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Resultado da pesquisa por "Benecy Queiroz"

E lá se foi o Benecy Queiroz, de muitas histórias e uma grande polêmica no Cruzeiro

Ele vinha lutando contra um câncer no estômago e morreu esta tarde, aos 82 anos de idade. O Cruzeiro lamentou em suas redes sociais:

@Cruzeiro

“O Cruzeiro comunica e lamenta a morte de Benecy Queiroz, colaborador com quase 50 anos de clube. O Cruzeiro deseja força à família e amigos.”

***

Meus sentimentos à família e amigos do “Bené”, uma pessoa de ótimo trato, que sempre me tratou muito bem e eu a ele. Mesmo depois da famosa entrevista que ele concedeu ao Orlando Augusto, quando o critiquei por envolver nomes de pessoas que o desmentiram de forma veemente.

Benecy tem uma história bonita dentro do Cruzeiro, como preparador físico e dirigente, mas ficou tão ou mais conhecido por causa deste episódio, quando disse que teria comprado arbitragens para a Raposa.

Procópio Cardozo, que trabalhou com ele durante muitos anos, como jogador, treinador e diretor, prestou a sua homenagem a ele via twitter:

@procopiocardozo

“Um dos funcionários mais dedicados e competentes que o clube já teve”

***.

Mas, havia também quem não gostasse tanto dele, como o Rui Guimarães, hoje comentarista em Santa Catarina. Registrei aqui no blog um comentário dele sobre a entrevista do Benecy ao Orlando Augusto, no dia 14 de janeiro de 2016.

A memória eletrônica está aqui para recordar:

Comentarista, ex-colega de trabalho do Benecy Queiroz fala sobre ele em Rádio de Santa Catarina

O belorizontino Rui Guimarães foi preparador físico e treinador do Cruzeiro, da base e do profissional. Antes, foi professor de Educação Física em escolas da capital mineira, onde conheceu Benecy Queiroz. Atualmente, Rui é escritor e um dos comentaristas de maior prestígio em Santa Catarina, trabalhando na TV Record e Rádio Guarujá de Florianópolis.

Ele entrou no assunto “Benecy Queiroz” no comentário dele de ontem, na Guarujá.

http://blog.chicomaia.com.br/?s=Benecy+Queiroz


Benecy Queiroz conta que Maradona foi oferecido ao Cruzeiro, aos 16 anos de idade

Maradona no início da carreira no Argentinos Juniores em 1976

Foi ao repórter Josias Pereira, do Jornal O Tempo. O então presidente Felício Brandi, que tinha “olho clínico” para enxergar futuros craques, teria agradecido a oferta para que Maradona fizesse teste no Cruzeiro durante uma excursão do time pela América do Sul. Uma história que eu nunca tinha ouvido falar. Está nesta reportagem do Super FC:

* “Maradona no Cruzeiro quase aconteceu; veja motivos que impediram ‘final feliz’ – Benecy Queiroz, administrador da Toca II, recorda o dia que acompanhou o ainda garoto Diego ao lado do técnico Ilton Chaves”

“Lembro que em uma dessas oportunidades, nos foi oferecido o Maradona e fomos acompanhar uma partida dele. Estava eu, o massagista Guido e o Ilton Chaves. Me recordo que ventava muito no dia e o campo sequer possuía grama totalmente. Mas nada disso impediu aquele garoto de mostrar seu potencial. Todos que estavam ali e o viram foram unânimes. Não vou dizer que ele era um gênio, mas já dava sinais de que seria um jogador fora da curva”, acrescentou o administrador celeste.

O título da Libertadores de 1976 deixou o Cruzeiro em evidência no cenário do futebol sul-americano e internacional. Com um esquadrão de craques imortalizados na história celeste, como Piazza, Joãozinho, Zé Carlos e Dirceu Lopes, o clube estrelado sempre recebia convites para excursões nos países vizinhos, atraindo também a atenção de jovens jogadores, sedentos por oportunidades. Um desses nomes foi Diego Maradona.

