O volante Benny, que entrou no segundo tempo contra a Eslovênia, é brasileiro, do Rio de Janeiro, torcedor fanático do Botafogo e largou o curso de engenharia para jogar profissionalmente nos Estados Unidos. Foi para lá cedo, aos 6 anos de idade, acompanhando seu pai, funcionário de uma petrolífera em Los Ângeles. Atualmente joga no futebol dinamarquês.
Além da excelente partida da sua seleção nos 2 x 2 contra a Eslovênia, a torcida dos Estados Unidos fez uma das mais animadas festas da Copa até agora, antes, durante e depois do jogo no Ellis Park hoje, como mostram essas fotos do Eugênio Sávio.
Fora e dentro do estádio, coreografias, fantasias e muito humor, em grupos ou solitariamente. E os cuidados com a segurança que nenhuma outra seleção tem nesta Copa, devido às ameaças permanentes de atentos terroristas.
A reclamação é grande contra tantos empates, poucos gols e esquemas tão fechados dos jogos da primeira fase da Copa do Mundo, com algumas exceções. A explicação é simples: todo jogador que entra em campo quer entrar também para a história do futebol e dá tudo que tem. Estes são realmente os “jogos da vida” de cada um, já que são apenas três e o mundo está de olho em todos os detalhes de toda partida. Até a última gota de suor é desprendida e forças são encontradas onde já não há mais.
Por outro lado os treinadores, em sua maioria, também têm a sua parte de culpa. Jogam com o regulamento, preocupados com a matemática que pode garantir a sua seleção nas oitavas de final. Sabem que nesta fase o empate é permitido, e a derrota não significa a volta para casa, diferentemente das fases seguintes.
As seleções de menor tradição fazem partidas memoráveis; algumas surpreendem e deixam tradicionais poderosas para trás. Com tanta garra e vontade, não é incomum uma Espanha perder para a Suíça, a Alemanha para a Sérvia ou até mesmo uma Coreia do Norte engrossar com o Brasil.
É muito dinheiro e prestígio em jogo e oportunidade única de anônimos chegarem ao estrelato. E dos que já são estrelas se manterem no topo.
A ansiedade também provoca erros imperdoáveis e reputações manchadas, como o goleiro inglês, Green, que levou o frango do empate dos Estados Unidos. Nas entrevistas o técnico Fábio Capello o isentou de culpa, mas hoje o sacou do time, escalando o reserva James em seu lugar. Coincidentemente, a adversária Argélia, passou pela mesma situação e tirou o goleiro Chaouchi.
A Rede Globo Internacional tem boa audiência na África do Sul e manda para cá as mesmas atrações que vão para Angola e Moçambique, além de Portugal. É uma programação especial que “pesca” novelas, seriados, jornais e documentários de todos os canais das emissoras do sistema Globosat, de acordo com o gosto dos africanos, aferido através de pesquisas. Aos domingos é exibido o Terra de Minas, que vai ao ar aos sábados aí.
O segundo time da torcida sul-africana é sempre uma seleção do continente. Qualquer gol de uma equipe da África gera explosão de alegria nos ambientes onde há concentração de pessoas. O Brasil vem a seguir. A seleção mais detestada por eles é a da Austrália, por razões históricas. Eles alegam que os australianos, também súditos da coroa inglesa, sempre os discriminaram e com o fim do Apartheid, os ativistas radicais brancos se refugiaram lá.
Os milhares de cruzeirenses de Sete Lagoas e região ficaram tristes com a notícia, e os sócios torcedores cinco estrelas também, já que ficará mais difícil comparecer ao estádio no Brasileiro.
