Arquivo de 4 de março de 2012

Teste de verdade e de qualidade!

domingo, 4 de março de 2012

Finalmente um grande jogo e uma medição de forças à altura das pretensões do futebol mineiro para as competições mais importantes do ano que são o Brasileiro e Copa do Brasil.

Até aos 39 do segundo tempo o placar era excelente para o Cruzeiro, que ficava a apenas um ponto dos líderes.

O Atlético tentou sufocar desde o início; na velocidade; porém encontrou um América muito bem montado no meio e defesa, explorando os contra-ataques. Até a expulsão do Leandro Ferreira, quando Givanildo foi obrigado a mexer em duas posições.

China e Caio entraram muito bem, o time fez 1 x 0, mas segurar o resultado com um jogador a menos não é tarefa fácil, mesmo com o nervosismo do Atlético no segundo tempo. 

Marcos Rocha e Escudero foram os principais destaques atleticanos; Moisés, o melhor do Coelho, e do jogo.

Entendo como injustas as críticas ao goleiro Renan Ribeiro.

Não vi culpa dele no gol americano.

O árbitro Igor Benevenuto mereceria uma nota 10, mas a expulsão do Leandro Ferreira comprometeu a sua atuação.

Um cartão amarelo ficaria de bom tamanho.

Mas, nem os especialistas no assunto se entenderam: Márcio Rezende de Freitas, disse na Globo, que a expulsão foi correta; Leo Figueiredo, no canal PFC também acha que o amarelo seria o justo.

Lamentável foi o preço do ingresso que proporcionou público ridículo para um jogo desses: 4.067 pagantes.

Difícil entender a lógica dos dirigentes que põem ingressos a R$ 30,00 como ontem; ou R$ 50,00 e até R$ 100,00 como aconteceu em Divinópolis e Governador Valadares. Não regulam bem!

 

Só cometeu um erro

Alguém na posição de Secretário-Geral da FIFA tem que ter cuidado com o palavreado.

Dizer que o país sede da Copa precisa tomar um “chute na bunda” para ficar esperto é baixar muito o nível; faltar com respeito ao cargo que ocupa e obviamente ao alvo da baixaria.

Porém, no conteúdo da crítica, Jerome Walcke está com toda a razão.

Se tivesse dito que o Brasil está sendo irresponsável na organização do Mundial, não mereceria nenhuma reprimenda.

Apenas três estádios cumprem o cronograma de obras; a Lei Geral da Copa ainda não saiu do papel; a presidente da república não aceita o presidente do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, que também é presidente da CBF, que também não é aceito pela própria FIFA, além de ser um dos dirigentes mais suspeitos do país.

Um ambiente desses não pode gerar credibilidade.

A FIFA abre mão de um monte de exigências em toda Copa. Por exemplo, na Alemanha abriu mão da exclusividade da cerveja vendida nos estádios; na África do Sul permitiu que os preços dos ingressos ficassem bem abaixo do normal.

O que está pegando no Brasil é a Lei Geral da Copa, que envolve altos interesses financeiros dela como: isenção de impostos, liberação alfandegária para a entrada de equipamentos no país, venda de cerveja nos estádios, enfim, tudo que estava no caderno de encargos quando o Brasil se candidatou a país sede.

O governo Lula assinou, e agora, a sucessora, Dona Dilma, tem que cumprir e ponto final. A arguição de “soberania nacional” deveria ter sido feita antes de reivindicar a Copa; agora é tarde.