* Por mais que a gente tente se desligar de Minas, não tem jeito. Colegas da imprensa do Brasil têm sempre uma informação ou alguma pergunta sobre algum jogador, treinador ou dirigente que tem envolvimento com Atlético, Cruzeiro, América ou até o nosso Democrata de Sete Lagoas, que formou o goleiro Gomes, da seleção brasileira. Aliás, parabéns ao nosso Jacaré, que completará 96 anos de existência, dia 12, com grande carreata na cidade e muita festa, preparada pela Associação Amigos do Democrata, Demogolo e Raça Alvi-rubra!
Incômodo
Claro que a situação de Galo e Cruzeiro incomoda a todos nós, principalmente quando estamos num ambiente como esse, de Copa do Mundo, quando companheiros da imprensa do Brasil inteiro nos cornetam.
Aos que tem mandado e-mail pedindo que eu fale sobre os acontecimentos em Belo Horizonte, vai uma satisfação: é complicado, daqui, falar do que está acontecendo aí, porém, gostei da contratação do Fábio Costa, pelo Galo; e do Cuca, pelo Cruzeiro.
São profissionais que estão precisando recuperar espaço e prestígio no futebol brasileiro e não teriam melhor lugar para isso que em Minas Gerais. Peguem exemplos de outros jogadores e treinadores que passaram por isso e reflitam.
* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no Super Notícia, nas bancas!
Aviões e mais aviões chegam lotados ao aeroporto de Johanesburgo, o principal da África do Sul, despejando gente de todos os continentes. Pode até ser que não venham os 350 mil turistas esperados por eles, mas se formos levar pelo que os olhos enxergam, deve chegar perto.
O país respira a Copa do Mundo, que começa sexta-feira.
Hoje chegaram mais companheiros nossos dos jornais Super Notícia e O Tempo. Rogério Maurício, Cândido Henrique e Rodrigo Clemente vieram no mesmo voo que trouxe Pelé e mais duas feras da história do futebol mundial: Eusébio, que brilhou na seleção de Portugal nos anos 1960/70, e o lendário Gigghia, uruguaio que calou o Maracanã em 1950.
Segundo os companheiros, as atenções de todos no avião se voltaram quase que 100% ao Pelé, que foi educado e solícito com todos que lhe pediam autógrafos e entrevistas. Assim como em qualquer lugar onde ele aparece, o tumulto foi garantido, já que todo mundo queria chegar perto dele. Os comissários de bordo é que ficaram loucos e não sabiam como agir.
Pouco antes de aterrissar, o comandante do avião da South Africa anunciou ao microfone que faria um pequeno desvio de rota para sobrevoar o Soccer City, para que os passageiros a bordo pudessem aproveitar a bela manhã de sol e avistassem o palco da abertura e encerramento da Copa, numa homenagem ao maior jogador de futebol de todos os tempos, que dava a honra de estar naquele voo.
Os companheiros contaram também que Alcides Gigghia está bem disposto, do alto dos seus 84 anos de idade, e veio à África como convidado especial da Fifa, que sempre prestigia àqueles que ajudaram a engradecer o futebol mundial, trazendo-os para eventos como este.
Já Eusébio, nada falou, devido às dificuldades físicas, apesar de ser bem mais jovem, 68 anos. Desceu do avião em uma cadeira de rodas, já que passa por problemas de saúde.
O maior legado que a Copa de 2014 poderia deixar para nós, em Belo Horizonte, é isso que Joanesburgo ganhou estes dias: transporte de massa, através de trens e ônibus conjugados, com uma enorme estação a poucos metros dos portões do Soccer City.
Mas pelo que estamos ouvindo falar, está cada dia mais difícil.
Ao lado do estádio um Centro de Feiras e Exposições
A chegada do metrô facilita agora a vida de milhares de moradores do Soweto, a maior favela do mundo.
Dentro dos centros de imprensa enormes painéis com fotos de grandes jogadores do futebol mundial, principalmente africanos. Pelé está em todos, com fotos do começo, meio e fim da sua carreira.
O Soccer City aparece suntuoso, pronto, com seus confortáveis 88.460 lugares, mas no seu entorno as obras continuam, com a grama ficando por último e algumas áreas de estacionamento sem asfalto.
As praças e vias de acesso no entorno do estádio palco da abertura e encerramento da Copa impressionam a qualquer um que chega
Dentro da enorme tenda uma nova espera para receber o crachá, porém, com mais conforto e sem o frio e a poeira do lado de fora.Até sexta- feira, dia em que busquei minha credencial, quase não havia filas. Hoje, acompanhei os nossos companheiros dos jornais O Tempo e Super Notícia e a impressão que tivemos é que a imprensa do mundo todo resolveu fazer a mesma coisa. Filas gigantes com as turmas de rádios, jornais, TVs, revistas, agências de notícias, internet e free-lancer de todo canto do planeta.
Da esquerda para a direita, o fotógrafo Rodrigo Clemente, Rogério Maurício (Editor do Super) e Cândido Henrique (OTempo), aguardando pacientemente na fila do credenciamento, depois de 8h30 de voo de São Paulo a Joanesburgo.