Arquivo de 4 de abril de 2010

Outro time

domingo, 4 de abril de 2010

O América foi outro time, principalmente até fazer 2 a 0. A partir daí se intimidou e facilitou a virada do Atlético ainda no primeiro tempo. Com 3 a 2 nas costas voltou a jogar como grande, empatou e poderia até ter vencido. Mas alguns jogadores ficam deslumbrados e não controlam suas reações. Laércio é um exemplo disso: bom jogador, importante para o time, fez o primeiro gol e tirou a camisa para comemorar. E sabia que levaria o cartão amarelo. Dá pra entender?

Bem demais

Muitos jogaram bem no 3 a 3 do clássico, mas dois merecem destaque especial: o goleiro Flávio e o volante Fabiano. Como jogaram!

Mas os times mostraram muitas deficiências também. Vanderlei Luxemburgo precisa melhorar a defesa do Atlético, que sem o Jairo Campos fica desfigurada, além do meio campo, que com a saída do Júnior, para a entrada do Ricardinho, sumiu.

O América precisa cuidar basicamente da cabeça dos seus jogadores, que só jogam bem em situações como a atual: com a corda no pescoço. Eles precisam ter em mente que jogam num dos clubes mais tradicionais do país, que só voltará a ser chamado de “time grande”, quando encarar todos os adversários como fizeram hoje.

Gramado

Outro que mereceu destaque no clássico foi o gramado do Mineirão. O “dilúvio” que caiu na Pampulha, antes, durante e depois do jogo, não chegou nem a ameaçar o andamento da partida, graças à excelente drenagem. Uma pena que daqui algumas semanas este gramado não existirá mais, com a reforma do Mineirão para a Copa de 2014.

Razão

A arbitragem do senhor Joel Tolentino da Mata Júnior receberia uma nota 10 não fossem as vistas grossas que ele fez ao lance violento do Diego Tardelli contra o Danilo, ainda no primeiro tempo. O atacante do Atlético não teve a intenção de agredir o colega de profissão, mas agrediu, e bem na cara do apitador, que poderia tê-lo expulsado. Uma jogada que fez lembrar aquela do Gilberto, do Cruzeiro, contra o Vélez, em Buenos Aires, pela Libertadores.

Problema crônico

Vamos ver se as autoridades, forçadas pela Copa de 2014, vão corrigir um problema grave de Minas Gerais: a falta de placas de sinalização indicativas nas estradas, entradas e saídas das cidades. Para chegar hoje cedo ao Circuito Trilhas da Serra, entre Santa Luzia e Jaboticatubas, foi uma luta para todos que queriam assistir à Copa Tribo/Geraldinho Starling de motocross.

Mais absurdo é que o lugar fica num dos roteiros mais importantes do turismo do estado que é a Serra do Cipó. Não há sinalização ao menos razoável. Nem parece que essas cidades têm prefeitos e vereadores, que já deveriam ter agido há tempos, resolvendo eles mesmos ou cobrando do Estado e da União.

Lampejos de grandeza

domingo, 4 de abril de 2010

A arrancada inicial da fase que interessa do Campeonato Mineiro teve jogos muito bons, do jeito que deveria ser durante toda a disputa. Os times não se poupam quando os jogos são decisivos. Os que entram em desvantagem dão tudo que tem e proporcionam espetáculos até então inéditos em relação aos jogos anteriores.

O Uberaba mostrou isso ontem e deu enorme trabalho ao Cruzeiro. Se tivesse jogado as partidas passadas desse jeito, teria sido o grande destaque do interior na primeira fase; ou não teria sido eliminado facilmente da Copa do Brasil pelo Fluminense, no Uberabão, sem necessidade de jogo de volta no Rio.

Hoje foi a vez do América mostrar essa faceta. Começou jogando como time grande, fez dois a zero, mandou bola na trave do Atlético, mas não teve coragem de continuar pressionando e recuou. Levou a virada ainda no primeiro tempo.

Voltou para o segundo tempo novamente com espírito de grande e chegou ao empate através do Rodrigo. A entrada do Ricardinho no lugar do Júnior deu um branco no meio campo do Atlético.

A atitude do atacante Laércio mostra que o América precisa trabalhar muito a cabeça de seus jogadores. Marcou o primeiro gol e, empolgado, tirou a camisa não se sabe para quê. Levou o cartão amarelo, como manda a regra, completamente desnecessário. No intervalo deu entrevistas dizendo que o time “precisa ter atitude de vencedor”. A dica vale em primeiro lugar para ele próprio.

Lamentável

domingo, 4 de abril de 2010
* Nada pode justificar a falta de solidariedade humana. A notícia está na Folha de S. Paulo:

 Meninos da Vila se recusam a participar de ação beneficente Folha de S. Paulo

.“O que era para ser um gesto de caridade virou uma saia justa para os meninos da Vila. Trinta e quatro pessoas, incluindo crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral, aguardavam ontem a chegada do elenco santista, que faria a doação de ovos de páscoa no Lar Espírita Mensageiros da Luz, em Santos.

Ocorre que boa parte dos atletas –incluindo os mais badalados e aguardados, como Neymar, Robinho e Ganso– não saiu do ônibus. O aparente motivo do levante foi religioso: a instituição beneficente segue a doutrina espírita. Ganso chegou com seu próprio carro e, antes de entrar no local, foi chamado pelos colegas que estavam no ônibus (eles gritaram e bateram nas janelas). Ganso entrou no ônibus, onde também estavam Fábio Costa, Durval, Léo, Marquinhos e André, e não saiu mais.

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Depois disse aos jornalistas que sabia que alguns atletas se recusariam a entrar no local, mas negou que o motivo fosse religioso.

O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro foi até o ônibus e conversou com os atletas. “Falei para eles [jogadores] que encontrariam cenas fortes no local. Há pessoas que não se sentem bem com isso. Acho normal cada um fazer o que bem entender. Eu não conhecia a casa, mas o Santos tem que provar que não é apenas um time de futebol”, disse.

Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram. Dentro da instituição, os jogadores que participaram da doação dos 600 ovos, entre eles Felipe, Edu Dracena, Arouca, Pará e Wesley, conversaram e brincaram com as crianças. Os ovos foram doados por um patrocinador do clube”.

Depois, em entrevista à TV Bandeirantes, Robinho explicou:

- Só ficamos sabendo quando chegamos ao local que se tratava de um ambiente espírita. Cada jogador tomou a atitude que achou conveniente, e acho que a religião de cada um precisa ser respeitada. Ninguém orientou a gente para que tomássemos essa atitude. Ela foi movida pela religiosidade de cada um. Isso não tem que virar polêmica – disse Robinho.

Evangélico, Neymar disse o seguinte:- Fiquei sabendo dos rituais religiosos realizados no local somente quando cheguei lá. Tomei essa atitude, pois tinha receio de não me sentir bem”.

Até a próxima, Conceição!

domingo, 4 de abril de 2010

Esta é a foto de Conceição do Mato Dentro que não consegui postar ontem porque o modem da Vivo não deu conta. A vista é do alto do Salão de Pedras. Qualquer dia desses apareço lá de novo.FLORIPACONCEICAO 061