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Acredite: no futebol “profissional” do Brasil clubes não conseguem por times em campo em jogos oficiais. Hoje foi o Figueirense

A decadência do futebol brasileiro desceu mais um degrau esta noite com o vexame dado pela diretoria do Figueirense, de nem sequer dar alguma garantia aos seus jogadores de que pagaria salários e outros direitos até o próximo dia 28. Isso foi pela Série B nacional. Na semana passada tivemos situação semelhante quando o Pirapora não entrou em campo para enfrentar o Mamoré, pela terceira divisão mineira, logo na primeira rodada, por falta de jogadores inscritos e outros problemas financeiros. Quem não tem competência que não se estabeleça. As federações e a CBF deveriam tomar medidas e criar antídotos para evitar absurdos como um clube não entrar em campo em jogo oficial. Desrespeito absoluto.

No portal Terra, detalhes da palhaçada de Cuiabá hoje:

“A delegação do Figueira até chegou a ir para a Arena Pantanal, mesmo com atraso, mas, após uma conversa no vestiário, os atletas optaram por não jogar. Cumprindo o protocolo, o árbitro Pathrice Maia esperou por 30 minutos para iniciar o duelo marcado para as 21h30 (de Brasília) antes de decretar o WO. Os jogadores ainda não receberam os direitos de imagem dos últimos dois meses e o salário de julho, mas esperavam pelo pagamento nesta terça-feira para disputar o jogo. Como não houve um contato da diretoria, decidiram por boicotar a partida.

“O pedido dos atletas era para que os salários e os direitos de imagem fossem pagos no final da tarde de hoje. O prazo se esgotou e não houve nem resposta por parte da diretoria. Os jogadores até se comprometeram em jogar caso o presidente firmasse um documento se comprometendo a quitar os atrasados até o dia 28. Caso não quitasse, ele pediria afastamento da diretoria executivo. Essa reivindicação foi rechaçada. Os atletas entendiam que isso seria um motivo para jogar, mas a diretoria não demonstrou nenhum tipo de boa vontade”, disse Felipe Rino, advogado dos atletas, ao Premiere.

Além dos atrasos com os vencimentos do time profissional, que não realizou nenhum treinamento para enfrentar o Cuiabá, o clube deve para funcionários e atletas da base. A administração do time é responsabilidade da Elephant, uma empresa privada.

Com o WO confirmado, o Figueirense será julgado Superior Tribunal de Justiça Desportiva com base no Artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva por “deixar de disputar uma partida sem justa causa”. Desse modo, o clube pode ser multado entre R$ 100 e R$ 100 mil, além de ter a derrota por 3 a 0 confirmada. Se a equipe reincidir na ocorrência, poderá ser excluída da Série B.

Confira a note emitida pelo Figueirense:

O Figueirense Futebol Clube comunica que a decisão de promover o W.O. na partida da Série B do Campeonato Brasileiro desta terça-feira, 20 de agosto, contra o Cuiabá, em Mato Grosso, é exclusiva dos jogadores profissionais relacionados para o confronto. Vale ressaltar que a comissão técnica se apresentou normalmente para a disputa e o setor de logística do Alvinegro promoveu todos os procedimentos prévios para entrada em campo dos atletas

https://www.terra.com.br/esportes/figueirense/jogadores-se-recusam-a-entrar-em-campo-e-figueirense-sofre-wo,c70c77db5f5ef2cfc8237935256a4014z9nuecei.html


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Comentários:
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  • Flávio Azevedo disse:

    Ja falei outrora que em um país continental como o Brasil, não suporta 38 rodadas para serie b..e na serie A, 6 ou 7 equipes tem estadios cheios e a maioria vazios…hora de repensar as fórmulas das competições…chegaram ao absurdo da “europeizaçao” colocando a final da libertadores em jogo único em um país que não tera nenhum dos finalistas…

    • Alisson Sol disse:

      Acho que são coisas diferentes.

      Concordo completamente que o Brasil não suporta 38 rodadas de Série B. Até na série A, quando o time vai mal, a torcida tem de “preservar o seu dinheiro”. Mas o orgulho impede as pessoas de verem que ir da Inglaterra à Rússia, literalmente “cruzando a Europa futebolística”, é um vôo de 4 horas. Enquanto isto, imagine um jogo Grêmio x Fortaleza, em um país onde os clubes não tem avião próprio, e não há vôos diretos…

      Já a questão da final de Libertadores em jogo único talvez tenha a mesma finalidade da Europa: incentivar o turismo. Nesta Libertadores mesmo, um dos meus irmãos visitou Buenos Aires com a família, e assistiu ao jogo do Cruzeiro e River. Este “turismo” de família no futebol será a salvação: o “hooligan” da torcida organizada vai acabar.