Depois de empatar sem gols com o Volta Redonda e massacrar o time sub-20 do Fluminense, a seleção da África do Sul se prepara para o terceiro desafio durante sua pré-temporada na Granja Comary, em Teresópolis. O próximo compromisso dos Bafana Bafana será contra o Cruzeiro, quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), no Mineirão.
Enfrentar um dos times mais tradicionais do país será, na visão do técnico Carlos Alberto Parreira, um teste extremamente válido como preparação para desempenhar um bom papel como anfitriões da próxima Copa do Mundo.
“O Cruzeiro tem um time muito bom tecnicamente”, elogiou o treinador, sem esconder o que espera de seus jogadores no compromisso contra os mineiros e também no agendado para o dia 31, diante do Paraguai, em Assunção.
“É evidente que viemos para aprender, mas queremos deixar uma boa imagem. E vamos aproveitar que jogaremos contra times que têm jogadores tarimbados, como o Cruzeiro e a seleção do Paraguai, adversários mais difíceis dessa série”.
A intenção de Parreira é tornar o estilo de jogo de seu time mais parecido com o mostrado pelos sul-americanos, especialmente os brasileiros. “Queremos que a África jogue com a bola no chão, tenha posse de bola. Lá o futebol não é assim. Eles têm muita qualidade técnica, mas nada melhor do que vir ao Brasil para verem o jeitinho que o brasileiro joga”, concluiu.
Projeto de R$ 7,7 bilhões prevê construção de 75 mi apartamentos
Foto: Marcelo Prates
Usando a Copa do Mundo de 2014 como pretexto a especulação imobiliária prepara uma devastação ambiental gigante em plena Capital de todos os mineiros, bem na cara de todos nós, sob o silêncio dos órgãos ambientais nas esferas municipal, estadual e federal.
A Serra do Espinhaço está sendo liquidada pelo 8º homem mais rico do mundo, Eike Batista.
Em Belo Horizonte são espertos mineiros que vão executar a tarefa, segundo ótima reportagem no Hoje em Dia de hoje.
Motivo da manchete principal do jornal que está em todas as bancas:
“Última área livre de BH terá vila da Copa”
Augusto Franco – Repórter
Um amplo projeto para a construção de pelo menos 75 mil apartamentos – grande parte deles dedicada ao setor hoteleiro – na Granja Werneck, Região Norte de Belo Horizonte, será anunciado, na tarde de terça-feira (16), pelo prefeito Marcio Lacerda. A região, margeada pelos bairros Jaqueline e Juliana e pela MG-20, é a última área remanescente para a urbanização total do território de Belo Horizonte.
Ainda pontuado por fazendas, pequenos sítios e córregos, o local fica no entorno da bacia do Córrego do Isidoro, que sai da Lagoa da Pampulha em direção ao Rio das Velhas. O prefeito Marcio Lacerda já tinha, desde dezembro, um pré-projeto orçado, preliminarmente, em R$ 7,7 bilhões. Segundo ele, as unidades seriam construídas no sistema de Parceria Público-Privada (PPP).
As obras começariam ainda neste ano, e unidades seriam construídas até 2014, no esquema das vilas Olímpica e do Pan, no Rio de Janeiro. A ideia é que prédios de apartamentos sejam construídos e vendidos para particulares, mas entregues para serem utilizados por turistas e delegações durante as copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, no ano seguinte. Após a Copa, os apartamentos seriam entregues – alguns deles mobiliados – aos compradores e investidores. “Além de ser opção de crescimento da cidade pelo Vetor Norte, a proposta vai expandir o turismo. Pelo menos 4 mil moradias serão usadas pelo setor hoteleiro para receber visitantes e delegações que virão para o evento”, disse, em dezembro de 2009.
A Granja Werneck tem cerca de 9 milhões de metros quadrados, uma área maior que a região compreendida dentro da Avenida do Contorno, no Centro de BH. De acordo com o vereador Paulo Lamac (PT), além do projeto das construções, o plano que será apresentado na terça – e que foi guardado a sete chaves pela Prefeitura de Belo Horizonte – deve incluir ainda normas técnicas para a construção de avenidas, ruas e equipamentos públicos, como parques e praças.
Projeto dentro do novo Código de Obras
Segundo o vereador, o projeto deve ser totalmente feito dentro dos novos parâmetros do Código de Obras de Belo Horizonte, um projeto substitutivo da lei atualmente em vigor – datada de 1996 –, que foi apresentado na semana passada pela Prefeitura. De acordo com o parlamentar, um dos principais objetivos do novo projeto é que o desenvolvimento do Vetor Norte seja feito de forma mais sustentável que o de outras regiões da capital.
“O que queremos, e digo isso como líder do prefeito na Câmara, é possibilitar uma malha urbana mais viável”, afirmou Lamac. Segundo ele, o desenvolvimento do Vetor Norte é inevitável, uma vez que o Centro Administrativo foi inaugurado. “Estamos trabalhando para que seu desenvolvimento seja menos caótico que o que se deu em regiões como o Buritis e o Belvedere, onde o trânsito e a infraestrutura da malha urbana simplesmente não suportam a quantidade de pessoas.”
Mesmo antes de ser votado, o projeto vem gerando amplas discussões na Câmara Municipal, e irritou o setor da construção civil. O substitutivo reduz os coeficientes de construção e cria um dispositivo chamado “Outorga Onerosa”.
Tal dispositivo permite que proprietários e empreendedores, que não usaram a totalidade de sua área construída, vendam “bônus” para outros, que querem construir mais andares.
