Arquivo de 19 de julho de 2010

Liberação da inscrição da janela de transferências é uma boa

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Clubes mineiros podem se beneficiar já dessa medida:

Do site do Lance!

* Teixeira vai à Fifa, e inscrição de jogadores é antecipada

Presidente da Federação Gaúcha foi informado nesta segunda

A briga encampada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) deu frutos. Na tarde desta segunda-feira, Francisco Novelleto, presidente da FGF, recebeu um telefonema. Do outro lado da linha, Carlos Eugênio Lopes, vice-presidente jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), confirmou que a Fifa acatara o pedido de antecipação imediata da inscrição dos jogadores que chegaram ao Brasil por meio da janela de transferências. A data anterior era o dia 3 de agosto.

Com isso, todos os clubes brasileiros podem inscrever seus jogadores a partir da tarde desta segunda. Em Miami por conta de um problema de saúde de uma filha, o dirigente gaúcho ressaltou a importância de Ricardo Teixeira no processo. Novelleto ressaltou que o cartola pressionou Joseph Blatter, presidente da FIFA.

Na última quinta-feira, Ricardo esteve na sede da entidade, em Zurique. Na pauta do encontro com o alto escalão, aproveitou para levantar a bandeira erguida pela Federação Gaúcha de Futebol. A solicitação foi analisada e aprovada por Blatter, que autorizou a mudança em caráter extraordinário..

- É um serviço para todo o futebol brasileiro. Estou vivendo um momento difícil, mas acabo de receber esta bela notícia. Creio que os que plantam o bem são sempre reconhecidos no fim. Não sei bem os por quês, mas o Ricardo me trata com carinho especial. No congresso da Fifa, em Johanesburgo, levantei este tema da antecipação. Aí cheguei no pé de ouvido do Ricardo e pedi sua ajuda – relatou Novelleto.

Inicialmente, Novelleto buscou beneficiar o afiliado Internacional, clube que trouxe jogadores como Tinga, Renan e Rafael Sóbis, contudo, celebrou o que classificou como a reparação de uma injustiça, visto que muitos jogadores estavam recebendo salários sem poderem exercer sua profissão.

* http://www.lancenet.com.br/futebol/noticias/10-07-19/792849.stm?teixeira-vai-a-fifa-e-inscricao-de-jogadores-e-antecipada

Kalil anuncia zagueiro que estava na Alemanha

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Do Terra.com:

“O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, anunciou em seu Twitter na manhã desta segunda-feira a contratação do zagueiro Rever, que se destacou com a camisa do Grêmio e estava no Wolfsburg, da Alemanha.”

O melhor que li sobre a situação do Bruno

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Nas TVs, rádios, jornais, internet, revistas, enfim, em todos os meios de comunicação só dá este assunto do Bruno.

De tudo que li, vi e ouvi, o melhor foi esta coluna do Ruy Castro, que saiu na Folha de S. Paulo sexta feira:

“RUY CASTRO”

Ex-tudo

RIO DE JANEIRO - Em 1994, o ídolo do futebol americano O.J. Simpson foi acusado de matar a facadas, por ciúme, sua ex-mulher, Nicole, que ele já atacara fisicamente três vezes, e Ronald Goldman, que suspeitava ser amante dela.
Simpson fugiu, foi perseguido pela polícia por 96 km, trancou-se durante horas em seu carro e só então se entregou, tudo isso em rede nacional de TV. Seu julgamento, transmitido ao vivo, foi outro carnaval -somente a sessão do veredicto, em 1995, foi assistida por 20 milhões de pessoas. O júri o absolveu.
Onze anos depois, para faturar com a própria história, Simpson publicou um cínico pseudo-romance, “If I Did It” (”Se Eu Tivesse Matado”), em que conta como foi à casa de Nicole, matou Goldman com dezenas de facadas e aplicou outras tantas à sua ex-mulher que quase lhe separou a cabeça do corpo. Como nos EUA não se pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime, ele estava tranquilo para confessar.
Era inevitável que, com essa onipotência, Simpson se metesse em novas encrencas, o que aconteceu em 2007: um assalto à mão armada a uma joalheria, em Las Vegas, para roubar besteiras. Só que, desta vez, o júri o mandou para a cadeia por nove anos. Deve ter sido um choque para O.J.: heróis de milhões, como ele, não podem ser condenados, nem ficam presos. Mas ele foi e ficou.
O caso de Bruno tem óbvias semelhanças. Até hoje ele parece não ter se dado conta de sua situação. Seu alheamento ao que lhe acontece, visível nas fotos e declarações, antes e depois de ser preso, indica que ainda não percebeu que já não é apenas ex-goleiro do Flamengo. É ex-goleiro, ex-cidadão, ex-tudo. Acabaram-se suas imunidades.
Não vê que, além de preso, já está condenado e a um passo do linchamento. E que o fato de ser tão famoso só lhe complicou a vida -fosse goleiro do Ibis, sua história já teria saído do noticiário.

E lá se foi o JB!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cresci lendo o Jornal do Brasil, que infelizmente vinha se definhando nos últimos anos e a toda hora saía notícia que ia fechar.

Nos últimos anos perdeu a graça e mais milhares de leitores, que se cansaram de pagar e ler inutilidades.

Aí, mudou de formato, sem um novo projeto gráfico específico. Joguei a toalha e também parei de me interessar por ele.

Ontem li este comentário da Eliane Cantanhede, na Folha, e só tenho a lamentar, de novo.

Infelizmente, agora o saudoso JB acabou de vez:

 

ELIANE CANTANHÊDE

Réquiem para o JB e a Gazeta

BRASÍLIA - O fim melancólico da versão impressa do “Jornal do Brasil” dói no coração de gerações de leitores e de jornalistas brasileiros, como já havia ocorrido quando do último suspiro, ou da última edição, da “Gazeta Mercantil”. Foram ambas mortes lentas e anunciadas, deixando exposta a má administração de excelentes produtos.
Pelo JB, fundado em 1891, passaram desde Rui Barbosa até dezenas de repórteres, fotógrafos e colunistas que estão na ativa e viveram grandes momentos e grandes histórias num jornal que tinha vida e energia. Mas não tinha gestão.
Na “Gazeta Mercantil”, que começou a circular em 1920 e atravessou décadas como leitura obrigatória dos três Poderes, dos bancos, das empresas e de diferentes áreas das universidades, foram formados alguns dos mais importantes jornalistas de economia do país, como Celso Pinto, que deslanchou o “Valor Econômico”. Mas, como o JB, a Gazeta tinha talentos jornalísticos, não tinha competência gerencial.
Nos dois casos, repetindo o que se viu na Varig, as empresas sangraram ano após ano, vendo esvair seu principal capital: a força da marca, a credibilidade, a excelência de seus profissionais. Seus donos tentaram vender as dívidas e manter o controle editorial. A aritmética e a esperteza não fecharam.
Ouve-se daqui e dali que o fim da Gazeta e agora do JB impresso prenuncia a decadência inevitável e um rápido fim dos jornais. Há controvérsias. Os dois geraram suas próprias crises, que não tiveram nada a ver com a agressiva entrada da TV no jornalismo, o fortalecimento do noticiário 24 horas no rádio e muito menos com o vigor e a ascensão da internet. Foram crises particulares, não do setor.
Eles se foram, mas seus jornalistas estão por aí, em toda parte, aprendendo sempre e a cada dia numa profissão que é um aprendizado ininterrupto. A eles, meus queridos colegas tanto do JB quanto da Gazeta, um abraço de saudade e de reconhecimento.”