Arquivo de 2 de dezembro de 2009

Carência Mineira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O futebol mineiro que já exportou competências como Martim Francisco, Telê Santana e Carlos Alberto Silva, está precisando revelar novos treinadores da “prateleira de cima”. Nada contra profissionais de outros estados e até de outros países, a quem Minas Gerais é eternamente grata e sempre receberá de portas abertas, pois o intercâmbio e assimilação de conhecimento são fundamentais em todas as áreas.

Mas há tempos não temos o prazer de ao menos ouvir a cogitação de um mineiro para dirigir Atlético, Cruzeiro, América, e muito menos a seleção brasileira. O gaúcho Celso Roth vai para o segundo ano consecutivo comandando o Atlético; o paranaense Adilson Baista, para o terceiro à frente do Cruzeiro. O cearense Lula Pereira agradeceu a proposta do América para substituir o pernambucano Givanildo Oliveira.

Atualmente temos dois nomes nacionais: Ney Franco, e Mauro Fernandes. O primeiro com passagens brilhantes pela base do Atlético e do Cruzeiro; revelado pelo Ipatinga para o profissionalismo. Zezé Perrela quis efetivá-lo no time principal do Cruzeiro em 2004, quando ficou no lugar do Marco Aurélio, demitido após derrota para o Atlético. Porém, a sequência de resultados não foi boa, terminando o brasileiro sendo goleado pelo Flamengo, por 6 x 2.

Campeão

Perrella foi aconselhado a mandar o Ney Franco para um período de amadurecimento na filial Ipatinga, e ele sagrou-se campeão mineiro, em cima justamente do Cruzeiro. As circunstâncias levaram a Raposa a apostar em outros nomes, como Levir Culpi, PC Gusmão, Autuori e Dorival Júnior, cabendo ao Flamengo apostar no Ney, com quem foi campeão da Copa do Brasil de 2006.

Desconfiança

Mesmo fazendo bom trabalho no Flamengo, Botafogo, Atlético Paranaense e agora no Coritiba, cobiçado pelo Vasco, Ney Franco ainda não conseguiu provar em casa que tem condição de assumir Atlético ou Cruzeiro. Sinto isso nas conversas com dirigentes dos dois clubes, exceção feita a Zezé Perrella, que só não realizou seu antigo desejo porque o Adilson renovou.

Mauro

Mauro Fernandes salvou o Brasiliense do rebaixamento para a Série C, depois de permanecer durante a maior parte do campeonato da Série B, entre os quatro primeiros, comandando o Atlético goianiense. Demitido injustamente depois de uma sequência ruim de resultados, é pouco lembrado em Minas, onde teve passagem rápida pelo América.

 

* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã no jornal O Tempo, nas bancas!

Pode ser que voltemos em 2010

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Tive o prazer de receber esta foto, via e-mail, do Dr. Raimundo Cândido Júnior, que elegeu recentemente o seu sucessor na presidência da seção mineira da OAB. Nome dos mais respeitados da advocacia brasileira.

Foi o convidado de um dos nossos últimos programas na Rede TV!, apresentado durante o carnaval deste ano.

À esquerda o Lélio Gustavo, para aqueles que estão com saudade da cara dele, e que o ouvem pela Rádio Itatiaia diariamente.

Aliás, em janeiro ou fevereiro deveremos voltar a apresentar programas na TV. Estamos em negociação com um novo canal a cabo que está surgindo, e muito possivelmente, depois das férias, vamos incomodar os acomodados e desassossegar os sossegados, em dois horários.

Como diz o Adilson Batista: “vamos aguardar”RAIMUNDO

Mancha teve aval do presidente

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

No texto que escrevi a respeito, esqueci de dizer que os elementos que agrediram o Wagner Love pertencem à torcida Mancha Verde, a mesma que foi autorizada pelo presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, a enviar “representantes” à concentração do time para uma “conversa” ao pé do ouvido com os jogadores.

É lamentável, mas é verdade!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Paulo Werner sempre afiado com os seus ótimos desenhosuntitled

Bateram e baterão; roubaram e roubarão!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Wagner Love foi agredido por três marginais quando saía da agência bancária onde ele e a maioria dos jogadores do Palmeiras movimentam suas contas. Os agressores são ligados à torcida Mancha Verde, um deles com três passagens pela delegacia de homicídios de São Paulo.

