Arquivo de 7 de junho de 2010

Nível acima

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Não há muito o que falar da goleada de 5 x 1 do Brasil sobre a Tanzânia, a não ser que o Ramires melhora o rendimento do time quando entra no lugar do Felipe Melo.

Apesar desses amistosos chinfrins, onde nenhum jogador é doido de por demais o pé, penso que teremos uma ótima Copa do Mundo em termos técnicos, das melhores das últimas edições. Há bons jogadores em quase todas as 32 que estão aqui.

Creio também numa boa Copa fora de campo, já que os sul-africanos trabalharam e continuam trabalhando muito. Tudo mudou pra melhor no país em relação ao ano passado, quando estive aqui cobrindo a Copa das Confederações.

 

Lá funciona

 

Repercutiu muito aqui a expulsão de 10 torcedores argentinos, da banda podre de lá, conhecidos como “Barras bravas”. Mal chegaram no aeroporto de Johanesburgo e tiveram que voltar para Buenos Aires, ontem mesmo. É gente manjada, aprontadora nos estádios argentinos e devidamente “fichada” pela polícia de lá. Deveria ser assim com os vagabundos que se infiltram em nossas torcidas também, já que a lei prevê sanções a eles. Mas, no Brasil, tudo demora mais a acontecer, em termos de cidadania e moralidade, quando acontece.

A Polícia Federal argentina está aqui colaborando com os sul-africanos e foi a primeira a dar bomba na cambada.

* Estas e outras em minha coluna de amanhã, no Super Notícia, nas bancas!

A grande chance!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Com a realização da próxima Copa do Mundo, no Brasil, o melhor dessa Copa aqui na África, para mim, está sendo a comparação e analogia que tenho feito em minha cabeça sobre o que vai acontecer conosco no Brasil em 2014.

Podemos entrar para a história como o país que tirou o melhor proveito de um Mundial como este, e as minhas referências voltam-se ao México em 1986 e Alemanha’2006. O primeiro tinha e continua tendo aquilo que temos de sobra: receptividade, calor humano e problemas de país que quer se desenvolver. A Alemanha, conseguiu superar o que enfrentamos perante aos olhos do mundo: imagem ruim, preconceito, assim como a África do Sul.

Nós e os sul-africanos, a violência e falta de infra-estrutura: os selvagens!

Os alemães, as guerras mundiais, a cara fechada: os fascínoras!

Os mexicanos até hoje são lembrados como os melhores anfitriões de Copas da história, e são loucos para organizarem outra Copa. A Alemanha superou a França, como melhor organizadora do evento e soube aproveitar a competição para por uma pedra sobre a imagem criada por atrocidades do passado. Pelo que estou vendo, a África do Sul vai diminuir o preconceito europeu e norte-americano contra ela.

Tudo aqui melhorou em relação à Copa das Confederações do ano passado.

* Estas e outras notas, amanhã, em minha coluna de O Tempo, nas bancas!

Reacionários

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O título da minha coluna que sairá amanhã no O Tempo, trouxe-me outra lembrança das mais queridas: o programa do Flávio Cavalcanti, na saudosa Rede Tupi de televisão, nos anos 1970. A boa lembrança é por causa dos meus tempos de criança e da TV Itacolomi, que retransmitia a Tupi. O Flávio era um reacionário, fora de sintonia, assim como o Dunga tem se mostrado como técnico da seleção.

Diferenças

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A lei do “vale quanto pesa” prevalece em tudo, em todo lugar. Nas boas lojas do comércio de Johanesburgo, uma camisa da seleção brasileira, oficial da Nike, custa, em média, 699 rands (R$ 175,00). Da seleção de Costa do Marfin, 399 rands (R$ 99,00).

As camisas piratas, que temos dificuldade para identificar, valem muito menos de 1/3 disso.

Prós e contras

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Brasil e África do Sul teem semelhanças em incontáveis situações. Em muitas somos superiores; em outras muitas, inferiores. As rodovias daqui são infinitamente melhores, a pedágios incrivelmente baratos. Aqui, há pedintes nos sinais de trânsito, porém, adultos. Crianças e jovens estão nas escolas, muito bem estruturadas, totalmente diferentes das nossas.

Fifa imita o COI e irrita os argentinos no horário do antidoping

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Já dizia Lavoisier, que “na vida nada se cria; tudo se copia”. Se é para copiar coisa boa, melhor ainda, e a Fifa está fazendo isso. Passou a adotar nesta Copa o modelo de controle de doping usado pelo Comitê Olímpico Internacional – COI -, nos Jogos Olímpicos. Os examinadores fazem visitas surpresas aos treinos ou concentração das seleções. Ontem os argentinos passaram por essa experiência e ficaram danados da vida por causa do horário que os homens chegaram no hotel deles: 8 horas.

Em 1994, Maradona teve fim em sua participação na Copa dos Estados Unidos ao ser flagrado no exame depois do jogo contra a Nigéria, a mesma seleção que enfrentará na estreia, sábado, agora como treinador.

O Simon merece!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tão logo ficou sabendo que o gaúcho Carlos Eugênio Simon fora sorteado para apitar a estreia da Inglaterra contra os Estados Unidos, a imprensa inglesa tratou de rastrear as mancadas do nosso representante no apito nesta Copa.

Cada lambança de arrepiar, e o assunto está repercutindo muito na imprensa sul-africana.