Arquivo de 1 de outubro de 2009

Haja dinheiro para se virar em Copenhague

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Olhos da cara

Para os leitores que enviaram e-mail com algumas dúvidas sobre os preços das coisas aqui, andei conferindo algumas notas, como por exemplo, de comes e bebes. Um refrigerante, normal, custa 10 reais. Uma cerveja comum, 600 ml, 15 reais; uma cerveja Premium (bem inferior a uma das nossas mineiras, como Falke Bier, Backer, Krug ou Walls), sai a 21 reais o copo de 600 ml.

Caro também

Bilhete de Metrô para andar 10 estações ou uma hora, 11 reais. Um “PF”, de bandejão, igual ao que peguei hoje, no centro de imprensa, com refri, 37, sem refri, 27 reais. E qualquer “PF” dos nossos dá de 10 x 0 no deles, em sabor e quantidade.

Hotel, duas estrelas, apartamento minúsculo, com um banheiro que mal cabe a pessoa, 195 reais a diária.

Problema de dente ou adoecer, nem pensar! A não ser que você tenha um seguro Assist-Card, como é o meu caso. Felizmente, nunca precisei utilizar, mas dá uma tranqüilidade danada.

Noite

Ao contrário de muitas grandes cidades européias, Copenhague tem uma vida noturna intensa, e muito segura, das mais tranqüilas do mundo. Mas o bolso tem que estar preparado. Só para entrar, numa casa danceteria, razoável, 60 reais, sem direito a nenhuma consumação. E haja roupa de frio, porque na madrugada a temperatura nessa época, considerada ainda quente aqui, beira zero grau.

Melhorou

Os leitores que têm votado através do meu site/blog melhoraram o humor com relação à candidatura do Rio. Quando eu terminava essa coluna, estava 37% a favor dos cariocas, contra 32 de Chicago; 16 Madri e 13% para Tóquio.

Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jornal Super Notícia, nas bancas!

Jogo é jogado, lambari é pescado!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Festa 

Por volta de 13h30, 14 horas (horário de Brasília) sai o resultado dessa eleição em Copenhague. Em caso de vitória do Rio a festa vai começar logo em seguida no Centro de Convenções, no Hotel St. Peter e em Copacabana, onde tudo já está preparado. Em caso de outra cidade sair vitoriosa a frustração será diretamente proporcional.

No hotel

O presidente Lula voltará para o seu hotel, Nimb, no centro de Copenhague, logo após a sua fala no auditório do Bella Center, que fica a 5 km. Barack Obama,         seguirá direto para o aeroporto, que fica a 6 km do Centro de Convenções, para pegar oavião de volta aos Estados Unidos. Se der Chicago, vitória dele; se não der, fica bem com o seu eleitorado!

Ostentação

Chicago nem usou o espaço destinado às cidades candidatas no Bella Center para deixar seu material promocional. Japão e Madri deixaram boas peças publicitárias, mas nem de longe se aproximaram do que foi feito pelo Rio de Janeiro. Os gringos da imprensa não entenderam o motivo de tamanha ostentação. Resta saber se o efeito será positivo.

Essas e outras notas em minha coluna de amanhã, no jornal O Tempo, nas bancas!

Bem utilizado

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A população de Copenhague utiliza bem o Metrô, que tem espaço até para as bicicletas, outro meio de locomoção muito usado aqui

Um Rio de Janeiro diferente

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cada cidade concorrente em Copenhague tem um balcão à disposição para disponibilizar o seu materail de propaganda. O do Rio é, disparado, o melhor de todos, em qualidade gráfica, design, e claro, o mais caro. Chicago nem utilizou este espaço ainda, faltando menos de 24 horas para a decisão. Ao fundo, poster do Michael Phelps, nadador dos EUA, super medalhado ano passado em Pequim.

O que não teremos em 2014

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Metrô de Copenhague deixa as pessoas a cem metros do portão de entrada do Centro de Convenções Bella Center, onde será eleita, amanhã, a cidade sede das Olimpíadas de 2016

Uma cobertura diferente

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Esta é uma cobertura totalmente diferente das que estou acostumado. Sem jogos, nem treinos para cobrir, sem atletas para entrevistar e quase nenhum colega brasileiro para conversar e trocar informações.

É uma disputa entre políticos, dirigentes esportivos, e grandes interesses econômicos. De Minas, nenhum outro jornalista. Dos tradicionais companheiros do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Nordeste, de Copas e Olimpíadas, ninguém. Os jornalistas que estão aqui são, na maioria absoluta, os correspondentes que as redes de TV, rádio e os jornais têm na Europa. Como o Pedro Bassan, que mora em Lisboa, Marcos Losekan, Londres (ambos da Globo), e o Carlos Dorneles, da Record, que vive em Londres.

Braço da Globo na TV paga, o Sportv enviou o âncora Marcelo Barreto, a repórter Duda Streb e mais quatro produtores.

Dos grandes portais da internet, estive com o pessoal do Globoesporte.com. As agências internacionais de notícias fornecem material para a maior parte dos demais veículos.

As notícias que saem daqui para o Brasil são enviadas por essas pessoas, além da empresa de assessoria de imprensa contratada pelo Comitê Olímpico Brasileiro – COB -, aliás, muito boa de serviço. Um dos contratados dela é o Gonçalo Gomes, que foi correspondente da Rede Globo até 2007. Reside em Londres há 20 anos.

Resumindo, no fim das contas, é o sistema Globo que quase monopoliza a informação consumida no Brasil. O que ela fala vira verdade e raramente alguém contesta.