A Argentina mostrou no amistoso de hoje contra a Alemanha que será osso duro de roer na África do Sul a partir de junho na Copa do Mundo.
Do site Abril.com
* Cercada de desconfiança pela sofrida classificação à Copa do Mundo, a Argentina demonstrou força na noite desta quarta-feira. Atuando fora de casa, no estádio Allianz-Arena, a equipe de Diego Armando Maradona derrotou a Alemanha, tricampeã do mundo, pelo placar de 1 a 0 e silenciou os torcedores presentes no estádio. Com uma atuação muito consistente, especialmente no setor de meio-campo, que esbanjou categoria ao deixar o rival sem tocar na bola por um minuto nos instantes finais de duelo, o time sul-americano chegou ao triunfo com um gol do atacante Gonazalo Higuaín, que vive excelente fase no Real Madrid.
Diferentemente do arquirrival Brasil, a Argentina ainda terá mais dois testes antes da Copa do Mundo. O primeiro será realizado em 24 de maio, quando a equipe de Maradona terá pela frente a seleção do Canadá. Quatro dias depois, a Albiceleste enfrenta Israel. Ambos adversários não conseguiram classificação para o torneio.
Por sua vez, a Alemanha volta a campo no dia 12 de maio contra o modesto time de Malta. Antes do Mundial da África do Sul, os comandados de Joachim Low encaram a Hungria, em 28 do mesmo mês, e a Bósnia-Herzegovina, em 2 de junho, apenas 11 dias antes da primeira partida na competição ante a Austrália.
O jogo – Contando com o apoio da torcida, a Alemanha iniciou a partida atuando pelas laterais, especialmente pela direita, onde o jovem Thomas Müller, do Bayern de Munique, fazia sua estreia com a camisa germânica. No entanto, a forte marcação argentina, principalmente no setor de meio-campo, local em que Mascherano, Verón e Gutiérrez entraram para segurar o sistema defensivo armado por Maradona.
O equilíbrio tomou grande parte da primeira etapa, mas o pragmatismo alemão sofreu nos minutos finais. Aos 37, Angel Di María fez grande jogada individual, driblou dois zagueiros adversários e carimbou a trave de René Adler. O susto nos donos da casa embalou a equipe sul-americana, que seguiu dominando a partir de então.
Melhor no encontro, a Argentina conseguiu abrir o placar nos acréscimos. Depois de um chutão oriundo do campo defensivo, o atacante Gonzalo Higuaín, do Real Madrid, antecipou o goleiro Adler, que saiu precipitadamente da meta, e, de fora da área, tocou para as redes vazias. Festa de Maradona em Munique.
Na segunda etapa, Joachim Low mostrou-se disposto a armar a Alemanha de forma ofensiva. Pouco depois dos 20 minutos, o técnico da tricampeã mundial colocou em campo os meias Toni Kroos, do Bayer Leverkusen, e os atacantes Mario Gomez, do Bayern de Munique, e o brasileiro naturalizado Cacau, do Stuttgart, que fez sua primeira partida pela seleção nacional.
A grande pressão dos germânicos, contudo, não surtiu o resultado esperado. Enquanto a Argentina sofria com a fraca atuação de Lionel Messi, a Alemanha investia nas jogadas com Cacau, que entrou muito bem no duelo. Em arremates de fora da área, o jogador brasileiro exigiu grandes defesas de Romero. No entanto, o cansaço do forte ritmo atingiu os donos da casa nos minutos finais.
Dessa forma, a Argentina segurou o resultado e deixou a Alemanha confiante em uma excelente participação na Copa do Mundo da África do Sul. Nos instantes finais, a Albiceleste colocou o adversário ‘na roda’. Com toques envolventes no meio-campo, sob o comando de Juan Sebástian Verón, a equipe de Maradona não deixou o rival tocar na bola por praticamente um minuto. Assim, o triunfo acabou concretizado de forma categórica.
