Arquivo de 1 de julho de 2010

É Copa, mas a vida continua

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Uma amiga de Belo Horizonte acabava de chegar a Johanesburgo para a sua primeira Copa do Mundo no país anfitrião. Comentou que achou interessantíssimo que os comissários de bordo da companhia Aérea South African, todos, usavam a camisa amarela e verde da seleção deles, e depois reclamou: “Não estou sentindo clima de Copa!”. Perguntei o que ela esperava e ela pensou, pensou e não soube responder. Estávamos na Mandela Square, ponto alto da confraternização de estrangeiros e sul-africanos aqui. Restaurantes e lojas lotadíssimos, decorados com temas da Copa, ruas embandeiradas e música para todos os gostos, em alto volume.

Perguntei também se ela tinha observado a estrada que liga o aeroporto internacional ao centro da cidade. Disse que sim e que gostou demais das bandeiras de todos os países que disputam a Copa, em formas de enormes estandartes, pendurados em todos os postes, nas laterais e canteiros centrais das pistas. Em seguida perguntei se ela achava que tudo isso que estava presenciando era normal no dia a dia de Johanesburgo, dos sul-africanos ou de qualquer país em época normal. Pensou, pensou e concluiu com ar de vitória: “Ué, é mesmo! Isso tudo é por causa da Copa, né!?”.

Pois é! Muita gente acha que “Clima de Copa” é um carnaval 24 horas, em todos os cantos do país que a promove. Nada a ver. O ritmo de carnaval acontece realmente, mas nas imediações dos estádios em dias de jogos e determinados pontos de encontro espalhados pelas cidades sedes e vários outros locais.

O ritmo muda muito, mas nem tanto, pois a vida continua e tudo tem que continuar funcionando.

Pé na estrada

quinta-feira, 1 de julho de 2010

CARROCOMBANDEIRADOBRASIL

 Os torcedores passeiam pelo país enquanto aguardam o jogo da sua seleção. Normalmente chegam um dia antes no local da partida, e vão embora no dia seguinte, em busca de um outro atrativo turístico até o próximo jogo. Essa foto feita pelo Eugênio Sávio, é um bom exemplo. Foi feita hoje, enquanto percorríamos os 1.070 KM de Johanesburgo a Porth Elizabeth, onde Brasil e Holanda jogam amanhã.

Sábado, novo destino!

 As cidades que exploram melhor o turismo é que se dão muito bem em situações como essa. De modo geral, quem veio para a África do Sul, se hospeda, faz festa e gasta muito dinheiro é na região da Cidade do Cabo e nas cidades vizinhas às reservas e parques de animais selvagens.

O movimento é diurno, já que com algumas exceções, bares e restaurantes fecham muito cedo.

Onde há cassinos, como o caso de Durban, a noite é mais longa.

Tudo depende!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Brasil e Holanda farão um jogo bem ao estilo de um Atlético e Cruzeiro, nervoso e imprevisível. Em condições normais dá Brasil, que tem melhores jogadores e um time melhor montado.

Mas clássico é clássico e onde, tudo depende! Se o craque está num bom dia, se o perna de pau vai jogar mais que o normal, se a “jabulani” vai aprontar mais uma das suas com um dos goleiros, ou se o “Sobrenatural de Almeida” entrará em campo.

Muquifos

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Em Porth Elizabeth estou imaginando a mesma situação que Belo Horizonte deverá passar em 2014: até os “hotéis” da Rua Guaicurus serão disputadíssimos e cobrarão 10 vezes ou mais o preço que cobram normalmente.

A cidade tem 1,5 milhão de habitantes e quem chegou na véspera do jogo de hoje, se virou na base do “salve-se quem puder”.

Muquifos da pior qualidade cobrando os olhos da cara, e quem não quiser, que durma na rua.

Parece mentira, mas é verdade!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O dia quase todo foi na estrada, de Johanesburgo a Port Elizabeth.

Saimos às 7h30 e chegamos às 17h30, depois de seis paradas: duas para abastecer e quatro para obras nas estradas. São 1.070 KM, mas nessas estradas daqui, é simples para quem está acostumado a fazer BH/Arraial D’Ajuda!

Apesar que essa estrada até Porth Elizabeth não ser tão boa quanto a de Durban. A foto é do Eugênio Sávio.

OBRASNAJOBURGPORTELIZABETH