Os de Uberlândia que tirem o cavalo da chuva porque depois dessa informação da coluna do Fernando Rocha, do Jornal do Vale do Aço de Ipatinga, certamente todos os jogos serão lá:
“…Sócios que freqüentavam um clube social no bairro Cidade Nobre quinta-feira na hora do almoço, se surpreenderam com a presença do ilustre ex-presidente do Cruzeiro, Alvimar Oliveira Costa, que estava acompanhado do presidente do Ipatinga, Itair Machado e do supervisor Carlos Oliveira. Logo depois, o trio foi visto almoçando na companhia do prefeito Robson Gomes e assessores.
O que a coluna apurou é que nesta conversa, mantida em clima bastante amistoso e agradável, foi acertada as bases da transferência dos 16 jogos restantes do Cruzeiro no Brasileiro para o Ipatingão. O prefeito Robson, que tomou posse ontem, vai agilizar as obras e os entendimentos para liberar a capacidade máxima de 29 mil pagantes do Ipatingão ( hoje é de apenas 11 mil pessoas), realizando as obras exigidas pelos Bombeiros.
À tarde, em BH, o presidente Zezé Perrela confirmou a transferência dos jogos para Ipatinga e acrescentou também na rota do clube o Parque do Sabiá, em Uberlândia, para onde o clube só irá se a Prefeitura pagar todas as despesas de transporte e hospedagem. E, além disso, só em outra hipótese, se começar a levar um sacode atrás do outro aqui no Ipatingão…”
É raro um dia aqui que não haja notícia de alguém assaltado ou furtado.
Apesar dessas ocorrências, estou achando tudo aqui mais tranquilo que ano passado, durante a Copa das Confederações. A criminalidade aqui ainda é maior que a nossa, mas observo algumas coisas que, em médio prazo, farão diferença a favor deles: investimento em educação, por exemplo. Não se vê criança nas ruas, pedindo esmolas, cheirando crack ou fazendo malabarismos nos sinais de trânsito para levantar um troco.
Estas fotos feitas pelo Eugênio Sávio mostram estudantes no estádio Soccer City ontem, assistindo Argentina 4 x 1 Coreia do Sul, dentro de uma programa de incentivo bancado pelo governo da África do Sul.
A meninada vai para os estádios com o uniforme da escola. Neste programa de incentivo do governo, a ida ao estádio conta como trabalho escolar, voltado à cadeira de sociologia. Boa ideia para o Brasil em 2014.
A gente vê milhares de crianças e pré-adolescentes é a caminho das escolas ou voltando para casa, com seus uniformes impecáveis. Coisa de primeiro mundo. Nas minhas caminhadas matinais aqui passo perto das escolas dessa meninada e fico besta de ver a estrutura de todas elas, com campos de futebol, rugby e quadras poliesportivas. Coisas inimagináveis nas escolas brasileiras, nem públicas, nem particulares, com raras exceções.
Semana passada o Jaeci Carvalho, colega nosso de Belo Horizonte, entrou em um táxi e daí a pouco um outro sujeito entrou também e sentou-se ao seu lado. Reclamou com o motorista que se fez de bobo e foi tocando o carro. Era tarde da noite e ele pensou no pior: estava ferrado. Mandou o taxista voltar e o sujeito, nada. Por uma feliz coincidência, o táxi foi parado numa blitz. Apavorado, ele desceu e contou para os policiais, que detiveram o taxista.
O presidente do Núcleo de Gestão das Copas e representante do Governo de Minas na Copa 2010, Tadeu Barreto, chegou ao Aeroporto Internacional de Joanesburgo, hoje, às 7h30, juntamente com a empreendedora pública do Projeto da Copa 2014, Ludimila Kai.
Logo depois, às 8h30, chegou o diretor- geral da Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais (Ademg), coronel José Eustáquio Natal e amanhã chega o subgerente do projeto da Copa 2014 do Governo de Minas, André Barrence.
Formada por quatro servidores do Governo de Minas, a missão tem o objetivo de levantar o maior número de informações possíveis sobre a organização do evento mundial na África do Sul, para implementar, em 2014, as experiências exitosas em Belo Horizonte.