Estou nos meus últimos momentos de África do Sul e só tenho a agradecer. Aos senhores, pelo prestígio da leitura dos meus textos em mais uma Copa do Mundo, e aos africanos, não só do país anfitrião, mas a todos do continente. Depois de 45 dias aqui conheci mais a história deles e a do Brasil.
Cidadãos do mundo todo moram na África do Sul, que pelo fato de receber bem a todos, enfrenta graves problemas sociais, e já começa ter focos de xenofobia.
Certamente esse coração aberto foi fundamental para que tudo corresse bem durante a Copa, especialmente no principal medo que o mundo tinha, que era a segurança. Aqui além de todas as raças, também todos os credos e crenças convivem de forma harmoniosa. Mesquitas e sinagogas são vizinhas em incontáveis regiões de Johanesburgo e demais cidades.
As previsões pessimistas de antes da Copa, que falavam em atentados, se frustraram, mais pela ausência de motivação de eventuais grupos terroristas do que pela ação das forças de segurança. A bondade do povo sul-africano beira à inocência e nunca houve tanta facilidade de acesso a qualquer ambiente de um evento como a Copa.
O resultado de tudo é que a autoestima do continente africano está em alta. Todos os países estão capitalizando o sucesso do vizinho, que provou ao mundo que as coisas estão mudando pelos lados de cá
A Copa realmente abre portas e dá visibilidade em todo o planeta. Enquanto escrevia esta coluna, via na TV sul-africana a seleção uruguaia sendo recebida com festa em Montevidéu. Há quanto tempo o Uruguai não tinha seu nome sequer citado pela mídia fora da América do Sul!?
A de 2014 será a vez do nosso continente tirar proveito, em todos os aspectos. Como disse o presidente Lula “argentinos, paraguaios, uruguaios e demais vizinhos poderão chegar até a pé!”
Não há dúvida que dentro das quatro linhas a Copa recém-terminada foi superior à da Alemanha em 2006. Em termos de organização e estrutura não há como comparar. Mas aí vale uma ressalva: ninguém vai superar os alemães neste aspecto, que já tinham uma estrutura pronta e ainda melhoraram para receber o mundo naquela oportunidade.
Os estrangeiros que estarão na Copa de 2014 vão elogiar os estádios e principalmente o fato de bares e restaurantes brasileiros só fecharem as portas depois que o último cliente paga a conta. Esse comportamento é genuinamente nosso, ao contrário da África do Sul, onde o comércio fecha as 18 e restaurantes no máximo às 22 horas. Em compensação vão descer a lenha em nossas estradas, no aumento abusivo de preços e das nossas companhias aéreas e aeroportos.



Estou vendo que aquele encontro do blog, que estava sendo marcado para BH, vai acabar mesmo sendo em Sete Lagoas com o início dos jogos na Arena do Jacaré.
Um grande avanço para o futebol seria o fim da lei do impedimento. Manteriamos os três arbitros só que, o principal correria o campo todo e os auxiliares continuariam limitados a um lado do campo, mas também correndo dentro do campo. Esta lei do impedimento, na minha opinião, é o fim da picada. Talvez, com o fim desta lei, teriamos novas maneiras de se armar o time. Vide o voley que acabou com a vantagem e deixou o jogo muito mais ágil.
Dennis,
Se acabarem com a lei do impedimento, o futebol será reduzido a goleiros dando chutões para frente. Posso até estar errado, mas a regra foi inventada exatamente para evitar isto, que era o que ocorria no início do futebol, deixando o jogo muito monótono de se assistir.