Arquivo de 2 de fevereiro de 2012

A nota-oficial do Sindicato dos Jornalistas contra os direitos da Globo. Quem tem razão?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Por falar em Rede Globo, recebi esta nota oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e repasso aos senhores.

Porém, com uma ressalva: se a Globo comprou e pagou pelos direitos do Campeonato, ela é a dona e é justo que faça o que melhor lhe convier.

Além do mais, não estamos longe de entrarmos na era da cobrança total pelos direitos dos espetáculos.

Na Europa, Estados Unidos, Japão e alguns outros países tem que se pagar para transmitir o futebol, inclusive as emissoras de rádio.

Outra coisa: repórter no gramado, nem pensar; há muitos anos!

Só um ou dois da emissora detentora dos direitos em questão, e ela autoriza ou não a reprodução e determina se vai cobrar, quanto ou se pode ficar na base do 0800.

Outra coisa: virou moda agora falar em “preocupação com a Copa do Mundo”. Pois aí é que as coisas se complicam mais ainda, porque entra a dona FIFA na parada e ela protege caninamente os interesses dos seus patrocinadores e parceiros.

Na Copa da Alemanha, a Globo deu uma radicalizada e os companheiros do SBT, Record e outras, não podiam nem se aproximar dos locais de treinos e hotéis da seleção brasileira.

Lembro-me do esforço de amigos como o Sergio Utsch (SBT) e Leopoldo Siqueira (SBT/Alterosa) para conseguir ao menos cenas do ambiente envolvendo a seleção, e fiscais da FIFA chamando a polícia para eles.

A íntegra do documento do Sindicato:

* “Direito à informação”

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) considera as normas anunciadas pela Federação Mineira de Futebol (FMF) para a cobertura nas arenas esportivas do Estado um abuso de poder e o cerceamento do direito ao trabalho dos profissionais de imprensa que não pertencem à emissora detentora dos direitos de transmissão dos campeonatos Mineiro e Brasileiro, a Rede Globo.

A organização limita o trabalho dos demais jornalistas à Tribuna de Imprensa, impede o acesso livre ao gramado, proíbe o contato com os jogadores nos vestiários e dá plenos poderes à Assessoria de Imprensa da Federação e à emissora detentora dos direitos de transmissão para escolher quem entrevistar, quando e como, o que vai provocar total prejuízo às edições esportivas de jornais e às coberturas das rádios e outras TVs. Tal despropósito vilipendia leitores, ouvintes e telespectadores dos demais veículos de comunicação.

As regras, que contêm todo o tipo de infâmia, obrigam emissoras de rádio a informar a frequência de seus microfones, para não macular a cobertura ao vivo da rede televisiva. Essas normas são um desrespeito à natureza plural das transmissões e das reportagens esportivas, pois se destinam a beneficiar apenas um veículo de comunicação em detrimento da qualidade do jornalismo.

O SJPMG, que sempre se posicionou quando houve tentativa de cercear o trabalho dos jornalistas, sai, mais uma vez, em defesa do direito ao trabalho e da diversidade da informação. O Sindicato vai tomar as medidas cabíveis para garantir a todos os profissionais da imprensa o direito de trabalhar livremente nas arenas esportivas de Minas Gerais. A entidade vai organizar e mobilizar os profissionais que estão sendo prejudicados com a execração e o confinamento, além de acionar todas instâncias envolvidas na questão. Agindo assim, sai em defesa da pluralidade no jornalismo esportivo, garantindo tratamento igual ao trabalhador jornalista, independentemente de seu veículo de atuação. O SJPMG não compactua com esse desrespeito à informação de qualidade e levanta preocupação quanto ao que poderá vir durante a realização da Copa do Mundo em Belo Horizonte.

Não é admissível que apenas uma emissora, embora tenha investido na competição, fique com o monopólio de um espaço público como as arenas esportivas de Minas Gerais, reconstruídas ou reformadas com verbas municipais, estaduais ou federais e nas quais historicamente foram respeitados os espaços dos mais afortunados e dos menos aquinhoados veículos de comunicação.

Por tudo isso, a FMF mostrou-se autoritária, ditatorial, e seu ato fere de morte o direito ao trabalho e à informação. A decisão da entidade beira à censura e, ao mesmo tempo, submete ao abuso do poder econômico jornalistas esportivos dos demais veículos de comunicação do Estado.

