O Cruzeiro estava igual a uma carreta na descida no primeiro tempo, quando vencia o Fluminense por 2 x 0 e tinha errado um pênalti. No segundo tempo deu um apagão geral e foi essa virada surpreendente do Fluminense. É importante esclarecer aos amigos que leem minhas colunas às segundas feiras no O Tempo e Super Notícia, que não dá para eu falar muito lá quando o jogo é às 18h30, porque tenho horário rígido para enviar o texto para o jornal. Fred não comemorou os dois gols, para ficar bem com a torcida cruzeirense. Antes do jogo já tinha ido ao banco azul cumprimentar os ex-companheiros e teve seu nome gritado pelas arquibancadas. Pode ser um reforço importante na Toca da Raposa em 2010.
Arquivo de 1 de novembro de 2009
Porco magro é que suja a água
domingo, 1 de novembro de 2009Quando o craque falha
domingo, 1 de novembro de 2009Não tivesse o Diego Tardelli deixado de fazer dois gols “feitos”, o Atlético poderia ter dado uma goleada histórica no Goiás no Serra Dourada e não teria feito a torcida sofrer tanto nessa suada vitória de 3 x 2. O time mandava no jogo, contra um adversário atordoado e doido para levar mais gols. Com muitas chances desperdiçadas, deu moral ao Goiás, que no desespero empatou o jogo. Aí o desespero mudou de lado, mas o goleiro Carini fez a parte dele novamente.
Retorno
Em poucos jogos, Ricardinho já justificou a contratação. Além de marcar o primeiro gol, participou diretamente do segundo e criou outras boas situações. Com Correa, Jonílson e Márcio Araújo está formando um ótimo meio campo. Serginho tem condições de entrar ali, mas hoje não jogou bem.
Palmatória
Semana passada discordei dos companheiros que estavam dizendo que o zagueiro Jorge Luiz era fraco, mas hoje dou a mão à palmatória e peço desculpas. Contra o Fluminense ele confirmou que não tem a menor condição de ser jogador do Atlético.
Uma nova Inconfidência Mineira
domingo, 1 de novembro de 2009Vale a pena ler a coluna do Paulo Vinícius Coelho, excelente jornalista paulista, na Folha de S. Paulo de hoje. Retrata muito bem o poder de Atlético e Cruzeiro, que, com a força das suas torcidas, vão mudar o cenário econômico do futebol brasileiro.
Também mostra, que os dois bem administrados ao mesmo tempo, como na atualidade, são muitos mais poderosos e além de Minas Gerais, o Rio Grande do Sul também vai se beneficiar:
“Inconfidência mineira
| Com base nos números do pay-per-view, Atlético-MG e Cruzeiro reivindicarão fatia maior na divisão da cota de TV |
O CAMPEONATO mais equilibrado do mundo pode ganhar um concorrente a mais nas próximas rodadas. Se vencer o Fluminense, hoje, e o Sport, no Recife, o Cruzeiro terá chance de fechar a 34ª rodada a dois pontos da ponta. É o sexto concorrente a um título que nunca teve tantos candidatos.
Incrível: os países que mais vendem craques são os de disputa mais acirrada. No ano passado, o Alemão terminou com três postulantes à taça na última rodada. O Francês fechou com equilíbrio entre Bordeaux, Lyon e Olympique de Marselha, o Argentino teve um triangular para desempatar Boca Juniors, San Lorenzo e Tigre. O matemático Tristão Garcia calcula em 22% a chance de o Brasileirão chegar ao último dia com três clubes lutando pelo troféu.
Tudo isso reforça a ideia de que nenhum outro país tem tantos clubes grandes. Mas, em Minas Gerais, dois desses candidatos apontam para um número capaz de desequilibrar tudo isso: R$ 15 milhões. Essa é a diferença estimada entre o que hoje arrecadam Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Vasco, com as transmissões de seus jogos no Brasileirão, e o que recebem Inter, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.