Um dos jornalistas e escritores que mais admiro é o Ruy Castro. Mineiro, de Caratinga, adotou o Rio de Janeiro como a sua cidade para viver, mas nunca esquece as suas origens mineiras em seus textos ou falas nas rádios e TVs.
São deles livros imperdíveis como “O Anjo Pornográfico” (a vida do Nelson Rodrigues), “A Estrela Solitária” (Garrincha), e a vida da Carmem Miranda, lançada ano passado.
Sem falar da sua obra magistral sobre a Bossa Nova.
Toda terça feira ele bate um papo espetacular com o Ricardo Boechat na BandNews FM 89,5 entre as 7 e 9 horas, e escreve na Folha de S. Paulo, crônicas sensacionais, como essa, que saiu segunda feira, onde conta a história da origem das torcidas organizadas:
* “Facções de guerra”
Em 1942, o baiano residente no Rio e Flamengo roxo Jaime de Carvalho reuniu seus amigos rubro-negros do Méier e formou um grupo para irem torcer nos estádios. Sua mulher, Laura, costurou-lhes as primeiras faixas, bandeiras e camisas. Alguns eram músicos amadores e levaram seus trompetes e tambores para tocar marchinhas de Carnaval e o hino do Flamengo.
Ary Barroso ouviu-os e disse que aquilo não era uma banda, mas uma charanga, de tão desafinada. Jaime e Laura adotaram o nome Charanga e passaram a bordá-lo sob a âncora e os remos nas camisas e bandeiras. Nascia a primeira torcida organizada do futebol brasileiro. Logo a Charanga teria músicos profissionais e Jaime se tornaria também o chefe de torcida da seleção brasileira. Foi ele quem puxou o “Touradas em Madri” no 7 a 1 contra a Espanha, no Maracanã, na Copa de 1950.
Quase ao mesmo tempo surgiram as outras torcidas: a do Vasco, comandada por Dulce Rosalina; a do Fluminense, por Paulista; a do Botafogo, por Tarzan; as dos clubes de São Paulo. Seus líderes se estimavam, e a disputa era para ver quem gritava ou cantava mais forte no estádio. À ameaça de uma briga na arquibancada um deles entrava em ação e a turba se pacificava.
As coisas começaram a mudar nos anos 60, com a aposentadoria ou a morte dos antigos chefes e o surgimento das torcidas jovens e suas dissidências. Uma característica das novas torcidas era vaiar cartolas, técnicos e jogadores de que não gostassem. Daí a acordos com facções políticas dentro dos clubes foi um passo. E, por fim, elas próprias, de todos os clubes, se tornaram facções de guerra, armadas para agredir, destruir e matar.
Jaime de Carvalho morreu em 1976, aos 65 anos; dona Laura, em outubro último, aos 88. Longe o tempo em que suas bandeiras torciam por amor.
Parece mentira, mas a realidade do futebol brasileiro continua como sempre foi na maioria dos clubes. Pensei que o Palmeiras fosse tomar um rumo diferente quando o economista Luiz Gonzaga Beluzzo foi eleito presidente. Fez as besteiras que fez, se envolvendo com torcidas organizadas, na tal frase infeliz (vamos matar os bambi!), também permitindo que uma delas e entrasse na concentração do time para pressionar os jogadores, e ainda pagou aquele mico nacional dizendo que agrediria fisicamente o árbitro Carlos Eugênio Simon se o encontrasse pessoalmente.
Mas, diziam que o forte dele era na parte administrativa/econômica, apesar de ter sido um dos gurus do governo José Sarney na presidência da república.
Vejam estas duas notas publicadas ontem na coluna Painel, da Folha de S. Paulo:
“Sempre ele.”
Conselheiros do Palmeiras dizem ter ouvido do novo diretor financeiro Francisco Busico que o clube pediu emprestado R$ 500 mil ao conselheiro Paulo Nobre para acertar a premiação pela vitória contra o São Paulo e também para saldar um débito com o goleiro Marcos.