E, por assim entender, o SJPMG vem a público manifestar seu repúdio a esse rol de absurdos e declarar seu integral apoio aos profissionais das coberturas esportivas no estado.
Leia mais.

Belo Horizonte, 1º de fevereiro de 2012

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

Por que Flamengo, Vasco e Cruzeiro não pagam em dia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Juca Kfouri explica em seu blog:

* “A cláusula 12 do contrato feito pelos clubes com a TV diz:”

Fica expressamente convencionado que somente mediante concordância prévia e formal da CESSIONÁRIA, o CEDENTE poderá, a partir desta data, ceder, dar em garantia, utilizar como moeda de pagamento de integralização de capital a ser subscrito em sociedades ou, de qualquer forma utilizar em outro negócio jurídico, os créditos da que é titular junto à CESSIONÁRIA oriundos deste contrato. Por essa razão razão, a CESSIONÁRIA desconsiderará qualquer notificação de penhor, cessão ou quaçlquer outro negócio jurídico acima referido que não tenha sido objeto de sua anuência prévia e expressa”.

A Globo, a CESSIONÁRIA, se acautelou para que ninguém pudesse usar créditos futuros sobre produtos ainda não entregues, como os Campeonatos Brasileiros de 2013, 14 e 15.

O Clube dos 13, que fazia tal papel com seus avais, foi implodido, perdeu força e deixou da fazê-lo.

E os clubes, os CEDENTES, ficaram de pires na mão.

Razão pela qual o Flamengo, o Vasco e o Cruzeiro estão com salários atrasados.

Provavelmente, outros ficarão.

* http://blogdojuca.uol.com.br/2012/02/por-que-flamengo-vasco-e-cruzeiro-nao-pagam-em-dia/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Está passando da hora do Dr. Gilvan dar um basta no Cruzeiro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Está passando da hora de um basta em todo esse falatório envolvendo o Cruzeiro, tanto interno quanto externo.

E é o presidente Gilvan de Pinho Tavares é que tem que tomar as rédeas e fazer valer a sua condição de mandatário maior do clube, com a experiência de um ex-Procurador e advogado respeitado que é.

De cara a imprensa nacional já deveria ter recebido uma nota de esclarecimento e exigência de respeito nas informações relacionadas ao clube.

Semana passada a Folha de S. Paulo chegou a dizer que Montillo “viajou secretamente” à capital paulista para conversar na surdina com o Corinthians.

Ora, ora! É uma informação da maior seriedade, desmentida pelo próprio jogador, mas que continuou sendo falada, sem uma nota enérgica do clube.

Ou não estão acreditando da palavra do Montillo?

E a responsabilidade do jornal? Se mentiu, tem que se retratar.

E o Zezé Perrella com Roger e Montillo no desfile da Escola de Samba União da Ilha, de domingo para segunda-feira?

Será que não falaram nada sobre a situação do Cruzeiro?

Será que o Zezé, que é favorável à venda do Montillo, não foi informado pelo próprio e pelo Roger que o grupo soltaria uma nota contra o Dr. Gilvan na terça-feira de manhã?

Será que o Zezé não poderia ter evitado este constrangimento?

Alguém acredita que o Senador não tenha influência sobre essas lideranças?

A impressão que está sendo passada é que há um vácuo de poder no Cruzeiro e que, assim, como Júlio César no Império Romano, o atual presidente está cercado de “Brutus” e “Cassius Longinus”; ou na Inconfidência Mineira, com similares de Joaquim Silvério dos Reis à sua volta.

Vejam essa notícia que está circulando desde ontem.

Essa, na Gazeta.net/Lance!

* “Falta de diálogo com presidente motivou carta de cruzeirenses”

O atacante Wellington Paulista, um dos responsáveis pela carta de repúdio após as declarações do presidente Gilvan de Pinho Tavares, que ironizou os atletas ao comentar os atrasos de salários do Cruzeiro, afirmou que tentou conversar com o dirigente antes. Segundo ele, como o diálogo não foi possível, a forma encontrada pelos atletas para demonstrar a insatisfação foi através de carta entregue para a imprensa.

“A gente tentou contato com ele e não conseguiu. Por isso, preferimos entregar a carta. O negócio da carta não foi o salário atrasado. Lógico que a gente quer que fique em dia. Ainda bem que já colocaram em dia, todos estão com dinheiro no bolso. Agora é trabalhar forte para estrear bem no Mineiro”, disse.

