Sobre a telefonia celular no Brasil, o jornalista Rivelle Nunes escreveu:
“Concordo com tudo, Chico! Há 15 dias estava em São José da Lapa, 30 km de BH, e o modem de uma das operadoras praticamente não funcionava, o que dizer desse feriado que estava em Santa Bárbara, há 112 km da capital, e usar a internet era uma verdadeira via crucis. Que um dos tais legados da Copa seja a melhoria na telefonia e internet desse país.”
Tomara caro Rivelle, porque estive na África do Sul na Copa das Confederações este ano e lá é tão ruim quanto aqui. Vamos ver se em 2010 eles melhoram isso lá, mas pelo que vi, tem tanta coisa para priorizarem que não acredito em melhorias significativas.
A ex-nadadora Patrícia Amorim entra para a história como a primeira mulher presidente do Flamengo e das únicas a comandar grandes clubes do país. Lembro-me apenas da Marlene Mateus, que presidiu o Corínthians, porém, ela era mulher do Vicente Mateus, presidente e líderança histórica do clube.
A nova comandante flamenguista tem experiência nos bastidores já que é vereadora no Rio, e vai contar com apoios internos importantes na área administrativa, pois tem entre os seus incentivadores, Paulo Ferraz, ex-presidente do próprio Flamengo, e empresário de prestígio entre os cariocas.
Comprei um chip “pré-pago” na Alemanha em 2005, para a cobertura da Copa das Confederações, ao preço de uns R$ 10 reais na época. Voltei em 2006 para a Copa do Mundo e só adicionei créditos, usando o mesmo número. Este ano voltei à Alemanha e novamente usei o mesmo chip.
Aqui, fui usar um chip desses numa região onde só pega essa empresa de telefonia e, nada. Depois de quase uma hora lutando para ser atendido pelo serviço de atendimento deles no tal “call center”, fui informado que meu chip perdeu a validade porque fiquei cinco meses sem utilizá-lo.
Ah, e que também perdi o número. Se quiser, tenho que procurar uma loja para adquirir outro. Coisa que você faz em qualquer birosca no exterior.
Até na Venezuela a telefonia móvel funciona melhor que aqui.
Lembro-me que em 1996, cobrindo os Jogos Olímpicos de Atlanta, para a Rádio Alvorada FM, fiquei impressionado com a qualidade do som e nível de sinal 100% na rodovia que ligava Miami, onde a seleção brasileira ficou as primeiras fases, a Atlanta. Durante todo o percusso de mais de mil quilômetros a rádio ligou umas três vezes para que passasse os boletins. Nem precisava parar o carro já que a ligação era perfeita, sem ruídos e não caía nunca.
Aqui, você não consegue falar desse jeito dentro de Belo Horizonte. Na Br-040 que liga a capital a Sete Lagoas, são vários os trechos de “sombra”, até hoje.
A telefonia celular do Brasil ainda engatinha em movimentos abusivamente lentos, apesar do preço absurdo até para padrões europeus e norte-americanos.
Quem depende dela profissionalmente, como eu, corre o risco de enfartar, se não tiver paciência gigante.
Nas propagandas prometem tudo, especialmente velocidade, conexão isso, aquilo e blablabla…
Os tais “mini-modem” costumam funcionar bem em algumas regiões de Belo Horizonte, mas depende da hora e do local onde você se encontra.
Quando você se distancia alguns quilômetros do Centro ou da Savassi começa a piorar.
No interior dana tudo. Uma porcaria sem tamanho.
Para postar cada informação hoje no blog levei mais de meia hora.
E não há a quem recorrer. A tal de Anatel só existe para gerar emprego para uma turma que deve ser gente boa, mas descompromissada com quem lhe paga, que somos nós, achacados pelos impostos e tarifas de causar inveja a qualquer país evoluido do mundo.
