Blog do Chico Maia

Acompanhe o Chico

Expulso da Austrália, Novak Djokovic, melhor tenista e também o maior cabeça cozida do mundo

Eu era fã deste camarada, pelo tanto que joga e pelo estilo de vida descontraído, bem humorado. Mas, todo ser humano tem as suas susceptibilidades, não é? Disse o pensador romano Públio Terêncio, que “tudo o que é humano não me é estranho”.

Como pode, depois de tantas mortes e confusão provocadas pela Covid e depois de tantos estudos que comprovaram a eficácia da vacina, alguém de nível social e cultural como ele se recusar a vacinar.

E pior: colocar em risco outras pessoas. E mais grave ainda, tentar burlar as leis e os cuidados de um outro país. Ainda mais a Austrália, onde a população segue as regras à risca e cobra das autoridades que não haja privilégio para ninguém.

Em 2004 eu estava lá, cobrindo os Jogos Olímpicos e acompanhando um “escândalo” que ocupava grandes espaços de toda a imprensa deles: o Primeiro Ministro viajou à vizinha Nova Zelândia, para uma reunião de trabalho, e não declarou o seu notebook, de uso pessoal, na saída do país.

No retorno, a polêmica estava instalada, pois o homem infringiu as regras e teria que arcar com as consequências. Pedido de desculpas não resolvia.

A Olimpíada terminou, embarquei de volta para cá e o assunto continuava rendendo, já que o parlamento discutia que se o homem teria de renunciar ou se receberia uma carta de repúdio, o que acabou acontecendo.

E aí chega o senhor Djokovic se fazendo de bobo para um assunto tão sério. Ficou 10 dias detido e agora mandado de volta à Sérvia, terra dele.


Deixe uma resposta para Alisson Sol Cancelar resposta

Comentários:
45
  • Humberto disse:

    Num programa de esportes da jovem pan, comentavam sobre tite não ter convocado o renan lodi por não ter se vacinado, e todos batiam palmas pro tite. Até que o vampeta perguntou: e se o neymar não tivesse tomado a vacina qual seria a atitude do treinador? Foi até engraçado enrolaram, enrolaram, enrolaram mas ninguém respondeu com efetividade a pergunta. Depois pra da um fim no assunto pediram comerciais com rapidez. O debate e o contraditório estão proibidos no país.

  • STEFANO venuto barbosa terezinha venuto barbosa disse:

    Boris Johnson acaba de anunciar ao parlamento britânico que o “ Passaporte sanitário” será eliminado junto com a orientação para trabalhar em casa e uso de máscaras obrigatório também será retirado a partir de 26/01.

  • Alisson Sol disse:

    Caro Raws,

    Este já é um posto “velho” no blog. Quem estiver lendo aqui, provavelmente está interessado. Devido à limitação do números de respostas, deixo aqui meu comentário em relação ao seu último post abaixo. Agradeço o respeito durante a divergência.

    Não houve “vacina apressada”. Todos os testes (trials) seguiram exatamente o mesmo tempo utilizado para verificação de outras vacinas. Apenas houve uma mobilização enorme para se conseguir o número necessário de voluntários, que nunca foi feita antes. Alguém se lembra de como foram recrutados os voluntários de outras vacinas? Eram geralmente presidiários homens apenas. E destes se projetava o que iria ocorrer com todo mundo: mulheres, velhos, jovens, etc. Agora não: há testes reais com crianças, velhos, mulheres, etc.

    E a maior economia foi no tempo de processamento. Antigamente, um médico fazendo os testes na Alemanha enviava uma carta com seus resultados para um outro médico na Suiça tabular. Hoje, assim como nossa discussão aqui na Internet, não há barreiras para a troca da informação. Computadores permitem a “computação” dos dados instantaneamente. Repetir que houve uma “vacina apressada” é espalhar informação incorreta.

