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Dentro e principalmente fora de campo, os erros mais graves que levaram o América ao rebaixamento

Tradicional americano presente em quase todos os jogos do América, Márcio Amorim escreveu para o blog:

“Caro Chico e amigos!
Todos os comentários que li são pertinentes. Somos vítimas de acontecimentos imponderáveis. Fui crítico ferrenho das contratações do América e cheguei a preocupar-me com o fato de poder estar cometendo algumas injustiças com alguns profissionais, incompetentes, mas, possivelmente sérios e bem intencionados.Não amaciei para o Juninho, jogador de três pulmões e nenhum miolo, talvez o melhor representante de uma leva de inúteis, já faz tempo ; não amaciei para Magrão, Aderlan, Mateus Ferraz, Giovanni e critiquei até o He-Man. E o Luan? Ah! o Luan… o mais criticado… o mais vaiado… pega uma bola, a mais importante do ano, coloca debaixo do braço e vai para a marca do pênalti como a dizer: quem me vaiou vai ter de me engolir…

Com o Adilson, desculpe-me, meu caro Chico, havia jogos em que todos estavam em campo. O Adilson chegou a colocar à disposição do time de aspirantes as pérolas da base: Zé Ricardo e Cristhian. Como “Adilson Batista foi o menor dos culpados”?

Quem jogou fora os três pontos que transformariam o jogo de ontem em amistoso, em casa, contra o falecido Paraná? Naquela amaldiçoada tarde, o América caiu. A sequência seria terrível; cinco jogos, sendo três fora, contra dois poderosos que lutavam pelo título entre si – Inter e Palmeiras – e o protegido da CBF, que lutava contra o rebaixamento.

O jogo contra o Paraná foi o divisor de águas. Pelo time que o autointitulado Prof. Pardal pôs em campo, naquela maldita tarde, tive lampejos de voltar para casa e não entrar no estádio. Um moleque na verdadeira extensão da palavra. Irresponsável que se achava o deus do raio e do trovão.

Pior: uma diretoria conivente com a molecagem do Adilson, mantendo-o por dez jogos seguidos, sem ganhar de ninguém – nem do Paraná que, àquelas alturas, era menos do que “ninguém”. Uma diretoria sem uma voz ativa e forte, por vezes, necessariamente destemperada, que colocasse o treinador no seu devido lugar, a rua, assim que começou com suas invencionices e os resultados não apareciam. Não! Teve de esperar dez jogos e a vaca ir literalmente para o brejo, depois do vexame contra o Paraná.

Para não perder o costume, começava ali a sessão chacota para que não se perdesse o costume,

Como veem, não estou com chororô inútil. Preciso desabafar e, ao mesmo tempo, ajudar. Encerro, dirigindo-me, neste espaço humilde, a quatro personagens, agradecendo-lhes pelos desserviços prestados, pedindo humildemente que desapareçam da vida do América e dos americanos: a diretoria, o Drubscky, que tentou a ressurreição, o Adilson Pardal e este câncer chamado de “empresário” que empurra goela abaixo da torcida atletas medíocres, refugos, e impõe a escalação de suas pérolas.
Grande abraço!

Márcio Amorim


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Comentários:
15
  • humberto disse:

    Torci muito para que o coelho ficasse na A, mas, infelizmente o que estraga o América são sua diretoria e torcida, eu explico, a única chance do América permanecer na série A, é aceitar sua condição de que na A é um clube pequeno, reconhecer isso será o primeiro passo pra subir e não cair, vejam a Chape, eles sabem o seu verdadeiro tamanho, se preparam e jogam sabendo de suas limitações, resultado jamais cairam desde que subiram. Apenas a imprensa mineira pra fazer média com o América fica dizendo que o clube é grande, mentira, e o pior diretoria e torcida acreditam. Espero sinceramente que um dia todos no clube aprendam isto e com certeza o América poderá ter dias melhores.

  • audisio disse:

    Não iria ser em Dezembro que se iniciaria a construção da arena MRV?
    O que acontece com o estádio do Galo?

  • audisio disse:

    Simplesmente ter contratado Adislson Batista.

  • Tomáz Almeida disse:

    Chico, amo o America mas o America não me quer.

  • Julio Cesar disse:

    Penalti claro do Dedé no Mateusinho. E o arbitro optou por prejudicar e beneficiar o outro.

  • Raul Pereira disse:

    Bastava o Cruzeiro ter colocado o segundo time prá jogar com o América.
    Teria perdido, não faria diferença nenhuma, e o América estaria na Série A.
    Pisou na bola a diretoria do Cruzeirão Cabuloso.

  • jesum luciano da silva disse:

    e o marcos rocha, hein, desrepeito e o tanto de gol que ele entregava. ganhamos libertadores porque ele e o richarlisson nao estava na final.quero ver se o palmeiras nao exercer o direito de compra-lo.

