Arquivo de 7 de março de 2012

Diretoria do Atlético não tem nada a ver com veto a faixas no estádio

quarta-feira, 7 de março de 2012

* Um problema sério que está ocorrendo sob perigoso silêncio em nosso futebol é a absurda proibição por parte da Polícia Militar, às faixas de protestos da torcida do Atlético na Arena do Jacaré, em várias oportunidades, inclusive no clássico contra o América, domingo.

Não contêm nada que contrarie a Constituição Federal; não incitam violência; discriminação ou preconceito. Têm frases que apenas cobram “vergonha na cara”; respeito ao torcedor e à camisa do clube, ainda referentes aos 6 x 1 que o time tomou do Cruzeiro ano passado.

E o mais incrível é que não se sabe de quem é essa “ordem”, que a PM segue com tanta eficiência, já que nunca houve nenhum pedido da diretoria do Atlético neste sentido, conforme informou-me o presidente Alexandre Kalil.

VERGONHAFoto: www.donasdabola.com.br

* Aliás, algumas coisas estranhas ocorrem Minas sem que as autoridades sejam devidamente questionadas. Por exemplo: até hoje não consegui entender o motivo de o governo do estado ter impedido os clubes de entrar na licitação para a gestão do Mineirão e Independência.

Em Milão, a prefeitura entregou o Estádio San Siro para os arquirivais Inter e Milan.

 

* Fez bem a diretoria do América em retirar o veto aos árbitros mineiros, especialmente nessa fase do Campeonato. O lance da expulsão do Leandro Ferreira continua em discussão, e não seria motivo para colocar sob suspeição o Igor Benevenuto.

Por outro lado, a FMF não pode escalar os mesmos árbitros seguidamente em jogos de um mesmo clube; até para preservá-los.

* Ainda sobre a proibição das faixas da torcida, alguém chegou a dizer que seria determinação da CBF ou FMF, mas qual o poder que elas têm para isso? O Juiz Federal Lincoln Pinheiro Costa lembrou que, ano passado, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, declarou como lícitas até as manifestações pela liberação da maconha. Mas protestar o que envolve o futebol não pode?

* Essas e outras notas estarão em minha coluna de amanhã no jornal O Tempo, nas bancas!

O fracasso da atual fórmula do Campeonato Mineiro, em números!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ótima reportagem do Thiago Nogueira, ontem, no jornal O Tempo, sobre o fracasso de público do Campeonato Mineiro.

Quem sabe com este recado claro dos torcedores de todos os clubes, os dirigentes agora se reúnam para discutir o futuro da competição?

Eu mesmo já escrevi e falei várias vezes: tenho preguiça dessa fórmula; de jogos que não valem nada; pobreza técnica; veteranos em campo, apenas se revezando de clubes pelo interior a cada ano; estádios sem condição; horários absurdos das partidas, enfim!

Mas como minha profissão exige que eu veja os jogos e fale sobre eles, vejo-os com “visão dinâmica”, como diria o Kafunga.

Se tivesse que pagar ingresso, possivelmente só iria aos jogos finais, pois já pago à Sky e ao PFC pelo Campeonato todo.

Vejam a reportagem:

* “Sem plateia”

Por onde anda o torcedor?

O fracasso não é restrito à Arena do Jacaré; os estádios do interior também têm ficado vazios

Thiago Nogueira

O torcedor mineiro parece desanimado com o campeonato Estadual.

Em 28 jogos até o último fim de semana, a média de público é de 2.506 torcedores. E o fracasso de público não é restrito à Arena do Jacaré, estádio usado pelos grandes times de Minas, localizado a 70 km da capital.

Pelo interior, as praças esportivas também têm ficado vazias.

O jogo entre Nacional e América – disputado no Farião, em Divinópolis, porque o estádio do Calçado, em Nova Serrana, ainda não tinha a liberação do Corpo de Bombeiros – teve apenas 309 pagantes (confira os piores públicos e a média dos clubes no quadro).

Partidas realizadas às 22h, ingressos salgados, jogos às segundas-feiras (como ontem, entre Democrata e Caldense) e a pouca empolgação de início de torneio são algumas das explicações.

Mas parece que algo ainda afasta o torcedor do campo de jogo.

GRAFICO
No ano passado, quando Atlético, Cruzeiro e América já utilizavam a Arena do Jacaré, a média de público da primeira fase foi de 3.204 torcedores. Neste ano, nem mesmo a presença dos times da capital no interior tem empolgado. Guarani e Atlético jogaram no Farião para 2.653
pagantes, o equivalente a 65% da capacidade de 4.080 do estádio.

Os preços cobrados também têm deixado o torcedor longe do campo.

A diretoria do Democrata-GV colocou à venda ingressos que chegaram a R$ 100 para o jogo contra o Cruzeiro.

