Arquivo de 9 de julho de 2012

Demissões na Folha de S. Paulo, TV Bandeirantes, Grupo Estado, Portal IG e Diário do Grande ABC

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Mar não está pra peixe também para as empresas de comunicação e jornalistas

Do site Comunique-se:

* “Folha, Band, IG e Diário do Grande ABC demitem jornalistas”

Anderson Scardoelli e Jacqueline Patrocinio*

Nos dois últimos dias, quatro veículos de comunicação diminuiriam seus quadros de funcionários. Com a decisão das diretorias de Folha de S. Paulo, TV Bandeirantes, Portal IG e Diário do Grande ABC, jornalistas foram dispensados. Editores, repórteres, colunistas e produtores fazem parte da lista de cortedas empresas de comunicação – além de profissionais que não têm ligação com o jornalismo.

A sexta-feira, 6, começou com a confirmação de que ao menos cinco jornalistas foram dispensados da Folha, jornal que desde o final do mês passado cobra pelo conteúdo produzido na versão online e que, de acordo com o editor executivo Sérgio Dávila, vai investir na melhoria da qualidade do noticiário. Claudio Ângelo e Lucio Vaz (repórteres da sucursal de Brasília), Carolina Vilanova (repórter de ‘Mundo’) e Lucia Valentim (repórter do caderno ‘Ilustrada’) deixaram a equipe. Ex-correspondente nos Estados Unidos e ex-secretário de redação, Vaguinaldo Marinheiro também deixou a publicação.

Na Band, as demissões aconteceram na quinta-feira, 5. A emissora dispensou 21 profissionais de sua equipe no Rio de Janeiro e deixou de produzir o ‘RJ Acontece’. A direção do canal afirmou, por meio da equipe de comunicação, que “houve ajuste no efetivo”. O veículo citou, entretanto, que as dispensas ocorreram “frente às mais de 120 contratações realizadas nos últimos meses”.

Sob o comando do grupo português Ongoing desde abril deste ano, o IG deve passar por reformulação na estrutura responsável pelo conteúdo. O primeiro passo já está sendo dado e atinge colunistas, blogueiros e profissionais que mantêm páginas independentes atreladas ao portal. Conforme o Comunique-se teve acesso, a direção do site enviou cartas para informar a decisão de não continuar com as parcerias. O veículo define o comunicado como “notificação – aviso prévio de rescisão contratual”.

O Diário do Grande ABC, impresso que circula em setes municípios da região metropolitana de São Paulo, também promoveu dispensas no decorrer das últimas semanas. O primeiro a sair foi o editor da seção ‘Setecidades’, Wilson Moço. Nesta sexta, duas repórteres, um ilustrador e um contratado da equipe de arte deixaram o jornal.

Além das demissões nesses quatro veículos, o Jornal da Tarde dispensou cerca de 20 profissionais no início da semana. De acordo com o Meio e Mensagem, o diário pertencente ao Grupo Estado pode deixar de circular aos domingos.

*Com colaboração de Tathiana Marchi, gerente de Marketing e Pesquisa do Grupo Comunique-se.

http://portal.comunique-se.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=69145:folha-band-ig-e-diario-do-grande-abc-demitem-jornalistas&catid=17:destaque-home&Itemid=20

Destaque para a opinião, informações e protestos de torcedores/leitores

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Alguns comentários muito interessantes, com informações, opiniões, divergências e protestos que chegaram nesta manhã de segunda-feira, que valem destaque:

Sobre o Cruzeiro, sábado:

Paulo Ipatinga disse:

“Cruzeiro entra com 119 volantes e ninguem marca. Íncrivel como Oscar e Damião jogaram livres, se não marca estes caras, quem marcarão? Kd o Arias?”

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JB Cruz:

“Estamos na largada do campeonato brasileiro….Com a chegada de novos contratados, as perspectivas de deslanchar a partir da décima rodada é inevitável, CRUZEURO SEMPRE !!!…Quanto ao galo; a empolgação continua….América legal.”

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Sobre o otimismo do JB Cruz:

Stefano Venuto Barbosa, disse:

“JB Cruz não teria tantas esperanças assim, o cruzeiro é fraquinho demais, além disso da barca que veio só o Borges pode jogar alguma coisa.
O Galo tá com pinta de campeão e é muito bom ver a imprensa do eixo tendo que engolir o Ronaldinho reencontrando o seu futebol em Minas.”

