Arquivo de 27 de setembro de 2009

Reviravolta

domingo, 27 de setembro de 2009

Não é só no futebol que o Brasil tem a mania do “já ganhou”. Nesta eleição da cidade sede das Olimpíadas, os experts verde-amarelos davam como certa a vitória do Rio. Duas notícias diminuíram este ímpeto: a garantia da liberação de verba por parte do governo de Chicago, e a possível vinda do presidente norte-americano.

 Fartura

 Enquanto atletas de quase todas as modalidades olímpicas do Brasil enfrentam as piores condições de treinamentos possíveis, dinheiro é o que não falta para a defesa da candidatura do Rio’2016. Só para gastar esta semana aqui, a prefeitura do Rio liberou, sem licitação, R$ 3,5 milhões. De hoje a sexta a ordem é agitar Copenhague.

 Mais fartura

 Para este dia “D”, que será sexta feira, o governo federal já havia liberado R$ 53 milhões, a iniciativa privada, patrocínios estatais e o minerador Eike Batista entraram com R$ 37 milhões, e prefeitura e governo do Rio de Janeiro, mais R$ 8,6 milhões. O voto de um desses 160 delegados do COI vai representar um bom dinheiro.

Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jornal O Tempo, nas bancas!

Sem a maquiagem da Copa de 2006

domingo, 27 de setembro de 2009

Ontem caminhei quase o dia todo em Berlim. A cidade vive em permanente reforma e reconstrução. Em 2006, a região do centro histórico, dos grandes museus, do parlamento, do portão de Brandenburgo era outra, totalmente preparada para a Copa do Mundo e os eventos paralelos que a movimentam.

Havia arquibancadas com telões, os espaços reservados às “Fans Fest”, ruas e quarteirões fechados para que o público local e visitantes pudessem conviver bem, sem atropelos e preocupações.

Hoje, estes mesmos locais são quase que irreconhecíveis, já que com o fim da “maquiagem” a realidade voltou à tona. Mas, diferente de países pobres e subdesenvolvidos, a realidade aqui é tão bela ou até mais que a maquiagem. Os berlinenses estão restaurando antigas construções, demarcando ruínas, transformando tudo o que podem em museus e memoriais a céu aberto.

Uma cidade belíssima, bem servida por todo tipo de transporte público de qualidade, porém caminhar ou andar de bicicleta em suas ruas planas é facílimo e prazeroso, já que a sinalização não deixa ninguém se perder.

À noite fui a uma festa de apresentação de um novo motor para barcos da BMW, num enorme bar à beira de um lago, a uns cinco quilômetros do centro da capital alemã, com direito a fogos de artifício. A convite do gente boa Tobias Frey, jovem advogado alemão, amigo da minha sobrinha Bruna. Estudaram juntos na Universidade de Bolonha, em 2007.

Mineiro que perde trem

domingo, 27 de setembro de 2009

Às 6h15 saí do hotel com destino à estação FriedriechStrass, para pegar o trem para Copenhague, que partiria às 7h13. Andei um quarteirão até a estação Charloteburg, onde pegaria uma “carona” até lá. Percurso que fiz ontem, com duração de nove minutos. Mas, não sabia que ele passaria às 6h24, e por um minuto, até subir as escadarias corretas, o perdi. Tive de pegar um taxi, pagar 15 euros, achando que cheguei com a devida antecedência à estação. No maior sossego, na certeza de estar no horário, fui a um balcão de informações saber onde era o portão 7. O gentil senhor pediu para ver meu bilhete e deu um riso maroto, dizendo: “Para Copenhague, você deve tomar o trem na estação Hauphtbanhof”.

Vixe! “Tô ferrado!”, pensei. Mas o mesmo senhor, imediatamente, me disse que era só subir as escadas, porque dentro de dois minutos passaria um trem que me deixaria na tal estação, que é a principal de Berlim, de onde partem os trens de longa distância.

Olhei o relógio, eram 6h57. Às 7 passou o trem, que me deixou às 7h03 na Hauphtbanhof. Às 7h10 eu estava dentro do trem, que partiu, como sempre no horário, às 7h13. Ufa!!!

Passado o sufoco, lembrei-me do Eugênio Sávio, um dos grandes fotógrafos do jornalismo brasileiro, meu companheiro de tantas coberturas, que infelizmente não está nessa. Ele sempre fica incomodado com a minha calma em relação a horários e a mania de chegar em cima da hora. Ano passado perdemos o trem de Pequim para Cheniang, durante as Olimpíadas. Calculei tudo certo, só que eu não contava com o engarrafamento monstro da capital chinesa naquele horário. Ainda bem que pegamos o trem seguinte, do meio dia. “Só” três horas de chá de estação em Pequim. Não levei uma porrada porque o Eugênio é da paz.

Tem também

domingo, 27 de setembro de 2009

A viagem até Copenhague é agradável e dura quase oito horas. Saída de Berlim às 7h13, chegada a Hamburgo às 8h52, de lá sai às 9h28 com destino a Nikoebing, já na Dinamarca, chegando às 12h29. Nunca pensei que iria parar numa cidade com um nome esquisito desses. De lá o trem saiu às 12h47 e às 14h46, finalmente cheguei à Copenhague!

Num curto tempo em Hamburgo deu para dar uma volta perto da estação, enorme, quase do tamanho da principal de Berlim, que é muito maior por exemplo, que o nosso aeroporto de Confins. E tão confortável quanto, porém com bem mais opções de lojas, bares e restaurantes. Essas estações européias são danadas!

Na calçada um mendigo dormia tranquilamente, bem enrolado em cobertores, papéis e sacolas, para suportar os 12 graus de temperatura. Morador de rua não é privilégio brasileiro, apesar de que os daqui são quase sempre estrangeiros, mais do Leste europeu e África.

Hoje é dia de eleições parlamentares na Alemanha e Hamburgo parece ter mais cartazes e placas que em Berlim.

O eleitor vota duas vezes: uma no candidato da sua preferência e outra numa lista apresentada pelos partidos. São eleitos 299 de cada categoria, ou seja: um direto e outro da lista fechada. O partido da dona Angela Merkel, atual primeira-ministra, é o CDU, que está passando aperto, mas deve manter-se no poder.

Um outro partido famoso aqui é o FDP. No Brasil esta sigla tem outro significado e serve como referência de incontáveis políticos, né não!?

O trem passa em Lubeca. Lembram desse nome? O deputado goiano, Ronaldo Caiado, fez uma denúncia contra o PT certa vez, muitos anos atrás, e disse que apresentaria o “Dossiê Lubeca”, mas não apresentou nada.

Depois de Lubeca vem a divisa com a Dinamarca e o trem entra num “Ferry Boat”, um barco gigante que navega uma hora e alguns minutos, deixando-nos já na terra dos Wickings.         

Em Copenhague

domingo, 27 de setembro de 2009

À exceção dos preços de tudo, a primeira impressão sobre Copenhague é a melhor possível. Castelos e prédios clássicos, enormes, avenidas largas, movimento intenso, multirracial, que faz lembrar muito Amesterdam. Aqui a moeda não é o Euro e sim a Coroa Dinamarquesa. Um euro vale 7,4 coroas. Um real vale 2,8 coroas, porém não se compra nada com uma coroa.

Se bobear dança mesmo! Essa é a descida da escadaria para pegar o trem para Copenhague. Responda rápido, você iria para a esquerda ou para a direita?