    Realmente não há como prever uma possível efeito colateral das vacinas contra a COVID daqui há 30 anos. Mas isto jamais se soube para nenhuma vacina. Por que esta vacina teria critério diferente? Certamente há um efeito colateral da não-vacinação que é conhecido? Morte. Em uma amostragem com mais de 3 milhões de casos, crianças são 17.3% dos casos, chegando a 0.27% das mortes em alguns estados americanos. Cada criança que morre é uma perda eterna. E não há porque acreditar que os não-vacinados e contaminados também não terão efeitos colaterais. Peço que olhe por alguns segundos a foto de uma criança não vacinada e que sobreviveu a contaminação pela varíola (vide na Wikipedia). Será que alguém vai preferir que se pare a vacinação contra a varíola agora pela falta de estudos sobre efeitos colaterais após 30 anos?

    De novo: todo o raciocínio e questionamentos apresentados são válidos. Apenas é preciso ir além e ter criticar a própria crítica. Fazer “Ciência” é difícil: é muito mais fácil repetir o último post do WhatsApp ou Twitter. É por isto que se vê um grande número de cientistas tendo de sair do Brasil. Se é o que você sabe fazer, sobreviver no Brasil é difícil. O melhor livro que li sobre Ciência em geral, e que me motivou na carreira, foi “Filosofia da Ciência“, de Rubem Alves. Aconselho a quem puder ter a oportunidade de ler. É contagiante, e deixa apenas boas sequelas.

    • Martens disse:

      Vi uma ” piadinha ” hoje sobre o assunto. A criança pergunta a mãe
      – Pq tem tanto adulto contra a Vacina ?
      a resposta
      – Pq estes adultos foram vacinados quando criança !

      • Alisson Sol disse:

        O que eu gostaria é que as pessoas lessem apenas a amostra gratuita do livro Filosofia da Ciência.

        Ultimamente, jogam-se insinuações sobre o “interesse das empresas que produzem vacinas” em “forçar” a vacinação, apesar de inúmeros fabricantes estarem competindo, sem qualquer reserva de mercado em lugar algum. Agora, aparece que o Djokovic é dono de uma empresa que está desenvolvendo e fazendo os testes de um novo tratamento para a COVID que não é uma vacina (link). Irônico, não é?

  • Rodrigo Galodoido disse:

    O nazismo começou com passaporte sanitário, para quem não sabe. Se essa vacina funcionasse, assim como as demais medidas, não teríamos cruzeiros de vacinados com surto de covid. Alguém conhece o cientista Robert Malone? Essa vacina de RNAm jamais foi usada e está sendo testada na humanidade. E a nova pandemia, do mal súbito? Em um ano, estamos caminhando para a quarta dose e o surto está voltando. É um tapa na cara…

    • Raws disse:

      Rodrigo, Robert Malone está sendo desqualificado e acusado de propagar fake News por essa mídia corrompida. Nem o currículo do referido não importa mais. Se Albert Sabim por aqui estivesse com alguma teoria contrária também seria crucificado.
      Tempos tristes.

      • Rodrigo Galodoido disse:

        Raws, quem já participou de pesquisa acadêmica, da área de saúde, sabe o que tem que ser feito. Todas as publicações são financiadas pelos grandes fabricantes. Os grandes fabricantes são controlados pelos grandes fundos: Black Rock e Vanguard, que tem de 5 a 10% de participação nas 170.000 maiores empresas do mundo, além de controlarem a mídia de todo o planeta. Quem ousa falar o contrário está fora do jogo. Qualquer jornalista de tv entende mais de remédios e saúde do que um cientista de verdade. Viva a Ç$iên$$a!!!

