* Apesar das reclamações por causa da não convocação de um ou outro jogador, o time do Dunga é bom e pode voltar com o hexa para o Brasil. A estreia contra a Coreia do Norte é esperada pela imprensa internacional aqui como a possível maior goleada da Copa até agora.
Pode até ser, mas os baixinhos correm muito, e entrarão em campo pressionados pelo fato dos arquirrivais deles, Coreia do Sul e Japão terem estreado com vitória.
Cheirando a naftalina
A Coreia do Norte é um dos poucos países comunistas à moda antiga que ainda existe, e lá os jogadores “jogam pela pátria”, ou melhor: para o ditador, o mesmo que apodrece no poder há anos, depois de suceder o pai. Conforme o desempenho, na volta para casa, levam porrada e cumprem cana, com direito a trabalhos forçados!
Mas nem por isso devem ameaçar o time canarinho.
Má vontade
Por tudo que tenho visto, ouvido e lido, não tenho a menor dúvida que há uma grande má vontade da imprensa internacional contra a realização da Copa na África. E boa parte dos colegas brasileiros entra no embalo. Querem comparar a África do Sul com a Alemanha de 2006, onde além das facilidades naturais de um dos países mais ricos do planeta, havia mordomias mil para a imprensa.
Exageros
É verdade que há incontáveis problemas aqui, mas nada assustador, principalmente para nós, brasileiros, acostumados com o nosso país. A segurança é o ponto mais falado, porém, não falam que a polícia daqui trabalha bem e com rapidez. Em menos de 48 horas, recuperaram tudo que foi roubado dos portugueses e espanhol, assaltados à mão armada, prenderam os bandidos, e o mais importante: devolveram todo o material e dinheiro roubado ás vítimas.
Estranho silêncio
A seleção uruguaia foi roubada no hotel na Cidade do Cabo. O chefe da delegação foi registrar queixa numa delegacia, mas quando viu a fita das câmeras da segurança do hotel, desistiu. Tudo indica que o ladrão era um próprio membro da delegação. A imprensa só falou do roubo. Nada sobre o recuo do comandante dos uruguaios.
E os atentados?
A imprensa dos Estados Unidos e Europa espalhou que havia risco de atentados da Al Qaeda, nos jogos Inglaterra x EUA, sábado, e Holanda x Dinamarca. Fiz questão de ir ao estádio Soccer City, onde os holandeses venceram por 2 x 0. Risco nenhum, porém, milhares de europeus e norte-americanos cancelaram suas viagens para a Copa.
Preparemo-nos
Não tenham dúvida que o Brasil vai enfrentar a mesma sacanagem da imprensa internacional, logo depois que a Copa aqui terminar. Vão nos detonar também. Porém, não tenho a menor dúvida que 2014 será um sucesso, que surpreenderá ao mundo. Além de saber receber e fazer festa, o Brasil tem uma estrutura geral melhor que a África do Sul, apesar da roubalheira pública que enfrentamos.
Meio time
Diz o velho e sempre atual ditado que “goleiro é meio time”, e não tem jeito. A Inglaterra deixou escapar a vitória sobre os Estados Unidos por causa do peru do goleiro; a Argélia pela mesma forma, com frango muito parecido, contra a Eslovênia, e hoje o Villar, capitão do Paraguai, errou um soco na bola, que caiu na canela do De Rossi, que empatou para a Itália.
Mas, faz parte!
* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã, no Super Notícia, nas bancas!
Assisti a vitória da Holanda sobre a Dinamarca, 2 x 0, em jogo razoável. Continuo no Soccer City, sala de imprensa, onde escrevo minhas colunas do O Tempo e Super Notícia, além de falar para a Rádio Alvorada FM.
Acabei de receber telefonemas da Stella Kleinrath, da Belotur, e do Tiago Lacerda, coordenador do Comitê da Copa 2014 pela prefeitura de Belo Horizonte. Eles chegaram agora em Johanesburgo. Amanhã será inauguarada a Casa Brasil, espaço do governo federal, montado para que os estados e cidades-sedes de 2014 mostrem o seu trabalho.
Dia 17 chega o Tadeu Barreto, coordenador geral do Comitê do estado.
A comitiva de Belo Horizonte está indo de metrô, inaugurado dia 8, do aeroporto R. Tambo até o Distrito de Sandton, para conhecer.
São 12 minutos, em quase 30 km de distância. Pena que só cobre este percusso, porque o resto não deu tempo. É triste ver parados trechos da obra que atrasaram pelos mesmos motivos que atrasam as obras no Brasil.
Por coincidência eu estava postando essa foto que recebi do professor Marcio Amorim, quando o telefone tocou. Vejam a nossa Serra Curral e o que a mineração faz com ela.
Pelos mesmos ingleses que fazem bem pior com a África, e em especial a África do Sul:
A Copa começou sexta passada mas ainda é tempo de prestar uma justa homenagem ao continente anfitrião, que tanto tem a ver conosco.
E faço-o através de texto que recebi do Juiz de Direito da Vara Criminal de Sete Lagoas, Dr. Edilson Rumbelsperger Rodrigues, que nas horas vagas, também é um grande colaborador da imprensa esportiva da cidade:
“COMEÇOU A COPA DO AMOR, DA GRATIDÃO E DO PERDÃO!”
Digo isso para registrar clima de amor e de alegria pelo qual o mundo se sentiu invadido com as transmissões dos jogos da Copa da África do Sul-2010.
Um povo alegre, feliz, simpático, afável. Marcadamente contagiante.
As suas “vumvumzelas” __ que não param nunca __ são símbolos de um povo que nunca desiste, que luta e que grita, dizendo, com a sua zuada ininterrupta, que estão aqui, vivos, orgulhosos, apesar de todas as injustiças históricas que sofreram.
