Arquivo de 8 de maio de 2010

O Fred tem razão

sábado, 8 de maio de 2010

Fred Rezende é um dos bons jornalistas de Sete Lagoas, e enviou um comentário com o qual concordo totalmente:

“Chico, boa tarde, acompanho sempre o blog e gosto dos comentários postados, mas não entendi o comentário do leitor Bruno Librelão. Ele disse que a imprensa é omissa e sempre foi. Não sei se ele quis dizer a imprensa de fora ou de Sete Lagoas, porque se foi em relação à segunda. da qual faço parte há alguns anos, ele esté redondamente enganado. Por inúmeras vezes, em relação aos jogos dos chamados “grandes” na Arena do Jacaré publicamos que uma medida deve ser tomada em relação à vinda destes clubes pra cá. Cobramos, também inúmeras vezes, a necessidade de obras de infra-estrutura – muito bem salientado por você no Seminário realizado no UniFEMM – além de como ficarão os torcedores de Sete Lagoas e região. Ainda, para terminar, cobramos, na imprensa escrita e no meu blog junto ao jornalista Marcos Avellar, a lerdeza do Poder Público local quanto à questão da parte externa da Arena do Jacaré, o que também foi muito bem cobrado pelo site da Associação Amigos do Democrata. Na minha cabeça, esta carapuça não serve. No mais, grande abraço e mesmo sendo torcedor, em Sete Lagoas, do Ideal, e do Cruzeiro, todos temos que nos unir em prol do Jacaré, que leva o nome da cidade.”

Domingo tem minha coluna sobre a Copa no O Tempo

sábado, 8 de maio de 2010

Todo domingo estou escrevendo sobre o outro lado da Copa do Mundo no jornal O Tempo. Assuntos fora do futebol, baseados no que vi na África do Sul ano passado, durante a Copa das Confederações.

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Estamos chegando lá, infelizmente!

As comparações do Brasil com a África do Sul ficarão cada vez mais intensas depois da Copa do Mundo. Pela primeira vez duas Copas serão realizadas de forma consecutiva em países do chamado “terceiro mundo”. Ao passado, na Copa das Confederações, fiquei assustado com os questionamentos de colegas jornalistas espanhóis e italianos, que pensam que os brasileiros vivem em condições piores que os sul-africanos, especialmente no que se refere à violência.

A nossa imagem lá fora continua péssima, pior que a nossa realidade, embalada por filmes como Cidade de Deus e pelos noticiários da Globo Internacional, que manda para o exterior os noticiários do Jornal Nacional. Pensam que vivemos num faroeste, onde o comércio se fecha às 18 horas, como na África do Sul.

Depois que voltei de lá passei a prestar mais atenção no nosso dia a dia e constatei: não estamos tão mal como eles, mas estamos a caminho. A impunidade no Brasil é um incentivo à bandidagem e os crimes mais hediondos estão se tornando comuns. Nós estamos nos acostumando como normais os absurdos que tem acontecido em nossa volta.

Nem pensar

Todo estabelecimento comercial na África do Sul conta com seguranças armados ostensivamente à sua porta. Nos estacionamentos de shoppings é comum ver os guardas com o dedo indicador no gatilho de suas escopetas, tensos, prontos para agir a qualquer momento. Vida noturna só existe em grandes hotéis ou áreas especiais. Bares e botecos, como os nossos, nem pensar.

Cuidados

Em compensação a estrutura viária deles dá de dez a zero na nossa. Excelentes estradas, viadutos e elevados que facilitam o tráfego dentro e fora das cidades. E sempre com placas alertando para os devidos cuidados com a segurança, tipo: “não pare nessa rodovia”, “não estacione aqui”, “alto índice de sequestros”, e por aí vai.

Pelo menos fazem esses alertas, coisa que aqui não acontece.

 

As maiores mineradoras do mundo dominam a África do Sul. É um país tão rico quanto o nosso em todo tipo de mineral, especialmente ouro, prata e manganês. Rodando pelas estradas deles, nos lembramos de Minas Gerais, que também calca a sua economia nessa atividade. A logo-marca da Anglo Gold, que predomina na região da Nova Lima, é vista em todo canto por lá.

Mas eles teem uma grande vantagem sobre nós: há estradas específicas para os caminhões e tratores que cuidam desses produtos.

As estradas são o ponto alto deles, muito melhores que as nossas em todos os aspectos. Só dá para comparar a falta de fiscalização, que como aqui, quase não existe, e permite o transporte de gêneros e pessoas, como mostra essa foto do Eugênio Sávio.

Bom demais da conta!

sábado, 8 de maio de 2010

Sou realmente um privilegiado.

Depois de quase duas horas de caminhada na minha roça, comi uma costela da melhor qualidade na casa de um vizinho amigo, acompamhada obviamente por uma boa cachaça e ótimos papos.

Como esqueci meu noteboock no meu jornal em Sete Lagoas, tive que voltar à cidade para buscá-lo e escrever a minha coluna de amanhã do jornal O Tempo.

O telefone toca e sou “intimado” a ir para a Fiorenza, um dos melhores bares/restaurantes de Sete Lagoas, onde reencontro com as minhas turmas da velha e nova gerações.

A minha cidade continua ótima!

Escrevi a coluna e esta nota do blognum visual invejável, inacreditável, com o sol se pondo, a Lagoa Paulino belíssima e meninas tão belas quanto, sentadas em mesas perto.

Aliás, dois cariocas que trabalham na Petrobras, me disseram dia desses que estão impressionados com Belo Horizonte e Minas Gerais: as mulheres daqui saem sozinhas ou em grupos e isso não existe no Rio de Janeiro,

Uai!?

Diante da minha estranheza, repetiram: “por mais incrível que possa parecer, é verdade!”

E Minas é que leva a fama de conservadora!