  • J.B.CRUZ disse:

    As Pessoas Não São Perfeitas…Elas Não São…Elas Cometem Erros..E Quando Cometem, Elas Sofrem..Elas Pagam..Dentro Delas, Elas pagam….
    Então Quando os Outros Cometerem Erros; e Eles vão Cometer Erros; Tente lembrar disso para perdoá-los…
    Somos Marionetes do Destino, Refém de Nossas escolhas..Na Luta Pela Sobrevivência, Há um vale tudo na base do ”Primeiro os Meus; Depois os Teus”; Não Importando para Algumas Pessoas o Começo; o meio e o Fim Para Conseguir…
    Devemos Lembrar que Na disputa por um Objetivo na VIDA, Sempre terá do Outro Lado um Oponente, Adversário, Querendo o mesmo Resultado que Você..
    Aprenda a perder Também !!
    VIDA QUE SEGUE !!

    • Márcio Amorim disse:

      Caro J. B. Cruz!
      Que bom que o senhor, mesmo não sendo americano, tenha dedicado um pouco do seu tempo, para ler as minhas colocações! A Filosofia, matéria fascinante e igualmente misteriosa, é uma área do nosso conhecimento que nos permite divagar, deixar a mente levitar à procura de respostas para as nossas inquietações.

      Antero de Quental, um dos maiores poetas portugueses, quiçá, um dos maiores de todos os tempos, deu-nos uma lição em um poema curto, apenas quatorze versos, dito soneto. Neste poema, ele mostra a inquietação humana em relação à existência de Deus.

      No poema, uma turba inquieta, que levantava as mãos para o céu, revoltada, às vezes, violenta que buscava saber quem era Ele e onde estava quando “de enjoado ou distraído, deixou matar seu Filho no Calvário”, Ele, do alto de sua sabedoria responde: chamam-me de Deus, mas eu, por mim, não sei como me chamo. Esta é a profundidade da verdadeira Filosofia. De que adianta eu querer saber quem é Deus se Ele próprio está procurando saber quem Ele é?

      Esta Filosofia profunda não se aplica ao futebol nesta dimensão. Na filosofia do futebol, existe o outro lado, sim. Os atletas foram tratados com respeito até o limite. Está no meu primeiro parágrafo esta minha preocupação com os profissionais sérios, por acaso, ruins de bola. Sei que alguns, sérios, sofrem com erros, muitas vezes causados pelas própria limitações. Está bem claro, quando disse que eu me preocupava com isto.

      Desapareci do blog, nos momentos em que o meu time descia ladeira abaixo. O objetivo foi não tumultuar, com cobranças, o trabalho de todos. Meu papel era de torcedor e, como tal, sinto-me na obrigação de cobrar. Dei a minha parcela, gastando meu tempo e dinheiro, comparecendo a TODOS os jogos, muitas vezes, com a saúde debilitada. Dizer que faltou pulso, planejamento e comprometimento de alguns é muito pouco. Houve irresponsabilidade, e muita.

      Quanto ao “outro lado”, lamento apenas estar sempre do mesmo lado: o que deve perder e calar-se. Não tenho o mesmo respeito por “este outro lado”, principalmente, este lado que subiu da Série C para a Série A, com um simples canetada da CBF. E os outros lados que tiveram de continuar na batalha? O que a Filosofia evocada fez por eles? Lembro-me de que criaram, vergonhosamente, a Copa João Havelange, com quatro grupos de dez times, para caberem todos. Porém, em dois dos grupos (A e B) não haveria rebaixados e os grandes jogaram entre si, enchendo os cofres. A escória ficou nos grupos (C e D) e, times como o América foram rebaixados com mais pontos do que “alguns times”, sem citar nomes, que pertenciam a um dos grupos dos intocáveis, para onde fora catapultado o Flu.

      Não tenham dúvidas de que, se o América não se rebaixasse pelos próprios erros no último domingo – erros de pessoas que erram sempre – algum esquema estaria pronto para beneficiar o Flu. Dane-se a Filosofia e seus mistérios insondáveis!

      Confesso que, do alto dos meus cabelos de algodão, não vou “aprender a perder SEMPRE”! Estou velho para certas aprendizagens. Grande abraço!

  • Julio Cesar disse:

    O jornalista Vinicius Dias escreveu que Rafael Moura é o recordista em rebaixamento entre os jogadores brasileiros. Então ele estava no lugar certo pois o America agora divide com o Vitoria o recorde em rebaixamentos. Fora o rebaixamento pra serie C. E reforço as palavras do Marcio Amorim principalmente quanto aos “empresarios” que empurram jogadores mediocres para clubes e torcidas.
    O America passou por problemas parecidos com o do Atletico. Principalmente contratos mal explicados.
    O armador Serginho não poderia ter sua situação resolvida antecipadamente ? Qual a razão de se manter Luan ? E como ja comentei, a estranha saida do Enderson Moreira.

