Arquivo de 6 de julho de 2010

Vivas aos chutadores e à Jabulani

terça-feira, 6 de julho de 2010

O que é pior para um goleiro? Uma bola chutada de 36 metros de distância a 109 km/h ou uma de 28 metros a 98 Km/h? Se perguntarmos aos goleiros Muslera, do Uruguai e Stekelenburg, da Holanda, eles dirão que ambas são impossíveis de pegar, principalmente quando talentosos como o lateral Van Bronckhorst e o atacante Forlan acertam chutes como os do primeiro tempo.

No gol de empate uruguaio, além da trajetória traiçoeira da Jabulani, o zagueiro Heitinga pipocou e tirou o rosto da bola, liquidando com o seu goleiro. Aliás, precisamos tirar o chapéu para o inventor dessa Jabulani, pois se a Fifa resiste em mudar as regras para que o jogo fique mais emocionante, essa bola está colaborando e muito para que haja mais emoções em quase todas as partidas. É óbvio que a tendência seja de qualquer jogo ficar bom quando sai um gol e a Copa teve algumas ótimas partidas graças à necessidade das seleções em desvantagem mudarem seu sistema tático para sair da desvantagem.

Homenagem de despedida

terça-feira, 6 de julho de 2010

Holanda e Uruguai fizeram uma ótima partida, como se fosse uma homenagem de despedida à Cidade do Cabo, que ontem terminou a sua participação neste Mundial. Uma sede elogiada por todos que passaram por ela.

A exemplo do que vem fazendo nestes seus 100% de aproveitamento na Copa, a Holanda voltou mais articulada no segundo tempo e garantiu a sua chegada a mais uma final até com certa tranquilidade.

E tudo indica que teremos a repetição de 1974, quando a seleção laranja decidiu com a Alemanha, que amanhã enfrenta a Espanha. Se prevalecer o futebol que vêm jogando, os alemães deverão chegar a mais uma decisão, na semifinal de amanhã.

Estranho no ninho

terça-feira, 6 de julho de 2010

É uma sensação diferente trabalhar numa semifinal de Copa do Mundo sem a seleção brasileira em campo. No centro de imprensa do estádio, poucos colegas brasileiros. Na tribuna, quase só estrangeiros por perto, e por incrível que pareça, lugares vazios, coisa que nunca acontece em jogos do Brasil.

Mas Dunga e seus comandados não fizeram por onde estar em campo hoje na Cidade do Cabo, e que a lição seja aprendida para que não seja pior em 2014.

Show de cidade

terça-feira, 6 de julho de 2010

Entre jornalistas do mundo inteiro que estão aqui, uma quase unanimidade: a Cidade do Cabo foi, disparado, a melhor sede da Copa. Principal centro turístico do país, com oferta de vagas em hotéis, pousadas e albergues para quem quis, e por excelentes preços, para todos os bolsos.

O aumento nas tarifas foi tão pequeno que nem provocou reclamações. Aliado a tudo isso, excelentes restaurantes, atendimento eficiente e total sensação de segurança.

Show de estádio

terça-feira, 6 de julho de 2010

Com capacidade para 66 mil pessoas estádio foi construído especialmente para a Copa, e fica no coração do turismo da Cidade do Cabo, ao lado do porto, o Waterfront e de um famoso campo de golfe, bem na região central. Além de bonito e confortável, o acesso é incrivelmente fácil, sem tumulto e congestionamentos.

Para isso, a engenharia de tráfego da cidade criou um sistema de ônibus especial que incentiva as pessoas a deixar o carro em casa.

Herança pós-Copa

terça-feira, 6 de julho de 2010

Este é o principal legado que a Copa deixará para a população da Cidade do Cabo. Obrigada a se utilizar de vans, perigosas e irregulares, há uma felicidade geral com a recente implantação das linhas de ônibus, que não existem como transporte público no país. A Cidade do Cabo está sendo pioneira em enfrentar o bem articulado Sindicato das vans, que peitou as autoridades das outras cidades sedes, impedindo mudanças no transporte público.

Otimismo uruguaio

terça-feira, 6 de julho de 2010

* Como estou usando um noteboock do centro de imprensa, o teclado eh estranho ao meu habitual e faltam os acentos da lingua portuguesa. Como nao vou ficar aqui quebrando cabeca ate ajustar as coisas, peco aos senhores que consertem as palavras e acentuem tudo em vossas privilegiadas cabecas, perdoando-me pela ignorancia neste teclado.

Mais tarde estarei com o meu proprio noteboock e tudo voltara ao normal.

 

Nas ruas da Cidade do Cabo, milhares de holandeses, uruguaios, brasileiros, franceses, alemaes e gente de todas as nacionalidades. O estadio, uma beleza, e foi construido no local onde era o antigo Green Point Stadium, com capacidade para 12 mil pessoas, demolido para dar lugar a este atual, espetacular. Ainda resta um pouco das antigas arquibancadas do velho Green Point, e os banheiros tambem foram aproveitados para serem utilizados no centros de imprensa. Depois da Copa, vao virar estacionamento.

O estadio fica na regiao mais valorizada da cidade, ao lado do Waterfront, antigo porto, onde ingleses e holandeses trocaram muitos tiros e facadas para ver com quem isso ficaria. Ganharam os suditos da Rainha Vitoria, que expulsaram os holandeses para o Norte do pais. Quando os ingleses ficaram sabendo que os laranjas descobriram ouro na regiao de Bloonfontein e Johanesburgo, foram atras e novas escaramucas comecaram. Mas, naquela regiao, havia os nativos, bravos e organizados guerreiros zulus e outras tribos, que puseram os brancos europeus para correr. Ai deles!

Ingleses e holandeses se juntaram e ganharam a guerra, dividindo o pais entre eles.

Voltaram a trocar tiros entre si, ate final do Seculo XIX, inicio dos Seculo XX, quando fizeram um acordo e passaram a partilhar o poder, tornando os negros, donos originais da terra, servicais deles, ate os dias atuais.

Mais tarde jogam aqui Uruguai e Holanda, com otimismo danado dos uruguaios, que entretando entram com a raca e os holandeses com futebol.

Vamos ver o que vai dar.

Neste notebook que estou usando, um exemplo do otimismo uruguaio: achei esta foto, possivelmente deixada por um colega jornalista celeste que o usou por ultimo. Com o devido pedido publico de permissao, publico:

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