Arquivo de 25 de abril de 2010

Erro grave dos grandes

domingo, 25 de abril de 2010

O inaceitável está se tornando normal no Brasil, em todos os segmentos sociais e atividades profissionais. Mas aqui me restrinjo a mais um exemplo do futebol, que é o nosso assunto específico. Pode um jogo de final de Campeonato mineiro de profissionais ser decidido com menos de 12 mil pagantes no estádio? Claro que não, mas tivemos Ipatinga 2 x 3 Atlético, nessa situação. A culpa é, principalmente, dos nossos três maiores clubes e da Federação Mineira de Futebol, responsáveis diretos pelo assunto.

O Ipatingão foi construido para 25mil pagantes, e mesmo com as exigências das autoridades da segurança, jamais o futebol mineiro poderia aceitar que se baixasse essa capacidade de lotação. Nem falemos da força econômica e política do Vale do Aço. O problema é que os comandantes da FMF se preocupam apenas em se manter em sua zona de conforto, e ‘Kalis’, ‘Perrelas’ e Saluns’ só pensam nos interesses localizados do Galo, Raposa e Coelho.

Pensam somente em seus próprios problemas, na montagem de times para o Brasileiro, mas a visão é curta, pois se esquecem que um Mineiro forte, seria muito melhor para todos.

Têm poder de pressão e decisão mas só pressionam ao departamento de árbitros. Não estão nem aí para a pobreza mineira na estrutura dos clubes do interior.

Esperança

Uma das esperanças que tenho em ver mudanças no futebol mineiro é que o atual Secretário de Estado de Esportes é do ramo. O jornalista Alberto Rodrigues conhece a fundo essa situação e adquiriu cancha política com seus dois sérios mandatos de vereador em Belo Horizonte. Se a FMF não faz, ele pode fazer, que é liderar uma ampla discussão para soluções desses problemas.

* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jonal O Tempo, nas bacas!

Se até a Claudinha achou, então foi!

domingo, 25 de abril de 2010

Não houve dúvida quanto à marcação do pênalti que originou o empate do Atlético no primeiro tempo contra o Ipatinga. O bom goleiro Douglas, do Ipatinga, reconheceu, no intervalo, que cometeu a penalidade. Até a cruzeirense radical, Claudinha, esposa do Pico, achou que foi. E quando essa gente desconfiada, de Conceição do Mato Dentro não tem dúvida, é porque foi mesmo. Fica a curiosidade: e se o árbitro fosse da Federação Mineira de Futebol?

Certamente haveria contestações e quem dissesse que se tratava de mais um “esquema” a favor de um grande da Capital.

A vez do Gilson

Vanderlei Luxemburgo só surpreendeu a quem não o conhece bem. Entrou no sistema 4-4-2, sabendo que o Ipatinga partiria com tudo, para inverter a vantagem. Com isso segurou duas das principais armas ofensivas do time do Gilson Kleina, que são os laterais Luizinho e Donizete. Além disso, contrariou a expectativa do Gilson Kleina, que imaginou que ele fosse repetir o 3-5-2 usado contra o Democrata-GV e Sport, em situações semelhantes.

Regulamento

Luxemburgo jogou com o regulamento, já que a finalíssima só será no próximo domingo, no Mineirão. Aí será a vez do técnico do Ipatinga ir para o “tudo ou nada”. Será outro grande jogo, como este de hoje, já que o Ipatinga tem mostrado que não tem medo de grande, em casa ou fora.

Incapacidade

Dói ver uma final de Campeonato Mineiro com menos de 12 mil pessoas no estádio. Absurdo imposto pela incapacidade da Federação Mineira de Futebol e omissão de Atlético e Cruzeiro, que poderiam se antecipar na solução de problemas como esse. Trabalhei nas festividades de inauguração do Ipatingão, quando o estádio tinha capacidade para 25 mil pagantes. Tudo bem que normas de segurança limitaram o número de torcedores em todos os estádios brasileiros, mas aceitar o máximo em menos de 12 mil é falta de compromisso da nossa cartolagem.