O zagueiro uruguaio Victorino também confirma que um contato com Gilvan Tavares foi tentado pelo elenco celeste, mas o cartola não atendeu aos pedidos dos jogadores. O defensor deixou claro que o assunto deveria ser tratado internamente, mas que os atletas ficaram sem opções e decidiram divulgar a carta.

“Queríamos falar com o presidente, mas ele não pôde vir falar com a gente. Também esperamos para enviar a carta para imprensa, esperamos muito tempo, até o ponto que não deu mais para aguentar. O tema foi tratado internamente, mas não tivemos resposta do presidente e, assim, o grupo decidiu enviar a carta”, explicou.

* http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/02/cruzeiro/falta-de-dialogo-com-presidente-motivou-carta-de-cruzeirenses.html

Demitido o repórter que chamou o presidente do Cruzeiro de “banana”

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Demitido o repórter que chamou o presidente do Cruzeiro de “banana” por não vender Montillo ao Corinthians.

Claro que a demissão não foi por isso, mas toda pisada de bola é negativa na folha de serviços de um profissional, em qualquer profissão. 

Obrigado ao leitor Lauro, que nos enviou essa notícia, publicada pelo portal Comunique-se:

“Band demite repórter Luiz Ceará”

Luiz Ceará não trabalha mais para a TV Bandeirantes. O repórter foi demitido pela emissora pela manhã e por isso nem participou hoje do “SP Acontece”, programa apresentado pelo ex-jogador Neto, informa o Comunique-se. A demissão de Ceará teria por objetivo atender a um processo de reformulação do programa iniciado pela Band.

“Não me preocupo com o emprego, porque sei que posso perdê-lo a qualquer momento. a preocupação é com a decência”, escreveu o jornalista em seu perfil no Twitter. Ainda no microblog, Gabriel Saraceni, repórter do jornal Lance!, lamentou a notícia: “sem Ceará, demitido da Band, os treinos da manhã perdem muito em carisma. Boa gente, sempre de bom humor. Que volte logo”, tuitou o colega.

De acordo com o portal, novas demissões devem ocorrer no departamento de Esportes do canal. O jornalista Anderson Cheni revela em seu blog “Cheni no Campo” que a direção de Esportes da emissora está próxima de anunciar a contratação de mais um ex-jogador de futebol.

Ronaldo Giovanelli, ex-Rede TV e antigo companheiro de Neto nos tempos de jogador do Corinthians, é um dos nomes cogitados. Fala-se também no palmeirense Marcos, que acabou de se aposentar. Nenhum desses nomes foi confirmado pela Band”.

Democrata-GV é o retrato do que ocorre com os clubes do interior mineiro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A minha desilusão em relação ao Campeonato Mineiro está retratada nessa nota do Fernando Rocha, em sua coluna de hoje no Diário do Aço, de Ipatinga.

A FMF e os clubes da capital não se tocam que precisam rediscutir urgentemente o futebol mineiro, que está regredindo, devido a situações como essa do Democrata de Governador Valadares, que na prática, é a mesma de quase 100% dos clubes do interior.

Um clube como a “Pantera”, que já revelou tantos jogadores, vive há algum tempo na dependência de empresários, monta time para durar três meses, o período do Campeonato, e não consegue motivar a sua torcida porque não tem jogadores identificados com a cidade e região.

O Democrata-GV é o retrato do interior mineiro e ele só tem como sobreviver dessa forma.

É isso, ou fechar as portas!

O que é péssimo para Atlético, Cruzeiro e América, que tinham os clubes do interior como grande fonte reveladora de talentos.

Veja a nota do Fernando Rocha:

“No ano passado o Democrata/GV firmou uma parceria com o Botafogo/RJ e quase foi rebaixado. Jogadores e comissão técnica  com salários pagos pelo clube carioca chegaram a Valadares e se achavam os reis da cocada preta e o resultado foi um retumbante fracasso, que só não se transformou em um desastre maior com o rebaixamento devido ao trabalho do veterano-técnico, José Maria Pena, acostumado a salvar times da degola.  Este ano, a diretoria da Pantera optou por nova parceria desta vez com o Vasco da Gama e de cara o time foi derrotado em casa pelo América/BH. Sei não, mas se não ganhar do Boa Esporte domingo em Varginha… melhor é trazer de volta logo o velho, eficiente e sortudo Zé Maria, antes que outro desesperado chegue na frente.”