Em Divinópolis, Atlético e Guarani teve preço único de R$ 50, o que aumentou ainda mais a presença dos torcedores no morro da Pitimba, espaço nas intermediações do estádio de onde há vista para o campo.

O clássico entre América e Atlético, no último domingo, também mostrou o desinteresse dos torcedores.

Com ingressos a R$ 30 – estipulados pelo Coelho, mandante do jogo -, apenas 4.067 torcedores foram ao estádio.

O público não foi o pior em clássicos em Sete Lagoas, já que, no ano passado, o primeiro jogo da semifinal do Mineiro, entre América e Atlético, registrou apenas 2.818 torcedores.

Na ocasião, a diretoria americana colocou ingressos de R$ 30 e R$ 50.

OLHOS

Independência

Clubes apostam na reabertura para atrair mais gente

Dirigentes e jogadores acreditam que a reabertura do estádio Independência pode melhorar a média de público do Campeonato Mineiro.

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, projeta até um crescimento na arrecadação.

“Vimos ontem (anteontem) um Atlético e América a que só foram 4.000 pessoas. No sábado, Cruzeiro e America-TO deu 3.000 e poucas pessoas. É uma pena. Esperamos o quanto antes ter o Independência. E o programa de sócio-torcedor vai ser fundamental”, ressaltou o mandatário celeste.

Os jogadores sentem a falta do torcedor em campo. “A dificuldade de ir ao campo é grande, e o valor alto acaba atrapalhando. Então, a gente encontra dificuldade pelo fato de o torcedor não estar perto da equipe. É critério da diretoria (preço dos ingressos) e a gente tem que respeitar”, ressaltou o atacante americano Alessandro.

Dos três piores públicos da competição, dois são do América. (TN/Com Thiago Prata e Bruno Trindade)

OLHOS2

* http://www.otempo.com.br/esportes/ultimas/?IdNoticia=197543,OTE&busca=M%E9dia%20de%20p%FAblico%20do%20campeonato%20mineiro&pagina=1

Censura e repressão inaceitáveis!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Faço minhas, quase todas as palavras do Juiz Federal Lincoln Pinheiro Costa, no texto que escreveu repudiando a censura e a repressão à manifestações públicas em Minas e no Brasil.

No caso específico, foi sobre a proibição pela PM, de faixas de protestos da torcida atleticana na Arena do Jacaré, em várias oportunidades, inclusive domingo, no jogo contra o América.

Só discordo do trecho onde ele generaliza ao dizer que a imprensa “usa chapa branca e camisa azul”.

Nem toda a imprensa!

E torcer para algum time é direito de qualquer cidadão, de qualquer profissão.

Vale a pena ler o que escreveu o Dr. Lincoln; publicado no site “Galo é meu amor”:

torcida-atletico-mg-gcom349Foto: Marco Antônio Astoni

* “No dia em que a maior vergonha da história do Atlético completou três meses, a Polícia Militar de Minas Gerais, mais uma vez, rasgou a Constituição e impediu a torcida atleticana de afixar faixa de protesto contra aquela infâmia na Arena do Jacaré.

Não é a primeira vez que direitos constitucionais são desrespeitados no Estado cuja bandeira veicula a inscrição LIBERTAS QUAE SERA TAMEN (Liberdade ainda que tardia).

No ano passado a mesma polícia impediu uma manifestação pacífica de parte da torcida atleticana pela descriminalização do uso da maconha (não é apologia à maconha, fala-se aqui do direito à manifestação). Isto depois de o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, declarar que são lícitas as manifestações por essa causa.

No reveillón deste ano houve proibição de se comparecer à festa popular na Praça da Estação usando camisa de time de futebol.

Tiradentes é o patrono da Polícia Militar de Minas Gerais e empresta seu nome à medalha que é a maior comenda do Estado.

Aproxima-se o seu feriado, data em que costumeiramente o governador distribui tal comenda em cerimônia realizada na cidade de Ouro Preto.

Seria cômico se não fosse trágico. O herói que foi enforcado e esquartejado por se opor a uma monarquia tirânica tem seu nome associado a quem não está respeitando os direitos humanos!

Até os ratos de esgoto sabem que em Minas a imprensa é tendenciosa: usa chapa branca e camisa azul.

Mas a omissão da comunidade jurídica é revoltante. Onde estão a OAB, os professores e estudantes de direito que não levantam a voz contra os atentados contra o Estado Democrático de Direito?

Alguns juristas ficaram com a biografia manchada por servirem a ditadura civil-militar: Gama e Silva, Buzaid, Manoel Gonçalves Ferreira Filho. Este, professor de direito constitucional nas Arcadas, quando entrava na sala, os alunos saíam em protesto.

