Arquivo de 5 de julho de 2010

Pela história e mais constrastes sul-africanos

segunda-feira, 5 de julho de 2010

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Lamento sempre que seleções como Holanda e Espanha nunca tenham ganhado uma Copa. Apaixonados por futebol, de grandes times na história, mas cujo destino nunca quis que levantassem a Taça. A Holanda, principalmente, pelos times encantadores de 1974 e 1978.

Também lamento muito que o Uruguai tenha entrado em tanta decadência e sempre apenas figura nas Copas, depois de 1950, à exceção de 1970, quando tinha um grande time.

Outro lamento é que em 2006, dentro de casa, com organização que beirou a perfeição, a Alemanha tenha se despedido antes da final. Pois essas quatro seleções começam o caminho de uma nova história amanhã, com Uruguai e Holanda. Entendo que as duas merecem chegar à final, e que vença a melhor. Para amanhã, se houvesse lógica no futebol, eu diria que a Alemanha não terá maiores dificuldades de passar pela Espanha, mas é um clássico europeu, e tudo pode acontecer.

A Cidade do Cabo é onde o futebol começou na África do Sul, incentivado pelos colonizadores ingleses. Com quase quatro milhões de habitantes, apresentou os melhores índices gerais da Copa, em comparação com as outras cidades sedes: melhor média de público, melhor nível de satisfação dos visitantes, maior número de turistas, enfim, é a cidade do futebol no país anfitrião.

E é belíssima, de gente bem humorada e aberta as todas as raças, crenças religiosas e políticas. Também tem os acentuados contrastes sul-africanos, onde os negros, apaixonados por futebol, jogam peladas nas favelas desde criança, ao lado de campos de golfe inacreditavelmente enormes e bem equipados, frequentados apenas por brancos.

Estado Maior único

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nas postagens de ontem faltou dizer que o Coronel João Carlos Trindade Lopes, Comandante Geral da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, informou que haverá um Estado Maior das polícias militares de todo o Brasil, visando a Copa de 2014. Dessa forma as ações serão unificadas e seguirão as mesmas diretrizes em todo o território nacional, para que a linguagem seja a mesma em todos os estados.

A montagem do grupo começa a ser feita em setembro, em Maceió.

Melhores e piores

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jornal italiano elegeu as seleções dos melhores e da decepções. Decepções: Julio Cesar, Sagna (França), Terry (Inglaterra), Cannavaro (Itália) e Evra (França); Felipe Melo, De Rossi (Itália) e Kaká; Messi (Argentina), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Rooney (Inglaterra). Dos melhores: Muslera (Uruguai), Lahm (Alemanha), Lugano (Uruguai), Friedrich (Alemanha) e Fucile (Uruguai); Müller (Alemanha), Schweinsteiger (Alemanha), Sneijder (Holanda) e Robben (Holanda); Klose (Alemanha) e Villa (Espanha).

Doze sedes para 2014: para encher os bolsos de muita gente

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Esta charge do Duke, hoje, no Super Notícia, retrata bem o que vai acontecer a partir de agora, nos preparativos do Brasil para a Copa de 2014. É gente demais que vai molhar a mão e ficar rica indevidamente, com dinheiro gasto à toa ou obras superfaturadas, como foi no Pan-Americano do Rio em 2007, e ninguém foi responsabilizado até hoje.

Os Estados Unidos, de maior extensão territorial e mais rico que o nosso, em 1994, fizeram a Copa em nove sedes. A África do Sul, que já tinha estrutura rodoviária muito melhor que a nossa, também em nove.

Mas em 2014 serão 12 sedes, e toma verba pública, dos nossos impostos!

DUKESUPERFATURADO

Boa demais da conta

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Depois da derrota da seleção para a Holanda, tentei antecipar minha volta, mas está difícil, pois não há lugar nos voos da South Africa, antes do dia 16.

“Bão tamém!”, como diriam os gordinhos bons de serviço César Menotti e Fabiano.

De Porth Elizabeth desci para a Cidade do Cabo, com uma parada antes em Knysna, onde ficaram as seleções da França e Dinamarca. Agora estou na Cidade do Cabo, que realmente é tudo aquilo que falam a respeito dela: boa demais da conta!

Amanhã vou ao estádio assistir Uruguai e Holanda e continuo por aqui até quinta feira, quando retorno a Johanesburgo, onde o presidente Lula vai participar da solenidade oficial de lançamento da Copa de 2014.

Começam aparecer os vilões do fracasso da seleção: Jorginho: “Santo do pau oco”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Entre a maioria dos jornalistas ele era tido como “traíra”, responsável pela radicalização do Dunga contra a imprensa. Mas alguns o defendiam e diziam que o Dunga não sofria tanta influência dele a esse ponto.

Agora, alguns jogadores estão abrindo o bico e confirmando, que também entre eles, o auxiliar técnico Jorginho, ganhou a fama de “duas caras”, desses que pregam uma coisa e agem de outra.

A reportagem é da Folha de S. Paulo de hoje:

 

Jorginho sai queimado da seleção brasileira

EDUARDO ARRUDA
MARTÍN FERNANDEZ
PAULO COBOS
SÉRGIO RANGEL
ENVIADOS A PORT ELIZABETH

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Esse foi o sentimento de alguns jogadores da seleção com relação ao auxiliar técnico Jorginho. Braço direito de Dunga na seleção brasileira, ele pregou durante o Mundial que a equipe deveria ficar isolada dentro de um hotel em um condomínio sofisticado de Johannesburgo.

Ele também decidiu pelo fim das folgas para os jogadores durante a Copa-2010. Com Dunga, forjou no grupo que os parentes dos atletas deveriam ficar no Brasil para evitar que o time “perdesse o foco” no torneio.

Alegavam que os jogadores poderiam se desconcentrar do Mundial com os familiares na principal metrópole da África do Sul, cidade com índices de violência superior aos piores vistos no Brasil.

Apesar do discurso de reclusão, Jorginho fez o contrário. Desde o primeiro dia da Copa sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johannesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico.
A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo.

O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também desagradou aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.

Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser “espião” de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.

O auxiliar técnico de Dunga comandava também na seleção as sessões de oração. Um pastor frequentava a concentração para rezar com os jogadores. Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão eram os atletas mais participativos.

Frequentador da Igreja Congregacional da Barra da Tijuca, Jorginho participa dos cultos quando está no Rio e habitualmente confunde futebol com religião.

No início da carreira como treinador, tentou trocar a mascote do América carioca em 2005. O símbolo do clube é um diabo. Segundo Jorginho, a mascote era uma das responsáveis pela má fase do time –o último título estadual do América foi em 1960.

Ele queria substituir o diabo por uma fênix. A proposta, no entanto, acabou recusada por dirigentes e torcedores do clube.

* http://www1.folha.uol.com.br/esporte/761586-jorginho-sai-queimado-da-selecao-brasileira.shtml