Arquivo de 29 de março de 2012

Força ao atacante Ditinho!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Boa notícia, no Super FC:

* “Ditinho já recebeu alta do CTI e pode ser liberado do hospital nesta sexta-feira”

O Dr. Teotonio Tobias deu uma boa noticia para a torcida da URT na tarde desta quinta-feira: o atacante Ditinho, de 40 anos, já recebeu alta do CTI e pode ser liberado do Hospital Vera Cruz nesta sexta-feira.
O jogador teve uma suspeita de princípio de infarto depois da partida contra o Araxá (pelo Módulo II do Campeonato Mineiro) e foi levado de ambulância para o hospital de Patos de Minas, durante a madrugada.
“Ele já foi afastado do infarto e já recebeu alta do CTI. Ainda não temos o diagnostico, que sairá amanhã (sexta-feira), mas acredito que ele deve ter um problema renal mais sério. Estou acompanhando o caso de perto e acredito que ele teve ter alta do hospital amanhã mesmo”, explicou Tobias em entrevista ao Super FC.
O médico ainda revelou que Ditinho está se sentindo bem e até brincou dizendo que já está pronto até para treinar.

* http://www.otempo.com.br/esportes/ultimas/?IdNoticia=55481,ESP&utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed

As semelhanças e diferenças entre o atual e o ex comandante do nosso futebol

quinta-feira, 29 de março de 2012

Para que ninguém se iluda ou se surpreenda, é bom conhecer melhor o que pensa e como age o senhor José Maria Marin, sucessor do Ricardo Teixeira no comando da CBF.

Li na Folha de S. Paulo, semana passada, a lembrança de atos e práticas dele em seus negócios pessoais e no comando da Federação Paulista de Futebol.
Tem grandes semelhanças, nada positivas, com o Teixeira, e um defeito grave que o Teixeira não tinha: é chegado em uma virada de mesa e em não cumprir regulamentos.
Confira:

* “Marin”
À frente da federação paulista, cartola politizou entidade, admitiu virada de mesa, atacou Globo viu fracassos de clubes do Estado

Os seis anos da presidência de José Maria Marin na Federação Paulista de Futebol, entre 1982 e o início de 1988, não servem como retrospecto para a gestão do cartola na CBF, iniciada na segunda.
Enquanto ele mandava no futebol do Estado mais rico do país, os clubes paulistas só ganharam um Campeonato Brasileiro, o de 1986, com o São Paulo, e nunca passaram da primeira fase de uma edição da Taça Libertadores.
Mais do que pela precariedade técnica, o período é lembrado pelo caos que virou o futebol paulista sob o comando do cartola. A começar pela politização da federação.

Marin foi eleito e assumiu enquanto era vice-governador do Estado -logo depois virou governador na vaga de Paulo Maluf, que renunciou para se candidatar a deputado federal. Ambos foram indicados pelo regime militar.
Sua sucessão também não escapou do viés político. A escolha de Eduardo José Farah foi feita de comum acordo com Orestes Quércia para manter a parceria que o PFL, partido de Marin à época, e o PMDB, agremiação do então governador, tinham na Assembleia Legislativa de SP.

O agora presidente da CBF também não honrou regulamento do principal torneio organizado pela federação.
Em 1987, o regulamento previa que quatro clubes fossem rebaixados no Paulista.
No primeiro turno, o Corinthians ficou na lanterna.
Começou a pressão para que as regras fossem mudadas. Marin, inicialmente, disse que elas seriam respeitadas. Mas, semanas depois, o regulamento mudou no meio da competição, com a previsão de só dois rebaixados.

A decisão bagunçou o futebol paulista no ano seguinte, quando Marin já havia deixado a federação.
Alegando que foram prejudicados pela virada de mesa, Ponte Preta e Bandeirante, os dois últimos do torneio de 1987, foram à Justiça comum para permanecerem na primeira divisão em 1988. Eles disputaram alguns jogos, mas a decisão a favor da dupla foi revertida, e partidas tiveram que ser anuladas.

O novo presidente da CBF também foi contra a Copa União, torneio que foi o embrião do Clube dos 13.
Ao romper com a CBF, a entidade criada para reunir os maiores times do país resolveu criar uma espécie de liga.
Marin atacou a ideia e até bombardeou a TV Globo, que era parceira dos clubes.
“O futebol paulista não pode ficar subordinado aos interesses de uma emissora de tevê”, disse o cartola na edição da Folha do dia 12 de setembro de 1987.
Na ocasião, o dirigente chegou até a ameaçar proibir a exibição de partidas da Copa União pela Globo.
Marin, no mesmo dia, afirmou que tinha a disposição de “entrar com mais de cem ações na Justiça caso a Globo teime em desrespeitar a reivindicação de nossos filiados”, citando os clubes de todas as divisões do Paulista.

