Arquivo de 26 de outubro de 2009

Marcas do tempo

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O tempo cura feridas, resolve situações mas também deixa marcas. Vejam as mudanças provocadas no ex-zagueiro, ex-treinador e agora político uruguaio, Hugo De León, quando tinha 22 anos e defendia o Grêmio, campeão da Libertadores e agora, aos 51, candidato a vice-presidente da república, nas eleições de domingo. Seu partido não conseguiu chegar ao segundo turno, mas ele disse que vai continuar na política e que deverá ser o cabeça de chapa na próxima disputa presidencial. hugo_de_leon0,,26648455-DP,00

Hugo De Leon troca a bola pela política

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Saiu na Folha de S. Paulo:

* Ex-zagueiro do Grêmio busca Vice-Presidência pelo Partido Colorado

GUSTAVO HENNEMANN
DA REDAÇÃO

Um dos maiores ídolos do Grêmio na década de 1980, o ex-zagueiro e treinador uruguaio Hugo De León, 51, concorrerá à Vice-Presidência de seu país nas eleições de hoje, em uma tentativa de reerguer o PC (Partido Colorado), tradicional legenda do Uruguai hoje enfraquecida.
Campeão mundial pelo clube gaúcho em 1983 e ex-jogador de Corinthians, Santos e Botafogo, De León se engajou na política no ano passado, quando percorreu o Uruguai pedindo aos colorados de origem que regressassem ao partido. O dividido PC, sigla que por mais tempo governou o país, só recebeu 10% dos votos em 2004.
Além de apostar na popularidade do futebolista, que jogou pela seleção uruguaia e foi campeão mundial também pelo Nacional de Montevidéu, o candidato colorado à Presidência, Pedro Bordaberry, viu em De León um símbolo de reunificação, por não ter laços com setores tradicionais do partido.
À Folha, por telefone, De León afirmou não ter medo de perder admiradores por envolver-se na política. “As pessoas entendem que, numa sociedade democrática, cada um escolhe o que acredita ser o melhor para o seu país, e não preciso faltar com respeito a ninguém para defender o meu partido.”
O maior desafio do ex-zagueiro é evitar o “voto útil” no primeiro turno, que tende a transferir eleitores colorados ao Partido Nacional, de centro-direita, com mais chances de evitar a vitória do governista José Mujica.
De León não descarta ser candidato principal em eleições futuras. “Rejeito cargos desta vez, porque quero apenas unir a família colorada, mas, no futuro, verei o melhor caminho.”

* Esta notícia foi publicada domingo na Folha de S. Paulo.

Contratação do Flávio Lopes agradou Ipatinga

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A contratação do técnico Flávio Lopes, pelo Ipatinga, foi bem aceita pela imprensa do Vale do Aço, conforme mostra trecho da coluna do Fernando Rocha, no www.jvaonline.com.br :

“Nos últimos quatro jogos, o Ipatinga só conseguiu ganhar um ponto. Isso já explica o momento ruim vivido pela equipe, agravado pelo fato de não ter obtido, ainda, faltando poucas rodadas para o término da competição, uma pontuação que garanta sua permanência na Série B em 2010.

Contusões em série, suspensões disciplinares, baixo rendimento de alguns jogadores, falta de qualidade em outros, são alguns dos motivos encontrados para explicar o que vem acontecendo de ruim.

O vexame na derrota para o Juventude, sábado à noite no Ipatingão, acendeu a luz vermelha, pois teve acrescido um ingrediente assustador: jogadores cabisbaixos, abatidos, sem poder de reação, tornando-se presa fácil para um adversário de igual estatura.

O principal desafio do novo técnico, Flávio Lopes, será erguer o moral deste grupo, tarefa que só poderia ser executada, por alguém com larga experiência dentro e fora das quatro linhas, que fale a mesma língua dos jogadores,  conheça o clube, a maior parte do grupo que irá dirigir, e saiba onde fica a Av. 28 de Abril.

Nesse ponto, a diretoria acertou na escolha de Lopes, que assume o Tigre pela terceira vez e terá de se virar com o atual elenco, que não é tão ruim como parece e nem tão pouco uma Brastemp como muitos imaginavam.

Se vai dar certo ou não, aí  já é outra história, até porque o sucesso, a salvação da degola,  vai depender de uma série de fatores, principalmente da vontade de todos em superar os difíceis obstáculos que virão pela frente.

Faltam seis rodadas para terminar a Série B e o Tigre, que  vinha tranqüilo sem ser ameaçado pela degola até a última rodada, alternando posições no meio da tabela, perdeu para o Juventude no Ipatingão e como os resultados dos times na parte de baixo não ajudaram, saltou de 1,5% para os atuais 4% de chances para ser rebaixado, segundo levantamentos do site www.infobola.com.br, do matemático gaúcho Tristão Garcia.

Este percentual do “infobola” seria ainda tranqüilo, não fosse a sequência que o quadricolor fará até o fim da disputa: Ceará (casa), São Caetano (fora), Guarani (fora), Atlético Goianiense (casa), América-RN (fora) e o Vasco da Gama (casa). Todos os atuais classificados à Série A, se a competição terminasse hoje, estão enfileirados no caminho do Tigre, além de um  sempre perigoso São Caetano e o desesperado América-RN, ambos jogando em seus domínios, que pode fazer a diferença nesta reta final…”

Atlético e Flamengo têm disputa à parte

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Além da briga pelo título e vaga na Libertadores da América, Atlético e Flamengo têm outra disputa, porém nas arquibancadas: são os clubes que ficaram mais vezes em primeiro lugar na média de público do campeonato brasileiro. Flamengo foi 11 vezes e o Galo 9.