        • Humberto disse:

          Parabéns Rodrigo por suas palavras, são fatos e contra fatos na argumento. A tara agora é vacinar crianças, mas tenho certeza que num futuro bem próximo esses governantes e autoridades vão ter que se explicar perante a lei todas essas loucuras cometidas contra a sociedade. Não existe esse negócio de vacina boa é vacina no braço. O correto é vacina boa é aquela que tem segurança e eficácia garantida. O resto é lobby$$$$$$$$$$$$$

          • Rodrigo Galodoido disse:

            Humberto, onde já se viu aplicar 3 doses de uma vacina em menos de um ano e as pessoas vacinadas continuarem vulneráveis ao vírus?
            A Pfizer enviou relatório ao FDA informando que as vacinas evitarão UMA morte em 1 MILHÃO de infectados na faixa de 5 a 11 anos e a expectativa é de 79 casos de miocardite para o mesmo público.
            E não existe estudo suficiente da vacina. O que vivemos é um teste: tentativa e erro. Tome duas doses e após 15 dias, estará imunizado (Butantã – abril/2021). Depois tome a 3ª dose de reforço de outro fabricante, que estará tudo certo. Agora já estamos indo para 4ª dose. E os casos de mal súbito? Normal, normal… a regra é clara!

  • Raws disse:

    https://twitter.com/carteiroreaca/status/1483240355143299076?t=J_VeuYGsQrULV5t9a3pD2A&s=19
    Esse tipo de estatística é que sempre me embasou.
    Espero contribuir com o raciocínio dos colegas.

    • Alisson Sol disse:

      Raws,

      Números absolutos não são sequer “Estatística”. Estatística começa com uma “Hipótese Nula“. Qual a hipótese destes números.

      Não adianta querer dizer que há qualquer informação em uma sequência de números como:
      Há 11 pacientes na UTI. 4 com 3 doses. 6 com 2 doses. 1 não vacinado.
      Talvez os não-vacinados que estavam na UTI já tenha morrido. Ou sequer chegado à UTI. Qual a hipótese? Testar a hipótese nula exigiria um número mínimo de dados para se ter “significância.

      Eu, com grande percentual de acerto, poderia afirmar:
      Há 11 pacientes na UTI. 11 tem dois olhos.
      Qual a hipótese? Ter dois olhos causa ou agrava a COVID. Será verdade?

      Infelizmente, a “Universidade WhatsApp” e “Universidade Twitter” estão cheias de dados que falham em qualquer teste básico para quem realmente estudou Estatística. Os cursos de Estatística na UFMG são excelentes. Dica: as salas estão sempre vazias. Duvido que os professores se recusassem a deixar interessados comparecer às aulas.

      • Raws disse:

        Alisson, então esqueça a palavra estatística e substitua por, informações como essa me trazem conteúdo para raciocinar.

        • Alisson Sol disse:

          Raws,

          Ciência da Informação também é curso na UFMG…

          A primeira coisa que se aprende é: números soltos sem contexto nada dizem. Imagina se eu seleciono estes resultados do Atlético-MG em 2021.
          01/Abril/2021: Caldense 2×1 Atlético-MG
          11/Abril/2021: Cruzeiro 1×0 Atlético-MG
          Hipótese: O Atlético-MG consegue vencer um time de segunda divisão, ou pior?
          Os dados são reais e corretos.

          Vamos tentar ser realmente científicos: Qual a sua hipótese?
          Exemplo:
          1) Quem toma vacina não pega COVID? Nenhum cientista jamais disse isto. Ser infectado pelo vírus é ortogonal à vacina.
          2) Quem toma vacina não é hospitalizado por COVID? Nenhum cientista jamais disse isto. Seria até absurdo, já que a vacina tem tempo de ativação, e a pessoa pode ser infectada antes, pode ter agravantes (asma, por exemplo), etc.
          3) Quem toma vacina não morre por COVID? Vide anterior.
          4) Quem toma vacina tem menor probabilidade de internação e morte por COVID após o período de ativação dos anticorpos do que um não vacinado e não contaminado? Sim. Isto é provado.

        • Alisson Sol disse:

          Caro Raws,

          Ciência da Informação também é curso na UFMG…

          A primeira coisa que se aprende é: números soltos sem contexto nada dizem. Imagina se eu seleciono estes resultados do Atlético-MG em 2021.
          01/Abril/2021: Caldense 2×1 Atlético-MG
          11/Abril/2021: Cruzeiro 1×0 Atlético-MG
          Hipótese: O Atlético-MG consegue vencer um time de segunda divisão, ou pior?
          Acha que selecionando estes resultados eu teria realmente “informação” completa para testar a hipótese?