O maior jogador da história do futebol argentino esteve na mira dos observadores do Cruzeiro quando ainda possuía por volta de 16 anos de idade e começava a mostrar toda sua qualidade no Argentinos Juniors. Benecy Queiroz, hoje administrador da Toca da Raposa II, contou ao Super.FC sobre o dia que esteve ao lado do ex-técnico Ilton Chaves e do massagista Guido para acompanhar uma partida do garoto Diego Armado Maradona.

“O mês de agosto era sempre destinado a excursões, com os clubes do futebol brasileiro recebendo convites para viagens. O Cruzeiro teve muitas partidas assim naquele período. Éramos sempre convidados. Esse contato acontecia por meio do empresário Jorge Gutman, que agendava nossas partidas”, recorda Benecy.

Lance do destino

Caberia então ao presidente Felício Brandi a decisão de contar ou não com Maradona na sequência da excursão do Cruzeiro. Mas o dirigente celeste, em um daqueles momentos que definem todo um destino, optou por não contar com o garoto.

“Eu creio que naquela época o Cruzeiro tinha tantos bons jogadores que talvez o Maradona não conseguiria ter grandes oportunidades de mostrar o futebol na excursão. São coisas que acontecem no futebol. Quantas vezes alguns atletas levaram não?”, indaga Benecy.

“Eu, sinceramente, não vejo isso como uma perda pelo Cruzeiro. Na verdade, eu digo que isso era o que tinha que ter acontecido. E para nós, que estivemos lá e o vimos, é um momento marcante, saber que presenciamos o nascimento de um dos maiores nomes da história do futebol mundial. Isso é de um privilégio enorme. Quantos não tiveram a chance de ver isso? Foi uma oportunidade que se mostrou para o Cruzeiro e naquele momento não era favorável. Mas houve contato sim”, reforça o administrador da Toca II. (mais…)


Comentarista, ex-colega de trabalho do Benecy Queiroz fala sobre ele em Rádio de Santa Catarina

O belorizontino Rui Guimarães foi preparador físico e treinador do Cruzeiro, da base e do profissional. Antes, foi professor de Educação Física em escolas da capital mineira, onde conheceu Benecy Queiroz. Atualmente, Rui é escritor e um dos comentaristas de maior prestígio em Santa Catarina, trabalhando na TV Record e Rádio Guarujá de Florianópolis.

Ele entrou no assunto “Benecy Queiroz” no comentário dele de ontem, na Guarujá.

Confira:

RUILIVRO

Capa do livro “Santa Bola”, lançado pelo Rui em 2014


A verdade verdadeira do Benecy Queiroz

No aguardo de uma verdade verdadeira do Duke, o dirigente cruzeirense inspira Marcio Luiz, outro chargista brilhante

No Brasil é assim: sujeito fala e faz bobagens, mas invés de ser punido ou auto punir-se, recorre ao “rolando lero”, combina uma armação qualquer até que a poeira baixe e o público esqueça ou vire a chave para outra mazela do dia a dia.

Benecy Queiroz sabe muito, é um arquivo vivo, há quase meio século dentro do Cruzeiro. Demiti-lo poderia resultar numa “delação premiada” e muitos outros nomes e histórias poderiam vir à tona.

O pronunciamento dele ontem merece este tratamento dado pelo Márcio Luiz Rodrigues, comentarista das antigas aqui do blog, a quem agradeço:

“Boa noite, Chico!

Enquanto aguardamos o imbatível Duke, resolvi fazer a minha charge sobre o tão badalado pronunciamento do dirigente celeste hoje pela manhã.”

Esta charge já está publicada em minha Fanpage:

http://facebook.com/marcio.luiz.125


Benecy amaciado; árbitros mineiros na decisão mineira; paz entre Levir e Fred; Galo x Melgar

O sorteio da arbitragem definiu esta tarde que Igor Benevenuto apitará, sábado, América x Cruzeiro no Independência e Ricardo Marques Ribeiro, URT x Atlético, domingo em Patos de Minas.

