Arquivo de 16 de julho de 2012

A Enciclopédia do Rádio Brasileiro está precisando de fotos de nove radialistas

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Amigos,

as professoras Nair Prata (UFOP) e Maria Cláudia Santos estão produzindo a Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro, que vai trazer as biografias de 230 radialistas de todos os Estados brasileiros.

No entanto, não conseguiram ainda as fotos de 9 radialistas e querem contar com o público do nosso blog para ajudar.

Precisam de uma foto das seguintes pessoas:

Adelchi Ziller – Minas Gerais

Domingos Gomes do Espírito Santo – Tocantins

Geraldo Bretas – São Paulo

Hilton Antônio Mendonça Britto - Rio Grande do Sul

Jaime Barreto – Amapá

Laércio Costa – Maranhão

Léo Almeida – Tocantins

Mário Mendonça – Mato Grosso do Sul

Waldir Rodrigues – Minas Gerais

Além do blog, os contatos delas são:

nairprata@uol.com.br

mariaclaudiasantos@yahoo.com.br

Atlético, Cruzeiro e América: nem tanto ao mar; nem tanto à terra!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Essa velha e surrada frase serve para definir a situação do Atlético no Brasileiro, e pelo que tenho visto a maioria dos atleticanos está enxergando dessa forma.

A bela campanha é conseqüência da manutenção da comissão técnica, mesmo com toda a turbulência do fim do ano passado; da aquisição pontual de bons jogadores para algumas posições, como Leandro Donizete para o meio, e Jô para o comando de ataque; de um craque especial, Ronaldinho Gaúcho, que foi um “negócio de ocasião”, e da resolução do crônico problema do gol. Para isso, primeiro foi contratado o treinador de goleiros do Grêmio, Chiquinho, que graças à sua amizade com o Victor, convenceu a ele que estava na hora de mudar de ares, e que a Cidade do Galo seria o ambiente ideal.

Com os recursos que a diretoria vinha dizendo que tinha para reforçar o time, essas aquisições foram feitas e Cuca está podendo trabalhar bem, jogo a jogo, o elenco e a estrutura que tem nas mãos.

Mesmo vencendo, como sábado, às vezes o time não faz grandes partidas, mas tem um elenco tão equilibrado que um erro é compensado por um grande acerto, e na média, a vitória sai.

Diferente de times que têm elencos comuns, como o próprio Atlético ano passado, quando jogava muito bem um tempo, ou 80 minutos, mas tomava um gol e perdia ou empatava porque não tinha forças para garantir o resultado positivo.

A diferença que Ronaldinho Gaúcho faz é clara e só não vê quem não quer enxergar. Não tem dado dribles ou arrancadas fulminantes como nos tempos do Barcelona, mas é só prestar atenção: o adversário destaca, no mínimo, dois jogadores para cuidarem dele, às vezes, três. Um no combate, um ou dois na sobra.

Quanto representa isso em um jogo, principalmente em competição acirradíssima como é o Brasileiro.

No Cruzeiro o que vejo é uma situação simples do futebol: a dificuldade de se montar um time durante a disputa do Campeonato. A começar pelo técnico e Celso Roth e os seus auxiliares diretos, passando pela maioria dos jogadores e até o diretor de futebol é novidade na Toca da Raposa para este Brasileiro.

O próprio Celso e a diretoria se surpreenderam com os ótimos resultados iniciais, pois era de se esperar mais tempo para que as vitórias convincentes começassem a chegar.

A defesa parou de tomar gols, o time voltou a vencer e chegou a liderar a competição. Mas novos jogadores continuaram chegando e os adversários mais pesados, como São Paulo, Inter e Grêmio idem. Além de serem da prateleira de cima, entraram em campo de olho no líder, que parecia ter voltado aos seus melhores momentos.

A falta de entrosamento e antigas deficiências se fizeram sentir e três derrotas consecutivas acenderam a luz amarela na Toca da Raposa. Nada de assustador, mas de atenção redobrada para nova correção de rumos.

O América está bem na busca do seu objetivo principal que é uma das quatro vagas da Série A 2013, mas a sua pretensão, mais que justa, é o título, neste ano do Centenário. Perdeu o Bruno Meneghel para o futebol chinês, mas não foi este o fator responsável pela derrota para o Goiás. O time não foi bem; o Goiás também é da prateleira de cima e jogar no Serra Dourada nunca é fácil.

Não pode vacilar é amanhã, em casa, contra o Guarantinguetá, que está lutando contra as últimas posições na tabela, e que virá babando por um início de recuperação no Independência.

Time cujo técnico é o Pintado, ex-capitão do Coelho, figura muito querida até hoje pelos americanos.

O fim da pobreza, ou: me engana que eu gosto!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Muito bom este artigo na Folha de S. Paulo de ontem:

“LEANDRO MACHADO”

De repente, classe C

Sou ex-pobre. Todos querem me vender geladeira agora. O trem ainda quebra todo dia, o bairro alaga. Mas na TV até trocaram um jornalista para me agradar

Eu me considerava um rapaz razoavelmente feliz até descobrir que não sou mais pobre e que agora faço parte da classe C.

