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Quando se perde o trem da história e o verdadeiro legado de um mega evento esportivo

PARQUE1

Daqui algumas semanas toda a grande imprensa brasileira estará falando do primeiro aniversário dos Jogos Olímpicos do Rio, a primeira Olimpíada realizada na América do Sul, que foi um sucesso esportivo, mas um desastre como legado e uma das maiores fontes de corrupção da história.

O Estadão dedicou uma página de uma de suas últimas edições, ao exemplo de Londres 2012. Lá sim, ficou um grande legado, e exemplo de como se aproveitar um evento como este para o bem de toda a comunidade. Confira:

* “Londrino tem o seu legado olímpico cinco anos depois dos Jogos”

Parque Olímpico Rainha Elizabeth vira ponto de encontro dos moradores da capital britânica, com atividades e lazer

Glauco de Pierri, enviado especial a Londres*, O Estado de S.Paulo

“Para o legado olímpico ser completo, a população precisa estar envolvida em tudo. Ou nada vai funcionar”. É assim, direto ao ponto, que Ben Fletcher, diretor de estratégias, comunicação e marketing do Parque Olímpico Rainha Elizabeth, na região leste da capital britânica, explica ao Estado o sucesso de público do local cinco anos após os Jogos de 2012. O segredo? Planejamento, execução e gestão caminharam juntos desde o início do processo. Sempre com o foco no público.

Região de Stratford, área ao leste de Londres. Ao descer da estação de metrô ou trem, quem está ali sai dentro do maior shopping center da cidade. Alguns passos depois, novos empreendimentos residenciais e comerciais já prontos e uma série de outros em obras surgem no horizonte. Ao atravessar a rua, você está dentro do imponente parque, com gente de todas as idades aproveitando os 2.500 m2 de áreas verde, lazer e esportes. O legado olímpico em Londres é realidade.

“Nós pensamos no legado para a população desde o dia em que fomos escolhidos como sede”, diz Fletcher. Londres foi eleita em julho de 2005. Além do planejamento para Olimpíada e Paralímpiada, o governo montou e executou um plano de ação que determinaria os rumos dos equipamentos e locais esportivos após a competição. “Após o fim dos Jogos, ficamos fechados porque precisávamos adaptar toda a estrutura para receber o público. Recebemos críticas, algumas diziam sobre gentrificação de Stratford. Dez anos atrás, o local era um bairro abandonado e ele se transformou. Novos empreendimentos foram surgindo, e outros vão ser construídos – alguns começarão obras em 2020. Temos agora as novas estações de trem e metrô, acessibilidade completa, shopping center ao lado do parque. São coisas que atraem os frequentadores, que passam a usar o local com frequência”, diz Fletcher.

A reportagem do Estado acompanhou em Londres a disputa do Mundial de Atletismo Paralímpico neste mês. Muita gente foi ao estádio para ver as provas. E outros aproveitavam o parque para relaxar, praticar exercícios, estudar e almoçar.

Na terça-feira, por exemplo, um grupo de cerca de 50 crianças fez aulas de educação física no gramado do parque, e não na escola. “Nós precisamos do povo. Não adianta ter uma estrutura magnífica, um parque olímpico impecável, sem ninguém frequentando. O que fazemos é seguir o plano original, criar atrativos às pessoas. Além do shopping, temos parque de diversões, restaurantes, sorveteria, lojas, aluguel de bicicletas. Temos interação com o londrino.”

O Rio poderia se inspirar em Londres para destinar o uso dos equipamentos olímpicos? A pergunta lhe foi feita porque ele esteve nos Jogos de 2016. “É difícil falar. São duas cidades diferentes, nem sempre o que se aplica a uma, daria certo na outra. É preciso ter um acerto entre os governos federal, estadual e municipal. Um plano que defina os rumos e que ações sejam executadas. Acredito que é possível o Brasil encontrar sua solução”, acredita Fletcher.

Três perguntas para Ben Fletcher, diretor do Parque Olímpico de Londres

  1. Quais são as estratégias para manter o Parque Olímpico com público no ano?

Nós pensamos em atrativos para a população, como os mundiais de Atletismo, o futebol. Mas já tivemos competições de alto nível de natação, ciclismo, entre outras.

  1. Os frequentadores podem usar os equipamentos esportivos?

Sim, sem dúvida. Alguns nós cobramos uma pequena taxa, mas a maior parte é gratuita.