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Sobre o agouro do Stefano Venuto, retrucou o Paulo Fontana:

“Fico feliz que o Stefano Venuto Barbosa tenha conseguido ver o jogo. Achei que ia sair da cama somente na segunda-feira. O seu estado físico e mental no Butecão – festa de encerramento do Festival Sabor de Bar de em Sete Lagoas – me fez lembrar aquele boneco do Esporte Espetacular, o João Sorrisão. Desse jeito, já que considera que o Atlético Mineiro com pinta de campeão, não vai estar entre nós pra ver.”

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Sobre a vitória do América sábado sobre o Atlético-PR:

Márcio Amorim, comentou:

“Caro Chico,
O Givanildo é tão competente e identificado com o América quanto teimoso.

Sabemos que ele tem um papel definido para o Fábio Júnior que o cumpre muito bem, durante uns 30 minutos, no máximo. E só.

A partir daí, precisa subistituí-lo ou aceitar que vai jogar com 10.

Quanto ao Alessandro, faltou-lhe a humildade de pedir para sair, já que vinha de um longo afastamento e arrastava-se em campo, perdendo bolas infantis e sem a velocidade necessária para puxar contra-ataques, que já não é o seu forte.

Jogava, pois, com 9, e o técnico demorou a ver isto. Só foi ver com o jogo empatado. Substituiu os dois e passamos a ver outro time em campo.

Entretanto, longe de mim fazer campanha contra ele e, principalmente, vaiá-lo ou chamá-lo de burro.

Esta língua verde não queima.”

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Sobre o UFC, na madrugada de sábado para domingo e sobre o Galo 2 x 0 Lusa:

Paulo Henrique:

“O Raws falou e disse!

Mas o que mais me impressiona é a hipocrisia da Rede Globo.

Mostram no Fantástico uma briga de meninas numa sala de aula, fazendo um drama danado sobre o aumento da violência no Brasil.

Minutos depois, promovem com pompas e circunstâncias o tal de UFC, com direito a joelhada na cara, sangue escorrendo, etc.

Rede Globo = Lixo”

“Ótimo resultado, já que o Fluminense está na cola.

Acho que o Galo ainda carece de um repertório maior de jogadas de ataque.

Zaga vai muito bem. Vítor estreou bem demais. A dupla de volantes dá gosto de ver.

Quando jogar fora de casa contra fortes adversários, acho que o esquema é esse mesmo. Mas dentro de casa, precisando furar retranca, cabe Guilherme no lugar de Danilinho.

Tomara que o preparador físico de seleção fará a diferença na maratona de jogos que se avizinha.

Dá-lhe Galo!”

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Sobre a estratégia da Globo com o UFC:

Frederico Dantas:

“Seguindo seu roteiro de querer transformar esta pancadaria em algo comercialmente lucrativo para ela, a Rede Globo, na quinta-feira no Jornal Nacional, ao epopeizar a conquista corintiana, tratou o lance da mordida do Emerson Sheik como um ato de garra e vontade de vencer. Há alguns anos os argentinos faziam isso com os brasileiros nos jogos da Libertadores e os chamávamos de animais. Agora, com a chancela da Globo, tudo é diferente.”

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Sobre a vitória do Galo, ontem:

Roberto Amorim – Brasília:

“Chico,

Repare que no 2º gol do Galo o LSilva está impedido e, como a maré tá boa, até o gramado ajudou. Veja bem o lance (a câmera por trás do gol é o melhor ângulo): o Dida, após a defesa parcial, se joga ao chão para abafar o chute do Léo Silva, mas seu joelho direito SE PRENDE no gramado e isso o faz quase dar uma cambalhota. Como as suas pernas vão para o alto, a bola passa exatamente onde elas estariam caso ele tivesse escorregado pelo gramado.

Um grande abraço direto do Planalto Central!”

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Rodrigo Galodoido:

“Todos jogaram bem e um jogador que tem crescido no time é o Danilinho. Não aparece muito no ataque, mas está jogando muito pelo time. Importante mesmo são os pontos. Que venha o Figueira.”