Tomara que apitem bem e os clubes parem com essa palhaçada de buscar árbitros de outros estados para os nossos jogos decisivos.

Também esta tarde o STJD reduziu a suspensão de Benecy Queiroz de 90 para 45 dias. Na prática ele não sofreu punição nenhuma já que continuou trabalhando normalmente. Deveria ter sido punido mesmo é pelo Cruzeiro, por expor o clube e falar pelos cotovelos. Mas ele sabe muito dos bastidores do clube e é tido como intocável lá dentro.

A diretoria do Fluminense conseguiu juntar Levir Culpi e Fred numa sala e os dois se entenderam e saíram sorridentes do encontro.

fredlevir

Vamos ver até quando vai durar essa bandeira branca.

O Galo pronto para o Melgar no Mineirão. Este time peruano certamente está motivado por alguma mala de dinheiro para ganhar o jogo. Como disse o Roberto Abras, é fundamental que o Atlético entre no espírito da Libertadores e dê uma sacudida. Por falar em alguém da imprensa é bom que alguém avise ao repórter do Sportv que o Atlético não está jogando pela primeira vez no Mineirão depois da conquista da Libertadores em 2013. Outro dia mesmo goleou o Vila Nova lá e fez vários outros jogos.

CAM

A lista do Aguirre entregue aos jornalistas agora há pouco.


Três fatos, três comentários: CBF barra a Sul/Minas/Rio; a saída do Benecy e Guilherme no Corinthians

Walter Feldman, o político que o Del Nero buscou para ser seu cão de guarda na CBF, anunciou que a entidade não autoriza que a Copa Sul/Minas/Rio seja realizada. Com a tabela divulgada e tudo o mais.

Se os clubes afinarem, estará decretado o fim da Primeira Liga e mais uma vez a banda ruim triunfará.

 

Finalmente o Cruzeiro fez o que deveria ter feito no dia seguinte à malfadada entrevista do Benecy Queiroz, afastando-o de suas funções. Porém, tratando o assunto como se estivesse pisando em ovos. Soltou uma nota dizendo que ele está se afastando para cuidar da saúde.

bene

A nota oficial:

“O Cruzeiro Esporte Clube comunica que o Supervisor Benecy Queiroz, em função de tratamento de saúde e realização de exames médicos, está se licenciado do cargo por um período indeterminado. Nesse período, a função de supervisor de futebol será exercida interinamente pelo funcionário Edson Travassos.”

 

Guilherme acertou com o Corinthians. Uma prova de fogo. Vai ter que marcar mais presença no campo do que no departamento médico.

GUI

A pressão lá é diferente, beirando à selvageria, onde as “organizadas” invadem CT, esperam jogadores em estacionamentos, agridem fisicamente e nunca são punidas.


Depoimento esclarecedor de quem presenciou fato parecido com o contado pelo Benecy

Luiz Carlos Alves, um dos jornalistas de história das mais brilhantes da imprensa brasileira, escreveu na página dele no facebook:

* “Os que acompanham esta página sabem que raríssimas vezes postei aqui algo sobre o futebol. Quando o fiz foi para homenagear ex-jogadores e sua arte, como recentemente na reprodução de um golaço de Everton, um vídeo a mim enviado pelo Roberto Tibúrcio. Não tenho ido além disso porque não mais estou no dia a dia da bola, embora, depois da aposentadoria, continue acompanhando os noticiários. Tenho recusado ótimos convites para voltar aos microfones e às câmeras, mas meu trabalho como assessor de comunicação de uma grande empresa me satisfaz, mantém a minha lucidez e boas relações interpessoais. No entanto, diante da celeuma provocada pela entrevista do Benecy Queiroz ao programa “Meio de Campo”, do Orlando Augusto (não vi, mas recebi o tal trecho hoje cedo), me lembro que eu não acreditava em compra de juízes, de jogadores adversários, de times inteiros. Aí, ao longo da minha carreira, vieram dezenas de casos que me fizeram crer na existência desse lado ruím do esporte, e não apenas do futebol. Os doppings; a máfia da loteria esportiva; a vergonhosa atuação de Armando Marques contra o Cruzeiro em 1974, tirando o título do time mineiro; a criminosa atuação de José Roberto Wrigth a favor do Flamengo no Serra Dourada, contra o Atlético; o pústula Armando Marques, quando na direção da arbitragem da CBF, dando instruções a um árbitro para não ver certos lances; a vitória da Argentina sobre o Peru por 6 gols, os que precisava na Copa de 78; essas últimas corrupções de todos os tamanhos na Fifa, enfim, dezenas de casos. Ainda bem que o lado bom do esporte prevaleceu. A entrevista do Benecy repercute intensamente porque os meios de comunicação hoje são muito mais numerosos, mais fortes e instantâneos devido à internet, principalmente. Em 13 de dezembro de 1978 a revista Veja publicou um matéria em que fui citado por ter ouvido, do lado de fora do vestiário do Cruzeiro, uma ordem para que Joãozinho ao voltar para o segundo tempo do jogo, caísse na área, porque o árbitro daria pênalti. O árbitro estaria comprado? A Veja, leitura obrigatória à época, quase um milhão de exemplares semanais, publicou. Errou apenas quanto ao tempo de jogo, 40 segundos e não, 40 minutos; e à origem da informação: vestiário e não túnel do Cruzeiro. A repercussão foi enorme, mas ninguém investigado ou punido.
Casos que este sempre repórter viveu.”

https://www.facebook.com/luizcarlosalves13/posts/959522524138357

VEJA2

Capa da Veja citada pelo Luiz Carlos Alves


Compra de arbitragens! O que é isso Benecy? E o que é isso companheiros?

Os janeiros parecem estar pesando no lombo do Benecy Queiroz, que já era uma pessoa experiente e muito importante no futebol mineiro, especialmente como auxiliar de Felício Brandi, no Cruzeiro, quando comecei a minha vida de repórter, na Rádio Capital.

Custei acreditar que era mesmo o Benecy, em reprise em vários sites e TVs do país, dizendo que o Cruzeiro comprou “juiz”. E pior: envolvendo o nome do já falecido técnico Ênio Andrade, que não está mais entre nós para se defender. Citou o nome do Vitor Braga, que segundo ele era o goleiro da época. Também foi infeliz aí, já que o Vitor tinha parado com o futebol quatro anos antes, nunca jogou sob comando do Ênio, e na ocasião era treinador de goleiros no Qatar, trabalhando com o Dino Sani, o chefe da comissão técnica.

Liguei para o Vitor, que está muito chateado com a história. Disse:

__ Não é este o Cruzeiro que conheço. Jamais testemunhei ou tomei conhecimento de qualquer esquema extracampo para nos ajudar a vencer; tínhamos era um trauma pelo título que o Armando Marques nos tirou e deu para o Vasco no Maracanã em 1974.

Vitor acha que o Benecy teve um surto de excesso de vaidade nesta entrevista ao Orlando Augusto, Paulo Galvão, Eduardo Murta e Frederico Ribeiro, no programa Meio de Campo, domingo, na Rede Minas. “Parece que quis se mostrar importante na história do clube”, afirmou Vitor.

Eu estava voltando de viagem no domingo e não vi o programa, mas ontem o Brasil inteiro o repercutiu por causa dessa entrevista. Aliás, tem sido uma tônica do Meio de Campo, desde que o Orlando Augusto voltou a comandá-lo. O Orlando é de uma lealdade e dignidade profissional que muitos colegas não estão demonstrando ter com ele em momentos como este. Hoje, bem cedo, o Bom Dia Minas, da Globo, repetiu o trecho da entrevista, mas não disse que foi ao programa da Rede Minas. Ontem, o João Vitor Xavier, encheu da bola do Orlando e do programa, citando-os como a fonte da infelicidade do Benecy. Porém, não foi a mesma postura de outros colegas, comentaristas, que não citaram o nome nem do Orlando e nem dos demais companheiros. Dar créditos jornalísticos a quem faz jus, além de elegante, significa honestidade com o público que nos prestigia.