          Vamos tentar ser realmente científicos. Imagine as seguintes hipóteses:
          1) Quem toma vacina não pega o vírus? Nenhum cientista jamais disse isto. Seria absurdo: a vacina não impede que você tenha contato com o vírus.
          2) Quem toma vacina não é hospitalizado por COVID? Nenhum cientista jamais disse isto. Seria até absurdo, já que a vacina tem tempo de ativação, e a pessoa pode ser infectada antes, pode ter agravantes (asma, por exemplo), etc.
          3) Quem toma vacina não morre por COVID? Vide anterior.
          4) Quem toma vacina tem menor probabilidade de internação e morte por COVID após o período de ativação dos anticorpos do que um não vacinado e não contaminado, e até o período de expiração dos anticorpos? Sim. Isto é provado. Acho que não está em discussão mais. Estudo sobre isto foram repetidos em todo o mundo.
          5) A imunidade após pegar COVID e se recuperar é melhor do que tomar vacina? Não. Se não vier a óbito, a pessoa pode se recuperar sem desenvolver anticorpos e a imunidade natural decai mais rápido do que a dos vacinados. Além disto, entre os que desenvolvem anticorpos, a efetividade destes é de menos da metade do que a dos desenvolvidos por vacinados (link para o estudo científico).

          Qual seria alguma outra hipótese em dúvida?

          • Raws disse:

            Alisson, em momento algum falei que as vacinas não foram benéficas para a queda dos números.
            Meus questionamentos sempre foram, por ser uma vacina “apressada”, que pela gravidade tinha de ser mesmo, só que ninguém sabe sobre danos futuros. Mas agora parece que o “meios” justificam os fins. Minha irritação máxima
            é a vacinação para jovens e crianças que na minha visão é uma aberração. Assim como foi falado lá atrás do percentual de mortes e o alvo preferido desse vírus, a faixa etária mais baixa estava distante dessa preferência. Só que agora os argumentos são outros “$”. Tudo mudou. Não! Não concordo. Mesmo porque, NINGUÉM, pode mensurar os efeitos colaterais dessa vacina. Só que crianças e jovens que tem uma longa vida pela frente correrem um certo risco sem comprovação de necessidade? Ninguém ainda consegue me provar e convencer, só que “teorias” para isso não faltam.
            Para encerrar, aliás encerrar mesmo de minha parte o tema, como falei o debate com respeito é sempre bom, mas vou parar por aqui, pois os colegas acabam ficando de saco cheio do mesmo assunto.
            E por fim, jamais desmerecerei os estudos e links que você se embasa, só que tenho o direito e a obrigação de ficar na dúvida, quando estudos e teorias contrárias não possuem o mesmo espaço, inclusive a desqualificação de quem se atreve. Abraço

  • Raws disse:

    É fato que não existe unanimidade entre os cientistas, então muito menos entre nós leigos que quase nada sabemos. Imagino que todos acompanharam os conhecedores da matéria para formar opiniões. Particularmente faço isso há 2 anos.
    O problema que vi e vejo é a força da indústria farmacêutica que somará muitos bilhões em faturamento e usa seu poder para massacrar e desqualificar as teorias contrárias. Calaram os médicos e os que se atreveram a falar todos viram o resultado. Cientistas renomados de vários países até de fake News foram acusados e o pior, sempre pelos mesmos veículos de comunicação.
    Outro grande problema que vejo é o não raciocínio. Graças a Deus tenho inteligência e experiência para discernir o certo do errado. Para saber o que é incoerência e para perceber erros absurdos. Negar que as vacinas reduziram as mortes seria falta de inteligência de minha parte, mas negar que muitos que se contaminaram antes da vacina também contribuíram para essa queda é negar o lógico.
    Conforme vemos também aqui nesse espaço, as opiniões sobre o tema são diferentes e devem ser respeitadas, pois repetindo, ninguém tem certeza de nada.
    Só que, se fosse questão de aposta eu apostaria que em breve futuro será provado que esse passaporte sanitário é uma das maiores aberrações da pandemia, assim como o desvio de verbas por muitos governantes.
    Não morrerei antes que sejam esclarecidos o “equívocos” dessa pandemia, mas se eu quiser ver a punição aos culpados, só se eu visitar o inferno.

