Arquivo de 26 de junho de 2010

Fim de semana quente

sábado, 26 de junho de 2010

Esta fase da Copa cria situações interessantes para quem torce sem maiores interesses para uma seleção ou outra. Nos dois bons jogos iniciais das oitavas de final, gostei de ver a raça tanto de Gana quanto dos Estados Unidos, duas forças emergentes do futebol mundial. Assim como os africanos sul-africanos e maioria de estrangeiros que está aqui, eu queria ver os ganeses se dando bem. Porém, estou impressionado como os Estados Unidos estão ficando fortes, dentro e fora de campo, e isso é bom para o futebol. Se tivessem vencido, seria bom também, mas deu Gana, e foi ótimo.

 

Conquista

 

Os uruguaios já estão muito satisfeitos pelo fato de terem chegado às quartas de final depois de 40 anos. A última vez foi em 1970, quando eles foram eliminados pelo Brasil e o jogo ficou marcado por aquele lance do “quase gol” do Pelé, que deu um drible de corpo no goleiro Mazurkiewisks e a bola passou raspando o poste.  

Uma seleção que se classificou na repescagem e chegou desacreditada aqui.

Tomara que o futebol uruguaio esteja ressuscitando.

 

Boa rodada

 

Em 2006 a Argentina eliminou o México e neste jogo a turma do chapéu largo vai comer grama para devolver a derrota. Vai ser um bom jogo, mas certamente com menos badalação que Alemanha e Inglaterra, que chamam a atenção do mundo todo devido às históricas rivalidades futebolísticas e políticas. Um bom teste para as forças de segurança da África do Sul, que terão que administrar os hoolighans mais temidos do mundo, que são dos dois países.

Uma nova era

sábado, 26 de junho de 2010

Fotos: Eugênio SávioMEXICANONa medição de forças entre a Europa e as Américas, a Copa deste ano não terá o banho europeu que houve em 2006, quando as quatro semifinalistas foram deles.

Brasil, Argentina, México, Uruguai, Chile, Paraguai e Estados Unidos fizeram o dever de casa na primeira fase, passando às oitavas. O Uruguai já se garantiu nas quartas, com a vitória sobre a Coreia do Sul.

Com a globalização que tomou conta também do futebol está ficando cada vez mais difícil falar em diferença de “escolas” entre países e continentes. Até meados dos anos 1980 era possível identificar com clareza os estilos de jogo. Agora, com a Europa se abrindo totalmente para estrangeiros de todas as regiões do mundo, com naturalizações e cidadanias comunitárias, a mistura está se refletindo dentro de campo.

No futebol brasileiro Cláudio Coutinho foi o primeiro técnico de clube grande e da seleção brasileira a adotar estratégias europeias e dar ênfase à preparação física. Teve a defesa de poucos da imprensa, mas foi eliminado no saldo de gols na Copa de 1978, sem perder nenhum jogo. E até hoje comenta-se que os militares argentinos fizeram um acordo com o Peru para levar a goleada necessária à seleção do César Luiz Menotti. A vaga que seria do Brasil.

O grande Flamengo dos anos 1980 começou com Coutinho. Além de grandes jogadores e um craque como Zico, adotava variações táticas, recuando pontas ou fazendo-os revezar com laterais e centroavantes.

Telê Santana ousou tanto quanto ou mais que Cláudio Coutinho e recebeu saraivada de críticas na mesma proporção. Chegou a virar mote de piada do Jô Soares, com o personagem “Zé da Galera”:   “bota ponta Telê!”.

 

Importação

 

Jogadores sul-americanos e africanos passaram a ser importados aos montes por europeus. Até goleiros brasileiros, que eram acusados de não saber sair do gol, foram buscados, com destaque para Taffarel, que abriu as portas, no Parma, da Itália. Até meados dos anos 1980 eles levavam os nossos times para jogar os famosos Torneios de Verão. Depois viram que compensava mais levar os craques. Era a relação custo-benefício em campo.

 

Legiões

 

A leva de craques da América do Sul começou com Falcão, que virou o “Rei de Roma”. O Nápoli investiu em Diego Maradona, que jogou tudo o que sabia, e a lista só cresceu e não parou mais.

Não satisfeitos com só com os jogadores, mais recentemente resolveram investir nos comandantes dos craques, e lá se foram Vanderlei Luxemburgo para o Real Madri e Felipão para o Chelsea.

A versão mais corrente é que o idioma inviabilizou o sucesso de ambos lá.

 

Mistura

 

Nesta Copa os ícones das principais seleções sul-americanas jogam na Europa: Kaká no Real Madri; Messi, Barcelona e Forlan no Atlético de Madri. Mas o melhor jogador do mundo, segundo a Fifa, é o português Cristiano Ronaldo, que joga no estilo de grandes brasileiros ou argentinos.

No comando, o uruguaio Oscar Tabarez trabalhou muito na Espanha e Argentina; Maradona e Dunga, jogaram e tiveram grandes mestres de lá.

 

Samba

 

Duas seleções latino-americanas se enfrentam hoje pelas oitavas, mas qual estilo de jogo vai prevalecer? Do time titular do Maradona, apenas Verón atua na Argentina, depois de boas temporadas na Europa. O México é genuinamente mexicano, mas os clubes país são recheados de paraguaios, brasileiros, argentinos e colombianos, entre jogadores e treinadores.

O futebol virou um “samba do crioulo doido”, no que se refere às tradicionais formas de jogar.

* Estas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã no jornal O Tempo, nas bancas!eusavio_173

Pra descontrair

sábado, 26 de junho de 2010

Olha as caras das figuras do Duke! Não parecem com um punhado de gente, entre parentes e amigos de qualquer um de nós?

DUKEPIADADEPORTUGUES

Esta é a charge no Super Notícia de hoje, nas bancas!

De volta ao frio

sábado, 26 de junho de 2010

Estamos pegando estrada de volta para Johanesburgo. Uma pena, pois Durban é ótima. Além de parecer com o Rio de Janeiro, agora, 10h30 a temperatura é de quase 30 graus.

Daqui a Johanesburgo, 570 km de estradas da melhor qualidade, porém, lá temperatura média durante o dia de 10 graus, caindo para abaixo de zero à noite e madrugadas.

Sem falar que tudo lá fecha às 18 hs.

Totalmente diferente de Durban.