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Márcio Luiz:

““Nosso” Bernard teve uma recaída: pega a bola, tira dois beques com habilidade mas NÃO LEVANTA A CABEÇA pra ver o companheiro pedindo “na cara do sapo”. Mas devagar, se o Cuca insistir nesse fundamento, ele chegará lá.

No mais, tá ficando até sem graça a disparidade entre o GALO, o Coelho e o “resto” em Minas.

PS:
Como eu disse em post anterior, se o “Guilherdo” fosse cortado da relação de banco hoje é porque o Galo deve ter fechado com o argentino Martínez.

Tomara que eu tenha acertado. Saravá!!!”

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Alexandre, direto de Moçambique:

“Habemus Goleiro.
Simples assim.”

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Sobre mais desrespeito no Estádio Independência:

Rogério Zupo Braga:

“Prezados, é com muita tristeza que encaminho esta mensagem a respeito da falta de educação dos frequentadores de estádio e da inoperância e despreparo das pessoas que trabalham neste evento. Fui assistir ao jogo entre Atletico X Portuguesa, na Arena Independencia, com mais tres amigos, e com os ingressos em mãos, nos dirigimos com antecedencia para os lugares determinados nos ingressos, no setor MAIS CARO do estadio, ao lado das cabines de rádio, com entrada pelo Portão 1 (Setor VIP…hahããããm….piada). Os 4 lugares estavam ocupados (Fileira D, Assentos 145 a 148) e as pessoas que estavam lá se recusaram a sair do lugar quando solicitamos e mostramos os ingressos com os lugares determinados. A alegação é que “não era aplicável” a marcação dos assentos e que em todos os lugares as pessoas não estavam assentadas nos seus devidos lugares. Como não queria me desgastar em uma discussão com o Sr. e seus acomapanhantes (adolescentes na maioria) que estavam ocupando os lugares, procuramos apoio nas pessoas que deveriam resolver o nosso problema, ou seja, pessoas (que acho) que são funcionarios da BWA (com coletes laranja) e Polícia Militar. Os funcionarios da BWA simplesmente desconsideraram a reclamação e sumiram e a PM (um soldado e o capitão Ciderio) foi até o local e não retirou as pessoas dos lugares, alegando que a BWA é que teria responsabilidade neste assunto, que não iriam utilizar de violencia para retirar as pessoas e que nos teriamos que ir à Delegacia prestar queixa. Bem, nos não estavamos solicitando que ninguem saisse a força, somente que fosse respeitado nosso direito de assentar nos lugares marcados nos ingressos. Por que nos teriamos que ir à Delegacia e perder o andamento do jogo? Por que a PM e BWA não solicitaram às pessoas que mostrassem os ingressos para comprovação dos assentos? Por que as pessoas acham isso um fato “normal” e desrespeitam uma simples regra de ocupar o seu devido lugar em um evento? Quando viajamos de avião, onibus ou até quando vamos ao cinema, obedecemos a marcação dos assentos….mas em um estadio de futebol isso pode ser ignorado…..as pessoas se tornam irracionais….vale-tudo….é a Lei de Gerson. Moral da estoria, assistimos ao 1º tempo do jogo EM PÉ, pois não haviam lugares a serem ocupados para todos nos. No 2º tempo assentamos em outro ponto do setor VIP (sem ser os nossos assentos) e assistimos ao jogo, consternados e de certa forma irritados com aquela situação. É assim que queremos receber estrangeiros para a nossa cidade durante o evento da Copa do Mundo? Que exemplo de cidadania e educação que o Sr. que se negou a sair dos lugares passou para os jovens que estavam com ele? Estamos MUITO DESPREPARADOS para coisas BÁSICAS como esta, em que as pessoas esperam que seus direitos prevaleçam. A educação de um povo é medida em pequenas ações como esta. Desculpe-me o tamanho do meu texto, mas não podia deixar de encaminha-lo a voce para que esta situação seja corrigida pela BWA, promotores do evento e PMMG. Talvez na entrada de todos, apos passar pelas roletas, as pessoas fossem encaminhadas para o seu devido setor e antes de tomarem os seus assentos, funcionarios e promotores do evento verificassem se os lugares estão sendo respeitados.
Quase que me esqueci, o radialista Afonso Alberto testemunhou esta situação.”