  • STEFANO VENUTO BARBOSA disse:

    Sou a favor das vacinas, tomei todas as doses, mas a ideia de que a ciência é a única guia confiável implica que a sua autoridade é infalível. Mas, qualquer pessoa que tenha uma familiaridade real com a ciência, sabe que isso não é verdade

    • Edson Dias disse:

      Concordo com você meu caro… mas se a Ciência não é a única guia confiável – e em alguns aspectos não é mesmo, hemos de convir que muito menos é o Whatsapp, as crenças populares ou a nossa opinião.

      • Geraldo Celestino disse:

        Vou lembrar vc só o caso da talidomida, não havia ZAp na época.

        • Alisson Sol disse:

          Boa lembrança. Note porém que a Talidomida não era vacina, mas sim um remédio usado para algo diferente daquilo para o qual foi desenvolvido. Pegaram um agente tão forte que hoje é aprovado contra cancer e deram a mulheres grávidas como algo contra enjôo…

          Note a semelhança com usar Ivermectina contra COVID…

  • José Antonio disse:

    Vacinas salvam, ignorância mata!!! É por causa de pessoas como ele que a pandemia teima em não acabar!!! E ainda existem negacionistas anti vacinas como ele que fala em “liberdade”!!!! Eles não tem sequer noção do que seja isso… Liberdade exige responsabilidade…. A liberdade termina quando começa a do outro… Ninguém tem o direito ou a “liberdade” de colocar a vida de outras pessoas em risco!!! Negacionistas anti vacina assintomáticos são mais perigosos que o próprio vírus…
    Que exerça seu direito de não se vacinar longe das pessoas que respeitam e acreditam na ciência….

  • ivan junior disse:

    A historia mostra que na alemanha nazista e na URSS para uma pessoa ir de uma cidade para outra tinha de ter um passe de autorização. Agora em pleno seculo XXI querem fazer a mesma coisa com o tal passaporte vacinal querendo restringir o direito de ir e vir de qualquer cidadão. Eu me vacinei, mas não se pode obrigar um cidadão que vive em uma democracia a fazer algo contra a sua vontade (desde que não esteja quebrando alguma lei previamente determinada). Devemos abrir nossos olhos para atitudes que estão sendo tomadas ultimamente.

    • Edson Dias disse:

      Não confunda alhos com bugalhos. Se o indivíduo não quer se vacinar, ok. Direito dele, principalmente se a doença não for contagiosa. Se É contagiosa, o buraco é mais embaixo. Mas ok… não querer se vacinar é um bônus. Ocorre que na vida bônus e ônus costumam andar de mãos dadas. Nenhum país do mundo é obrigado a aceitar indivíduos que não se vacinaram contra a moléstia A ou B. Febre amarela é apenas um exemplo clássico. Acho que isso não tem relação nenhuma com “direitos individuais”.

  • Alberto disse:

    Ninguém está obrigando o Novak a se vacinar. Se ele não quiser, que não se vacine. Isso é liberdade.
    Também é liberdade que um país democrático, com instituições sérias, com leis que, concordem ou não, devem ser seguidas, não o queira por lá. Vida que segue.
    Fumar faz mal? Conheço médico que fuma. Isso muda alguma coisa? Da mesma forma, tem médico que não indica vacina. Muda o quê na realidade? Nada. Fumar faz mal e vacina salva vidas. A realidade se impõe.

