Prefeito recua e paraíso ecológico da Serra do Cipó, está salvo, pelo menos por enquanto!

Reportagem do Celso Martinelli para o jornal Sete Dias que circulará nesta sexta-feira:

* “Construção de prédios é vetada na Serra do Cipó”

A mobilização popular surtiu efeito: na quarta-feira, 7, o prefeito de Santana do Riacho, sede do distrito da Serra do Cipó, Agnaldo José da Silva, vetou proposição de lei de própria autoria que permitia a construção de prédios de até cinco andares no município.  O texto havia sido aprovado pela Câmara Municipal no fim de dezembro – por sete votos contra dois – no apagar das luzes do ano legislativo e sem o conhecimento dos moradores. A possível verticalização ameaçava toda a Serra do Cipó, reduto das principais belezas naturais de Minas Gerais. O assunto foi destaque no SETE DIAS.

Na justificativa do veto à proposição de lei, o chefe do Executivo argumenta que houve “inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público”. Em declaração ao Jornal Estado de Minas o prefeito Agnaldo José afirmou que decidiu descartar a proposição “por ter tido uma imagem negativa e, de certa forma, não ter discutido o texto com a população”. Segundo ele, não há intenção de apresentar nenhum outro projeto para alterar a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Santana do Riacho.

A reação contra a proposta foi imediata: a população conseguiu reunir mais de duas mil assinaturas de pessoas contrárias à medida, em um abaixo-assinado e uma petição virtual. A legislação municipal vigente, de 2001, limita a construção de edificações com mais de dois pavimentos. A rejeição à autorização para construir prédios no município partiu de moradores do distrito da Serra do Cipó, conhecido também como Cardeal Mota. A localidade concentra quase a metade da população de Santana do Riacho, estimada em 4,1 mil habitantes, e é o principal polo turístico da região por ser a sede do parque nacional.

LAPINHA

Vista da Lapinha da Serra, em Santana do Riacho, por enquanto preservada da construção de grandes prédios.

7 comentários para “Prefeito recua e paraíso ecológico da Serra do Cipó, está salvo, pelo menos por enquanto!”

  1. Daniel Lanza disse:

    Ótima notícia, Chico!
    Como informei em e-mail, eu estava preocupado com esta situação!

  2. Reinaldo disse:

    É um absurdo, não podemos deixar isso acontecer!!!!!!!

  3. Klang disse:

    A Lapinha, assim como o Caraça, ainda são lugares que dão prazer de ir.

  4. Emilio Figueiredo disse:

    Ótima notícia. A participação popular sempre ajuda, e mesmo que os interesses políticos falem mais alto… “ainda” não foi dessa vez…

  5. audisio disse:

    Podem ficar tranquilos que o presidio será todo ecológico, construido conforme o viés de sustentabilidade.
    Muita propaganda verde, iniciativas culturais visando enverdecer o presídio, pintado-o de verde com ensignias do green peace internacional.
    Outras iniciativas também chamam atenção como a recolocação das preguiças e da vida silvestre no possível futuro zoológico que será construído na região que gerará muitos empregos com muros feitos de materiais reciclaveis e consumo racional de água com reaproveitamento de água de chuva e todas as baterias dos celulares que entrarem ilegalmente terão coletores especiais de lixo tóxico.
    Os presos também prometem dar show com tornozeleras HFID de alcance de satélite e serão monitorados à distância via GPS como também participarão do próximo BBB. Possivelmente serão aproveitadados como empregados part time no futuro Hotel ecológico que será também contruído ao lado da próxima mineradora ecológica, que bancará várias iniciativas de maketing ecológico como enterro decente dos animais mortos pelos futuros resíduos tóxicos ecológicos! Sem contar com as boladaas que os políticos ecolólogicos receberão para liberar praticas ecologicamente corretas.

  6. Frederico Santos disse:

    Oh Chico, puta que pariu, só faltava essa, o Estado tem a obrigação de criar leis que proíbam a sua verticalização. Alô deputados?! Vamo trabalhar!

  7. GENARIO PENA disse:

    ´E muito bom saber que ainda teem esta preocupação com o meio hambiente ,e levam conta a opnião pública.

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