  1. Qual conselho você daria para os administradores do Parque do Rio? 

Não posso avaliar de longe, mas sempre digo que a população precisa participar. A partir daí, as coisas podem dar certo.

http://esportes.estadao.com.br/noticias/jogos-olimpicos,londrino-tem-o-seu-legado-olimpico-cinco-anos-depois-dos-jogos,70001900022


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Comentários:
22
  • Regi.Galo/BH disse:

    Está um tanto difícil compartilhar conhecimentos, brincadeiras, experiências, enquanto as conversas constantemente tomam rumos pessoais.
    Invariavelmente, começamos falando de coisas e terminamos falando de participantes.
    Ficar de fora não ajuda e participar atrapalha, como é que faz!!?
    As minhas 250 dúvidas sobre o assunto vão ter que aguardar, de novo…
    Abraço!

  • Gabriel Júnior (4º período de História) disse:

    França e Inglaterra sempre foram as grandes potências mundiais até boa parte da Idade contemporânea. As duas praticaram piratarias pelo Atlântico e fomentaram a atuação dos corsários. Exploraram a América, África e Ásia em tempos e espaços diferentes. Gostavam tanto de explorar, que o colonizador inglês Cecil Rhodes disse desejar se anexar aos planetas.
    Principalmente na Idade Moderna, as duas foram pioneiras no desenvolvimento em todos os âmbitos da economia. Não se pode omitir um grande avanço tecnológico e econômico na Inglaterra com o advento da Revolução Industrial, acompanhada de grande avanço político e social com a Revolução Gloriosa. O Cartismo, o Ludismo, o Parlamentarismo, a Câmara dos Comuns; foram momentos de maior inserção do povo inglês às decisões políticas do país. Se os ingleses foram quem mais lucraram com nossa colonização, contou com a conivência de políticos portugueses e brasileiros, é só acompanhar a vinda da Família Real ao Brasil e a trajetória econômica do Barão de Mauá. Um inovador que tinha amplas condições de desenvolver a indústria no país, mas que foi tragado pelos acordos escusos de nossos homens públicos. Em nossa História não são raros os momentos em que nossos políticos se vendem ao estrangeiro. Durante a Copa e as Olimpíadas não foi diferente… A impunidade e a omissão popular favorecem a ação de desonestos que infestam nossa política.
    Resumindo, corrupção existe no mundo inteiro, mas nas grandes potências em menor escala e os grandes eventos geram lucros à nação.

    • Regi.Galo/BH disse:

      Ótima explanação, caro Gabriel Júnior!
      Noutro dia estava lendo um artigo sobre A Lei do Almirantado, que parece ter se originado exatamente destas dificuldades, durante este período de domínio dos mares por França e Inglaterra.
      Muito pertinente, por sinal.

      Mas… Pegando um gancho…
      Seu comentário só vêm à reforçar aquela tese sobre o ‘tempo’ que é perdido com o povo discutindo entre esquerda e direita, oposição ou situação. Essa pantomima de sempre para entreter as massas e as manchetes.

      O negócio, ou a ocasião, é resolvida sempre em outro patamar.
      É apenas no nível de ‘quem está dentro e quem está fora’.

      No mais, delação, gravação e filmagens não são provas concretas e no TRF4 dá-se um jeitinho.
      Abraço!

      • Sávio Mendonça Spínola disse:

        Sou leitor assíduo do blog do Chico, mas pouco escrevo justamente devido a arrogância de alguns.
        Não tenho procuração para defender ninguém, mas me estranha a forma desrespeitosa e mal educada que você tem de discordar.
        Também estudei História e ela se realiza mediante debates e compreensões e raramente se chega a um consenso , formando opiniões e oposições, o que não quer dizer que fulano ou sicrano tem a verdade. É muito comum numa turma do curso de História, ter admiradores e opositores de Hitler por exemplo, o importante é o respeito à opinião alheia.
        A leitura da esposa rejeitada pelo marido incentivada por você é irrelevante para o estudo de História do Brasil foco do debate no blog. Lógico, leituras complementares fomentam o conhecimento acadêmico, mas se a História fosse se preocupar com problemas sucessórios e vidas conjugais dos reis pelo mundo afora, o curso duraria bem uns 20 anos.
        E não é de se estranhar aos olhos dos brasileiros, que os grandes culpados por nossa má distribuição de renda e déficit constante no PIB é devido as más gestões públicas dos corruptos que infestam nossa política.
        O noticiário mostrou poderosos figurões que antes da copa vinham aqui comer caviar e propagar o atraso das obras, após a copa integraram a cúpula da corrupção até na venda de ingressos juntamente com os assaltantes brasileiros.
        Mas quem acompanha aqui a mais tempo percebe claramente que, como se fosse o supra sumo da inteligência humana, se é atleticano você discorda de tudo, mas é capaz de dar relevância a algumas baboseiras escritas por seus comparsas,

        • Alisson Sol disse:

          Sávio,

          Se você acha que entender a vida da filha dos reis da Espanha que financiaram Cristóvão Colombo, e que foi prometida a Henrique VIII, e é tida como uma das mulheres mais inteligentes da “História”, é “irrelevante para estudo da História do Brasil”, então paciência. Isto em um post que falava da… Inglaterra. Talvez ache que Napoleão também é irrelevante para a História do Brasil, e que a corte toda decidiu vir passear no valor do Rio.