  • Humberto disse:

    Ele não deu uma de bobo pra entrar no país, ele foi autorizado e como é conhecido no mundo todo foi pego como bode expiatório, para servir de exemplo. Gual o perigo então de um não vacinado que como ele já contraiu o vírus e criou anticorpos para um vacinado com 2,3,4 doses? E antes que alguém venha me desabonar, eu tomei 2 doses. Isso tudo tem um nome lobby da indústria farmaceutica que sem dúvida nenhuma é um dos maiores do planeta.

    • Alisson Sol disse:

      Primeiro, em relação à entrada no país. Novak, teria dito no formulário de entrada que viajou da Espanha via Dubai para a Austrália no dia 4 de Janeiro, e teve quarentena de 14 dias na Espanha. Mas apareceram fotos e posts online afirmando que ele esteve na Sérvia durante o Natal (fonte). Isto seria uma incorreção no formulário obrigatório para qualquer estrangeiro entrando na Austrália, e é base legal para a deportação independente de qualquer outra coisa (tentou alegar “confusão” de um assessor).

      Em relação à diferença entre quem tem a doença e quem é vacinado, é uma questão exatamente dos “anticorpos”. Se fosse só criar “anticorpos”, pronto. Nem seria necessário ter vacinas diferentes. Desenvolveu um anticorpo na vida, acabou. Mas não é assim que funciona. Vou tentar uma analogia, que já aviso ser imperfeita.

      Imagine uma polícia específica, que só prende quem está andando armado com a arma na mão esquerda e sendo o revólver da marca “Colt”. Outra polícia só prende quem está andando armado com a arma na mão direita e sendo revolver da marca Kimber. O anticorpo da pessoa que ficou doente é como esta “polícia específica”: reconhece aquele “vírus criminoso específico” com quem já lutou. Já o que uma vacina faz é injetar apenas parte do DNA do vírus no corpo. Seria como dar à polícia a instrução: “investiga todo mundo com qualquer arma de qualquer marca em qualquer mão”. Para um vírus que não tem mutação, não faria diferença. Mas o Coronavírus tem mutações frequentes e disfarça bem (link). Há explicações mais completas e científicas online (link).

      O problema então é que quem “já teve uma variante do vírus” vai ter consequências mais graves ao pegar outra variante. O número de internações com Omicron entre quem não vacinou é múltiplas vezes maior do que entre vacinados, e muitos já tiveram outras variantes. O não vacinado pressiona o sistema médico (link).

      • Humberto disse:

        Só uma pergunta, e os 2 tenistas vacinados comprovadamente e que durante o torneio testaram positivo pra covid, também serão deportados? Sou a favor de vacinas, mas que todos tenham o direito de escolha, jamais segregar, lembrando que foi com um passaporte parecido que o monstro Hitler na Alemanha começou sua perseguição a judeus, negros e a todo tipo de pessoa que não se enquadrava no sistema a ser implantado pelos nazistas.

        • Alisson Sol disse:

          Humberto,

          Você fez perguntas relevantes, e eu tentei responder. Agora você já entrou no campo da “especulação”. Este negócio de “Hitler fez isto”, “o que vai ocorrer com outros tenistas” (que não mentiram no formulário de imigração), e qualquer outro argumento especulativo, já não interessa. Hitler certamente não está administrando a Austrália. Se tiver mais alguma consideração ou pergunta em relação especificamente ao caso do Djokovic, ou às vacinas contra COVID, podemos continuar conversando.

          E vou apresentar um dado interessante: a Austrália tem até agora 106 mortes por milhão de habitantes devido à COVID (para comparação, o Brasil tem 2944 mortes por milhão de habitantes). Apesar de aparentemente haver um fator que facilita (o país é uma ilha) é preciso lembrar que o país tem uma enorme colônia Chinesa e Indiana, que estão bem próximas. A estes foram impostas regras de isolamente rígidas. A Austrália é um país que prega que as regras valham para todos. Neste caso, houve simplemente desrespeito às regras. Preocupa-me menos o caso em si do que o fato de que alguns brasileiros estejam achando errado o respeito às regras com igual aplicação para todos. Talvez reflita bem a situação do país!