Parece que o Governador Anastasia quer figurar nessa galeria. Um professor de direito em cuja administração à frente do Estado se cometem tantas arbitrariedades!

Quem tem um diploma de direito – ainda que não exerça a profissão – tem o dever de se indignar contra as violações aos direitos constitucionais, pois, afinal, prestou o juramento, na colação de grau, de defender a Constituição e as leis.

E o professor Anastasia prestou esse juramento em pelo menos três oportunidades: ao se formar, ao receber a carteira de advogado e ao tomar posse como governador.

A democracia no Brasil foi conquistada à custa do sangue  e da vida de muitos brasileiros (alguns desaparecidos até hoje).

Não podemos permitir que nossas liberdades públicas sejam ceifadas por aqueles que se locupletaram ou se omitiram durante a ditadura.”

Twitter.com/lincolnpinheiro

* http://galoemeuamor.com.br/torcida-do-atletico-proibida-de-afixar-faixas-de-protesto-coluna-do-dr-lincoln-pinheiro/

Donas da bola: um site muito interessante onde só mulheres falam de futebol, e bem!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Recebi e-mail da gaúcha Jerusa Schmidt divulgando o site www.donasdabola.com.br onde só as mulheres manifestam suas opiniões sobre o esporte.

Muito interessante, e a própria Jerusa fala sobre o trabalho delas:

“Um grupo unido, de mulheres que falam sobre o mundo esportivo. Não queremos imitar os homens nos comentários e conhecimento futebolístico. Queremos falar de futebol como uma mulher fala: com embasamento tático,  com humor não ofensivo, sarcasmo, raciocínio rápido, observando os mínimos detalhes e não perdendo a doçura…

A cada ano que passa vemos, que a diferença entre homens e mulheres em vários segmentos está menos gritante. O esporte é um deles. Cada vez mais, a mulheres aumentam sua participação tanto nas práticas desportivas quanto no acompanhar as modalidades.

O esporte é fascinante. Mexe com toda a estrutura do ser humano. Transforma e aprimora o físico, educa, regra nossas ações, molda personalidades e aflora os sentimentos”.

E convida a todos que visitem: www.donasdabola.com.br

e siga-as no twitter

@donas_da_bola

Há colunistas da maioria dos grandes clubes do Brasil.

Li os textos “Ninguém cala uma nação !!” da Ludmila Chaves, onde ela denuncia a censura às faixas de protesto da torcida do Galo na Arena do Jacaré, e “Quem ri por último…”, da Marina Assis, onde ela fala da força de recuperação do Cruzeiro.

Não vi nenhuma coluna americana, mas certamente o site deve estar à procura de uma representante do Coelho.

Confira:

www.donasdabola.com.br

Lição de vida!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Emocionante o relato pessoal do Vittorio Medioli, um dos empresários mais bem sucedidos do país, sobre o seu drama pessoal no enfrentamento de um grave problema de saúde.

Foi na sua coluna de volta ao jornal O Tempo, domingo, dia 4.

Uma lição de vida, que vale a pena ler.

* “Vittorio Medioli”

Estou de volta

Ausente desta coluna desde agosto do ano passado, quando informei uma licença de três meses, bem atrasado, estou de volta. Devo, assim, explicação aos leitores que reclamaram minha primeira deserção desde a estreia como colunista, em 1997. Olhando pela popa vejo mais de mil crônicas e opiniões escritas no meu computador de casa, no notebook em salas de esperas, em voo para algum lugar, no sufoco, algumas vezes reescritas na vigésima quinta hora para atualizá-la ao precipitar dos acontecimentos.

Afastei-me, em setembro, por razões incontornáveis de saúde. Na época sentava ao computador e meu raciocínio afetado pela encefalopatia, provocada por excesso de amônia no sangue, era responsável por uma névoa espessa e muita confusão. Enfrentava uma fase adiantada de cirrose hepática em decorrência de uma hepatite contraída no começo da década de 90.

De lá até 2011, foram inúmeros tratamentos e peregrinações a consultórios e hospitais para tentar adiar a degeneração progressiva do fígado e manter-me ativo. Entretanto, a partir de 2005, hemorragias e febres constantes deram o sinal de que a única forma de contornar a falência de meu órgão era um transplante.

A palavra me horrorizava. “Prefiro morrer”, disse várias vezes aos médicos e a familiares que me incentivavam a dar esse passo. Pensar que dependeria de um órgão de outra pessoa falecida, inserido no meu corpo, me abalava profundamente. Foram centenas de pesadelos e noites insones remoendo o “transplante”.

Pesava também a crença filosófica/religiosa: “A cada um é dado um tempo para realizar a sua obra…” e se o meu estava hepatologicamente esgotado, já com um grande volume de realizações que eu deixava de legado, não teria por que fugir do último ato.

