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José Luiz Gontijo, “granada sem pino”, que fazia a metralhadora do Lélio Gustavo parecer de brinquedo

A foto parece de propaganda de filme de gângsteres, mas somos nós num hotel de Santana do Livramento/RS: Gontijo, Roberto Abras, o gerente do restaurante, Uara Elias Jorge, o famoso “Turquinho”, da Rádio Itatiaia e o “locutor que vos fala”.

No título do post, eu disse “fazia”, porque me refiro aos tempos do Gontijo, do Lélio e meus na mídia formal, de rádio, TV e jornal, já que o Gontijo continua firme e forte em seu twitter @joseluizgontijo , dando tijoladas diárias, atualmente, mais sobre política do que sobre futebol. O Lélio, continua ótimo, também, na Rádio Super FM 91,7. Nessa onda de rever fatos, textos e vídeos, costuma bater saudade de pessoas importantes em nossas vidas. Gontijo foi um companheiro dos mais marcantes no Minas Esporte, da Band. Dia desses, encontrei essas fotos de uma das coberturas mais divertidas e produtivas das quais participei: a Copa América de 1995, no Uruguai, que teve os anfitriões como campeões. Há 25 anos as delegações estavam chegando ao país. A seleção brasileira jogou a primeira fase na bela e acolhedora Rivera (terra do ex-zagueiro Hugo de León), na fronteira com o Brasil, e ficou hospedada em Santana do Livramento, ótima cidade gaúcha, do outro lado da Praça Internacional, conhecida como “Fronteira da Paz”.

Eu era repórter da Rádio Alvorada FM e o Gontijo, da Itatiaia. Suas perguntas a jogadores, treinadores e dirigentes eram ácidas, longe das quicadas de bola e puxa-saquismo de boa parte dos colegas, daqueles tempos e principalmente de hoje. Valia o interesse do ouvinte e não do entrevistado ou patrocinador. Nesta foto ele entrevista o Del Solar, meio-campista, que era a grande promessa da seleção peruana naquela Copa América. Revelou-se um grande “foguete molhado”. Nos anos 2000 se tornou treinador, inclusive da seleção do país, num fracasso retumbante: último colocado nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010, na África do Sul. Mas, uma figura super gentil e acessível, mesmo naqueles tempos, quando era uma das estrelas peruanas em terras uruguaias.


Aqui, nós entrevistamos o Roberto Palácios, outro candidato a astro do futebol do continente naquele 1995. Conseguiu mais sucesso que o Del Solar, inclusive com passagem pelo Cruzeiro, em 1997, porém, discreta.

Nesta foto, abaixo, José Luiz Gontijo, entre o Vinícius Araújo, atual vereador, ex-presidente da CDL de Matozinhos, e o Mário Henrique Caixa, então candidato a deputado, na campanha eleitoral de 2010, em caminhada pela cidade.

Também em 2010, eu reclamava aqui no blog, que o Gontijo faz falta à imprensa formal:

http://blog.chicomaia.com.br/2010/02/26/a-metralhadora-que-nao-tinha-rumo-jose-luiz-gontijo/

Quanto àquela Copa América, o Uruguai foi campeão sobre o Brasil, depois de 1 a 1 no tempo normal e vitória de 5 a 3 nos pênaltis.

A ficha técnica

Data: 23/7/1995
Local: Estádio Centenário, Montevidéu
Público: 60 mil pessoas
Arbitragem: Arturo Brizio Carter (MEX), auxiliado por Bommer Fierro (EQU) e Adrián Gómez (VEN)
Cartões amarelos: Herrera, Poyet e Méndez (U), Roberto Carlos, Zinho, Juninho Paulista e Dunga (B)
Gols: Túlio, aos 30 do primeiro tempo e Bengoechea, aos seis do segundo.
Uruguai:
Alvez ; Méndez, Herrera, Moas e Silva (Adinolfi); Dorta (Bengoechea), Gutiérrez, Poyet e Francéscoli; Fonseca (Martínez) e Otero. Técnico: Hector Nuñez.
Brasil:
Taffarel; Jorginho, Aldair, André Cruz e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Juninho Paulista (Beto) e Zinho; Edmundo e Tulio. Técnico: Zagallo


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