Marques encerrou a carreira e vai cuidar da sua campanha a deputado estadual pelo PTB.
Vanderlei Luxemburgo o chamou para uma conversa e disse que seria difícil contar com ele no elenco dentro das reformulações que estão sendo feitas visando o Brasileiro e a Copa Sul-americana.
Uma notícia triste, mas o tempo é inexorável e consome a todos. Menos mal que Marques deixará uma boa lembrança do seu último jogo, com o belo gol da final do Campeonato Mineiro.
Vida que segue, e que ele seja feliz onde estiver, na atividade que abraçar. Uma grande figura humana, que adotou Minas Gerais e foi adotado por nosso estado.
A outra notícia: Zezé Perrella disse que Adilson Batista só sai do Cruzeiro se ele quiser, com qualquer resultado contra o São Paulo.
Entendo que o presidente cruzeirense deveria dizer é que, mesmo que o Adilson queira sair, o clube fará tudo para que ele fique, por motivos simples:
01 – É bom treinador, e já mostrou isso.
02 – O Cruzeiro não teria facilidades em encontrar outro do mesmo nível rapidamente.
03 – Mudar de treinador no meio de uma temporada é sempre um risco muito grande.
Em junho vamos completar um ano do blog, e estarei cobrindo a Copa na África do Sul.
Depois de quase um ano postando todo tipo de assunto, todos os dias, acostumei-me com esse contato permanente com vocês e sinto-me cobrado por mim mesmo quando passo um dia inteiro sem escrever alguma coisa.
É bom e é ruim, pois tornou-se mais um compromisso em meu dia a dia. Quando “desapareço” tenho a sensação que estou faltando com uma responsabilidade, e há leitores que cobram pesado, iguais a alguns patrões malas que já tive na carreira, hehehe…
Claro que fico feliz com essas cobranças, mas pressão é pressão, né!
Trem danado!
Mas também sinto falta desse contato e tenho ganhado muito nessa troca permanente de ideias e informações. Não dá para responder a todos os questionamentos que são feitos, mas na medida do possível vou tentando ajustar os temas aqui nessa página de abertura às demandas que me são sugeridas ou cobradas.
Muitas vezes guardo informações ou comentários para usá-los em colunas dos jornais O Tempo e Super Notícia, e também como pauta do Sete Dias, quando meus conterrâneos enviam reclamações ou elogios às coisas que acontecem em Sete Lagoas, para onde vou todo fim de semana.
Sou muito grato a todos os senhores e mesmo quando eu estiver na África manteremos nossa conversa diária em dia, sobre assuntos daqui e de lá.
Alguns leitores andam sugerindo um encontro da turma do blog.
Já disse que topo!
Podem sugerir dia, hora e local que podemos marcar sim.
De repente vamos comemorar o primeiro aniversário dessa nova convivência.
Os quatro integrantes da comissão da Fifa de vistoria aos estádios do Brasil’2014 vieram com a maior discrição possível a Belo Horizonte. Não deram entrevistas, mas comentaram com autoridades brasileiras, no Rio de Janeiro, que ficaram muito bem impressionados com tudo o que viram.
A começar pelo tratamento que tiveram. Recebidos em Confins por membros do Comitê Organizador do Estado, foram levados de carro até a Cidade Administrativa para encontro com o governador Antônio Anastasia. Depois das boas vindas oficiais, subiram as escadarias do quatro andar do Palácio Tiradentes para tomar o helicóptero do governo que os levaria ao Mineirão. Antes, um voo panorâmico sobre a Pampulha e a vista privilegiada das obras que já estão sendo executadas na cobertura do estádio.
Desceram, percorreram as instalações, receberam, em inglês, todas as explicações da equipe de arquitetos comandada pelo mestre Gustavo Pena e degustaram os nossos tradicionais café e pão de queijo. Retomaram o helicóptero e sobrevoaram dessa vez os estádios de apoio preparados pelo governo de Minas: Independência e Arena do Jacaré (Sete Lagoas). Surpresa total para eles, pois, das 12 cidades sedes, só Belo Horizonte está tendo este cuidado.
Estratégia
Depois, os homens da Fifa foram deixados novamente no Aeroporto de Confins, onde se despediram das autoridades mineiras rasgando elogios a tudo que viram e à forma como foram recebidos.
A recepção a eles foi estrategicamente calculada e o efeito foi o melhor possível. O trabalho que os responsáveis pela Copa em Minas veem fazendo torna nossa Capital cada dia mais candidata a sede da abertura do Mundial.
Saideiras
O gramado do Mineirão ainda será palco de muitos eventos antes das máquinas começarem a trabalhar nas obras do novo estádio. Depois do último jogo, haverá Show do Skank, dia 19 de junho; o “Jogo dos Sonhos”, entre torcedores sorteados pelos jornalistas João Vitor Xavier e Eduardo Costa, e um grande feirão de veículos e eletrodomésticos.
Depois, só em 2013.
* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no jornal O Tempo, nas bancas!
Dunga fica falando em patriotismo mas quando é para faturar uma boa grana extra graças ao cargo de técnico da seleção, ele não quer nem saber.
Vejam que análise interessante do Ruy Castro em sua coluna de segunda feira na Folha de SP:
RUY CASTRO
A Copa dos goles
RIO DE JANEIRO – Um tradicional festival de jazz -música que só interessa a adultos, e, mesmo assim, a uma fração deles- deixou de existir no Brasil há alguns anos porque não podia ser patrocinado por uma marca de cigarros. Já a seleção brasileira, que estará onipresente nos lares brasileiros dentro de três semanas, pode ser patrocinada por uma bebida alcoólica.
A dita bebida, uma cerveja, tomará o país em dimensões nunca vistas e por todas as mídias existentes, incluindo publicidade estática, indução subliminar e telepatia. Uma rima pobre -”brahmeiro”, “guerreiro”-, pespegada aos jogadores, será o mote de milhões de crianças enquanto durar a Copa do Mundo, enfatizando, inclusive para os pais, a “naturalidade” do consumo de cerveja desde tenra idade.
Quinze por cento desses milhões desenvolverão alcoolismo dentro de dez anos. E, embora estejamos falando de futebol, isso não é um chute. É apenas a porcentagem de pessoas que desenvolvem a doença num universo humano com acesso livre a bebidas alcoólicas, o que sói ser o caso do Brasil. Não por acaso, esse é também o número estimado de alcoólatras no país: 28,5 milhões -15 % da população.
A ideia de que a cerveja não é uma bebida alcoólica -e, daí, apropriada a patrocinar atletas- tem espantosa circulação entre nós. Não há força capaz de sequer enquadrar sua publicidade em certos horários, como conseguiram com o cigarro (este banido de todos os veículos) e com as outras bebidas.
O patriota Dunga -aliás, um dos “brahmeiros” oficiais da campanha- não faz questão de que gostem dele, mas de que “gostem do Brasil”. Pois saiba Dunga que, seja ou não o seu time campeão, o legado histórico da Copa de 2010 para o nosso futuro será medido não em gols, mas em goles. Muito apropriado para uma Copa dos copos.