Pensava em me entregar e repetia: “Deus seja feita a tua vontade, não a minha”. Acreditei que aceitar o desígnio do meu Deus era a melhor coisa, então a minha vida continuaria em outras esferas, sem esse corpo perecível e esgotado.

Entre os distúrbios físicos e as dores, a depressão e as lágrimas, a perda de autonomia e a dependência de fármacos, minhas convicções mudaram de repente.

A família e as filhas herdariam um monte de transtornos materiais dos quais me culpariam. Mudou a forma de sentir o drama apenas como pessoal e intransferível.

Deixar-se morrer era uma atitude egoísta? Se a medicina e os recursos atuais me ofereciam uma possibilidade de iniciar uma “segunda” vida, ainda fazendo proveito de toda a experiência da primeira, deveria aproveitar?

Os distúrbios se faziam insuportáveis, uma ascite persistente (acúmulo de líquidos pelo corpo todo, chegava até 23 litros), com as noites em branco, com a perda de qualquer apetite e mobilidade, só me restava meditar pesarosamente deitado na sombra do meu quarto, sem energia até para ler, e assistir a programas de TV.

Recorria-me o mantra: “Como será esse pequeno mundo em minha volta sem mim?” Bobo! Respondia: “as covas estão cheia de insubstituíveis”. Sempre existirá quem leve à frente o destino, para o bem ou para o buraco. Paradoxalmente, os dois aspectos, para o equilíbrio do Universo, se equivalem, pois a obra se preserva eterna em sua essência e a matéria precisa se decompor para dar vida às novas formas, melhores e mais resistentes.

Quem desempatou o dilema foram as filhas e a esposa. Passei a ver o transplante como um gesto de respeito a elas. Enfim, se desse certo ou errado, teria cumprido com um compromisso de amor a elas e, também, de respeito a uma infinidade de colaboradores e funcionários que dependem da integridade das empresas que dirijo. Apesar de eu ser apenas um nome para milhares desses dependentes, que não conheço pessoalmente, o nome “Vittorio” acrescenta segurança à empresa. Para suas vidas, mais serenidade para encarar o futuro.

O meu caso de doença era especialmente complicado e doloroso, e, atendendo conselhos de amigos, me mudei para São Paulo à procura de uma cirurgia reparadora no maior centro de transplante do país.

Em maio do ano passado, entrei na lista do Ministério da Saúde, única que conta para todo o Brasil e que distribui os órgãos coletados. Dessa forma, a escolha se dá pela gravidade dos casos, resultante dos exames laboratoriais de cada paciente. A fila anda em função do Meld – critério mundial de maior gravidade.

Na escolha do paciente/receptor o que verdadeiramente pesa são os exames laboratoriais, não recomendações ou outras atitudes.

Provavelmente, é o único caso no Brasil em que não se encontra discriminação entre pobres e ricos. Contudo, se depara com o fato de que a escassez de doadores aumenta cada vez mais os índices do Meld no topo da lista. Não é raro que alguns cheguem a se habilitar em estado deplorável e com escassas condições de sobrevivência para enfrentar uma cirurgia tão complexa.

Passei quatro meses internado, já que, fora do hospital, não conseguiria tomar os cuidados necessários para enfrentar o transplante com razoáveis condições de sobreviver ao impacto.

Fui convocado para a sala cirúrgica, pela primeira vez, numa noite no início de outubro, mas o órgão doado aparentemente aproveitável apresentava graves problemas que impediam seu uso. Para mim foi uma experiência de grande emoção.

Minha vez “verdadeira” chegou em 17 de novembro, quando irrompeu, pela manhã, em meu quarto, o cirurgião (que, depois, ficaria meu amigo) e disse “Meu caro, hoje é o seu dia, às 18h quero você na sala cirúrgica”.

Foi assim que, na noite de 17 e na madrugada de 18 de novembro, ganhei um novo fígado. Foram necessárias, em seguida, duas cirurgias adicionais, até o final de novembro, para completar a obra que estava dando problemas. Na véspera de Natal recebi alta, saí de cadeira de rodas do hospital e festejei, em São Paulo, o melhor Natal de sempre, o primeiro do resto de minha vida.

Estou extremamente feliz e grato a Deus e aos médicos que me assistiram nessa travessia (Ben-Hur, Rogério, Sérgio, Renato, Maria Paula e Márcio, em São Paulo, e João Galizzi e José Olinto, em Belo Horizonte), e aos incontáveis enfermeiros e enfermeiras que passaram por meu quarto nos longos meses de internação tratando-me com incrível atenção e carinho. E não posso deixar de agradecer às minhas filhas e esposa que se revezaram ao lado de minha cama.

* http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=17975&busca=Estou%20de%20volta&pagina=2