  • Alisson Sol disse:

    O problema é que Novak Djokovic é um boa praça, sempre demonstrando bom humor, e com uma estória de superação interessante devido à condição do país de origem quando estava crescendo. Exatamente por isto, não teve uma educação boa. É sabido que ele se deixa influenciar por muitos dos “gurus” que aparecem para “ajudar” gente que desponta para o sucesso. Levado a acreditar nisto por um dos seus “gurus”, afirmou sem qualquer dúvida de interpretação que “pensamento positivo pode purificar água“. Dá pena que, apesar do potencial no esporte, tenha ficado para trás nas outras áreas da vida. Acho que o Brasil tem um exemplo melhor de pessoa mais completa exatamente neste esporte, que é o Guga.

    Mesmo a divulgação de coisas como “Não devemos dar vacinas a crianças, pois não sabemos os efeitos” é desinformação intencional. Não se escuta isto de nenhum cientista que estudou o efeito de vacinas realmente aplicadas todos os anos a crianças, como a da terrível varíola, ou a contra a paralisia infantil. É sempre alguém que mal sabe instalar as atualizações do WhatsApp que propaga tais correntes com o absurdo argumento de que “é científico questionar as coisas</i". Dá vontade de perguntar se já questionou se, sendo gasolina algo que energiza um carro, não seria bom também beber gasolina… Experimenta! Deve dar uma energia enorme! É científico questionar as coisas!

  • Joel Ribeiro dos santos disse:

    Parabéns pelo texto, Raws!
    Também concordo plenamente com o comentário
    do Paulo Roberto.

    • Raws disse:

      Obrigado Joel.
      Cara, será que não existe um exame para detectar que o referido atleta não causava nenhum risco?
      Vacinei! Contrariado pelos fabricantes se eximerem de responsabilidades, mas vacinei.
      Agora, se eu já tivesse sido contaminado pelo vírus, não me vacinaria de jeito nenhum. Se meu corpo venceu o vírus e criou anti corpos para determinada cepa, pra que vacina?

  • Horacio disse:

    O sujeito sabe que não corre riscos, jovem, sem comorbidades, e pouco se importa com os outros, péssimo exemplo.

    Filhos de alguns conhecidos meus estão na Austrália, passaram um banzo no começo forcados a sair pra trabalhar, hoje totalmente adaptados, e vendo o estrago feito pelo paspalho, sequer falam em voltar.

    Não copiamos este exemplo. Aqui politico prescreve medicação e milico cuida da saúde. Com um medico no cargo, tivemos um apagão de informações sobre os casos e nenhuma medida para impedir a entrada das variantes.

    A vacinação foi limitada, mas reduziu drasticamente as mortes e o contagio. Agora as variantes se propagam principalmente entre os não vacinados.

    A propaganda anti-vacinas continua partindo do próprio governo que deveria incentivar os pais a imunizar os filhos. Prefere seguir o exemplo bíblico de Herodes.

  • Raws disse:

    Antes de meu comentário, espero que não venha nem um imbecil, levá-lo para o campo político.
    Vamos lá…
    Tudo nesse período de pandemia é ou deveria ser um tempo de aprendizado.
    Pelo campo científico, pelo lado humano e até espiritual.
    Fato é que em todos esses ângulos nos perdemos mais do que nos achamos.
    A ciência é infinita e seus alunos, os cientistas podem expandir seus conhecimentos e estudos para várias vertentes. Quem é o CARA nesse mundo que pode afirmar com convicção algo desse vírus(novo), sem um contraponto também com conteúdo?
    As contradições foram variadas.
    Carnaval aqui, enquanto explodiam casos no mundo. Fique em casa! Máscaras não são necessárias. Procure o hospital só em casos graves. Os mais jovens não correm grandes riscos.
    De repente num estalo de dedos, tudo mudou!
    Até crianças de 5 anos agora precisam de vacinas?
    Isso não foi uma pandemia! É um pandemônio!
    Conheço médico pediatra diretor de hospital que me falou, se eu tivesse filhos nessa idade, não vacinaria.
    Aí eu, um simples comerciante, que não entende da matéria, mas leio sobre tudo para não continuar ignorante, vou criticar posições contrárias?
    Não meus amigos. Me desculpe Chico, mas também discordo da sua crítica ao atleta. Ninguém tem certeza de nada sobre o tema. O pior é quem menos sabe e faz mais barulho, o faz por interesses absurdos.
    Nunca uma frase deveria ser tão atualizada,
    “O que mais sei, é que nada sei.”

