De todos os jogos que vi até agora, o melhor foi entre Inglaterra e Estados Unidos. Com apito do contestado gaúcho Carlos Eugênio Simon, que não aprontou nenhuma lambança. Uma correria danada, aliada a bom futebol. Com direito ao primeiro peru da Copa, do goleiro inglês Green, no empate norte-americano.
Lembrança
Vai ser difícil para outro goleiro superar o frango do inglês Green. Na hora fiquei na dúvida em quem compará-lo: Marcelo, Aranha ou Carini? Todos do Galo, todos capazes de igual façanha!
* Fui ver Argentina 1 x 0 Nigéria, no Ellis Park, o mesmo estádio da abertura e final da Copa das Confederações ano passado, onde o Brasil foi campeão. Famoso pelos jogos de rugby, construído em 1928, foi palco da final do Mundial da modalidade em 1995, quando a África do Sul foi campeã. A história está no filme “Invictus”, de Clint Eastwood.
Reformado para a Copa, tem agora capacidade para 61 mil pagantes.
É o melhor exemplo do exagero nos gastos exigidos pela Fifa. Não que a sua reforma tenha custado milhões, muito pelo contrário. O governo sul-africano não cumpriu todas as exigências da entidade maior do futebol e ficou por isso mesmo. Simplesmente porque não havia necessidade. Assim como não haveria necessidade de tanto gasto em nossos estádio para a Copa de 2014 no Brasil.
Digo, com 100% de certeza, que hoje, o Mineirão, por exemplo, é melhor que o Ellis Park para receber um jogo, como o da estreia de Argentina e Nigéria ontem. Bastaria um “banho de loja”, como os que foram dados nas eliminatórias das Copas de 2006 e 2010, quando recebemos Brasil e Argentina.
O Ellis Park não tem estacionamento, o transporte coletivo para se chegar a ele é precaríssimo, quase inexistente e está localizado quase no centro de Johanesburgo, vizinho de uma das regiões mais violentas e perigosas da cidade, Hillbrow.
As fortunas que estão previstas para ser gastas em estádios para 2014, deveriam ser destinadas para o legado que verdadeiramente interessa às populações das cidades sedes, com um sistema público de transporte decente, por exemplo.
Mas, defender obras mais baratas no Brasil é virar chacota para os políticos!
* Esta e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no O Tempo, nas bancas!
Na Tribuna de imprensa do Ellis Park, assisti o jogo ao lado do Tostão, que no intervalo disse: “a Argentina começou muito bem e poderia ter matado logo o assunto no início; agora vai passar aperto!”. E não deu outra. Depois de um começo arrasador, passou a errar passes, perder boas chances de gol e abrir espaços para a Nigéria.
Havia grande expectativa que os argentinos dessem a primeira goleada da Copa, mas Messi e cia. ficaram devendo.
Apesar de desperdiçar boas oportunidades, o único gol argentino foi resultado da tradicional malandragem deles: tão logo Verón bateu o córner, o zagueiro Samuel tratou de empurrar o defensor nigeriano Obasi, incumbido de evitar que a bola chegasse à cabeça de Heinze. Com a rapidez do lance e tanta gente na área a arbitragem comeu mosca, mas a imagem da TV foi clara.
O time de Diego Maradona venceu a primeira com uma mãozinha do apito.
A determinação argentina sempre impressiona. A comemoração do gol do zagueiro Heinze, parecia a conquista da Copa, com titulares e banco, incluindo dirigentes e comissão técnica se abraçando. Depois de 90 minutos de um jogo que poderia ter sido tranquilo, mas ficou complicado, todo o banco de reservas e a enorme torcida argentina no estádio gritavam para o árbitro e mesário da Fifa que o tempo tinha se esgotado.
A produção de cerveja é um dos componentes importantes da economia da África do Sul. O país tem um dos maiores fabricantes do mundo, que é a South African Brewery Miller – SABMiller, com fábricas também em outros países da África, Ásia, América do Norte, América Latina e Europa. Tudo começou com a marca Castle, em 1895, e até hoje a cerveja mais famosa do país. São 180 marcas, em mais de 30 países, mas sem ação no Brasil.
As fotos que estão sendo publicadas em minhas colunas nos jornais O Tempo e Super Notícia são de autoria do Eugênio Sávio, como essas, que mostram coisas boas e tristes do país da Copa
Simpática voluntária sul-africana, momentos antes de África do Sul 1 x 1 México ontem no Soccer City
O outro lado de Johanesburgo: seguranças andam armados, ostensivamente, como este de um Shopping popular, perto do East Gate, um outro Shopping, dos maiores e mais requitandos da cidade, mesma região onde estão vários bons hotéis daqui.
Hoje o nosso Democrata de Sete Lagoas comemora 96 anos de existência e daqui vai o meu abraço a todos os conterrâneos, especialmente aos democratenses, que farão festa e carreata na cidade para marcar a data.
A propósito, a jornalista Eulene Hemétrio escreveu em seu blog no portal Terra, reportagem que fala da intenção de Sete Lagoas em se tornar uma cidade de apoio à Belo Horizonte como sede da Copa de 2014.
Eu também não sabia, até ler o blog lançado pelo jornalista Cássio Arreguy, especialmente para este Mundial da África do Sul.
Honduras, por exemplo, confira:
“Graças a Deus saímos dessas funduras”. Em espanhol, ‘funduras’ se fala ‘honduras’, daí passou a ser conhecido aquele pedaço de terra. Conquistou a independência em 1838. A partir daí seguiu o roteiro comum em todos os países da América espanhola, ou seja, infindáveis crises políticas e golpes de estado. O futebol hondurenho é pobre, participou apenas de uma copa, em 1982, na Espanha. Garantiu a vaga em uma disputa incrível com a Costa Rica. Tem poucas ambições no mundial, mas vai ser daqueles adversários chatos, que podem tirar um ponto precioso de quem subestimá-los.”
Excelente trabalho do não menos excelente Cássio Arreguy.
Imaginem o que são 223 anos de festa, ininterrupta!
Pois é!
É a nossa Conceição do Mato Dentro com o 223º Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que reúne romeiros de todo país e tem uma programação de shows intensa.
Obrigado ao Luiz Fernando que nos enviou a programação e fica o convite a todos para dar uma chegada a essa terra espetacular!