“Eu estou na comissão formada pelo Clube dos 13 para estudar a divisão do dinheiro da televisão, e temos de mudar essa situação. Ano que vem, o bicho vai pegar”, anuncia o presidente do Atlético, Alexandre Kalil. “Essa diferença financeira vai causar desequilíbrio técnico em breve”, diz Zezé Perrella, do Cruzeiro.
O ingrediente novo dessa tentativa de mudar a distribuição do dinheiro é a pesquisa realizada para dividir as cotas provenientes do pay-per-view. Os números aferidos pelo Clube dos 13 indicaram que Cruzeiro e Atlético detêm 15% dos pacotes vendidos. O Santos tem 1,2%. Cruzeiro, Atlético-MG, Inter e Grêmio representam mais telespectadores no pay-per-view do que Vasco, Fluminense e Botafogo. “Com todo o respeito, não podemos ganhar menos do que eles”, diz Zezé Perrella.
Você vai ponderar que os dirigentes mineiros não querem exatamente a igualdade, já que pretendem ganhar mais do que os cariocas, à exceção do Flamengo. Digamos que esta inconfidência mineira não carrega os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Não é uma Revolução Francesa, mas uma pequena insurreição que, se confirmada, cria um debate importante.
O fortalecimento do Brasileirão diminui a chance de os grandes clubes do país continuarem sendo 12, os tradicionais gigantes criados em cem anos de Estaduais em SP, MG, RJ e RS. Um novo grupo de elite, mais restrito, pode ter os seis que hoje sonham com o título e incluir o Corinthians…
Por outro lado, o São Paulo pode ser tetracampeão, tornar-se clube hegemônico, mesmo num torneio tão equilibrado. O ano também pode terminar com título do Palmeiras, o sétimo consecutivo dos paulistas.
A discussão começa agora, mas só será concreta em 2011, quando termina o contrato atual de televisão. Até lá, você se delicia com o campeonato mais empolgante da história e torce para que o craque do seu time seja o fator de desequilíbrio. Mas lembre-se de que nos próximos anos o desequilíbrio pode ser causado por outro fator: a grana.”
O Flamengo de Bruno e Adriano: até quando será o bastante?
domingo, 1 de novembro de 2009Li agora o blog do Marcelo Bechler Machado e repasso aos senhores. Concordo com ele, que é um dos “emergentes” da boa safra de jornalistas mineiros. Gostaram do “emergente”?
Ora, se lá no Rio de Janeiro usavam essa palavra para definir os novos ricos da soçaite deles, porque não usá-la para lembrar também dos novos, bons, do nosso meio?
“Jogar bem nesse momento decisivo pode ser encarado um luxo. O Flamengo que o diga. Mesmo com partidas ruins contra Botafogo, Barueri e Santos, o time de Andrade ainda conseguiu duas vitórias graças a Bruno e Adriano. E só.
Três pênaltis defendidos e dois gols marcados em jogadas que nem se quer foram bem trabalhadas, foi assim que o time carioca se manteve vivo na busca pelo título ou vaga na Libertadores até a 33ª rodada.
A queda física de Petkovic – e sua ausência contra o Barueri – o retorno apático de Juan à equipe, o braço indiscreto de Airton e a boa marcação sob Zé Roberto e Willians podem deixar os rubro-negros preocupados para as próximas rodadas. O Botafogo esteve mal no último domingo e mesmo assim quase saiu de campo com o empate. Hoje, o Santos sem forçar foi mais perigoso durante o jogo inteiro.
Ganhar jogando mal vale os mesmos três pontos, mas serve de alerta. Contra o Atlético-MG no Mineirão e o Náutico nos Aflitos (sem Maldonado, que servirá à seleção chilena), o Fla muito provavelmente precisará de mais do que Bruno e Adriano para vencer. Se quem parou de jogar não voltar, o Fla é um ótimo candidato a morrer na praia.
Vale ressaltar, aos adeptos da “teoria da conspiração” que pelo menos dois dos três pênaltis não existiram e o primeiro gol do Barueri foi irregular. Vamos parar com a história que o Flamengo é sempre beneficiado?”
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Acesse: www.blogdemarcelomachado.blogspot.com
Marcelo Bechler.
Produtor/repórter – Jogada de Classe, TV Horizonte.