Com a informação, percebi aos poucos que eu e minha nova classe somos as celebridades do momento. Todo mundo fala de nós e, claro, quer nos atingir de alguma forma.

Há empresas, publicações, planos de marketing e institutos de pesquisa exclusivamente dedicados a investigar as minhas preferências: se gosto de azul ou vermelho, batata ou tomate e se meus filmes favoritos são do Van Damme ou do Steven Seagal.

(Aliás, filmes dublados, por favor! Afinal, eu, como todos os membros da classe C, aparentemente tenho sérias dificuldades para ler com rapidez essas malditas legendas.)

A televisão também estudou minha nova classe e, por isso, mudou seus planos: além do aumento dos programas que relatam crimes bizarros (supostamente gosto disso), as telenovelas agora têm empregadas domésticas como protagonistas, cabeleireiras como musas e até mesmo personagens ricos que moram em bairros mais ou menos como o meu.

A diferença é que nesses bairros, os da novela, não há ônibus que demoram duas horas para passar nem buracos na rua.

Um telejornal famoso até trocou seu antigo apresentador, um homem fino e especialista em vinhos, por um âncora, digamos, mais povão, do tipo que fala alto e gosta de samba. Um sujeito mais parecido comigo, talvez. Deve estar lá para chamar a minha atenção com mais facilidade.

As empresas viram a luz em cima da minha cabeça e decidiram que minha classe é seu novo alvo de consumo. Antes, quando eu era pobre, de certo modo não existia para elas. Quer dizer, talvez existisse, mas não tinha nome nem capital razoável.

De modo que agora elas querem me vender carros, geladeiras de inox, engenhocas eletrônicas, planos de saúde e TV por assinatura. Tudo em parcelas a perder de vista e com redução do IPI.

E as universidades privadas, então, pipocam por São Paulo. Oscursos custam R$ 200 reais ao mês, e isso se eu não quiser pagar menos, estudando à distância.

Assim como toda pasta de dente é a mais recomendada entre os dentistas, essas universidades estão sempre entre as mais indicadas pelo Ministério da Educação, como elas mesmas alardeiam. Se é verdade ou não, quem pode saber?

E se eu não acreditar na educação privada, posso tentar uma universidade pública, evidentemente. Foi o que fiz: passei numafederal, fiz a matrícula e agora estou em greve porque o campus cai aos pedaços. Não tenho nem sala de aula.

Não que eu não esteja feliz com meu novo status de consumidor, não deve ser isso. (Agora mesmo escrevo em um notebook, minha TV tem cem canais de esporte e minha mãe prepara a comida num fogão novo; se isso não for felicidade, do que se trata, então?)

O problema é que me esforço, juro, mas o ceticismo ainda é minha perdição: levo 2h30 para chegar ao trabalho porque o trem quebra todos os dias, meu plano de saúde não cobre minha doença no intestino e morro de medo das enchentes do bairro.

Ou seja, ao mesmo tempo em que todos querem me atingir por meu razoável poder de consumo, passo por perrengues do século passado. Eu e mais de 30 milhões de pessoas -não somos pobres, mas classe C.

Deixa eu terminar por aqui o texto, porque daqui a pouco vão me chamar de chato ou, pior, de comunista. Logo eu, que só li Marx na versão resumida em quadrinhos. Fazer o quê, se eu gosto é de autoajuda?

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.debates@uol.com.br

LEANDRO MACHADO, 23, é estudante de letras na Universidade Federal de São Paulo, mora em Ferraz de Vasconcelos (SP) e escreve no blog Mural, da Folha

Bom dia! Com a vergonha nacional do cotidiano

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Bom dia Brasil mostrou hoje uma reportagem sobre o desrespeito aos cadeirantes pelas empresas de ônibus em Belo Horizonte, e pior, a falta de educação e solidariedade de motoristas e trocadores com as vítimas da falta de cumprimento da legislação.

Além de 25% dos ônibus em circulação não ter o elevador exigido por lei, a maioria dos que possui não funciona. Os motoristas não param no local correto para que o cadeirante alcance sozinho o equipamento e trata mal ou não dá atenção àqueles que reclamam.

O Sindicato das empresas diz que dão manutenção aos equipamentos, mas eles se desgastam rapidamente e que motoristas e trocadores passam por treinamento periódico. É pra acreditar?

Isso ocorre no Brasil inteiro, com este e em incontáveis outras prestações de serviços; não é “privilégio” da capital mineira. Mas quem financia a campanha da maior parte dos políticos eleitos são exatamente as empresas concessionárias dos serviços públicos, empreiteiras, bancos e etecetera e tal.

Por isso, especialmente em ano eleitoral, é fundamental que a população ficasse muito atenta e separasse, na urna, o joio do trigo. Sei que é querer demais, mas a esperança precisa continuar existindo, né!?

Um indicativo que estou pregando no vazio é que posts como este, têm um ou outro comentário. Se fosse alguma coisa referente ao futebol e aos interesses feridos de um dos nossos clubes, ficaria lotado.