Arquivo de 9 de julho de 2010

Ironias e cutucões nos poderosos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O presidente Lula volta amanhã ao Brasil e não fica para assistir a final entre Holanda e Espanha. Hoje ele criou um novo verbo em seu discurso em Johanesburgo, ao dizer que nenhum estrangeiro terá problemas no Brasil por causa do idioma. Garantiu que se o povo brasileiro não sabe falar inglês, é o maior especialista em mímica no mundo e é só começar a “mimicar”, que qualquer estrangeiro compreende o que ele quer dizer. A plateia, composta por jornalistas do mundo inteiro e lobistas idem, gargalhou mais uma vez, dessa que foi a 12ª piada contada por ele em 20 minutos de discurso. 

Barack Obama tinha razão: Lula é “o cara”, para animar um auditório e não deixar ninguém alheio à conversa, solta e despreocupada com conjugações verbais ou esmero na pronúncia das palavras. Em determinado momento disse que os gramados brasileiros em 2014 têm de estar perfeitos e não soltando pedaços como na reinauguração de Wembley, onde ele viu “uns jogadô ingrês, dando chutão que arrancava uns broco de grama de todo tamanho”. 

Nessa toada, de gargalhada em gargalhada da plateia, Lula foi dando cutucões nos países mais poderosos do mundo, ironizando a riqueza deles e arrancando aplausos sinceros da maioria de um público que não gosta de aplaudir ninguém, principalmente a quem ocupa o poder, que são os jornalistas.

Cutucou também Ricardo Teixeira, ao dizer que a Copa das Confederações foi feita para o Brasil ganhar e enganar a todos nós no ano seguinte. E arrematou: “em 2014 nós vamo ganhar, né Teixeira? Me ajuda aí, senão a minha autoestima vai lá embaixo”. Isso, olhando nos olhos do presidente da CBF, que estava na primeira fileira de cadeiras, a menos de dois metros dele.

O maior de todos e o sucesso sul-africano

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Por falar em presidente da república, tenho lembrado nos últimos dias, a todo instante do maior de todos, Juscelino Kubistcheck. No auge da perseguição dos ditadores que assumiram o poder em 1964, ele dizia que o pior dos sofrimentos era o exílio. Morrer de vontade de estar em casa e não poder pegar um avião e voltar. Estou há 40 dias aqui, ainda faltam seis para o retorno, e me sinto um exilado, doido para embarcar para a minha terra. 

Só não voltei ainda porque a lista de espera nos voos da South Africa ainda não sorriu para mim. Mas apesar dessa vontade de estar em Minas, é muito importante frisar que a África do Sul está dando show nessa Copa do Mundo, principalmente em receptividade. Êta povo bom, educado e prestativo. Todas as apreensões que eu tinha morreram logo nos primeiros dias aqui. A imagem do país sai fortalecida depois desse evento. 

A grande preocupação era em relação à segurança. Ano passado, durante a Copa das Confederações, n%C

Contagem regressiva, mas voltarei!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Só não voltei ainda porque a lista de espera nos voos da South Africa ainda não sorriu para mim. Mas apesar dessa vontade de estar em Minas, é muito importante frisar que a África do Sul está dando show nessa Copa do Mundo, principalmente em receptividade. Êta povo bom, educado e prestativo. Todas as apreensões que eu tinha morreram logo nos primeiros dias aqui. A imagem do país sai fortalecida depois desse evento. 

A grande preocupação era em relação à segurança. Ano passado, durante a Copa das Confederações, não se via policiamento nas ruas e as recomendações deles mesmos a todo estrangeiro assustavam a qualquer um. Havia um medo generalizado que houvesse recorde em registros de crimes com violência. Eles tomaram as devidas providências, ainda que temporárias, e obtiveram sucesso até agora. Os casos de furtos em hotéis foram poucos e todos desvendados.

 Sempre penso nos lugares que pretendo voltar no futuro, e a África do Sul já está na lista. Além dos incontáveis atrativos turísticos, a estrutura deles para receber estrangeiros é das melhores. Nós, perto deles, estamos engatinhando, em todos os aspectos, em todas as regiões do Brasil.

Além do mais os preços de tudo são inacreditavelmente acessíveis. Até o valor cobrado nos estacionamentos nas regiões mais caras, são simbólicos em comparação com BH, por exemplo.