“Espera.” De acordo com os mesmos conselheiros, Nobre, que já fez outros empréstimos ao Palmeiras para a contratação de reforços, ainda não recebeu o pagamento.
Quando escrevi aqui, e na coluna do Super, que era “mais fácil o sol tremer de frio ou uma vaca voar” do que o Cruzeiro perder essa parada, não foi nenhum conhecimento jurídico da minha parte ou informação privilegiada ou “profecia do acontecido”. Foi simplesmente porque sou apenas mais um brasileiro que vive o país e como tal, sabemos que os julgamentos no país, em sua maioria, são políticos. Na época inclusive fiz a ressalva que nem Cruzeiro, nem Atlético e nem o América perdem paradas como essa em Minas, assim como os grandes dos outros estados não perdem nos seus respectivos redutos.
O bicho costuma pegar é quando esses os casos caem em mãos de instâncias superiores, onde há isenção maior e os códigos e leis são tratados com o devido rigor. Como por exemplo o doping do atacante do Dodô, amaciado pelos tribunais brasileiros, porém ferrado pelo tribunal intermacional da Fifa.
Do portal do O Tempo:
* Cinco auditores votaram a favor do clube; Procuradoria pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva
DIOGO FINELLI
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O julgamento do Cruzeiro no “caso Wellington Paulista”, na sede da Federação Mineira de Futebol (FMF), teve um resultado positivo para o clube celeste. Dos seis auditores que participaram da sessão no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG), cinco votaram a favor do Cruzeiro e um contra. Com o resultado o clube não vai perder os seis pontos pela escalação de Wellington Paulista na primeira rodada do Campeonato Mineiro, no dia 20 de janeiro, na goleada de 6 a 0, no Mineirão.
Wellington foi expulso na partida contra o Atlético, no dia 3 de maio de 2009, na segunda partida da final do Campeonato Mineiro (houve empate em 1 a 1, e, como a Raposa havia vencido o jogo de ida por 5 a 0, conquistou o título do Estadual). Em 19 de maio daquele ano o atacante, incurso no Artigo 255 (ofensa) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) foi punido pelo TJD-MG com um jogo de suspensão.
No dia 18 de janeiro deste ano, o departamento jurídico do Cruzeiro solicitou a conversão da suspensão em medida de interesse social (doação de cestas básicas), conforme permite o CBJD. No dia 19, o presidente do TJD-MG, Sílvio Augusto Tarabal Coutinho, aceitou o pedido e converteu a suspensão na doação de cinco cestas básicas. No dia 20, Wellington Paulista entrou em campo aos 37min do segundo tempo (a partida já estava 5 a 0) na goleada de 6 a 0 sobre o Uberlândia, no Mineirão, e não fez gol. A Procuradoria do TJD-MG denunciou o clube pela escalação irregular do jogador, entendendo que ele tinha que cumprir a suspensão da final do Mineiro do ano passado na primeira partida do Estadual deste ano.
A Procuradoria ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.
Em dose dupla
Em outro julgamento, Wellington Paulista foi punido com dois jogos de suspensão pela expulsão contra a Caldense. O atacante já cumpriu um (na vitória de 1 a 0sobre o Ituiutaba) e cumpre o outro nesta quarta-feira (3), contra o Uberaba. Na prática, nada muda uma vez que o jogador já estava vetado por causa de dores que vem sentindo no tornozelo direito.
Paulista foi incurso nos Artigos 250 (praticar ato desleal), em que foi absolvido, e 258 (conduta contrária à ética desportiva), em que foi punido com dois jogos de suspensão (a pena era de um e três jogos).
Pelo twitter a assessoria de imprensa da CBF destaca a presença de Ramires da seleção do Dunga e chama para a entrevista gravada com ele para o site da entidade após a vitória de ontem sobre a Irlanda, em Londres:CBF_Futebolhttp://migre.me/m1Gf