Há muita fantasia quando se fala em altitude interferindo no rendimento dos jogadores de futebol, mas em algumas cidades a situação realmente exige todos os cuidados possíveis. Potosí é uma delas, onde o Cruzeiro já passou maus momentos e irá jogar novamente, em sua estréia na Libertadores, que muita gente chama de “pré”, injustamente, inclusive eu na coluna passada.
Jonathan atribuiu ao Adilson Batista a sua “volta por cima”, para, depois de tantas vaias e críticas, ser eleito o melhor lateral direito do país. Falou também que amadureceu dentro e fora das quatro linhas, já que chegou aos 23 anos de idade e pensa e se comporta diferente de quando tinha 19.
Falou e disse. O futebol é isso, e besta é quem age diferente. Críticas e vaias são normais e quem tem futebol, cabeça e força de vontade supera tudo e se dá bem.
Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, participou de homenagem do Clube dos 13 ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, hoje, no Rio de Janeiro.
Os poderosos fazem média entre si, enquanto a impunidade reina no país, especialmente no futebol. Ouvir entrevistas desses cidadãos é a mesma coisa que ouvir o “Rolando Lero”. Lembram dele? Da saudosa Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anízio.
A negociação com Vanderlei Luxemburgo começou antes do jogo contra o Corínthians, mas dois problemas quase melaram tudo: a notícia vazou na sexta feira, o que pegou mal para o treinador e para a diretoria atleticana:
01 – Ele, empregado no Santos, conversando com um clube que tinha um treinador com contrato até o fim de 2010.
02 – O Internacional estava na parada e aumentou a sua oferta financeira.
Mas a vida é dinâmica e tudo se resolveu mais rápido do que se esperava: a derrota para o Corínthians resolveu o problema do Atlético com o Celso Roth; e a derrota do Marcelo Teixeira, à reeleição para a presidência do Santos, livrou o Luxemburgo de qualquer compromisso com o peixe. Tudo no sábado.
Mas o Inter só desistiu ontem, depois que o treinador disse que estava apalavrado com o presidente do Atlético. E só hoje, logo depois do almoço, os detalhes finais foram acertados e as assinaturas colocadas no papel.
Vanderlei Luxemburgo é um excelente nome para qualquer time. O problema é o ritual que envolve a sua atuação seja onde for.
Exemplo: esse mistério se ele já está, ou não, contratado pelo Atlético. O Inter anunciou que as negociações com ele estão encerradas, mas aí surge o papo que ele tem outras propostas nacionais e estrangeiras.
Acabei de ouvir o Roberto Abras dizer na Itatiaia que o Wellingtom Campos informou lá do Rio de Janeiro que o “Luxemburgo acertou tudo com o Galo, mas só vai ser anunciado oficialmente no dia 1o de janeiro”.
Quem aguenta uma coisa dessas?
Vi de perto o trabalho do Luxemburgo, na seleção brasileira (campeão da Copa América de 1999 no Paraguai, e no fracasso das Olimpíadas de Sidney’2000), e no Cruzeiro a partir de meados de 2002 e 2003.
Quando digo que vi o trabalho, foi nos treinos, que gosto de prestar atenção quando vou aos locais de treinamento. Ele é dos melhores, sem dúvida.
Uma série de fatores influenciam para que um treinador dê certo ou não em clube e atenda as expectativas que recaem sobre ele.
Em 2002 ele encontrou ambiente e teve jogadores para montar um dos melhores times da história do Brasil. O Cruzeiro conseguiu atendê-lo com o elenco que já tinha na Toca e algumas aquisições. O jogador mais importante daquele time não era bem visto pela diretoria nem pela torcida, devido ao seu desempenho anterior fraco no próprio clube: Alex. O técnico garantiu que seria um ótimo negócio, insistiu, e foi o sucesso que foi.
Depois do Cruzeiro, Luxemburgo não conseguiu a mesma performance em nenhum outro clube. Nem no milionário Real Madri, o que atesta que para se montar um time vencedor não basta só dinheiro.
Pode se dar bem no Atlético porque o presidente Alexandre Kalil é desses que “entrega” o clube ao treinador, que fica à vontade para executar o trabalho.