Arquivo de 18 de julho de 2010

Parecia que seria fácil

domingo, 18 de julho de 2010

No início parecia que o Cruzeiro golearia o Goiás. Mas ficou só no gol do Gilberto, que fez logo no começo. Depois foi um sufoco impressionante do time goiano. O Alberto Rodrigues disse na Itatiaia que achou o Goiás melhor fisicamente. Pode ser, porque o fim do jogo foi dramático.

O preço do ingresso

domingo, 18 de julho de 2010

Que ninguém espere casa cheia na Arena do Jacaré nesta fase do Campeonato com  ingresso custando R$ 40,00.

O assunto precisa ser repensado pelos clubes.

O público de Belo Horizonte só vai pegar as péssimas estradas de BH a Sete Lagoas quando achar que valerão a pena o custo e os riscos.

E apesar de querer ir a todos os jogos, a maioria dos setelagoanos não tem dinheiro para ir a muitos com este valor do ingresso. É uma cidade cuja base da economia está calcado na indústria do ferro gusa, cujas siderúrgicas pagam salário mínimo e fim de papo, o que gera uma das piores rendas per-capita do país.

Comparem: Cruzeiro 1 x 0 Goiás, público pagante 3.579.

América 1 x 2 Náutico, com o ingresso custando R$ 20,00, público de 1.126.

Pagou por errar demais

domingo, 18 de julho de 2010

O técnico Vanderlei Luxemburgo mudou o Atlético quase totalmente em relação ao time que foi campeão mineiro. É uma nova equipe, que enfrenta os ricos de ser formada durante um campeonato difícil como o Brasileiro, e paga o preço de errar tantos gols, como hoje.

E o Corinthians, que também perdeu muitas chances, soube aproveitar pelo menos uma.

Numa conversa durante a Copa, com o repórter de O Tempo, Cândido Henrique, ele observou que além de inseguro, Werley é um dos recordistas no Brasil em erros de passes. Quase 35%, número absurdo para um zagueiro. Contra o Corinthians, ele fez pênalti no primeiro minuto de jogo. Mas levou o 3º cartão amarelo e não jogará contra o Internacional.

Bom trabalho de marketing

domingo, 18 de julho de 2010

Mesmo já tendo uma grande torcida em Sete Lagoas o Cruzeiro trata de cultivar os futuros adeptos na cidade. No jogo treino contra o Tupi encheu as cadeiras da Arena com crianças das escolas públicas municipais e estaduais num trabalho exemplar da diretoria de relações públicas da Raposa. A iniciativa repercutiu muito bem em toda a região.

É preciso saber tirar proveito da pressão na Arena

domingo, 18 de julho de 2010

Apesar do resultado ruim, foi muito bom ir à Arena do Jacaré ver América x Náutico, sábado. Há muito tempo eu não assistia um jogo onde a torcida consegue exercer real pressão sobre jogadores e treinadores devido à proximidade entre as partes. O gigantismo dos estádios brasileiros os tornaram neutros e o mando de campo deixou de ser um fator decisivo na maioria deles. O Mineirão, por exemplo, é um paraíso para adversários dos nossos clubes, que já perderam grandes decisões em casa.

A Arena em Sete Lagoas deixa o público bem perto dos principais atores do espetáculo e a pressão é absoluta, que pode funcionar a favor ou contra, dependendo da capacidade de absorção de cada um. Logo depois de levar o primeiro gol do Náutico, um torcedor do América gritou com o Mauro Fernandes: “ê treinador, este time está muito defensivo e desse jeito vai levar mais gols”. O técnico não só ouviu, como olhou para o cidadão, que repetiu a frase, olho no olho. Este era um dos 1.216 pagantes, que tentaram empurrar o América, que depois de levar 2 x 0, em duas falhas do goleiro Flávio, foi para cima do Náutico e se não tivesse perdido tantas oportunidades, teria virado o jogo. O Coelho perdeu para um concorrente direto ao acesso, que apesar de estar no topo, tem um time bem fraco.

 A pressão da torcida americana foi positiva, mas a pontaria do time não ajudou. Mas é importante ressaltar que, se pouco mais de mil pessoas exerceram pressão tão forte, imaginem 21 mil, a capacidade da Arena! Os nossos clubes precisam saber tirar proveito deste “caldeirão”, cujo gramado está sendo elogiado por quase todos os jogadores ouvidos a respeito.

 Na quinta feira, primeiro jogo oficial na Arena pelo Campeonato Brasileiro, eu ainda estava na África do Sul e fiquei curioso para saber porque menos de 4 mil torcedores foram ver a vitória do Atlético sobre o xará goianiense. Simples: na zona do rebaixamento, com tantas decepções antes da paralização e com o ingresso a R$ 40 é demais para qualquer torcedor.

Nestes primeiros jogos, as maiores reclamações contra a Arena do Jacaré são da imprensa, acostumada com muito espaço e facilidades oferecidas pelo Mineirão. Jogadores e treinadores estão satisfeitos. Torcedores reclamam do pequeno número de banheiros e bares.

A Ademg informa que possivelmente depois de mais quatro jogos os problemas serão minimizados.