Para defender sua gestão, Marin diz que, com ele, um clube do interior foi campeão estadual pela primeira vez (a Inter de Limeira, em 1986).
———————————

* Gestor
Novo presidente da CBF arrenda rádio para igreja evangélica em negócio cuja regularidade é questionada por especialistas

O novo presidente da CBF, José Maria Marin, tem a concessão de uma rádio AM em São Paulo, que ele alugou para uma igreja evangélica.
A regularidade do negócio é questionada por especialistas ligados à área de telecomunicação. Mas, até hoje, não houve punições para esses arrendamentos, comuns nas rádios nacionais.
No caso de Marin, a Rede Associada de Difusão Ltda., da qual é sócio majoritário, tem a concessão de radiodifusão em Santa Isabel, município próximo a São Paulo.
Na capital, é transmitida na 560 MHz AM com o nome de rádio Paulista.
A empresa de Marin obteve o direito sobre essa estação em 1999, em transferência feita da empresa Rádio e Televisão Campestre Ltda.

Esta, por sua vez, ganhara a outorga em 1983, ainda durante o governo militar. As concessões são feitas por meio de concorrências realizadas pelo governo federal.
A versão de Marin é que ele comprou a concessão de sua rádio. Há uma curiosidade no negócio: as duas empresas funcionam hoje no mesmo endereço. Estão na avenida Paulista, 2202, conjunto 81.
A transferência do direito foi aprovada pelo governo federal e pelo Congresso, assim como a renovação da concessão feita posteriormente.
Com o direito sobre a rádio, Marin tem arrendado os seus horários. No momento, toda a programação é ocupada pela igreja Deus é Amor.

A entidade religiosa lista em sua rede de emissoras a rádio Paulista, 560 MHz AM, mas em Itaquaquecetuba. A transmissão chega à capital.
Na faixa, é possível ouvir o presidente da igreja, David Miranda, prometer curar câncer, dor na coluna e paralisia, entre outras doenças. Há depoimentos de fiéis que dizem que seus problemas foram sanados ao seguir a igreja.
Em 2011, a Folha revelou que laranjas compravam concessões de rádios em nome de terceiros. Uma dessas pessoas afirmou ter autorizado que a igreja Deus é Amor usasse seu nome para comprar uma faixa de frequência.
Procurado pela reportagem, o departamento jurídico da Igreja não atendeu ligações para falar sobre o aluguel da rádio Paulista.

A Rede Associada de Difusão, de Marin, não transmitiu sempre programação da entidade religiosa. Antes, cedera o espaço a terceiros e até teve programas próprios.
O arrendamento total de rádio e de televisão -excluído aluguel de horários específicos- é considerado ilegal em parecer do jurista Fabio Konder Comparato.
Alega que a radiodifusão é uma concessão pública e, por isso, não pode ser sublocada sem uma análise do governo.
“Em conclusão, tenho por nulos e de nenhum efeito os atos de arrendamento de concessão de serviços públicos de radiodifusão sonora”, afirma o jurista, que tem apoio de ONGs ligadas ao setor.
O problema é que ele se baseia na lei 8.975, que trata das concessões públicas. Mas essa legislação exclui os direitos sobre rádios e TVs.
A legislação específica para esse setor não proíbe nem permite o arrendamento.
As emissoras de rádio já se mostraram contrárias a um veto desse tipo negócio. Redes de TV se dividiram. Até agora nenhuma foi punida.

—————————-
‘Faço só o que todos já fazem’, afirma Marin

O novo presidente da CBF, José Maria Marin, argumenta que alugar espaço para programação independente é uma prática bem corriqueira em veículos de comunicação.
Ele explica que essa é uma maneira de as empresas equilibrarem as contas. E arrenda uma rádio para uma igreja evangélica.
“Faço como todo mundo. Todas as emissoras de TV e rádio costumam alugar horários, a Bandeirantes, a Gazeta etc. Isso é absolutamente normal.”

O cartola diz que uma coisa é sua vida pessoal, e outra é seu trabalho à frente da confederação.
“É uma empresa privada. Acabou. Agora tenho que dar satisfação até disso? Não ganhei nada [a concessão]. Eu comprei. Se você quiser, posso procurar o contrato.”
Levemente rouco, após várias reuniões, Marin disse que não teme que as federações estaduais questionem sua autoridade na CBF: “Não existe isso de [federações] rebeldes”.
“Com a Copa pela frente, é hora de harmonia e união. Sei delegar funções, mas a hierarquia tem que ser obedecida. Prefiro falar pouco e trabalhar muito. Se estivermos unidos, faremos um grande Mundial em termos de organização. Não quero falar sobre o passado”, afirmou.

Razões para o fracasso de público do Campeonato Mineiro

quinta-feira, 29 de março de 2012

E ainda perdemos tempo em discutir os motivos do baixo interesse e públicos ridículos nos jogos do Campeonato Mineiro nessa fórmula falida.
Ontem, 103 pagantes para América 1 x 2 Tupi.

O repórter Rômulo Ávila, do portal Dom Total, fez ótima reportagem sobre a competição, e apresenta um dado simples, porém, conclusivo: em 10 anos, Galo e Raposa só perderam 23 jogos para os times do interior, meros coadjuvantes de quase nenhuma relevância neste cenário.

