Que tristeza registrar aqui a morte do nosso companheiro do Hoje em Dia, Alécio Cunha, 40 anos de idade, jornalista dos mais brilhantes que conheci, da editoria de cultura.
Semana passada o Clésio Giovani, também do Hoje em Dia, havia me informado que ele estava internado numa UTI há quase um mês, vítima de um Acidente Vascular Cerebral. Custei acreditar, e agora, infelizmente, ouvi na Rádio Itatiaia, que ele morreu esta noite e será enterrado às 16 horas no Cemitério Parque da Colina.
Dois meses atrás encontrei-me casualmente com ele num restaurante de Belo Horizonte, na companhia do André Carvalho e outros amigos. Cobrou-me o lançamento de um livro que ele vinha me incentivando a escrever desde 2003, quando eu ainda estava no Hoje em Dia.
Esta manhã de domingo é de agradecimento aos amigos de Curvelo, especialmente ao Wagner Martins e esposa Sonise, da Casa Dois Irmãos, pela receptividade que me deram ontem. Fui recebido com “Honras de Chefe de Estado”, nesta bela cidade quente, de temperatura e mais ainda de calor humano!
Há muitos anos eu não via o Wagner e dois meses atrás ele telefonou dizendo que as torcidas Galovelô e Galoucura gostariam da minha presença na festa de primeiro aniversário da Galovelô. Disse também que eu chegasse mais cedo à cidade, para que eu almoçasse no sítio dele.
Fui preparado para isso, pensando que iria para um almoço com ele, a esposa e filhos. Mas, quando cheguei ao local, tomei o maior susto porque estavam lá as lideranças mais expressivas da cidade, do comércio, esporte e da política. E para completar, antes que eu acabasse de entrar no recinto, o Ernesto Ricardo (grande mestre de cerimônias, presidente do Curvelo Esporte Clube), de microfone à mão disparou uma série de palavras elogiosas a mim, iniciando uma homenagem, que me encheu de emoção.
Este Wagner é terrível! Cruzeirense, ex-conselheiro da Raposa, amigo dos irmãos Masci, do Zezé e Alvimar, preparou uma festa inesquecível.
As fotos foram registradas pelo gente boa Leandro Bustamante e estão no site www.curvelofest.com
Fiquei mais sensibilizado ainda porque não sou candidato a nada e nem serei a coisa nenhuma em 2010, e o tratamento que tive fez lembrar o que os políticos poderosos têm em suas visitas às cidades.
E lá estavam lideranças políticas sadias, da prateleira de cima, dessas que dignificam a atividade política, como o Deputado Estadual Dr. Viana e o Secretário Adjunto de Estado de Turismo, Maurílio Soares Guimarães, cujo conceito entre os curvelanos que conheço é de ter sido o melhor prefeito da história da cidade. E quem dá um passeio por lá pode constatar isso pelo que vê.
De lá, já à noite, fui para a festa de um ano da Galovelô, onde centenas de pessoas faziam uma grande festa, junto com a turma da Galoucura. Perdi a oportunidade de rever o Mundinho, o fundador da Galoucura Minas Gerais, que hoje é uma potência. Ele também foi homenageado com uma bela placa, porém retornou a Belo Horizonte antes que eu chegasse.
Mas antes de ir a estas duas festas, fui recebido no Posto Denise I, na entrada de Curvelo, pelo amigo de longa data Afrânio (do Ministério do Trabalho), que fez questão de levar-me ao Bar do Fabinho da Nenela, famoso reduto atleticano da cidade, que faz lembrar um pedaço da sede do Galo em Lourdes, com fotos, troféus e outras lembranças curiosas do Atlético, como ingressos de jogos inesquecíveis, bilhetes com registros de apostas, e até um texto onde o Lédio Carmona, bom comentarista do Sportv e jornal O Globo, dizia, antes de começar o campeonato, que o Galo lutaria para não ser rebaixado!
Já bem tarde da noite, o Dr. Delegado de Polícia André Pelli, que chegou atrasado para todas as festas, acompanhou-me até a saída da cidade, junto com o Adonias Ribeiro, dono do Jornal Centro de Minas.