Se mantiver a dianteira até o fim do atual campeonato, a torcida atleticana ficará a apenas uma posição abaixo da rubro-negro carioca.

O Corinthians está na terceira posição com 5, seguido pelo Bahia, 3, Cruzeiro, Inter e Fluminense, 2, e Vasco, Palmeiras e Grêmio, uma vez cada um.

A primeira edição do campeonato, em 1971, não teve a computação desses dados, apresentados pela Revista Placar, e enviados ao nosso blog pelo Renato Alexandre, do jornal Sete Dias.

Confira:

Os clubes com maior público em cada edição do Brasileiro
1971 – Não há dados
1972 – Corinthians – 40.719
1973 – Flamengo – 33.660
1974 – Vasco – 36.619
1975 – Inter – 51.962
1976 – Corinthians – 47.729
1977 – Atlético-MG – 55.664
1978 – Palmeiras – 31.359
1979 – Inter – 46.491
1980 – Flamengo – 66.507 – recorde
1981 – Flamengo – 43.614
1982 – Flamengo – 62.436
1983 – Flamengo – 59.332
1984 – Flamengo – 38.543
1985 – Bahia – 41.497
1986 – Bahia – 46.291
1987 – Flamengo – 47.610
1988 – Bahia – 35.537
1989 – Flamengo – 21.300
1990 – Atlético-MG – 26.748
1991 – Atlético-MG -26.763
1992 – Flamengo – 42.922
1993 – Corinthians – 37.330
1994 – Atlético-MG – 22.673
1995 – Atlético-MG – 21.072
1996 – Atlético-MG – 25.449
1997 – Atlético-MG – 23.342
1998 – Cruzeiro – 28.384
1999 – Atlético-MG – 42.322
2000 – Fluminense – 20.219
2001 – Atlético-MG – 30.679
2002 – Fluminense – 25.666
2003 – Cruzeiro – 26.366
2004 – Corinthians – 13.547
2005 – Corinthians – 27.330
2006 – Grêmio – 25.630
2007 – Flamengo – 39.221
2008 – Flamengo – 40.694

Curiosidades:

O maior público da história do Brasileiro – 155.523 – Flamengo 3 x 0 Santos – 29/05/1983
O menor público – 55 – Juventude 2 x 1 Portuguesa – 3/12/1997

Fonte: Revista Placar

Defende, marca e apita!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fábio Fonseca, xará do saudoso presidente do Atlético, escreveu: 

“O jogador mais importante do Brasil, na atualidade, é o Rogério Ceni:

defende no gol, faz gol e apita o jogo! Quando aparece um juiz mais enérgico, ele é expulso. Apesar de sabermos que o sr. Simon é péssimo.”

É verdade !

Cada vez mais difícil ir ao Mineirão

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dez vez em quando o médico-anestesiologista Roberto Pires, nos envia ótimas informações e comentários de interesse de todos que gostam de futebol. Hoje, ele relata mais problemas envolvendo a aventura que é assistir um jogo no Mineirão. Confira e faça também o seu comentário: 

“Prezados Amigos,

Dando sequência ao assunto “Caixa de maldades do Mineirão” , sempre aberta contra os torcedores, gostaria de levantar mais algumas lebres, para análise de voces e, se for o caso, o devido encaminhamento a quem de direito . Nos jogos do Atlético, sabidamente os de maior público há bastante tempo, a coisa, então, pega “com força” . Senão vejamos :

1 – Trânsito – chegar e, sobretudo,  sair do Mineirão em jogos com públicos maiores de 30.000 pessoas é um INFERNO !

2 – Bandeiras – ao contrário do que ocorre em todo o Brasil , proibiram as bandeiras. Será que eles vão querer que todos levem lenços para não sentir o cheiro da maconha ?

3 – Bumbos e instrumentos de percussão – agora, também não pode mais . A torcida, através de meia dúzia de abnegados (e roucos), que puxam seus refrões, esguelando-se de tanto gritar e fazer com que a torcida os acompanhe, vai se cansar em breve.

4 – Preço das bebidas – não se pode mais beber cerveja? Ou seja , os bons estão pagando seus prazeres para os de má índole e mau comportamento. Mas ter de tomar uma água mineral por R$ 2,00 é brincadeira…

5 – Cadeiras especiais – setor mais nobre e caro do Estádio: voce não pode assistir assentado aos jogos, pois um bando de pessoas não ocupa seus lugares e se aboletam à nossa frente, em toda a extensão da divisa com as cadeiras da Imprensa. Até quando ?

Agradeço-lhes a abordagem desses e de outros temas, pois senão, daqui a pouco, muitos deixarão de frequentar o Estádio e, principamente, de levar suas famílias e os possíveis futuros outros torcedores (que já começam a optar por outros programas menos sacrificantes).

Abraços,
Dr. Roberto Pires de Moraes”