          Enfim: você quer o “falso debate”, com a apologia da ignorância. E, como já escrevi outras vezes: é mais um sem dicionário, que não entendeu o significado da palavra arrogância… Mas ao menos ganhou meu respeito por escrever seu nome.

      • Gabriel Júnior (4º período de História) disse:

        Amigo, a História não pode ser compreendida em apenas uma leitura. No momento estamos debatendo um tema do ocidente, ainda que o desenvolvimento destas grandes nações passe pela exploração do oriente Vide os acordos de D. João VI com a Inglaterra, completamente desfavoráveis à economia do Brasil. Por ai começou a farra em troca de proteção diante da França. Nos dias atuais privatizações e acordos obscuros são enfatizados por alguns jornalistas mais ousados.
        Ao longo da nossa História inúmeros políticos fizeram acordos desse tipo. A expressão “…vender o Brasil ao estrangeiro…” é uma forma de desenhar para quem não sabe ler, os prejuízos que a nação se envolveu, inclusive em exportações a preço de banana. Um dos poucos que minimizou isso foi Vargas. Embora tenha exercido um autoritarismo exacerbado, através de seu Nacionalismo “impediu” a ação das grandes potências em nosso país.

      • Regi.Galo/BH disse:

        Corrigindo…

        Caro Alisson Sol,
        Você faz referências aos laços de sangue entre os membros da família real portuguesa e a coroa britânica, e a consequente rede de benesses mútuas. Além deste ponto, o que podemos abstrair mais?
        Abraço!

        • Alisson Sol disse:

          Regi.Galo,

          Faço referência à ignorância que começa com “França e Inglaterra sempre foram as grandes potências mundiais até boa parte da Idade contemporânea“. Não o foram! A primeira frase já está errada, e tudo que vem depois já se baseia em erros de “interpretação da História”, por alguém disse estar estudando História. França e Inglaterra eram dois países que até o final da idade média tinham, com o devido respeito, a influência mundial do que seriam hoje “Paraguai” e “Uruguai”. A não ser que, por algum daqueles “passes de mágica”, alguém ache que Roma, Veneza e Constantinopla são parte da França… (da Inglaterra, nem “imaginando”…)

          Mas o importante no que citei, é que a filha dos reis da Espanha, ao se tornar a primeira esposa de Henrique VIII (um “idiota” só interessado em fornicar!), levou conhecimento para a Inglaterra que mudou a História do país. Enquanto o marido se preocupava e discutir com Roma se podia ou não casar mais vezes, ela levou um enorme conhecimento à corte. E aí começa a “Inglaterra depois de Henrique VIII”, que quando você estuda é mesmo a Inglaterra depois de Catarina de Aragão…

          E quem realmente explorou o Brasil forma os portugueses. Se foram bobos e depois se deixaram “roubar” lá na Europa, aí é questão do “ladrão que rouba ladrão”. Mas estas estórias malucas que tentam inventar hoje são equivalentes a achar que o povo brasileiro fica ativamente pensando em explorar Angola, porque uma empresa como a Odebrecht foi lá e praticou atos de corrupção. Quantas vezes você pensou em Moçambique hoje?

          • Alisson Sol disse:

            Regi.Galo,

            Pergunta totalmente relevante. Pena que os registros da época são incompletos, possivelmente alterados, e há diferentes registros dos “diversos lados”. Dito isto, é claro que se você recebe um pedido de ajuda de um amigo ou familiar, vai dar mais atenção do que a um pedido de ajuda de alguém que você conhece “socialmente”. Embora seja preciso lembrar o seguinte: o ambiente de uma “corte” é um “Palácio do Planalto” permanente. Haja “traições”…

            A Marinha da Inglaterra cresce sistematicamente sob Henrique VIII, ao ponto de existir o tópico da Wikipédia “Tudor Navy“. Lá no tópico você lê que Henrique VIII herdou um enorme total de…. 5 navios! Lê também que literalmente copiaram o projeto e métodos de construção da Marinha Portuguesa e Espanhola, e quando Elizabeth chega ao trono estão com 39 navios.