A imprensa nacional faz o alarde que o assunto merece, porém, tudo ficará por isso mesmo e daqui uns dias um outro jogador, do próprio Palmeiras, ou de algum outro clube do país, será agredido novamente, por um motivo simples: a impunidade é uma marca brasileira.

E não é só no futebol. Essa roubalheira toda que estamos vendo em Brasília, é apenas a bola da vez, mas e as anteriores, mais recentes, que ninguém se lembra mais? É só a imprensa parar de falar que as pessoas esquecem e os ladrões saem de cena, com os bolsos, meias, cuecas e contas bancárias abarrotadas de dinheiro.

Só quem não tem um bom advogado dança. E isso porque as leis são cheias de brechas que permitem aos advogados livrarem a cara dos vagabundos.

Em outros casos, a cumplicidade segura a onda do aprontador de plantão: foi só o Arruda falar que se radicalizassem com ele, que também radicalizaria, que a turma do ex-PFL, agora DEM, recuou e vai dar um tempo para a poeira baixar.

E lá em Lisboa, o presidente da república que “nunca ficou sabendo de nenhum mensalão”, disse que as imagens mostradas dos caras enfiando dinheiro em todo lugar possível não são “conclusivas”.

Brasiiiiillllll!!!

Quem assistiu a entrevista ameniza a barra do Robin Williams

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ainda sobre o Robin Williams, que esculachou a vitória do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016, o jornalista Pablo Pacheco, de Uberlândia, enviou observações interessantes, que amenizam um pouco a barra do ator, assim como o Alisson Sol, enviou informações semelhantes ontem, por ter também assistido a entrevista na íntegra:

“Chico, boa noite.

Graças a mais uma de minhas recentes insônias, peguei a entrevista do Robin Willians ao David Letterman (Canal GNT, no Brasil), do início ao fim, na madrugada de ontem pra hoje.

Por mais outra coincidência, ontem comprei a revista número 1 da ESPN (com o Pelé na capa), onde há o relato sobre os bastidores da eleição do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas 2016.

Vamos, então, ao que aconteceu em Copenhage e em NY – e ao que acontece no Brasil:

* O David Letterman passou boa parte do programa zuando a Oprah, que anunciou que vai por fim ao seu programa lá nos EUA. A apresentadora quer deixar o programa de sucesso para se aventurar no cargo de executiva – ela quer montar uma emissora de TV. Por isso, o David Letterman disse que ele assumiria o lugar da Oprah.

* Bom, aí entra o entrevistado, Robin Willians, que todos sabem ser um ótimo comediante. Numa das inúmeras piadas, o David Letterman perguntou se o comediante conseguia subir nas mobílias. O que significa isso? Há alguns anos o Tom Cruise subiu no sofá da Oprah, ficou gritando que a vida era bonita, que ele estava feliz, que tudo era lindo, etc… O Robin Willians imitou o Tom Cruise no programa da Oprah e não um macaco.

* Ainda fazendo piada da Oprah, o comediante e o apresentador lembraram a derrota de Chicago, quando a Oprah foi fazer lobby pelos EUA na Dinamarca. A piada “das strippers e do pó” pegou muito mais pesado com os membros do comitê que teriam se vendido a essas “duas atrações brasileiras” do que em relação ao Brasil. É pura síndrome do cachorro viralata ficar remoendo essa história.

* O que os brasileiros realmente fizeram para ganhar os jogos de 2016, segundo a revista ESPN?

- o Brasil insinuou com a França a troca de voto pela compra dos caças Rafele (o que levou os japoneses à ira total).
- o escritor Paulo Coelho deu exemplares de seus livros às esposas dos membros do COI, que são impedidos de ganharem presentes.

- Pelé precisou se ajoelhar aos pés de um membro do COI italiano, no aeroporto, pois o velhinho ainda estava chateado com a derrota da Itália para o Brasil, em… 1970 (!!!). Pelé teve que se desculpar pelos 4×1, para supostamente ganhar o voto do velho.

- o presidente do BC, Henrique Meireles, teve uma reunião longa com o príncipe de Mônaco, para convencer que a economia do Brasil vai bem e que não teria problema em realizar os jogos em 2016.

- Fora o momento político do país e a fama do Lula.”