    • Raws disse:

      Agradeço aos colegas pela deferência e retiro a palavra imbecil. Passei do ponto, mas é por que estou louco com essa onda de tudo ser levado para o campo político, principalmente quando comento sem essa intenção. Só que isso não justifica a agressividade da palavra. Acho que foi efeito pós resenha da pelada.

      • Edson Dias disse:

        Prezado Raws

        Primeiramente, quero manifestar meu profundo apreço por você, mas enquanto cientista que sou, sou obrigado a discordar de TODAS as suas colocações neste post do Chico. Provavelmente, eu mesmo seja um imbecil. Mas seguramente muito menos imbecil que o Djokovic. Que, antes de ser imbecil, foi desonesto em toda a história desde o começo. Não sei, sinceramente, se devo prolongar esse debate…

        • Raws disse:

          Caro Edson, o apreço é recíproco.
          Com relação a sua discordância, respeito demais.
          Aliás o que fazemos aqui em nossos comentários, principalmente em temas polêmicos, é agregar informações com os variados pontos de vista, alicerçando a opnião ou até alterando o conceito. Certo seria com respeito, o que uns destoam.
          Reafirmando, que o termo imbecil que fiz questão de “retirar”, não seria para opiniões diferentes e sim para uns radicais aqui, que tudo levam para o lado político.
          Sempre faço questão de debater ou responder aos que dialogam com esse citado respeito, porém os que a soberba “exalam” nas letras, eu prefiro deixar que se auto afirmem no espelho. Abraço.

    • J.B.CRUZ disse:

      sem comentários de minha parte: assino embaixo:
      do comentário de raws….

      ********************************

    • Paulo Roberto disse:

      Perfeito texto parabéns. Gostaria de saber que risco um não vacinado leva aos vacinados.

      • Marcelo de Andrade disse:

        Os cientistas de plantão do blog e do mundo todo – impressionante como essa praga se espalhou -, estão desconsiderando que há pessoas alérgicas às vacinas e ela estão em risco e também há a criação de novas cepas justamente pelos não vacinados. Tem coisa aqui que eu fico assim, como que pode uma pessoa ter escrito isso? Mas melhor ler a ser cego.

        • Marcelo de Andrade disse:

          O sujeito não consegue interpretar textos, vai querer ser cientista e entender de vacinas? Jamé.

        • Edson Dias disse:

          Sim… concordo. Eu mesmo ao ler esse seu comentário agradeci a Deus por não ser cego. Porque por mais que vc tenha razão com relação aos que porventura são alérgicos, do ponto de vista da estatística mais mequetrefe será o que que é pior? E, no fundo, o que esse argumento tem relação com a patacoada do Sr. Djokovic?

      • Edson Dias disse:

        Muito risco, pois mesmo vacinado, o indivíduo ainda pode ajudar a propagar o vírus. Veja que todas as vacinas desta primeira geração têm como principal efeito diminuir os efeitos do coronavírus, mas não necessariamente eliminá-lo. Chegaremos ainda nesse ponto, não aqui no Brasil onde investir em Ciência é coisa de “comunista”. Ou seja, você pode contrair essa praga, não sentir nada, e ainda ser um vetor de propagação do vírus, correndo o risco de infectar indivíduos mais frágeis como os não vacinados ou pessoas vacinadas mas com comorbidades. Na fase atual, não existe isso de estar vacinado e você está livre do problema.

    • STEFANO VENUTO BARBOSA disse:

      Para mim você falou tudo.