Aliás, foi o André Pelli quem me mandou um e-mail, que publiquei aqui e em minha coluna no Super, dizendo que eu estava exagerando na cobrança ao Diego Tardelli. Ele se referia a uma coluna, depois da derrota para o Botafogo, onde escrevi que os craques do time são inconfiáveis nos momentos que realmente precisam resolver. Lembro-me que o título era: “Tomara que o Delegado tenha razão!”.
Tardelli terá mais uma chance hoje contra o Palmeiras.
Um exemplo para aqueles de cabeças ruins que insistem em enxergar o maior rival como “inimigo”: tive um prazer danado em conhecer a senhora Regina Nunes Cambraia, 88 anos, sobrinha de uma dos maiores nomes da história do Atlético, o grande Mário de Castro, reconhecido nacionalmente como um fenômeno dentro e fora dos gramados, como artilheiro e depois como médico. Pois ela é sogra do Dr. Guilherme Masci, filho do ex-presidente do Cruzeiro, Salvador Masci, vice-presidente do Cruzeiro nas gestões dos tios Benito, César e do próprio pai. Ela diz que a paixão pelo Galo é inabalável, mas não consegue torcer contra o Cruzeiro porque não quer ver o genro e os netos tristes.
Dr. Guilherme vai quase toda semana a Curvelo, onde é fazendeiro, criador de gado Gir PO.
Em Curvelo, também tive a satisfação de conhecer no sítio do Wagner e Sonise, a Zinha Rocha, comandante das Rádios Clube AM, Centro Minas FM e TV Centro Minas. Irmã do Marquinhos, um dos melhores amigos do Alexandre Kalil, com quem tinha a famosa “sexta sem lei”, há uns 30 anos. Toda sexta, a partir do meio dia um esperava o outro em algum restaurante de Belo Horizonte, onde iam “almoçar”. Não antes de detonarem uns chopes e garrafas de uísque. Tem um ano que a “sexta sem lei” está suspensa, desde que o Kalil tornou-se presidente do Galo.
Que figura simpática é o senhor Wilson Santos, pai do anfitrião Wagner. Foi presidente do Curvelo E. Clube nos anos 1950, quando derrotou Atlético, Cruzeiro e América pelo campeonato mineiro de profissionais. Interessante é que ele pediu licença para ir embora mais cedo, pois tinha um corte de cabelo e barba marcado para a tardinha. Não poderia desmarcar, pois tinha um encontro com uma namorada hoje. Ele tem 91 anos de idade.
Estava lá também o Protásio Soares de Souza, presidente da Associação Comercial de Curvelo, que vai ajudar o Curvelo Esporte Clube a voltar ao campeonato mineiro de juniores em 2010.
Que bom conhecer a Lenita de Paula, irmã do deputado federal Virgílio Guimarães, cujo pai, Evaristo de Paula, tornou-se lenda na história de Curvelo e do Estado, como criador de gado e empresário.
Que bom rever também o Orlando, da Copasa, responsável por uma das minhas poucas glórias como goleiro: categoria júnior, 0 x 0, Democrata de Sete Lagoas e Curvelo E. Clube, em Curvelo, festival de aniversário do clube curvelano, estádio cheio. Fim de jogo, pênalti arranjado contra nós. Orlando, zagueiro tipo xerifão, espantou o nosso ataque o tempo todo, capitão do time, mascarado toda vida, foi para a cobrança. Encheu o pé, canto esquerdo, justamente o canto que escolhi. Espalmei a bola para fora e o jogo acabou. Como visitante, ficamos com o troféu, mais um para a galeria do Jacaré!
Ele sempre reclama que sempre conto este caso quando nos encontramos, no que eu respondo logo: posso perder esta chance?
O eterno presidente do Curvelo E. Clube, Ernesto Ricardo, está animado com as perspectivas para 2010. Tem apoios garantidos para voltar com o time de juniores ao campeonato mineiro e montou um time feminino de futebol e futsal que já está fazendo sucesso, dirigido pelo Wesley Bomba.
Agradeço a ele pelas palavras gentis, além dos companheiros da imprensa escrita de Curvelo, como o Tino e Adonias.
Aliás, o Tino deu a ótima notícia, que o filho dele, Daniel, assumiu a assessoria de comunicação da prefeitura de Diamantina e está fazendo um bom trabalho para a administração do Padre Gê.
além de ser o programador visual do Jornal Centro de Minas.
Obrigado também ao Leandro Bustamante, cujo trabalho pode ser visto no www.curvelofest.com