  • Huener disse:

    Márcio e todos, bom dia.

    Outra coisa que gostaria de reforçar aqui: circulou entre torcedores e em setores da imprensa, que teriam sido oferecidos para o América, para empréstimo, o Felipe Gedoz e o João Pedro, Atlético PR, e o Eric, Palmeiras. Desses, o América esteve próximo do João Pedro. Os outros, o América não quis. Enfim, porque estou dizendo isso, a desculpe é a de sempre: o América não tem dinheiro! Será que não? Ou o Planejamento estratégico e o Plano de negócios que tem sido mal feito ou mal executado? Certa vez, enviei um email sugerindo a Diretoria criar um plano de contratações focado em 3 ou 4 jogadores de bom nível, a partir da ajuda da torcida. Como? Simples, fidelize 10 mil torcedores (Segundo as estatísticas, somos, pelo menos, 50 mil). Cada um pagando 100 reais por mês, teríamos 1 milhão disponível só para isso. Como seriam realizadas as contratações? A equipe de olheiros apresentaria os nomes em enquetes, os 4 ou 3 mais votados pelos 10 mil torcedores seriam contratados para a temporada. Assim, a torcida teria mais confiança e saberia quais os reais objetivos do time. O restante do time seria mantido pelo dinheiro de patrocínios e televisão. Outra coisa, para cortar gastos… O independência já utiliza energia solar? Concluindo, sabe o que falta ao América e aos times de futebol, para não falar das instituições de vários setores desse país? Transparência no que faz e vontade de trazer a torcida, a população para dentro do clube, como sócio de verdade. O que sugeri acima, foi realizado pelo Internacional em certa época, e deu certo. Agora não precisam, pois já tem muitos sócios torcedores.

    Fica aí meu desabafo e sugestão.

    Abraço

    Huener

  • Huener disse:

    Caro Márcio, Saudações.

    Só tenho que discordar de uma coisa: o divisor de águas foi aquele empate bisonho com o Ceará. Se tivesse demitido o Adilson ali, ainda teríamos pela frente o Grêmio reserva do reserva, a Chape, o Cruzeiro, o Paraná…. Espero que a Diretoria nos escute mais. Tem horas que penso que eles acham que a gente quer que o América contrate o Messi, Cristiano Ronaldo…Sabemos bem a realidade do Coelhão… Isso o Salum não precisa nem comentar. Quanto ao ano que vem, estaremos lá na série B prestigiando o time. No mais, já deixei minha lista de sondagens. Penso que uma parte boa desse time que caiu, pode jogar a B pelo América e trazê-lo de volta para a série A. Eles já fizeram isso no ano passado, porque não no próximo ano? Penso que Fernando Leal, com uma provável saída do João Ricardo, deve ser priorizado, pois já mostrou ser um excepcional goleiro, e Norberto e Carlinhos devem ser priorizados na renovação. E claro, vamos dá moral maior para o Cristhiam, Zé Ricardo, Matheusinho, Emiliano, Sabino, Jori, França entre outros que estão no sub-23.

    No mais, é isso. Saudade da comunidade do orkut, do tempo que eu, vc, Wilton, Breno dialogávamos por lá.

    Saudações Americanas

  • flavio disse:

    sem nada para acrescentar, meu nobre amigo Márcio Amorim… nós Americanos, somos a verdadeira Resistência!

  • Alisson Sol disse:

    Na minha opinião, o Adílson Batista é até um bom técnico, mas se perde na “pressão do empresário”. Não esqueço das trapalhadas dele na Libertadores 2009, tanto em termos de escalação quanto de posicionamento do time. Duvido que não tenha existido algum pressão nas escalações do América-MG.

    É por isto que repito sempre que o melhor técnico que vi, até o time entrar em campo, é o Levir Culpi. Este jamais aceita pressão de empresário, ou “nome e títulos do passado” como critério de escalação.

    Creio que você tem de olhar para cima. Se alguém está demonstrando incompetência e “todo mundo está vendo”, por que será que quem está acima não toma atitude? Para mim, o rebaixamento é culpa da Diretoria de Futebol e/ou da Presidência. Mas, no Brasil, só falta o Cruzeiro agora querer contratar o tal Drubscky, na linha do que fez com o Alexandre Mattos…

  • Marcão de Varginha disse:

    Estou solidário para com o sempre inteligente, ponderado e realista Márcio Amorim: um gentleman nas palavras!
    – #benecyeternomito