            Mas Henrique VIII morre em 1547, e os navios que chegaram a Portugal para “escoltar” João VI para o Brasil, em 1808, o fariam se ele tivesse decidido “ficar do lado da Inglaterra”. Caso contrário, a ordem era atacar!! Entre 1547 e 1808, há muita História… Difícil saber quais das muitas influências dominaram a cabeça de Dom João VI…

          • Regi.Galo/BH disse:

            Caro Alisson Sol,

            Agradeço pela paciência.
            Estou aqui praticando a minha ignorância de sempre, porque a história não é mais a mesma que aprendi na escola, assim como foi a muitas primaveras atrás. A história agora é recontada, recontada e recontada, pois as redescobertas e releituras estão ditando uma história tão nova que é como se não a conhecesse mais. Se já não existia o meu entendimento pleno antes, e a memória também já não ajuda mais, imagina agora como me sinto??

            Contudo, após as considerações de ambos, voltei à reler sobre o assunto e só mais e mais dúvidas se fizeram presentes. Sobre a marinha dominante à época, são vários os aspectos que tratam do caso e de formas diferentes e interessantes. O domínio dos mares se alternou em vários momentos da história e compete ao enfoque de cada período os casos específicos para discutirmos.

            Porém, a dúvida primordial que permaneceu para mim, após a sua consideração, foi quanto à ‘parceria’ entre a família real portuguesa e a família real britânica. Daí pergunto:

            A troca de favores entre a côrte real portuguesa, por meio da casa de bragança, e a côrte real britânica, por meio da casa de Stuart, no exato momento de APOIO à fuga da família real portuguesa para o Brasil, teve também como intenção servir como um DESAGRAVO à casa de Habsburgo e de Tudor (sendo Habsburgo pela ligação com Carlos V e seu filho Felipe da Espanha, e pela última dinastia portuguesa à cair; e sendo Tudor, pela Maria I de Inglaterra, filha de Catarina (que também era Habsburgo) e última dos Tudor)???
            Ou isto não teve nada à ver e foi simplesmente por causa do avanço das tropas de Napoleão, por Jean Junot, e pela ‘coincidência’ de a Inglaterra estar disponível (e automaticamente poder ter acesso à outras vantagens)???

            Eu sei que é uma pergunta chata e difícil de contextualizar, mas tem algum fundamento, de acordo com a inserção de Cataria de Aragão no contexto da conversa?

            Agradeceria qualquer sugestão de solução.
            Abraço!

      • Regi.Galo/BH disse:

        Caro Alisson Sol,
        Você faz referências aos laços de sangue entre os membros da família real portuguesa e a consequente rede de benesses mútuas. Além deste ponto, o que podemos abstrair mais?
        Abraço!

  • Alisson Sol disse:

    Eu fui às Olimpíadas com a família. Acho que o maior legado que poderia ter ficado seria o do turismo com segurança. Infelizmente, um ano depois, quando algum amigo vê as fotos da família e pergunta se deve visitar, eu não posso recomendar a viagem. Tivessem ao menos mantido a segurança, seria um legado enorme. Infelizmente, no Rio o povo ainda ensaio em viver do governo, e o governo de viver da exploração do petróleo, indo na contramão de todo o resto do mundo (em alguns países já há data para terminar o uso de combustível fóssil).

    Quanto à Inglaterra: que ninguém se engane: o resto do país odeia Londres pelo que foi gasto nas Olimpíadas. Não foi o único fator, mas “mais um” que ajudou no “Brexit”.

  • Regi.Galo/BH disse:

    Na realidade é tudo só uma questão de semântica.

    Na visão do Sr.Fletcher, a participação e o envolvimento da população justifica a perpetuação de um legado. Tem que haver simbiose.

    Já aqui, o significado dessa mesma atitude é outro.
    A participação e o envolvimento da população é sempre caso pro delegado.
    Justificar é só dar umas desculpas esfarrapadas.
    Perpetuação é a insistente manutenção de alguns no poder.
    Legado é uma palavra que não tem sentido prático.
    E simbiose só existe na garantia de contrapartidas e vantagens indevidas.

    Ou seja, aqui as coisas são sempre é sem-base.
    Abraco!

