Thiago Ribeiro abriu o placar na goleada de 6 x 0. Foto: Washington Alves/VIPCOMMO Cruzeiro jogou pro gasto, não forçou a barra na maior parte do jogo e atuou em ritmo de treino para fazer 6 x 0 na estréia do Campeonato Mineiro contra o Uberlândia, no Mineirão. Kleber, que perdeu pênalti quando o jogo estava 0 x 0 foi o destaque da partida, marcando três gols. Thiago Ribeiro abriu o placar, aos 32 do primeiro tempo, Kléber fez 2 x 0 aos 46. No segundo tempo, Kléber aos 17, fez 3 x 0, Caçapa, 4 x 0 aos- 24, de novo Kleber aos- 38 e Diego Renan fez 6 x 0 aos 39 minutos do segundo tempo.
O time da estréia: Fábio; Marcos (Guerrón), Leonardo Silva, Caçapa e Diego Renan; Marquinhos Paraná, Henrique, Bernardo (Pedro Ken) e Gilberto; Thiago Ribeiro (Wellington Paulista) e Kléber
O Atlético fez o primeiro jogo da temporada e venceu o Araxá por 3 x 1. Mostrou o mesmo defeito do ano passado, de levar gol logo de cara: Rogerinho aos 3 minutos para os donos da casa. O empate só veio com Tardelli, aos 37, e a vitória só no segundo tempo, com Coelho aos 13 e Júnior aos 25 minutos.
O time jogou com Aranha (Carini); Coelho (Marcos Rocha), Werley (Benítez), Jairo Campos (Samuel) e Leandro (Wellington Saci), Jonílson (Fabiano), Correa (Carlos Alberto), Ricardinho (Júnior) e Evandro (Renan Oliveira); Diego Tardelli (Marques) e Muriqui (Pedro Paulo).
Hoje foi dia de boas novidades do América: lançamento dos novos uniformes, com a marca Kanxa, e anúncio das contrações do meia Joãozinho e Fábio Júnior, ambos ex-Cruzeiro e Atlético, sendo que Joãozinho só jogou no futsal atleticano. Ele é filho de um dos maiores pontas esquerda que o mundo viu jogar, o grande Joãozinho (João Soares de Almeida Filho).
O Mário Henrique “Caixa”, disse que a melhor choperia de Belo Horizonte é o Redentor, que realmente é excelente. Baseado no que ele escreveu no twitter, o jornalista Gustavo Mendicino lançou a promoção em sua coluna “Pela Cidade”, do jornal Hoje em Dia ( www.hojeemdia.com.br ).
Meu voto é diferente do Caixa: votei no Frei Tuck como melhor choperia da nossa Capital, principalmente por causa desse chope: Falke Bier.
Feito em Minas, por mineiros, de Belo Horizonte, com padrão europeu. Já falei dele num post intitulado “Felicidade”, referente a um fim de semana que passei em Ouro Preto. Lá, no Bené da Flauta também tem!
O América está perdendo uma das pessoas mais importantes neste trabalho gigante de recuperação do clube: Jorge Murta, o superintendente geral de futebol entregará o cargo na próxima semana, em caráter irrevogável. Não pode mais se ausentar do cotidiano dos seus restaurantes, que vinham sendo cuidados pelo filho, recém formado em outra área, partindo para seguir caminho próprio.
Trânsito
Jorge Murta é conhecido pela capacidade de aglutinar e unir contrários. Foi fundamental nas articulações que puseram na mesma diretoria nomes importantes como Marcus Salum, Magnus Lívio de Carvalho e vários outros. Antes, comandava as categorias de base, cujo júnior sagrou-se em 2009, bi-campeão mineiro, mesmo com tantas dificuldades financeiras do América.
Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã no jornal O Tempo
Cruzeiro e Uberlândia dão o chute inicial do Campeonato Mineiro na noite de hoje no Mineirão. Muita gente critica, mas a competição é importante sim. O que está faltando é a Federação Mineira de Futebol e os clubes da capital, promoverem encontros periódicos com os do interior para buscarem formas de fortalecer o trabalho deles, principalmente no que se refere à base. Com as mudanças introduzidas pela Lei Pelé, o interior passou a terceirizar seus infantis, juvenis e juniores para empresários, muitas vezes, com categorias retalhadas para “donos” diferentes, o que é ruim para o futebol como um todo. O interior não tem apoio jurídico nem técnico.
Distanciamento
O que prevalece na maioria dos estados, com destaque para Minas Gerais, é uma distância enorme entre a Capital e o interior, este, completamente abandonado por quem tem a obrigação de zelar por ele, também. Historicamente a FMF é acomodada e só se preocupa com os interesses diretos dos três grandes de Belo Horizonte. Não porque pense mais neles, mas porque as sedes deles estão a poucos metros dela, na Avenida Barbacena, 473, onde a cobrança é mais fácil para os da Capital. Quem mais precisa tem pouco ou nenhum acesso à entidade.
Mudanças
Em fins dos anos 1990, participei, como convidado, de Seminário organizado pela Fundação Getúlio Vargas, para discutir o Campeonato Brasileiro. Realizado em todos os estados, por encomenda da CBF, para discutir a fórmula ideal da disputa, implantada, com sucesso, em 2003. Em tantos anos de militância na imprensa, nunca tive notícia de algum movimento neste sentido da FMF ou dos clubes para discutir melhorias do futebol mineiro.
Melhorou muito
Nosso campeonato precisa ser visto como laboratório para os clubes que vão disputar o brasileiro. Melhor jogar partidas oficiais a amistosos. A fórmula melhorou: não ocupa mais todo o primeiro semestre, e as rivalidades regionais motivam. Também, não é mais um fiasco de rendas. A pressão da Rede Record fez a Globo aumentar bastante os valores pagos, e a transmissão dos jogos dá visibilidade. Mas, convenhamos, ainda é muito pouco.
O possível
Não tenho a menor dúvida que a continuidade da Copa Sul/Minas teria sido muito melhor para Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em todos os aspectos. Porém, a CBF, Rede Globo e alguns clubes acabaram com essa competição, rentável, e forte tecnicamente, e preferiram os campeonatos estaduais na forma tradicional.
Mas nem por isso estou entre aqueles que gostam de dizer que o Campeonato Mineiro não “vale nada”. Vale sim! Se, para quem ganha, não acrescenta tanto à sua coleção de títulos, quem perde, costuma entrar em parafuso, com direito a queda de treinadores e dirigentes.
O ideal
Até os anos 1980, era observando os adversários do interior que Atlético, Cruzeiro e América conseguiam bons reforços para seus elencos. Hoje isso não prevalece, porque quase todos não têm mais categorias de base eficientes. Apostam em veteranos, rodados, que já passaram por incontáveis clubes do próprio estado e outras regiões do país. Ou então, buscam em Belo Horizonte, dezenas de ex-juniores dos próprios co-irmãos da Capital.