons resultados, para a curta existência do departamento. Chegou ontem da Bélgica, onde o Cruzeiro está firmando parceria com um clube de lá.

Os negócios no exterior podem tornar-se a maior fonte de renda dos clubes brasileiros. Tenho trocado idéias com o Alisson Sol, executivo de uma das maiores empresas do mundo, mineiro, residente na Inglaterra, depois de morar muitos anos nos Estados Unidos. Muito atento aos negócios e cifras milionárias do esporte no primeiro mundo, tem passado idéias e informações que merecem a atenção de todos nós, principalmente dos dirigentes.

Confira um papo nosso de ontem e hoje, através de e-mail:

ALISSON:

“Você citou na sua coluna que os clubes brasileiros, com o ajuste do calendário brasileiro ao europeu, poderiam disputar torneios na Europa. Que torneios? Só se for com times da segunda ou terceira divisão. O Barcelona está nos EUA desde a semana passada, disputando amistosos, e um deles foi aqui em Seattle. Pouco antes, o Chelsea também fez um amistoso com o Seattle Sounders. Todos os clubes importantes da Europa fazem isto no verão: disputam amistosos ou “torneios” nos EUA ou na Ásia. O caminho para os clubes brasileiros seria este, pois poderiam então levar sua marca a estes mercados, que hoje correspondem a grande parte do faturamento dos clubes europeus. Participar de amistosos ou torneios na Europa pode parecer bonito para a imprensa e torcida na Brasil, mas seria uma loucura do ponto de vista de negócios. Seria o mesmo que um pequeno mas tradicional fabricante de sucos brasileiros armar uma barraca para vender seu produto em Atlanta nos EUA, sede da Coca-Cola. Só vai conseguir virar alvo fácil de marketing para uma empresa com muito mais recursos.

Aliás, agora que o América está caminhando para a segunda divisão, será que vão fazer colocar camisas do clube à venda… em Belo Horizonte pelo menos?!”

CHICO MAIA:

 “Uai, não existem mais aqueles torneios tipo Tereza Herrera, Paris, Manchester, etc… e tal? Fui a vários com o Galo e Cruzeiro nos anos 1980.

A LDU está disputando um desses torneios, não é na Europa? Li ontem o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, falando isso no O Globo.”

 

ALISSON:

“Voltamos então à questão de se os clubes de futebol brasileiros, e em especial os mineiros, querem ir no caminho de se profissionalizar ou não. Preferem ganhar dinheiro e ao menos pagar os impostos atrasados, ou se vão continuar tentando “jogar para a torcida”, disputando torneios que nada valem e ainda tendo prejuízo?  

Qual o valor para o Cruzeiro de ter sido “Campeão do Torneio de Verão no Uruguai” este ano? Em termos futebolísticos, provavelmente dois zeros à esquerda. E em termos financeiros? Valeu alguma coisa? O time faturou um ou mais milhões de dólares pela viagem? Valeu ao menos o risco de um jogador importante se machucar em um torneio destes? Agora, ainda no meio da temporada, há a desculpa de exaustão de vários jogadores porque o clube já disputou muitas partidas este ano. Não seria melhor então ter descansado os jogadores e ter feito dois jogos a menos no começo do ano? Ligando as situações, pode ser que o título de “Campeão do Torneio de Verão no Uruguai” tenha custado ao Cruzeiro mais um título da Libertadores. Péssimo negócio!  

Seria fácil conseguir um amistoso para o Cruzeiro em algum país da Arábia ou na China com o clube faturando no mínimo um milhão de dólares líquido. O valor futebolístico seria de três zeros à esquerda, mas este é o mesmo valor em termos técnico que o Barcelona tem ao disputar uma partida com o Seattle Sounders, e vencer de 4 x 0, mesmo colocando os reservas no segundo tempo. O Barcelona não saiu de Seattle com menos de uns 5 milhões de dólares no bolso. Uns 5 jogos destes no ano e já são 25 milhões de dólares. Pode parecer pouco, mas pergunto-lhe: que time brasileiro tem este orçamento no ano? Mesmo que tivesse, quem dispensaria 25 milhões de dólares a mais? (Não estou dizendo que um clube brasileiro conseguiria a mesma cota do Barcelona, mas ao menos seria mais do que a receita de um torneio de verão).

Não sei o que o presidente do Palmeiras pode ter conseguido. Neste momento, não vejo como um torneio internacional iria preferir ter a presença do Palmeiras ao invés do Corinthians. Muito estranho…”

CHICO MAIA:

“Tá certo, a Ásia e os EUA entraram nessa onda de torneios criados pela Europa. Antes a Europa promovia essas competições para tirar proveito técnico, depois passou a importar em massa os nossos melhores jogadores. Hoje a onda é “abrir mercados”, e realmente torneios como Tereza Herrara, que aliás, teve final ontem, devem estar pagando cotas ínfimas em relação à Ásia, e se bobear, menos até que o torneio de verão do Uruguai, que rendeu US$ 200 mil a cada clube nosso.

O Beluzzo falou dessa necessidade dos nossos clubes voltarem ao mercado dos torneios e amistosos internacionais, lamentando que uma LDU esteja, e os nossos não. O pensamento dele está em sintonia com o que estamos falando, da necessidade de profissionalização em todos os aspectos.”

Uma pena

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A primeira notícia ruim do dia foi essa do Michael Shumacher, que desistiu de voltar às pistas em substituição ao Felipe Massa, na Ferrari. As dores no pescoço não diminuíram, por mais que ele e os médicos tenham se esforçado.

Lamentável, porém, o grande campeão dá mais um exemplo com essa atitude: qualquer mortal tem limites e precisa ter plena consciência disso.

Chance de ver Minas bem retratada

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ontem falei que a exposição do fotógrafo Sérgio Mourão duraria até sábado, porém, felizmente eu estava errado. Vai até dia 15, mas de SETEMBRO, e dá mais tempo para mais pessoas comparecerem.

Segue o convite do próprio Sérgio novamente: 

“Convido-os para uma “espiadinha” em minha exposição fotográfica, com o tema Minas Encantos e Tradições, que está acontecendo no espaço cultural do CTM – Centro de Tradições Mineiras, av. dos Andradas, 677- centro – Belo Horizonte - ao lado da Serraria Souza Pinto, em frente ao Parque Municipal, por ocasião do evento/mês do Folclore de Minas Gerais (programação em anexo ).

Aproveite também para visitar e participar de alguma atividade ligada à cultura de Minas Gerais.

Para os visitantes de nossa exposição, que assinarem o livro, estarão concorrendo a um maravilhoso brinde-surpresa (é foto, é claro).

Abraços,

Sérgio Mourão”