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A Copa do Mundo antes da era digital: internet? celular? whatsapp? Nem em sonho!

Para cobrir a Copa do México em 1986 nem sonhávamos que algum dia existiriam as facilidades de comunicação dos tempos atuais. Os textos eram enviados por fax, a tecnologia mais moderna deste segmento à época. Ou via “Telex”, esta máquina em que se “datilografava” em uma fita, que ficava cheia de furinhos, códigos, do que era escrito, chegando às redações.

As fotos eram por meio de “Telefotos”, enviadas por linha telefônica a partir destes pesadíssimos equipamentos que eram parte da bagagem dos fotógrafos e instalados nos quartos dos hotéis. Lá, os banheiros dos quartos eram transformados em laboratórios de revelação. Cada fotógrafo fazia fotos dos primeiros 15 minutos do jogo, corria para o hotel, revelava o filme e pedia uma ligação telefônica para a sua redação. Levava-se quase uma hora para se enviar uma única foto e mesmo assim se a ligação estivesse com boa qualidade e não caísse. Durante a Copa havia o “privilégio” de laboratórios montados nos próprios centros de imprensa dos estádios pela organização local.

Na Copa da Itália, em 1990, tivemos avanços tecnológicos consideráveis, com a chegada dos “computadores portáteis” (Pcs), e o surgimento do que seria o celular: aparelho telefônico acoplado a uma caixa enorme, pendurada no ombro, utilizado por pouquíssimas emissoras, precariamente.


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Comentários:
8
  • Daniel disse:

    Isso quando não rolava um telefone grátis num apartamento que o coleguinha alugou né. Kkk

  • Claytinho do Nova Vista - BH disse:

    Bons tempos do Telex…
    O “soda” era quando a fitinha amarela arrebentava… rs

  • Juca da Floresta disse:

    Boa Noite Chico,

    lendo essa matéria e vendo a foto do telex me lembrei de meu tempo de economiário, de 1979 até 1991 trabalhei na Minascaixa, numa noite quando apenas a faxineira e o segurança estavam na agência o telex começou a receber uma mensagem no subsolo, luzes ligadas e a fita perfurada aumentando, a faxineira pensando que era assombração quebrou a maquina a vassouradas, quando o segurança chegou já era tarde.
    Boa viagem à Rússia.

  • Raul Otávio da Silva Pereira disse:

    Cara, isso não é ficção científica, é real. Impressionante.
    Lembro-me como se fosse hoje de enviar cartas e ficar esperando as respostas. Cartas “simples” eram mais baratas, mas demoravam mais. Tinha a “entrega rápida” para saudades mais urgentes…kkkk
    Mas tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. A lentidão de circulação das informações obrigava as pessoas a serem mais reflexivas. Informação instantânea e massiva não dá tempo para ninguém “mastigar” as notícias.
    No caso das fotos, mesmo que fossem tiradas nos primeiros quinze minutos de jogo, sobrava ao leitor ficar analisando cada ângulo daquela foto, procurando encaixá-la minimamente no que aconteceu.
    Não se trata de saudosismo. Claro que o que temos hoje é muito melhor do que antigamente.
    Só acho que nós, humanos, ainda não nos acostumamos a incorporar todas as maravilhas do século XXI sem perder a essência da análise, do pensamento, da formação do contraditório. Não dá tempo; quando recebemos uma notícia qualquer daqui a meia hora chega outra notícia contrária ou complementar. E nosso senso crítico vai por água abaixo; passamos a ser meros reprodutores de posts de blogs e sites.

  • José Eduardo Barata disse:

    Trabalhei demais da conta com o telex .
    Ferramenta usada ao longo do dia para
    contactar os escritórios da empresa ao
    redor do mundo .
    E quando aparecia erro na gravação ?
    Que tragédia recompor a fita ……

    • Helio Antonio Corrêa disse:

      BARATA
      A minha experiencia com esta maquna do TTELEX, é muito mais traumática.
      Veja a historia.
      Em 79, fiz concurso para Petrobras, e eramos um grupo enorme que eram sempre diminuído a cada etapa que as provas avançavam.
      No fim chegamos ao final um grupo de mais ou menos 12 pessoas, e a empresa iria contratar 2.
      O desempate (vamos assim dizer) se deu quando o aplicador do concurso entregou a cada um dos participantes , aquelas vitinhas perfuradas amarelas, para que traduzissemos o que nela estava escrito.
      eu e mais um monte , nos levantamos e fomos pra casa, era o fim do concurso.
      Hoje vendo a geringonça, me lembrei que fiz o curso no Senac , correndo para poder participar do concurso na Petro, com grande esperança de virar funcionario.
      Bons tempos.