Att,

Rogério Zupo Braga

Parreira muda foco profissional: futebol agora é prateleira do meio

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Carlos Alberto Parreira sempre foi, intelectualmente, uma figura acima da média no futebol. Desde que surgiu como preparador físico e tornou-se famoso ao integrar a comissão técnica da seleção brasileira em 1970.

Sem a vaidade exacerbada que caracteriza a maioria de quem milita no futebol, é dessas pessoas que “não gastam vela com mau defunto”, como diria o Dr. Dênio Pires Silva, lá de Conceição do Mato Dentro.

Soube sair de cena na hora certa do futebol, como treinador, depois de uma carreira brilhante, no país e no exterior.

Fez fortuna, mas não pára de ganhar dinheiro e foi destaque no caderno de economia da Folha de S. Paulo, pela mudança de foco na principal atividade profissional.

Não larga o futebol totalmente, pois este continua rendendo –lhe uns “trocados”, como atuar de “Consultor” do governo de Minas para tentar atrair mais seleções para treinar no Estado nos preparativos para a Copa de 2014. Segundo consta, por valores em torno de R$ 2 milhões.

Também continua organizando congressos e cursos voltados para o futebol. Mas agora seu negócio principal é Comércio Exterior, no mundo das importações e exportações.

Veja a reportagem:

* “Muito Além das 4 linhas”

O ex-técnico Carlos Alberto Parreira vira sócio de empresa de comércio exterior no Rio e planeja faturar R$ 1 milhão no 1º ano

Um ano e meio após se aposentar do futebol, o técnico tetracampeão mundial com a seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, 69, entrou novamente em campo, mas em outra área -como sócio numa empresa de comércio exterior no Rio de Janeiro.

De olho no potencial de consumo das classes C e D e no setor imobiliário do país, a Next Global, empresa do ex-técnico, tem como objetivo tornar-se grande importadora voltada para os setores de varejo de confecções, de alimentos e para a indústria da construção civil.

A expectativa é que, em seu primeiro ano de funcionamento, a empresa feche 24 negócios e fature, ao menos, R$ 1 milhão.

Uma das operações mais importantes será a importação, para uma construtora, de seis guindastes usados em obras prediais. “Também temos um cliente que tem uma rede de 30 lojas espalhadas no país e que nos pediu 5 milhões de peças de calcinhas e cuecas”, diz Parreira.

O futebol continua por perto. ” Também já temos amostras de brindes para a Copa do Mundo do Brasil de 2014, como bolas e outros produtos”, afirma.

Entre os 40 maiores importadores brasileiros, 3 prestam serviços semelhantes à empresa do ex-técnico, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Uma delas, a Cisa Trading, é a terceira maior entre todas as importadoras, atrás somente de gigantes como a Petrobras e a Samsung. Sua atuação abrange áreas que vão da importação de aeronaves executivas à logística de distribuição de cosméticos e produtos farmacêuticos.

“As importações são fundamentais para o país, principalmente de máquinas para as indústrias produzirem”, afirma Parreira.

Com esse argumento, o ex-treinador se refere ao setor de bens de capital, como define o jargão econômico, e se antecipa a possíveis críticas por uma suposta contribuição para o processo de desindustrialização do país.

A China destaca-se nas importações de Parreira. É o principal mercado fornecedor e onde estão 20 dos 80 agentes da empresa espalhados pelo mundo. Em seguida, estão outros asiáticos -como Índia, Coreia do Sul e Vietnã.

DESCOBERTA

Parreira contou que, após deixar o futebol, muitos convites surgiram, inclusive, ligados à área esportiva. “Só que é muito arriscado investir em futebol. Na minha idade não se pode mais correr riscos”, diz o ex-técnico, que fará 70 anos em fevereiro.

“O ‘case’ Neymar é um no meio de cem, de mil. Então entrei para a Next Global e estou fascinado. Tinha histórico zero na área e agora estou empolgado com as possibilidades de negócio na construção e no varejo”, afirmou.

Parreira somente não esperava o grande volume de impostos nas operações. “A carga tributária brasileira é estúpida e não há retorno para a população. O Brasil precisa urgentemente de uma reforma tributária”, disse.

Como empresário, um dos próximos passos de Parreira será lançar um curso de futebol e marketing em parceria com a família do empresário de TV José Bonifácio de Oliveira, o Boni, e o publicitário Washington Olivetto.