De tudo isso, só resta lamentar que o futebol vive contínuo processo de desmoralização, dentro e fora de campo. E me faz lembrar novamente do Walter Clark, o poderoso criador do “Padrão Globo de qualidade”, que escreveu no livro autobiográfico “O Campeão de Audiência”, de 1994 (relançado em 2015), onde, na página 356, escreveu que ele, como vice-presidente do Flamengo, cuidava, dentre outras coisas do acerto com árbitros para favorecer o time: “… as mumunhas da arbitragem, os acertos com os juízes, o suborno. Todo mundo jura de pé junto que não existe, que são fatos isolados, mas na verdade, acontece, quase às claras, para quem quiser ver.

E confessa que havia apitador que fazia jogo duplo: “ia dar uma grana a esse juiz para ele amolecer as coisas para o nosso lado. Na apuração dos porquês, descobrimos que ele também estava a soldo do outro lado”. Porém, sem citar nomes.

Como diz o jornalista Fernando Rocha, de Ipatinga: “Fecha o pano!”.

MEIODECAMPO

No estúdio da Rede Minas, domingo, antes do programa Meio de Campo, Eduardo Murta, Orlando Augusto, Fred Ribeiro e Paulo Galvão.

MARCOFALCONE

Hoje marchand e empresário dos ramos imobiliário e de bebidas, o ex-goleiro Vitor Braga (direita), em foto ao lado do Marco Antônio Falcone, na sede da cerveja especial Falke Bier.

CLARK

O livro autobiográfico do Walker Clark, relançado em setembro do ano passado, “O Campeão de Audiência”

Parte da entrevista do Benecy Queiroz ao Meio de Campo:

https://www.facebook.com/meiodecampo


Que situação! “Cruzeiro procura Sidnei e comunica que não terá condições de cumprir com acordo estabelecido”

Com atos como este, a credibilidade que já andava abalada, fica ainda mais comprometida. Por outro lado, mostra que a ideia da diretoria do Ronaldo é que “zerar” mesmo, deixando para trás tudo o que os antigos dirigentes do Cruzeiro acertaram. A propósito, cruzeirenses como o Luiz Ibirité, fazem um questionamento interessante: “Caro Chico e amigos, e o eterno Benecy? Quando será q vão dar a ele a carta de “alforria”, afinal, ele já prestou serviço demais ao clube; merece descanso”.

Até então, dizia-se nas hostes azuis que Benecy Queiroz era “imexível”, por que tinha a “chave” de todos os segredos de todas as diretorias que se sucediam, já que se entrelaçavam nos bastidores da política da Raposa.

Agora, sob nova direção, que teoricamente, não tem amarras com nenhuma fação política lá, fica a expectativa quanto ao destino dele.

Essa notícia sobre o Sidnei é do Globoesporte.com:

* “Cruzeiro procura Sidnei e comunica que não terá condições de cumprir com acordo estabelecido”

Staff do atleta recebeu contato de André Argolo, secretário-geral do clube, nesta quarta; Cruzeiro anunciou a contratação no dia 13 de dezembro

Seguindo a política de adequação orçamentária, o Cruzeiro entrou em contato com o staff do zagueiro Sidnei para comunicar que o clube não terá condições de contar com o jogador nos moldes que foram estabelecidos no acordo para contratação. O zagueiro foi anunciado dia 13 de dezembro.

