Arquivo de 10 de março de 2010

Auge do avacalhadão 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Este é o futebol mineiro, chegando ao auge da avacalhação, onde a credibilidade da Federação Mineira de Futebol está na posição na qual se encontra. Tudo pronto no estádio, muita gente deslocada de Belo Horizonte e outras cidades para Teófilo Otoni, entre imprensa e outros profissionais ligados ao jogo. A cidade vivendo o dia em função da partida e o TJD acata pedido do Atlético para que o jogo seja em outra data.

Se acatou é porque a FMF deu brecha para isso e advogados existem é para se aproveitarem das brechas, incompetências e burrices. Até a prefeita da cidade resolveu tentar tirar uns dividendos políticos!

E ninguém banca o prejuizo de ninguém! Nem moral, nem financeiro!

Eta futebol mineiro!

Palhinha, “o falante”

quarta-feira, 10 de março de 2010
Não se trata do Vanderlei Eustáquio de Oliveira, um dos melhores que já vi jogar, ex-Cruzeiro, Corinthians, Atlético, América, que teve também bons momentos como treinador, cuja última atividade pública foi de Secretário Municipal de Esportes da PBH.

Refiro-me ao outro, que teve grandes passagens no América, Cruzeiro, São Paulo, e assim como o Palhinha original, conquistou grandes títulos e tenta um lugar no mercado de treinadores. Dirige o São Bernardo na Série A2 paulista.

Ouvi entrevista dele em rede nacional pela Rádio CBN, ontem a noite e chamou-me a atenção o cuidado zero da parte dele em evitar problemas com colegas e jogadores atuais.

Perguntado sobre a atual Libertadores da América, disse que Inter e São Paulo são os clubes brasileiros em melhores condições para chegar ao título. Afirmou que os jogadores brasileiros fraquejam na hora de enfrentar argentinos e uruguaios e citou o Cruzeiro na final contra o Estudiantes ano passado no Mineirão. Não se lembrava do nome do Ramires e teve que ser ajudado pelos entrevistadores, Carlos Eduardo Éboli e Vitor Birner, depois que disse, “aquele meia que vem até sendo convocado pelo Dunga para a seleção”.

Disse que Ramires se intimidou diante do Verón, que ele supõe, ter dito coisas como “vou te cuspir na cara, vou te arrebentar”, afinando o então melhor jogador cruzeirense.

Lembrou que para ser campeão da Libertadores e do Mundo, o São Paulo no qual ele jogava tinha jogadores como Pintado, Dinho e Cerezo, que encaravam qualquer adversário do jeito que eles quisessem.

Sobre o atual São Paulo, Palhinha disse que o Washington é um problema, porque obriga o time todo a jogar em função dele, e que já não tem mais a mobilidade para ir atrás de bolas que não vão nele. Escalaria jogadores mais jovens em seu lugar e até do Dagoberto, que se sente dono do time. Que há jogadores que peitam treinadores e se escalam porque tem muito tempo de casa.

Citou Vanderlei Luxemburgo como quem tem medo de lançar jogadores jovens e disse que Neymar só está deslanchando porque o treinador saiu do Santos.

Até os entrevistadores ficaram surpresos com a verborragia do novato treinador, sem papas na língua, destacando essa “sinceridade” dele. Diante disso, afirmou que não se preocupa em esconder o que pensa, porque leva uma vida tranquila e para ele tanto faz trabalhar em clubes pequenos ou grandes. Se pintar um clube maior algum dia, “tudo bem”, mas se dá por satisfeito do jeito que está.

Certamente este Palhinha não tem com as palavras a mesma habilidade que tinha com a bola!

 

Um livro bom demais da conta

quarta-feira, 10 de março de 2010

Está nas livrarias uma obra imperdível para quem gosta de futebol: “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”, de autoria do Mauro Beting, lançado pela Editora Contexto. Histórias inacreditáveis como a que mais me cativou, que foi a da seleção da Hungria, responsável pela maior revolução tática em toda a existência do futebol. Não ganhou a Copa de 1954, mas inovou em tudo: métodos de preparação física, organização, infra-estrutura, enfim. Inspiradora do “Carrossel holandês”, de 20 anos depois, quando a Holanda surpreendeu o mundo. Aliás, outra seleção que não ganhou a Copa, mas presente com toda justiça nesta lista do Mauro Beting.

O livro é simplesmente espetacular e em determinados momentos dá a sensação de que o desfecho será diferente da história, de tanto que a narrativa é brilhante.

Sem falar no aprendizado sobre a história geral do mundo da bola, especialmente das mudanças táticas radicais implementadas a partir dos anos 1940 pela Hungria. Por exemplo, que o São Paulo buscou lá o treinador Bela Gutman, para ser campeão paulista em 1957. Seu auxiliar era Vicente Feola, campeão do mundo com o Brasil no ano seguinte, usando o sistema 4-2-4, novidade húngara daqueles tempos.

Foi o primeiro livro de autoria do Mauro Beting que li, mas já estou atrás dos quatro anteriores que ele escreveu, porque a partir ele se junta aos meus autores preferidos como Ruy Castro, Fernando Sabino, Fernando Morais e alguns outros da “prateleira de cima”.

“As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos” tem lançamento previsto para Belo Horizonte para este mês, mas ainda não sei a data certa.