Arquivo de 3 de julho de 2010

Copa do Mundo é isso aí

sábado, 3 de julho de 2010

O ideal é que todos os jogos da Copa fossem como esses das fases decisivas. Os iniciais são de uma lerdeza de dar sono, com raras exceções. A partir das oitavas de final o bicho pega e só vemos confrontos da melhor qualidade, com a bola rolando ou nos pênaltis.

 O jogo Uruguai e Gana entrou para a história por causa de tanta adrenalina nos momentos finais. Jogador comemorando expulsão porque o que a motivou foi o pênalti não convertido pelo adversário. Foi o caso uruguaio, que ficou parecendo cena de filme.

 A Alemanha deu um banho de bola na Argentina e deixou até barato os 4 x 0. A defesa do time do Maradona é de uma ruindade impressionante e era previsto que os alemães deitassem e rolassem.

A final da Copa deverá repetir 1974 entre Alemanha e Holanda. 

Apesar de terem feito um jogo feio, amarrado dos dois lados, Espanha e Paraguai produziram também momentos que serão lembrados por toda a vida de quem assistiu: em dois minutos, dois pênaltis desperdiçados; um para cada lado. 

A Espanha passou agora, mas não acredito que passe pela Alemanha.

Muita gente acreditava que Dunga e Maradona fossem se enfrentar na final da Copa, agora como treinadores. Tentavam entrar para o seleto grupo onde estão Zagallo e Beckembauer, como os únicos que foram campeões como jogador e técnico. Não foi dessa vez! 

Se muitos acreditavam, a maioria de quem gosta de futebol temia que isso ocorresse. Ambos foram apostas equivocadas, pelo menos neste momento, da CBF e da AFA. Conhecem o futebol taticamente, Dunga muito mais que Maradona, mas não estavam ainda preparados para comandar duas as principais seleções do mundo. 

Dunga pecou pela arrogância e espírito ditatorial. Caiu naquela frase que diz “se queres conhecer um homem, dê-lhe poder”. Não soube ser líder. Antes de se tornar o todo poderoso da seleção era uma figura tratável e boa de prosa. Chegou a ser comentarista da Rede Bandeirantes, na Copa de 2006, quando convivia muito bem com toda a imprensa no dia-a-dia.

Mudança de estilos

sábado, 3 de julho de 2010

Na seleção, depois que ganhou a Copa América, em 2007, Dunga virou um cão raivoso. Nem o fracasso nos Jogos Olímpicos de 2008 o fez abrir os olhos e ver que sem bons jogadores de futebol é difícil uma equipe conquistar títulos. Ficou nessa de confrontar a imprensa, apostar no “grupo fechado”, deixando de fora da Copa jogadores que poderia ter como opção para mudar um sistema de jogo.

A situação de Maradona é pior: trata-se de um fantoche no cargo ou um ventríloquo, que antes repetia o que o ex-treinador Carlos Bilardo lhe dizia; depois passou a ouvir o ex-volante Mancuso, como no jogo contra a Alemanha. Piorou!

O professor de yoga

sábado, 3 de julho de 2010

Enquanto isso, Joachim Low, treinador alemão que teve a vitória de maior repercussão nesta Copa até agora, nunca chegou nem perto, em termos gerais, de Maradona nem Dunga como jogador de futebol. Atuou em equipes pequenas e conseguiu, no máximo, chegar à seleção sub-20 da Alemanha. Como treinador estagiou em clubes menores do seu país, passou pela Turquia, foi auxiliar de Klinsman, na seleção em 2006, até assumir o cargo principal.

Felipão

sábado, 3 de julho de 2010

Aqui na África do Sul dão como certa a volta de Luiz Felipe Scolari como treinador do Brasil. Além do curriculum invejável como técnico de clubes e campeão mundial da Copa de 2002, sabe medir a “água com o fubá”, nas relações da seleção com a imprensa e o público. Não aceita a zorra que foi a preparação para 2006 e nem tem pretensões ditatoriais como Dunga.

Apesar da fama de carrancudo é de muito bom senso e bem aceito pela maioria.

Prepotente

sábado, 3 de julho de 2010

Outro que pagou caro pela arrogância nesta Copa foi o meia Felipe Melo, que chegou à África do Sul se considerando “a última Coca-Cola do deserto”. Não me esqueço da entrevista dele ao ESPN, quando questionado pelo Paulo Vinícius Coelho quanto ao seu momento ruim, vivido na Juventus da Itália. Deu logo na canela do PVC, perguntando: “Você é jornalista?”, e levou troco na mesma moeda: “E você é jogador de futebol?”.

Exemplos para nós

sábado, 3 de julho de 2010

Se em muitos itens a África do Sul tem muito a aprender com o Brasil, em outros dá show e pode nos ensinar. Nos quase 800 KM de estradas entre Porth Elizabeth e Cape Town, os atrativos turísticos são incontáveis e inacreditáveis. E, diferente do Brasil, tudo é feito para atrair o visitante e tratá-lo de forma que queira voltar sempre. Nisso, eles estão anos luz à nossa frente, com comunicação farta, estrutura impecável e muita gentileza dos atendentes.

Vida que segue, sem feriado!

sábado, 3 de julho de 2010

A charge do Duke no Super Notícia de hoje, reflete bem o que a maioria dos brasileiros deve estar pensando

DUKESAIDEIRA