Arquivo de 18 de outubro de 2009

Poder de reação

domingo, 18 de outubro de 2009
A vitória do Atlético sobre o São Paulo coroou o trabalho da diretoria para montar um grupo competitivo. O time todo rendeu o que se espera de cada jogador, com destaque para a sintonia da defesa e meio campo, que estiveram bem o jogo inteiro. Individualmente a entrada do Ricardinho deu a criatividade que faltava ao meio, com a devida experiência para segurar a bola nos momentos de maior pressão adversária. Tardelli teve um retorno feliz e mostrou a falta que fez nos jogos contra Botafogo e Cruzeiro. O goleiro Carini parece ter resolvido o problema, que vinha se tornando crônico. Seguro e com ótima saída do gol.

Mas, destaco um jogador de forma especial: Correa, uma descoberta atleticana, que tem feito diferença, com a bola nos pés e sem ela. Ótimo jogador.

Foi um confronto direto de pretendentes ao título e a vitória mostrou o quanto é imprevisível o campeonato.

Também sinalizou a capacidade de reação do Atlético, que vinha de duas derrotas consecutivas e uma saraivada de críticas, muito justas, diga-se.

Fica a expectativa se esta formação encontrada por Celso Roth repetirá grandes atuações como nessa vitória sobre o São Paulo. Certamente foi o melhor conjunto alvinegro escalado até agora no campeonato. 

Ocupação

Ainda não tinha me atentado a um assunto que me foi pautado no fim de semana: o que farão os funcionários do quadro fixo da Ademg enquanto o Mineirão estiver fechado para as obras de reformas, que só devem ser concluídas no início de 2013? A Arena do Jacaré é pequena e não tem serviço para tanta gente.

Verão

O atacante Alecsandro reclamou do horário de verão, no intervalo de Internacional 2 x 2 Fluminense, no Maracanã. Disse que é “um absurdo” botar os jogadores em campo sob o calor das “três da tarde”. Até Copas do Mundo são disputadas sob intenso calor, como na Alemanha, Ásia e Estados Unidos, onde havia jogos ao meio dia, por causa do fuso horário.

Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jornal O Tempo, nas bancas!

Haja coração nessa reta de chegada

domingo, 18 de outubro de 2009

As vitórias do Atlético e Flamengo, mais o empate do Internacional com o Fluminense incendiaram as emoções nesta reta de chegada do campeonato brasileiro. Além de diminuir a diferença de pontos em relação ao líder, a rodada mostrou que tudo pode acontecer, e que o favoritismo de um ou outro é ilusório, sem sustentação. O Palmeiras não vence há três rodadas e pela primeira vez perdeu no Parque Antárctica na competição. Aliás, num show do Petkovic, que aos 37 anos continua jogando muito, além do fôlego invejável. Jogou até o fim nos 2 x 0.

Nada a ver

Alguns jogadores do Atlético disseram que a vitória sobre o São Paulo foi o resultado de um “pacto” que eles fizeram para voltar a vencer. Como diz o mestre Rogério Perez: “Menos gente! Menos!”. Se pacto resolvesse, todo mundo seria campeão e ninguém seria rebaixado. A vitória aconteceu porque foi escalado o time certo e todos jogaram bem. O resto é conversa fiada.

Palhaçada

De novo, briga de torcedores “organizados”, antes da bola rolar entre Cruzeiro e Botafogo no Mineirão. Já passou da hora dos baderneiros serem punidos de forma exemplar. Só quando isso acontecer é que essa palhaçada vai acabar. Mas, quando a PM desce a lenha, aparece gente para defender esses marginais.

Mais palhaçada

Também antes de começar Cruzeiro e Botafogo, um Delegado de Polícia, do Rio de Janeiro, se recusou a sofrer a revista de praxe que a PM dá em todos os torcedores que entram no Mineirão. Apelou, falou demais e acabou algemado. Deveria ser o primeiro a dar o exemplo e respeitar as determinações, mas fez o contrário.

Bem feito

O Palmeiras entrou em campo com uniforme igual ao do Olaria, do Rio. O Flamengo agiu como se estivesse enfrentando o time da Rua Bariri e partiu pra cima, ganhando até com uma certa tranquilidade.

Gato africano

Chateada com a derrota, nos pênaltis, da seleção brasileira sub-20 para Gana, dona Beatriz disse ao marido Divany Silveira, que já passou dos 60: “Mas tem ganês nessa seleção que parece ser mais velho do que você!”.

Difícil

Essa Taça Libertadores da América de futebol feminino, que terminou, é uma demonstração que, no Brasil, vai ser difícil demais essa moda pegar. Não emplaca de jeito nenhum. Mesmo com o investimento feito pelo Santos, contratando a Marta, melhor jogadora do mundo, estádios vazios e quase ninguém tomando conhecimento.

Essas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no Super Notícia, nas bancas!