  • Fernando Motta disse:

    Chico,
    Londres e o Reino Unido são o que são hoje em dia graças a pirataria e a escravidão. Reino Unido é um lugar em que roubar é um ato honroso (o herói nacional é Robin Hood), lembre-se que por séculos os ingleses viviam só do que conseguiam roubar de outros povos. Aliás, por volta do século XVI, a economia inglesa vivia somente à base do que os piratas conseguiam saquear. Com a grana roubada, os ingleses construíram a mais poderosa força naval do planeta, a Royal Navy (tradução: “Marinha Real de Sua Majestade). Os piratas, que já eram os maiores heróis nacionais, foram profissionalizados, embarcaram nos navios da Royal Navy como marujos, para assaltar o mundo. Por conta disso, ao longo dos séculos XVII até XIX, os ingleses conseguiram pôr a mão em diversos territórios e bolsos alheios nos cinco continentes. Lembra da máxima: O sol nunca se poem na terra da Rainha!!!

    Estes roubos nos 5 continentes renderam muita mais grana a Inglaterra. Então, com ela, os ingleses passaram a reproduzir em larga escala máquinas (que haviam sido criadas por franceses, alemães ou americanos), para fingir que faziam alguma coisa decente, porque esse negócio de só ficar roubando assim, na cara dura, já estava pegando mal. A tal revolução industrial inglesa só foi possível graças as mais de 42 toneladas de ouro extraídas pelos escravos em Minas Gerais. O governo português usou o ouro das minas do Brasil para pagar as importações de produtos ingleses. O ouro que saía do Brasil cobrado por Portugal recheava os bancos ingleses e ajudou a financiar a industrialização no século XVIII e o capitalismo:
    https://www.youtube.com/watch?v=GG2oTUBsKms

    Os jogos Olímpicos de 2012 são resultado disso….roubos do passado, exploração do presente e o futuro….ahhh, deixa eu sair dessa tal Comunidade Europeia (Brexit) pois, esse negócio de compartilhar recursos não rola. Nós britânicos só queremos venha a nós o vosso reino. E deus salve a Rainha!!!
    https://vimeo.com/130619176

    O resto é perfumaria….

    • Jorge moreira disse:

      Fernando muito obrigado pela aula
      Só que no RJ é diferente construiram e agora estão destruindo a pergunta é simples porque construiram? e agora porque estão destruindo? com certeza só os politicos poderiam nos res
      ponder, e mais se no Reino Unidos deram o nome de…… aqui no Brasil o nome nós tambem
      sabemos mas não podemos falar né

    • marcelo araujo disse:

      Muito bom! E tudo bem debaixo do nosso nariz. Da guerra do ópio não vou nem comentar. Já que o futebol é o ópio do povo! Malditos exploradores! E pensar que rompemos as correntes por conta de um quinto. Hoje pagamos quase metade e continuamos sendo chicoteados. God save the queen, from Sex Pistols! Pelo menos os ingleses revelaram boas bandas de rock clássico!

    • Alisson Sol disse:

      Pensar que um Inglês inventou a web para a gente hoje poder “ler isto”…
      Não entendeu o passado. Não entendeu o presente (Brexit). Fica esperança de que entenda o futuro.

    • Regi.Galo/BH disse:

      “A história se repete mas a força deixa a história mal contada.”
      Engenheiros do Hawaii

      Muito salutar, Fernando Motta!
      Gostei!

      Mas não subestimemos as nossas habilidades(!).
      Se eles tiraram dos outros para se fortalecerem (pela nação).
      Nós (os canalhas) só tiramos é de nós mesmos (pela mancomunação).
      Faz sentido?
      Abraço!

      • marcelo araujo disse:

        Faz pleno sentido, Regi.Galo! Sem o conluio dos daqui com os de lá, não ia ser tão fácil assim não. Títulos de nobreza foram distribuídos a rodo, numa grande tramóia luso-bretã. Barão, Marquês, Visconde… até o Conde Drácula virou presidente.

        • Regi.Galo/BH disse:

          Bem pensado, Marcelo Araújo!
          Você ‘assuntou’ bem nas duas questões: tanto pela menção ao fantástico Rock Inglês, quanto por lembrar dos ‘vínculos com o além’ que fizeram desta República o que é.

          O Conde Drácula é só o laranja da patota. Segundo o seu próprio advogado, as provas não se refletem no ESPELHO da democracia. (haha..!)
          Abraço!

  • J.B.CRUZ disse:

    O parque Olímpico do Rio e as obras nos Estádios para a Copa do Mundo, sem manutenção, aparelhos já obsoletos e obras complementares como: Metrô, movies, avenidas, praças,etc..foi o que este governo Corrupto, perdulário, ladrão, nos deixou..E continuamos pagando por isso…