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Acabou aquela história de “escola sul-americana”, “escola europeia”. Misturou tudo!

A diferença agora é somente na qualidade individual de cada jogador e o que ele tem de diferencial, como um chute desses do Quaresma, por exemplo, no gol de Portugal contra o Iran.

O estilo de jogo se globalizou há muito tempo, mais intensamente a partir da Copa de 1990, na Itália, quando o “futebol de resultados” entrou em campo de forma definitiva, com a importação de brasileiros e craques do mundo inteiro por clubes da Europa. Antes eles levavam os nossos times para os famosos “torneios de verão” na pré-temporada deles. Foram assimilando nossas formas de jogar e depois passaram a levar os nossos melhores jogadores, às pencas. Atualmente é como se levassem os ovos das aves mais atrativas para chocarem nos viveiros deles. Lionel Messi é o melhor exemplo. Levado aos 12 anos pelo Barcelona. Com quem o Messi tem mais afinidade? Com o futebol sul-americano ou europeu?

Acabou aquela história de “escola brasileira, “escola argentina”, “escola uruguaia”, “escola europeia”. Misturou tudo, e aí cabe a frase do Tim Maia, em que “tudo é tudo e nada é nada”. Peguem as 32 seleções que estão aqui. Em qualquer jogo (com exceções, de países que não figuram no mapa competitivo do futebol) a quase totalidade dos dois times em campo e seus respectivos bancos, jogam em algum clube europeu.


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Comentários:
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  • Alisson Sol disse:

    Vou fazer um contraditório aqui que posso sumarizar no seguinte:
    1) A Copa do Mundo não avalia muito o “futebol do país ou continente”.
    2) Ainda há bastante diferença entre o jogador sul-americano e os de outros países, independente do esquema tático.

    Eu ainda assisto muito futebol (mais do que devia!). Diria que, fosse possível mostrar uns 10 minutos de jogos do Campeonato Inglês, Espanhol ou Brasileiro, eu seria capaz de distinguir qual partida é de qual campeonato com quase 100% de acerto. Os estilos de jogo são completamente diferentes. Por que? Porque no campeonato os times jogam com um “padrão de jogo”. Agora, entre jogos da Copa do Brasil, da Libertadores e da Liga dos Campeões, eu não seria capaz de ter confiança de distinguir. Às vezes, há jogos abertos. Outras vezes, é uma partida horrosa. Os jogos são, por falta de uma palavra melhor, “nervosos”. O medo da desclassificação desmonta a armação tática dos técnicos, e os times jogam com a bola queimando, e tentando evitar erros mais do que acertar. É o mesmo na Copa do Mundo. A Polônia jogou a classificatória de um jeito, e chegou na Copa e mudou, e já vai para casa. A única que ainda parece continuar jogando sem o nervosismo é a Bélgica. Vamos ver nas fases eliminatórias.

    Já em relação à diferença dos jogadores, eu vou pedir a todos que façam o seguinte. Com as devidas exceções, prestem atenção em como um jogador sul-americano domina a bola, e tenta driblar ou inverter a jogada. O jogador europeu no máximo gira 45 graus para um lado ou outro, e dá um passe óbvio para onde o naria está apontado. Sem os jogadores sul-americanos, ou aqueles que se inspiram neles (de Johan Cruyff a Xavi), o futebol da Europa seria terrível de assistir. São excelentes pela disciplina tática: a Alemanha, aos 50 minutos do segundo tempo, continua jogando do jeito que começou o jogo. Mas em termos de “melhores momentos”, um jogo entre times europes às vezes se resume aos gols (às vezes, gols horríveis!). Veja que o Willian é um destaque no Chelsea!

  • Guilherme Gonçalves Costa disse:

    Tem razão, Chico. Misturou tudo. Vi um jogo fraquíssimo entre França e Dinamarca hoje. O popular jogo de compadres. Lamentável! O tal do VAR acabou por eliminar uma característica que sempre achei admirável nos jogadores europeus. Antigamente os europeus brigavam com os sulamericanos que se atiravam na área pra cavar pênaltis. O VAR acabou com isso. Os europeus agora estão tão “sem vergonha” quanto os sulamericanos. Tudo agora é motivo pra reclamar com o juiz a não marcação de pênalti. Tá ficando chato isso