O contato foi feito por meio de André Argolo, secretário-geral do Cruzeiro, no início da manhã desta quarta-feira, com Jorge Machado, empresário que cuida da carreira do jogador. Ao ge, o agente confirmou a informação. (mais…)


Jornalista que cobria o Cruzeiro nos anos 1970 nunca ouviu falar de suposto oferecimento de Maradona à Raposa

No Bar A Baiúca, em Diamantina, o jornalista Sérgio Augusto Carvalho (esquerda) com Fausto Miranda, melhor amigo do lendário João Gilberto, dos tempos em que o pai da Bossa Nova morava na terra de JK

Viagem do Benecy

Um dos repórteres mais brilhantes de uma era do jornalismo brasileiro, Sérgio Augusto Carvalho, nos deu a honra de entrar em contato para manifestar o seu estranhamento sobre a história contada pelo  diretor do Cruzeiro, Benecy Queiroz, de que o então presidente Felício Brandi teria recusado o Maradona para testes em uma excursão do time em 1976. Sérgio era da revista Placar naqueles tempos. Nos escreveu o seguinte: “Ei, Chico. Estou vendo no seu Blog o texto sobre o Benecy dizendo que Maradona foi oferecido ao Cruzeiro em 1976, que houve uma excursão…

Parece que o nosso Benecy está fazendo confusão. Em 1975 não teve jogo na Argentina. Em 1976, o Cruzeiro só disputou a Libertadores; o técnico era Zezé Moreira, que começou no clube em 1975, ganhando o Campeonato Mineiro. Não o Ilton Chaves.

O Benecy era preparador físico, com o Antônio Lacerda!

Não existiu nenhuma “excursão” pela América do Sul em Agosto. O título da Libertadores (eu fui a TODOS os jogos – menos o do Inter em Porto Alegre) foi ganho em 31 de julho, em Santiago.

O Maradona era um garoto de 16 anos. Morava num bairro afavelado de Buenos Aires, era “juvenil” do Argentino Juniors e já estava comprometido com o Boca Juniors. Eu e o fotógrafo JB Scalco (gaúcho) estivemos lá e a Placar publicou uma matéria assinada pelo Divino Fonseca mostrando quem era o futuro fenômeno porteño, Maradona.

Eu cobria o Cruzeiro direto. Nunca houve essa conversa na Toca. O jogador que chegou a interessar ao Carmine Furletti era o Alonso, do River Plate. Deu em nada.

Naquele ano o Cruzeiro só disputou amistosos contra times europeus, numa viagem de 26 dias (agosto) à Espanha (4V, 2E e 2D).

Não sei de onde ele tirou essa conversa sobre Maradona!!!

Coisas do Bené…”

Mais

Em outra mensagem sobre o assunto, o Sérgio Augusto acrescentou: “O Ilton Chaves foi técnico da Seleção Mineira que representou o Brasil na Copa América/75 e que, no final, foi dirigida pelo Oswaldo Brandão e “abrasileirada’ com alguns jogadores paulistas. O Ilton e o Telê foram auxiliares do Brandão. No Cruzeiro ele foi substituído por Zezé Moreira em agosto de 1975.

Ronaldo Nazaré, que era o médico do clube na época, me ligou dizendo que “o Benecy tá doido”. Isso nunca aconteceu.

O filho do Plinio Barreto (saudoso jornalista e autor do principal livro sobre a história do Cruzeiro), Marco Vinicio, confirmou o “erro” do Bené…”

É isso aí. Está explicado. No mais, obrigado ao Sérgio Augusto Carvalho, grande jornalista, gente da prateleira de cima da imprensa nacional. Em gente como ele me inspirei para me tornar um repórter, pelo menos razoável.

Sérgio Augusto com o prefeito de Diamantina, Juscelino Roque (segundo da esquerda para a direita) e amigos, n’A Baiúca. Aliás, parabéns ao Juscelino pela reeleição com 78,78% dos votos.

Claro que eu não perderia a oportunidade de registrar este encontro não marcado com o Sérgio numa das cidades que mais gosto no mundo e num dos melhores bares da face da terra, o A Baíuca, na Rua da Quitanda, em Diamantina. Foi ano passado, num sábado frio de julho.