É vendo, desfilando em nossa tela, este lindo povo africano, percebemos o quanto temos __ nós brasileiros __ em comum com ele. E nos sentimos orgulhosos disso. Antes, o preconceito macabro, hoje o orgulho, a satisfação e a honra de termos __ cada brasileiro, em nossas veias e no nosso DNA __ um pouco do sangue desse povo altivo e generoso.
Por isso, esta Copa do Mundo é também a Copa da Gratidão, a Copa do Agradecimento, porque somos por eles eternamente gratos __ agradecidos pela influência que deles recebemos e que faz de nós todos brasileiros, um povo de uma cultura rica e diversificada. Um povo com um profundo sentimento religioso.
Mas principalmente é a Copa do Perdão. Perdão pelo tráfico escravista, perdão pela arrogância, perdão pelo desrespeito e pela afronta cometida com os seus costumes; perdão pelo fomento da divisão de suas terras, transformando numa colcha de retalhos um continente todo de uma cultura só, de um povo só, de uma nação só.
Perdão pelo irremediável e imprescritível crime de termos separados famílias inteiras, levados nos porões do inferno para lugares distantes, sem direito sequer de chorar, trazidos de longe para nos servir. Só porque eram (e são) negros. Apenas por causa da cor de sua pele.
Quanto ignorância nossa, meu Deus!
Tudo portanto que investíssemos em África seria pouco para nos resgatar e nos redimir da crueldade incurável.
África __ África do Sul __ em teu coração bom e generoso é que reside a esperança nossa de um pedido sincero de perdão.
Que Deus abençoe Mandela, redimido, depois de tudo, ao ver o seu País filmado pelo mundo __ e encantando o mundo __ sede de uma Copa do Mundo.
Mãe África, querida! O mundo hoje te reverencia, te admira, vive o seu amor, e te pede perdão, humildemente.
Para tantos leitores que nos perguntam pelo jornalista Rogério Perez, que escrevia ótimas colunas no jornal Hoje em Dia, uma boa notícia: ele está de volta, porém, agora na internet e estreou um blog da melhor qualidade.
A Seleção Brasileira de 2010 tem a cara e estilo de Dunga e também de Jorginho, seu fiel escudeiro, que são unidos desde a Copa de 1994, nos Estados Unidos, Copa que o Brasil ganhou o título mundial, nos pênaltis contra a Itália, comandado por Carlos Alberto Parreira, agora técnico dos Bafana Bafana. A prova de fogo para a dupla Dunga/Jorginho será nesta terça-feira, dia 15, às 15h30, em Joanesburgo, contra a Coréia do Norte.
O treinador gaúcho manteve seu estilo duro e não se importou com as críticas e reclamações dos jornalistas, comentaristas e demais integrantes das mídias brasileiras e internacionais em busca de mais informações sobre o time brasileiro. Neste domingo, pelo segundo dia seguido, os jogadores da Seleção Brasileira fizeram um treino de portões fechados. Torcedores e jornalistas não puderam assistir ao treinamento na escola Hoërskool Randburg, na região norte de Joanesburgo. Quando perguntado como foi o treino fechado, Ramires foi curto e grosso, dizendo que se foi fechado não era para contar. Faz sentido e mostra que Dunga conseguiu implantar seus métodos e todos estão afiados mesmo na hora do primeiro jogo do Brasil contra os coreanos.
Desde que chegou à África do Sul, no dia 27 de maio, Dunga e seus assessores só permitiram a entrada da imprensa e da torcida poucas vezes. Nesta segunda-feira, sob exigência da Fifa o chamado treino de reconhecimento no local do jogo pode ser liberado para imagens e parte do treinamento. Mesmo o outro treino determinado pela Fifa, em Soweto, foi visto por um público pequeno em comparação com a capacidade do estádio, já que o Brasil anunciou apenas algumas horas antes que abriria as portas ao torcedor africano e de todo mundo. A CBF não confirmou se o treino desta segunda-feira, o último do Brasil antes da estréia na Copa, será aberto aos jornalistas.
Na entrevista coletiva deste domingo, também prevista nos cadernos da Fifa, Maicon e Ramires disseram que apoiam a decisão de Dunga. Os dois ficaram sabendo que o treino seria fechado à imprensa durante a conversa com os jornalistas.
“Isso é opção do treinador. Se o Dunga optou por fazer um treino fechado é porque ele quer achar um esquema para a equipe”, disse Ramires. Questionado sobre as atividades da seleção no treino de sábado, Ramires disse que não poderia revelar o que foi trabalhado. “O treino foi fechado. Se fosse para eu falar, acho que teria sido aberto”, disse o jogador. Maicon disse desconhecer o que levou Dunga a fechar os treinos, mas afirmou que, para os jogadores, a presença de torcedores e jornalistas nos treinos não faz diferença maior. Mas certamente ao fechar treinos e limitar contatos, Dunga cria um clima ruim para ele e seus comandados naturalmente.
Depois do jogo contra Zimbábue, há duas semanas, Dunga disse que prefere treinos abertos à torcida, mas que a experiência da preparação para Copa passada – quando houve assédio exagerado aos jogadores – fez com que ele decidisse mudar a prática. Certamente ele tem razão por todos saberem o que aconteceu antes do Brasil de Parreira ir para a Alemanha e o time brasileiro acabou eliminado pela França. Agora, com a cara e o estilo de Dunga, o Brasil vai tentar o hexa. Se derrotar todos adversários e for campeão, tudo vai ser relevado. Mas se não for bem, vai pagar caro por proibir a presença da torcida e, principalmente, dos jornalistas.
A África do Sul tem ótimos jornais, mas nenhum deles tem um chargista como o Duke. Essa é a dele de hoje no Super Notícia, como sempre bom demais da conta!