A nova lei também reduziu em mais de 30% a possibilidade de área construída, incluindo varandas, vagas de garagem, área de circulação interna e salão de festa como coeficiente de área construída. A lei em vigor atualmente considera área construída apenas a metragem dos apartamentos. “Estamos restringindo, dessa forma, o número de andares e de unidades por prédio”, destaca Lamac.
Ainda segundo ele, o novo projeto de lei prevê que o dinheiro arrecadado com a Outorga Onerosa seja aplicado na construção de vias e obras sociais ou de interesse público.
Projeto preservaria 50% da área
A nova legislação para a Granja Werneck, que atualmente conta com pequenos sítios e é uma ampla área de preservação ambiental, deve permitir lotes de até mil metros quadrados. Segundo o prefeito, estudos realizados pelos técnicos da Prefeitura não revelaram impactos ambientais com o empreendimento, já que 50% da área de parques seria preservada.
A área também abrigaria vias arteriais, tipo avenidas de trânsito rápido, que facilitariam o acesso aos moradores de Santa Luzia ao novo Centro Administrativo do Governo do Estado, no Bairro Serra Verde. A intenção do prefeito Marcio Lacerda é atrair recursos dos governos estadual e federal para construir a Via-590, que vai ligar a Avenida Cristiano Machado, a MG-20 e o Centro Administrativo.
A Granja Werneck surgiu em 1943 e tem pequenas moradias de famílias que deram nome ao lugar. O Ribeirão Isidoro está na área do empreendimento.
A Usiminas está de olho na Copa de 2014. A siderúrgica mineira entrou em oito consórcios que disputam concorrências para a construção de estádios.
Semana passada, o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castelo Branco, encontrou-se com Ricardo Teixeira, da CBF, para vender seu peixe.
Copa da África
A ONG Fala Bicho enviou uma carta de protesto ao embaixador Bangumzi Sifingo, representante da África do Sul no Brasil.
Sheila Moura, presidente da entidade, diz que o país anunciou matança de animais com o objetivo, segundo crença local, de abençoar os campos onde se desenrolarão os jogos da Copa.
O Cruzeio irá proporcionar uma inédita vantagem para os Sócios do Futebol nesta quarta-feira, no amistoso internacional contra a África do Sul, às 21h50, no Mineirão.
Todos os participantes do projeto em dia com as mensalidades poderão levar um acompanhante para o estádio sem custos adicionais.
Para isto, ele deverá apresentar o seu cartão Sócio do Futebol estar junto do acompanhante no momento da entrada no estádio. Os Sócios que não puderem comparecer à grande festa promovida pelo Cruzeiro têm a oportunidade de emprestar o seu cartão, para que um amigo ou familiar conheça as facilidades de ser um Sócio do Futebol.
Além destas vantagens, todos os sócios do futebol que comparecerem ao Mineirão nesta quarta-feira concorrerão automaticamente à bola do jogo, autografada por todos os atletas celestes que participarão da partida.
O resultado da promoção será divulgado no Site Oficial do Cruzeiro, na quinta-feira.
Fernando Rocha falou em sua coluna de hoje, no Jornal do Vale do Aço, sobre a média de público dos campeonatos estaduais
“… a média de público dos estaduais tem sido um horror, o que só faz aumentar as críticas dos que defendem o fim da competição e sua substituição pelos nacionais, com a criação de mais divisões. O nosso estadual pode até ser considerado meia-boca, 5.780 pagantes por partida, diante dos pífios registros nos outros estados. Perde de pouco para o Rio de Janeiro, 6.131; Pernambuco, 6.934; apenas 8 torcedores a mais que o do Rio Grande do Sul, 5.772; Bahia, 3.171; no Paraná, o pior de todos, 2.341 e o mais rico e valorizado, o Paulista, que tem a média de apenas 4.823 pagantes, está abaixo do nosso em 957 torcedores.”
Quem lê este blog ou minhas colunas no O Tempo e Super Notícias, desde a Copa das Confederações, ano passado, na África do Sul, vai se lembrar o que falei sobre os preparativos do país para a Copa do Mundo deste ano: eles ignoraram muitas exigências do tal caderno de encargos da Fifa e a entidade teve de engolir. Há exageros realmente inaceitáveis neste tal caderno. Como os sul-africanos viram que a “dona Fifa” não era tão durona como fingia ser, deram uma boa relaxada em muitos aspectos.
Os arquitetos brasileiros que estão lá visitando os estádios da Copa estão constatando isso e voltarão ao Brasil com a certeza que aqui não há necessidade de se gastar tanto dinheiro com os nossos.
Só que aqui há uma diferença: a maioria absoluta dos envolvidos quer que se gaste sim, com muitas e muitas obras em nossos estádios, quanto mais caras melhor, para eles.
É comissão demais em jogo!
Veja a nota que saiu na coluna Painel, da Folha de S. Paulo de hoje:
“Teoria da evolução”
Em visita recente às arenas sul-africanas que serão usadas na Copa do Mundo deste ano, o grupo de arquitetos brasileiros envolvidos nos projetos de reforma e construção dos estádios para o Mundial de 2014 chegou à conclusão de que a Fifa usa “dois pesos e duas medidas” em relação às exigências feitas para cada país. Ao constatarem as condições dos estádios da próxima Copa, alguns ainda inacabados e outros antigos, os arquitetos avaliam que a cobrança feita ao Brasil é muito mais rígida do que a dirigida aos africanos.