Em contato com o Rômulo, ele fez um resumo da história:

* “Atlético e Cruzeiro disputaram 14 partidas contra clubes do interior no atual Campeonato Mineiro e venceram 13 desses confrontos, sendo sete triunfos do Galo e seis da Raposa, que sofreu uma derrota de 1 a 0, para o Guarani, de Divinópolis, na estreia da competição. O bom desempenho dos dois gigantes nacionais no Estadual não é novidade. Perder para clubes do interior, como ocorreu com a Raposa, é algo incomum no certame mineiro.

Em 10 anos, de 2003 a 2012, os clubes do interior só conseguiram vencer 10,65% dos confrontos contra a dupla. Levantamento feito pela reportagem do Dom Total mostra que foram 216 partidas, com apenas 23 vitórias sobre Galo e Raposa. Outros 38 confrontos terminaram empatados, o que representa 17,59%. A superioridade de Atlético e Cruzeiro sobre as equipes fora da capital é enorme: são 155 vitórias, o que corresponde a 71,76% do total de partidas nesses anos.”
Segue o link com a matéria completa: http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=424808

* E aqui a reportagem completa:

“Clubes do interior são presas fáceis para Atlético e Cruzeiro”

Em 10 anos, Galo e Raposa só perderam 23 jogos para clubes de fora da capital de Minas
Atlético e Cruzeiro disputaram 14 partidas contra clubes do interior no atual Campeonato Mineiro e venceram 13 desses confrontos, sendo sete triunfos do Galo e seis da Raposa, que sofreu uma derrota de 1 a 0, para o Guarani, de Divinópolis, na estreia da competição. O bom desempenho dos dois gigantes nacionais no Estadual não é novidade. Perder para clubes do interior, como ocorreu com a Raposa, é algo incomum no certame mineiro.

Em 10 anos, de 2003 a 2012, os clubes do interior só conseguiram vencer 10,65% dos confrontos contra a dupla. Levantamento feito pela reportagem do Dom Total mostra que foram 216 partidas, com apenas 23 vitórias sobre Galo e Raposa. Outros 38 confrontos terminaram empatados, o que representa 17,59%. A superioridade de Atlético e Cruzeiro sobre as equipes fora da capital é enorme: são 155 vitórias, o que corresponde a 71,76% do total de partidas nesses anos.

O único clube do interior que fez frente a Atlético e Cruzeiro nesse período foi o Ipatinga, atualmente disputando o Módulo II do Campeonato Mineiro. A equipe do Vale do Aço chegou em três decisões, duas contra o Cruzeiro (2005 e 2006) e uma diante do Atlético (2010), tendo conquistado o título de 2005 em pleno Mineirão. Detalhe é que o Tigre era parceiro do Cruzeiro e tinha vários jogadores no elenco que pertenciam ao clube azul, além de toda comissão técnica. Ney Fraco era o treinador da equipe. Nas outras seis decisões, Galo e Raposa protagonizaram as finais.

Goleadas

Os últimos anos de disputa do Campeonato Mineiro foram marcados por goleadas de Atlético e Cruzeiro sobre os times do interior. São 68 goleadas (considerando também a edição deste ano). Já os clubes do interior só conseguiram vencer a dupla por pelo menos três gols de diferença em duas oportunidades (Democrata-SL 3 x0 Atlético, em 2006, e Ipatinga 3 x 0 Cruzeiro, em 2010).

Desempenho Individual

Nesses anos, o Atlético entrou em campo 106 vezes contra os clubes de fora da capital, venceu 73, perdeu apenas 12 e empatou 21. A última vez que o Atlético perdeu no Campeonato Mineiro para um clube que não é da capital foi em 6 de abril de 2008, quando o Guarani venceu por 3 a 2, no estádio Independência. Já são 44 partidas sem derrota.
Já o Cruzeiro esteve em campo 110 vezes e obteve 82 triunfos, foi derrotado 11 vezes e empatou 17.

Refresco no mineiro sufoco no nacional

Fazer boas campanhas no Campeonato Mineiro não necessariamente representa sucesso no Brasileirão. Muito pelo contrário. Atlético e Cruzeiro descobriram isso da pior maneira possível.

A Raposa, por exemplo, conquistou o título do ano passado no Estadual e quase foi rebaixada no Brasileiro. Livrou-se da Série B somente na última rodada, quando se aproveitou de um surpreendente relaxamento do Galo e goleou impiedosamente, por 6 a 1, na Arena do Jacaré
O mesmo ocorreu com o Atlético, campeão estadual de 2010, e que só não lutou contra a degola no Nacional em duas oportunidades, em 2003 e 2009. Curiosamente nas duas ocasiões o time era treinado por Celso Roth e, apesar de não ter brigado para não cair, terminou aquelas duas edições num modesto 7º lugar, longe de uma vaga na Copa Libertadores e mais distante ainda do sonho do bicampeonato brasileiro.

América

O América também tem vantagem nos confrontos diante dos clubes nesses dez anos. No entanto, em 2007, o Coelho foi rebaixado para o Módulo do Estadual. Em 11 jogos daquele ano, o América-MG perdeu 8, seis para clubes do interior.

* – Na atual temporada o Coellho estava 100% contra os times de fora da capital. Foram seis vitórias, em seis partida. Até a derrota de ontem para o Tupi.

* http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=424808